sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Curiosity faz primeira análise de atmosfera em Marte desde anos 70

Cientistas esperam desvendar detalhes sobre presença intrigante de gás metano


O jipe-robô, que está percorrendo a superfície marciana e colhendo amostras, sugou uma amostra do ar do planeta, que está sendo processada pelo seu sistema de análise, conhecido pela sigla Sam.
É a primeira vez que a composição química da atmosfera marciana é analisada na própria superfície do planeta, desde os testes realizados pelas sondas Viking, na década de 70.
A análise ainda está em andamento, mas a expectativa é de que a substância dominante na atmosfera de Marte seja dióxido de carbono - a exemplo do que foi constatado pelas sondas Viking.
Os cientistas da Nasa têm interesse em verificar se a Curiosity irá detectar a presença de metano. O gás já foi identificado por satélites e por telescópios terrestres e sua presença no planeta vermelho é intrigante.
Metano
De um modo geral, o metano tem vida curta e sua persistência por mais tempo sugere a existência de algum tipo de ''reabastecimento'', que pode estar ocorrendo de forma biológica ou geoquímica. Espera-se que o Sam possa esclarecer a questão.
Os resultados dessa primeira análise devem ser anunciados na semana que vem, de acordo com a cientista Joy Crisp, da equipe da Curiosity, mas ela advertiu que ainda levará algum tempo até que se possam determinar mais detalhes sobre a presença do metano na atmosfera marciana.
A Curiosity, também conhecida como Laboratório Científico Marciano (MSL, na sigla em inglês), já percorreu mais de cem quilômetros desde a Cratera Gale, onde o veículo robótico pousou há um mês.
O veículo está se dirigindo a um ponto chamado de Glenelg, a cerca de 480 quilômetros de onde a Curiosity se encontra. Imagens de satélite indicam que Glenelg seria o ponto de encontro de três tipos de terrenos rochosos distintos. Geólogos acreditam que esse seria o local ideal para estudar a geologia da Cratera Gale.
Engenheiros resolveram interromper a trajetória do veículo por alguns dias para poder testar o longo braço robótico do veículo, de 2 metros. O braço conta com uma câmera, uma broca e um espectrômetro. Seu propósito é o de recolher amostras de pó de rocha e de terra.
O braço, que conta com dispositivos que pesam trinta quilos, precisa ser movido de uma forma que leve em conta a gravidade de Marte, que equivale a 38% da gravidade terrestre.
A missão vem também divulgando fotos realizadas pelo Equipamento Orbital de Reconhecimento de Marte, uma sonda que vem realizando fotos aéreas documentando a trajetória do veículo robótico. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: BBC Brasil via Estadao online

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Segurança no mar

Estudo definirá políticas voltadas para a costa brasileira e evitará transtornos e acidentes

Lucas Tolentino

Os primeiros estudos que permitirão o a gestão dos recursos naturais do litoral brasileiro começaram, na manhã desta quarta-feira (29/08), em Recife e no norte do Rio Grande do Norte. A pesquisa faz parte dos trabalhos de desenvolvimento do Sistema de Modelagem Costeira (SMC), desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) por meio de um acordo de cooperação técnica com o governo espanhol.

A intenção é garantir a segurança da zona litorânea. A chefe da Gerência Costeira do MMA, Leila Swerts, explicou que o foco do SMC é fomentar a gestão de políticas e de intervenções estabelecidas para a área. “Há várias questões estratégicas que precisam ser trabalhadas”, afirmou. “Queremos envolver todos os atores e verificar de que forma esses estudos poderão contribuir para a gestão.”

ACIDENTES

O levantamento auxiliará a execução de políticas voltadas para a costa brasileira e evitará transtornos e acidentes que possam ocorrer na região. “Não existem, hoje, parâmetros para embasar obras costeiras no país. Por isso, algumas delas acabam gerando prejuízos socioeconômicos”, afirmou a analista ambiental Márcia Oliveira. “Os estudos serão uma ferramenta para apoiar a tomada de decisões.”

