quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Energias renováveis conquistam espaço

Por Heitor Shimizu, de Munique
Agência FAPESP – Pesquisadores da Alemanha e do Brasil se reuniram na FAPESP Week Munich, no dia 17 de outubro, em um painel para apresentar e debater desafios, soluções e oportunidades em energias renováveis e sustentáveis.
“Vivemos um momento de grande crescimento no mundo como um todo, tanto populacional como econômico, mas não observamos um crescimento proporcional no uso de energias renováveis. A fonte energética que mais cresce é o carvão, o que diz muito sobre a situação que vivemos atualmente”, disse Thomas Hamacher, professor na Universidade Técnica de Munique, moderador do painel e um dos palestrantes.
“Nos últimos anos, as emissões derivadas de combustíveis fósseis têm aumentado mais do que achávamos que fosse ocorrer. Se olharmos para os cenários produzidos pelo IPCC [Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas] no início da década de 1990, vemos que estamos hoje no lado do pior cenário estimado na época”, disse Hamacher.
“Energia é um assunto muito importante no cenário político atual e esses são pontos com os quais temos que lidar. Temos de encontrar soluções globalmente e não individualmente. Não temos uma resposta ainda, mas certamente um caminho é trabalhar mais com energias renováveis”, afirmou.
Hamacher destacou a importância para a Alemanha da questão da chamada “energiewende” (“transição energética”), que visa à substituição do carvão e de derivados do petróleo por fontes renováveis.
No Brasil, país considerado exemplar no uso de energias renováveis – em especial por conta da geração de eletricidade por hidrelétricas e pelo uso do etanol como combustível em veículos –, a pesquisa na área também tem sido intensa.
Um exemplo está no Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), que foi apresentado no painel no Deutsches Museum, em Munique, por um dos membros de sua coordenação, Marie-Anne van Sluys, professora no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.
Lançado em 2008, o BIOEN tem como objetivo estimular e articular atividades de pesquisa e desenvolvimento, utilizando laboratórios acadêmicos e industriais para promover o avanço do conhecimento e sua aplicação em áreas relacionadas à produção de bioenergia no Brasil.
“Levando em conta que o programa se encontra em um cenário muito amplo, ele foi criado com cinco divisões, bem diferentes entre elas”, disse Van Sluys. As divisões do BIOEN estão voltadas para pesquisas em: biomassa para bioenergia; fabricação de biocombustíveis; biorrefinarias e alcoolquímica; aplicações do etanol para motores automotivos; e impactos socioeconômicos e ambientais e uso da terra.
“O BIOEN está focado tanto no conhecimento básico como na geração de novas tecnologias. A participação tem sido muito expressiva. O programa já teve 136 auxílios a pesquisa, envolvendo mais de 400 pesquisadores no Brasil e colaboradores em 15 países, entre os quais a Alemanha”, disse Van Sluys.
Van Sluys destacou que o BIOEN estimulou a criação do Centro Paulista de Pesquisa em Bioenergia, do Programa Integrado de Pós-Graduação em Bioenergia (que reúne as três universidades estaduais paulistas) e a realização de parcerias em pesquisa com empresas e instituições de diversos países.
O BIOEN também deu origem a 15 projetos de pesquisa apoiados por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e a 12 projetos no Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE).
Van Sluys falou sobre a importância de fazer com que a cana-de-açúcar se torne um componente ainda mais importante na matriz energética brasileira. Por conta disso, pesquisadores ligados ao BIOEN têm estudado alternativas que permitam aumentar a eficiência da cana na produção de energia.
O grupo liderado por Van Sluys na USP, por exemplo, integra um consórcio internacional de pesquisadores que trabalha no sequenciamento e análise do genoma da cana-de-açúcar e que publicou recentemente um conjunto amplo e diverso de sequências do genoma da planta.
Energia fotovoltaica
Uma alternativa considerada importante na Alemanha para a “energiewende” é o uso da energia solar. Roland Zink, professor no Instituto de Tecnologia de Deggendorf, falou sobre a pesquisa realizada por seu grupo a respeito do uso de energia fotovoltaica na Baviera.
“A instalação de painéis fotovoltaicos, subsidiada pelo governo desde o ano 2000, experimenta um forte crescimento na Alemanha. Muitos sistemas têm sido instalados em telhados e temos visto a implantação de usinas de larga escala para geração de eletricidade”, disse Zink.
“Áreas rurais, como no sudeste da Baviera, têm percebido o potencial das energias renováveis como uma oportunidade de desenvolvimento econômico”, afirmou o pesquisador.
Segundo ele, essa espécie de corrida pelo uso da energia fotovoltaica tem levado a região a experimentar problemas tanto técnicos como sociais. Um problema técnico importante é a instalação não planejada dos sistemas, envolvendo fatores como a escolha de locais menos favoráveis, seja espacial ou economicamente.