A largada para o desenvolvimento dos estudos de caso foi dada por meio de um videoconferência da equipe do MMA com representantes das universidades federais de Santa Catarina, de Pernambuco e do Rio Grande Norte, além de representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e das secretarias estaduais de Meio Ambiente dos dois estados. Em breve, deverão ser iniciados os estudos de caso em outros pontos do litoral brasileiro.

O SMC foi originalmente desenvolvido pelo governo espanhol. Em 2010, o Brasil fechou o acordo de cooperação técnica que viabilizou a troca de experiências para o desenvolvimento de um sistema semelhante, adaptado à realidade brasileira. O investimento foi de 500 mil euros.

Fonte: Portal do MMA

terça-feira, 28 de agosto de 2012

UFRN: Professor de Biociências estuda poluição do rio Potengi/Jundiaí

Buscando analisar as cargas de poluentes presentes nos efluentes brutos e tratados que são despejados no Estuário dos Rios Potengi e Jundiaí e seus efeitos nesses mananciais, o professor Graco Aurélio Câmara de Nelo Viana, Diretor do Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), está desenvolvendo o projeto de pesquisa intitulado “Diagnosticar as cargas de poluentes lançadas no estuário dos rios Potengi/Jundiaí”.
Segundo o pesquisador, o objetivo da pesquisa é coletar e analisar os elementos maiores e traços em águas dos efluentes que são despejados no estuário Jundiaí/Potengi e, ao mesmo tempo, fazer um monitoramento físico-químico da água nos mesmos trechos que serão definidos de acordo com as regiões de maiores riscos de impacto ambiental.
Para definir os locais de coleta será feito um planejamento fatorial, considerando alguns fatores característicos da região. As determinações dos elementos maiores e traços em águas e sedimentos serão feitas através do Departamento de Química (DQ) da UFRN.
A contaminação dos ecossistemas por espécies químicas potencialmente tóxicas é um problema global que tem se agravado com o aumento populacional e a sua necessidade por mais fontes naturais. O problema refere-se ao fato de a ingestão de metais e metaloides oferecer riscos à saúde da população, principalmente pela contaminação via alimentos, água a e respiração, cujos impactos, na maioria das vezes, são detectados após longos períodos e de várias maneiras.
Algumas das alterações causadas pelo desequilíbrio da concentração desses elementos no organismo originam a redução da acuidade mental, perda do controle motor, disfunção de órgãos, câncer, doenças crônicas, deficiências imunológicas, incapacidade e finalmente morte. Assim sendo, é de fundamental importância conhecer a dose e o nível de exposição a determinado elemento, mesmo sabendo-se que alguns dos efeitos estão diretamente correlacionados com a biodisponibilidade e, indiretamente, com fatores químicos, geoquímicos e biológicos.
O estuário Jundiaí/Potengi vem sendo constantemente alvo de crimes ambientais, pois se encontra encravado numa região de grande impacto ambiental. Lançamentos de efluentes domésticos e industriais sem tratamento, efluentes industriais com tratamento parcial, efluentes das imunizadoras, e efluentes das pescas colaboram para a contaminação do estuário, contaminando suas águas e sedimentos e, consequentemente, seus peixes e crustáceos.
O projeto visa o desenvolvimento de metodologias para coleta e análise de elementos maiores e traços em águas dos efluentes que são despejados no estuário Jundiaí/Potengi, bem como o volume e as cargas poluidoras lançadas nesse estuário.
A importância dessa pesquisa não é apenas a quantificação de espécies químicas ao longo do estuário, dada a necessidade atual de estudos em todos os recursos hídricos utilizados pelo homem como fonte de água potável e/ou para recreação e pesca, mas também consolidar um grupo de pesquisa, no Departamento de Química (DQ) da UFRN, uma vez que a instituição já dispõe de excelente infraestrutura imprescindível à efetivação dessa pesquisa.

Fonte: Boletim da AGECOM - UFRN.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Isaac: tempestade tropical atuando no Golfo do México

Depois de ter sido devastada há 7 anos atrás pelo Katrina, a cidade de New Orleans pode ser atingida pela tempestade tropical Isaac. Segundo a Associated Press:
 "A previsão do Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês) é de que o Isaac atinja em cheio a costa norte-americana dentro de uma faixa de 500 quilômetros que se estende de Panhandle, na Flórida, a New Orleans."
A matéria do trecho acima pode ser lido no portal do Estadão. 
Abaixo uma imagem simulando a distribuição de velocidade da tempestade, segundo a NOAA.

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Doutorado em Ciências Climáticas - bolsas do IPCC

O IPCC divulga chamada para bolsas de estudo em Ciências Climáticas em nível de Doutorado.


Prazo para submissão: 30 de setembro de 2012

Mais informações: www.ipcc.ch

Students interested in applying for an IPCC scholarship can download application forms at:
http://www.ipcc.ch/ipcc-scholarship-programme/ipcc_scholarshipprogramme.shtml

Completed application forms and supporting documents should be uploaded by 30 September 2012 at: https://www.ipcc.ch/apps/scholarship/applicant/

For more information contact:

Jonathan Lynn, E-mail: jlynn@wmo.int , Tel: + 41 22 730 8066
Werani Zabula, E-mail: wzabula@wmo.int Tel: + 41 22 730 8120 

Informações gerais, em espanhol, pode ser obtida no link www.ipcc.ch/ipcc-scholarship-programme/pdf/pr_2012_es.pdf

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Conferência Científica Internacional sobre Combate à Desertificação

Será realizada em Fortaleza, de 04 a 07 de fevereiro de 2013, a 2ª Conferência Científica da UNCCD (sigla em inglês para a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação). Maiores informações podem ser obtidas no site: http://2sc.unccd.int/home/ 
Apesar da conferência ser realizada no Brasil, não há versão em nosso idioma. Uma tradução livre dos objetivos da conferência segue abaixo:

Existe um consenso generalizado de que as questões prementes sobre a desertificação, a degradação do solo e a seca (DDSS), ainda não foram devidamente incluídas e tratadas nas atuais agendas tanto do setor público, quanto do setor privado em nível global, nacional e local. Portanto, é de fundamental importância chamar a atenção  para os efeitos, especialmente custos e benefícios , decorrentes das decisões a serem tomadas com  relação à gestão do solo e dos ecossistemas.
Por estas razões, a Segunda Conferência Científica UNCCD pretende reunir uma série de interessados​​ - as universidades,  gestores públicos,  a sociedade civil e o setor privado -, para tratar a DDSS a partir de uma perspectiva econômica.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mudanças Climáticas e Mídia

Abaixo segue reprodução de matéria publicada online pela Agência FAPESP. O texto aborda um aspecto importante geral, que é a divulgação científica, ou de assuntos científicos, feito pela mídia não especializada. Esta preocupação não é nova, e mesmo nos países mais desenvolvidos há uma grande preocupação com ea questão da boa divulgação e popularização da Ciência, levando a algumas das melhores universidades a criarem cursos de especialização na área. No Brasil estamos dando os primeiros passos. Na semana passada adquirimos, na livraria do Campus da UFRN um livro bastante interessante e intitulado "Energia, Ambiente & Mídia: qual é a questão?", tendo como autores Vânia Mattozo e Celso de Brasil Camargo. Estamos plenamente de acordo com as palavras do apresentado do livro, Moacir Loth, quando afirma "Mattozo e Camargo provam que, para divulgar a ciência, o jornalista não precisa virar cientista, nem o cientista precisa virar jornalista." 

Cientistas apontam problemas da cobertura da imprensa sobre mudanças climáticas


Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Na avaliação de especialistas reunidos em São Paulo para discutir a gestão de riscos dos extremos climáticos e desastres, para que seja possível gerenciar de forma adequada os impactos desses eventos, é fundamental informar a sociedade – incluindo os formuladores de políticas públicas – sobre as descobertas das ciências climáticas.
No entanto, pesquisadores estão preocupados com as dificuldades encontradas na comunicação com a sociedade. A complexidade dos estudos climáticos tende a gerar distorções na cobertura jornalística do tema e o resultado pode ser uma ameaça à confiança do público em relação à ciência.
A avaliação foi feita por participantes do workshop “Gestão dos riscos dos extremos climáticos e desastres na América Central e na América do Sul – o que podemos aprender com o Relatório Especial do IPCC sobre extremos?”, realizado na semana passada na capital paulista.
O evento teve o objetivo de debater as conclusões do Relatório Especial sobre Gestão dos Riscos de Extremos Climáticos e Desastres (SREX, na sigla em inglês) – elaborado e recentemente publicado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) – e discutir opções para gerenciamento dos impactos dos extremos climáticos, especialmente nas Américas do Sul e Central.
O workshop foi realizado pela FAPESP e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com o IPCC, o Overseas Development Institute (ODI) e a Climate and Development Knowledge (CKDN), ambos do Reino Unido, e apoio da Agência de Clima e Poluição do Ministério de Relações Exteriores da Noruega.
Durante o evento, o tema da comunicação foi debatido por autores do IPCC-SREX, especialistas em extremos climáticos, gestores e líderes de instituições de prevenção de desastres.
De acordo com Vicente Barros, do Centro de Investigação do Mar e da Atmosfera da Universidade de Buenos Aires, o IPCC, do qual é membro, entrou há três anos em um processo de reestruturação que compreende uma mudança na estratégia de comunicação.
“A partir de 2009, o IPCC passou a ser atacado violentamente e não estávamos preparados para isso, porque nossa função era divulgar o conhecimento adquirido, mas não traduzi-lo para a imprensa. Temos agora um grupo de jornalistas que procura fazer essa mediação, mas não podemos diluir demais as informações e a última palavra na formulação da comunicação é sempre do comitê executivo, porque o peso político do que é expresso pelo painel é muito grande”, disse Barros.
A linguagem é um grande problema, segundo Barros. Se for muito complexa, não atinge o público. Se for muito simplificada, tende a distorcer as conclusões e disseminar visões que não correspondem à realidade.
“O IPCC trata de problemas muito complexos e admitimos que não podemos fazer uma divulgação que chegue a todos. Isso é um problema. Acredito que a comunicação deve permanecer nas mãos dos jornalistas, mas talvez seja preciso investir em iniciativas de treinamento desses profissionais”, disse.
Fábio Feldman, do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas, manifestou preocupação com as dificuldades de comunicação dos cientistas com o público, que, segundo ele, possibilitam que os pesquisadores “céticos” – isto é, que negam a influência humana nos eventos de mudanças climáticas – ganhem cada vez mais espaço na mídia e no debate público.
“Vejo com preocupação um avanço do espaço dado aos negacionistas no debate público. A imprensa acha que é preciso usar necessariamente o princípio do contraditório, dando espaço e importância equânimes para as diferentes posições no debate”, disse.
De acordo com Feldman, os cientistas – especialmente aqueles ligados ao IPCC – deveriam ter uma atitude mais pró-ativa no sentido de se contrapor aos “céticos” no debate público.
Posições diferentes
Para Reynaldo Luiz Victoria, da Coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais, é importante que a imprensa trate as diferentes posições de modo mais equitativo.
“Há casos específicos em que a imprensa trata questões de maneira pouco equitativa – e eventualmente sensacionalista –, mas acho que nós, como pesquisadores, não temos obrigação de reagir. A imprensa deveria nos procurar para fazer o contraponto e esclarecer o público”, disse Victoria à Agência FAPESP.
Victoria, no entanto, destacou a importância de que os “céticos” também sejam ouvidos. “Alguns são cientistas sérios e merecem um tratamento equitativo. Certamente que não se pode ignorá-los, mas, quando fazem afirmações passíveis de contestação, a imprensa deve procurar alguém que possa dar um contraponto. Os jornalistas precisam nos procurar e não o contrário”, disse.
De modo geral, a cobertura da imprensa sobre mudanças climáticas é satisfatória, segundo Victoria. “Os bons jornais publicam artigos corretos e há jornalistas muito sérios produzindo material de alta qualidade”, destacou.
Para Luci Hidalgo Nunes, professora do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os negacionistas ganham espaço porque muitas vezes o discurso polêmico tem mais apelo midiático do que a complexidade do conhecimento científico.
“O cientista pode ter um discurso bem fundamentado, mas que é considerado enfadonho pelo público. Enquanto isso, um pesquisador com argumentos pouco estruturados pode fazer um discurso simplificado, portanto atraente para o público, e polêmico, o que rende manchetes”, disse à Agência FAPESP.
Apesar de a boa ciência ter, em relação ao debate público, uma desvantagem inerente à sua complexidade, Nunes acredita ser importante que a imprensa continue pluralista. A pesquisadora publicou um estudo no qual analisa a cobertura do jornal O Estado de S. Paulo sobre mudanças climáticas durante um ano. Segundo Nunes, um dos principais pontos positivos observados consistiu em dar voz às diferentes posições.
“Sou favorável a que a imprensa cumpra seu papel e dê todos os parâmetros, para que haja um debate democrático. Acho que isso está sendo bem feito e a própria imprensa está aberta para nos dar mais espaço. Mas precisamos nos manifestar para criar essas oportunidades”, disse.
Nunes também considera que a cobertura da imprensa sobre mudanças climáticas, de modo geral, tem sido satisfatória, ainda que irregular. “O tema ganha vulto em determinados momentos, mas não se mantém na pauta do noticiário de forma permanente”, disse.
Segundo ela, o assunto sobressaiu especialmente em 2007, com a publicação do primeiro relatório do IPCC, e em 2012 durante a RIO+20.
“Em 2007, a cobertura foi intensa, mas a popularização do tema também deu margem a distorções e exageros. O sensacionalismo é ruim para a ciência, porque faz o tema ganhar as manchetes rapidamente por algum tempo, mas no médio prazo o efeito é inverso: as pessoas percebem os exageros e passam a olhar com descrédito os resultados científicos de modo geral”, disse.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Riscos de extremos climáticos e desastres naturais

Agência FAPESP – A fim de aprimorar a gestão de riscos de extremos climáticos e desastres, é preciso aprimorar o diálogo entre cientistas e tomadores de decisão – especialmente com as autoridades locais – e obter participação mais ativa dos governos na avaliação de vulnerabilidades e em iniciativas de adaptação.
Essas recomendações fazem parte do diagnóstico produzido por cientistas e gestores durante o workshop “Gestão dos riscos dos extremos climáticos e desastres na América Central e na América do Sul – o que podemos aprender com o Relatório Especial do IPCC sobre extremos?”, realizado na semana passada na capital paulista.

A matéria completa pode ser lida no link da AF.

Destaque especial para a preocupação com a Educação, segundo a matéria:
"Melhorar o sistema educacional e a formação de profissionais dedicados às questões relacionadas às mudanças climáticas foi outra recomendação. Outro aspecto diagnosticado é que os sistemas nacionais capazes de lidar com os desafios dos eventos extremos não estão integrados de forma adequada: há necessidade de se estabelecer diretrizes em diferentes níveis de governo."

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Saúde dos oceanos

Agência FAPESP – O Índice de Saúde dos Oceanos (OHI, na sigla em inglês), a primeira medida abrangente indicadora da saúde dos ambientes marinhos, baseada no estudo de 171 regiões costeiras no mundo todo, foi lançado no dia 15 de agosto.
O novo índice, lançado pela Conservação Internacional, National Geographic Society e New England Aquarium, é uma medida quantitativa da saúde dos oceanos em termos dos benefícios que eles trazem e considera os seres humanos como parte desse ecossistema.
O índice é organizado em torno de dez fatores definidos para medir o uso que as pessoas fazem dos recursos e serviços oferecidos pelo oceano e ambientes costeiros: provisão de alimentos; oportunidades de pesca artesanal; produtos naturais; armazenamento de carbono; proteção costeira; subsistência e economia; turismo e recreação; identidade local; águas limpas; e biodiversidade.
As primeiras conclusões do OHI, publicadas no mesmo dia 17 na Nature, revelaram uma pontuação global de 60, em um total de 100 pontos.
Quanto menor a pontuação, pior a situação, mostrando que ou o homem não está aproveitando os benefícios fornecidos pelos oceanos, ou não está utilizando esses benefícios de modo sustentável. O Brasil ficou em 35º lugar, com 62 pontos.
Os locais com mais alta pontuação incluíram tanto nações densamente populosas e altamente desenvolvidas, como a Alemanha – em quarto com 73 pontos –, como locais remotos como a Ilha Jarvis, no Pacífico – que ficou em primeiro com 86 pontos.
Foram atribuídas pontuações para os dez fatores avaliados de forma global e também em termos regionais. O OHI pode ser usado desde a escala global até localmente – desde que existam dados de qualidade.
O OHI é uma importante ferramenta para políticos tomarem decisões sobre o futuro dos oceanos. As decisões de gerenciamento de recursos podem ser examinadas por grupo de metas, permitindo que os políticos avaliem a efetividade de seus compromissos.
De acordo com o índice, a maricultura recebeu uma das mais baixas pontuações (10 de 100), revelando oportunidades para os países criarem espécies marinhas de modo sustentável para ajudar a atender à demanda do crescimento da população e fornecer benefícios econômicos.
Os países do oeste da África tiveram a mais baixa pontuação no Índice de Saúde dos Oceanos. Esses países também tiveram baixa classificação no Índice de Desenvolvimento Humano, sugerindo uma relação entre um bom governo, economias fortes e litoral saudável.
Mais de 40% da população mundial vive ao longo da costa e, à medida que a população mundial aumenta, as pessoas se tornam mais dependentes dos oceanos para a sua alimentação, subsistência, recreação e sustento. No entanto, aproximadamente 84% das reservas marinhas monitoradas estão completamente exploradas, sobre-exploradas ou até mesmo esgotadas. A capacidade das frotas pesqueiras do mundo é estimada em 2,5 vezes acima dos níveis de pesca sustentáveis.
“A pontuação global de 60 é uma forte mensagem de que não estamos gerenciando o uso dos oceanos de maneira adequada,” disse Bud Ris, presidente do New England Aquarium e coautor do artigo na Nature. “Há muita oportunidade para melhorias e nós esperamos que o OHI torne esse ponto bastante claro.”
“Pela primeira vez, temos uma medida abrangente do que está ocorrendo com os oceanos e uma plataforma global a partir da qual podemos avaliar as implicações das ações ou omissões humanas”, disse Greg Stone, vice-presidente sênior e cientista chefe para os Oceanos da Conservation International e outro autor do artigo.
Mais informações: http://oceanhealthindex.org e http://ohi.nceas.ucsb.edu/data.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Seminário da Pós-Graduação em Ciências Climáticas - UFRN


“Aproveitamento Eólico em Reservatórios Hidroelétricos”
Prof. Dr. Arcilan Trevenzoli Assireu
Universidade Federal de Itajubá/MG

Data: 16 de agosto de 2012          Horário: 15h      
Local: Auditório do Departamento de Física - DFTE


RESUMO:  A UNIFEI, junto com instituições colaboradoras como a UFRN, CPTEC/INPE e CCST/INPE tem trabalhado na geração de informação, através de estudos aprofundados sobre importantes aspectos relacionados ao aproveitamento eólico, como rugosidade do terreno, condições da camada limite planetárias e condicionantes específicos em ambientes aquáticos. Resultados têm apontado para viabilidade do aproveitamento eólico nos reservatórios hidrelétricos, sobretudo pela disponibilidade de ventos, contribuições orográficas favoráveis, proximidades com o sistema de transmissão, complementaridade sazonal entre a energia hídrica e eólica, além de aspectos ambientais.  Mesmo em face destes aspectos positivos, existem barreiras que ainda impedem a implantação mais acelerada dos projetos de geração eólica nestes reservatórios. Duas delas em específico, a barreira tecnológica e barreira de informações, serão apresentadas neste seminário, além de resultados já obtidos.

Sobre o Palestrante:  Possui graduação em Física pela Universidade Federal de Viçosa (1995), mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (1998) e doutorado em Oceanografia Física pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (2003). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Itajubá/MG e professor colaborador no programa de mestrado em Ecologia Aquática da Universidade Federal de Juiz de Fora. Tem experiência na área de Oceanografia Física, com ênfase em movimento da água do mar, atuando principalmente nos seguintes temas: derivadores rastreados por satélite, circulação oceânica, instrumentação meteo-oceanográfica, interação oceano-atmosfera, processos hidrodinâmicos em reservatórios hidrelétricos e aproveitamento eólico em sistemas aquáticos.