O principal problema social, contou Zink, diz respeito às estações de grande porte, que reduzem as áreas de cultivo, já escassas na região, preocupando os agricultores.
O painel sobre energia na FAPESP Week Munich também contou com apresentações dos professores Jürgen Karl (Universidade de Erlangen-Nuremberg), Gilberto De Martino Jannuzzi (Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas) e Denis Coury (Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo).
Karl falou sobre combustíveis renováveis e alternativas de armazenamento. Segundo ele, o uso de energias renováveis tem crescido na Alemanha, respondendo atualmente por mais de 30% da produção de energia no país e substituindo com sucesso as fontes nucleares e o gás natural importado principalmente da Rússia.
“À medida que o uso das fontes renováveis aumentar, precisaremos de capacidades de armazenamento que permitam, por exemplo, manter a energia solar ou do vento não apenas por algumas horas, mas por dias e semanas”, disse.
Jannuzzi, que também é membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), falou sobre a flexibilização do sistema energético brasileiro, com o uso de novas tecnologias e aumento da eficiência energética.
Segundo Jannuzzi, a demanda energética no Brasil tem crescido mais rapidamente do que o Produto Interno Bruto: 4,5% de 2012 a 2013, contra 2,3% de aumento no PIB. O setor energético, que historicamente é dependente da geração por hidrelétricas, tem mudado nos últimos anos, com o crescimento de outras fontes, como o maior uso de termoelétricas.
Coury, que coordena o Projeto Temático "Desenvolvimentos tecnológicos para a proteção, análise, supervisão e automação dos sistemas elétricos do futuro", apoiado pela FAPESP, falou sobre pesquisas conduzidas por seu grupo com “smart grids”.
“Smart grids” são redes de distribuição automatizadas, baseadas em inteligência computacional e tecnologias da informação. Com uma comunicação interativa entre as partes, elas permitem otimizar o uso de energia elétrica.
Nas “smart grids”, uma máquina de lavar, por exemplo, pode ser programada para funcionar apenas quando receber a informação de que naquele momento a demanda por energia no sistema caiu abaixo de um determinado valor. Ou a energia na casa do consumidor pode ter seu preço aumentado ou diminuído conforme os picos de uso.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Argonne researchers create more accurate model for greenhouse gases from peatlands

Scientists at the U.S. Department of Energy’s Argonne National Laboratory have created a new model to more accurately describe the greenhouse gases likely to be released from Arctic peatlands as they warm. Their findings, based on modeling how oxygen filters through soil, suggest that previous models probably underestimated methane emissions and overrepresented carbon dioxide emissions from these regions.
Peatlands, common in the Arctic, are wetlands filled with dead and decaying organic matter. They are the result of millions of years of plants dying and breaking down into rich soil, so they contain a massive amount of carbon.
“Peatlands cover about four percent of all land, but they hold 20 percent of all carbon stored on land,” said Argonne scientist Zhaosheng Fan, who led the study.
Cold temperatures keep the carbon locked in the soil. As the ground warms, however, microbes come to life and begin to decompose all that organic matter, which releases carbon into the atmosphere.
Unfortunately, the extreme northern regions of the world are where warming has accelerated the most quickly—and it’s expected to pick up in the future. Scientists are concerned that Arctic warming could spiral quickly into a self-reinforcing cycle that dumps an enormous amount of carbon into the atmosphere.
Scientists create complex models to estimate how this might unfold, combining data taken on the ground with varying emissions scenarios to forecast climate change far into the future.
One area of particular interest is which form of carbon will be released. Microbes can create either CO2 or methane, and each gas has different effects on the atmosphere. CO2 is a long-lived greenhouse gas, staying in the atmosphere for up to a century or more. Methane delivers a powerful punch—its impact is about 20 times greater than CO2—but filters out of the atmosphere in about 12 years. Accurately predicting how much of each gas will be released, therefore, is important.
Down in the ground, the conditions that microbes find themselves in will affect what form of carbon they release. If there’s a lot of oxygen and water available, microbes will only produce CO2. If there isn’t enough oxygen, they will produce methane and CO2.
Up until now, researchers had been using a simple model that assumed water was the primary divider; soil above the water table would produce microbes that made CO2, and microbes below would produce methane.
“But experiments had been showing that there could be significant limits on oxygen availability above the water table, and this would affect what form of carbon microbes release,” Fan said.
The size and characteristics of soil particles matter. If the oxygen gets trapped in air bubbles and consumed by other microbes or can’t filter down through soil, soil microbes will produce methane even if they’re above the water table.
“So we set out to make a model that would take these findings into account,” Fan said.
The team used experimental data from peatland taken near Fairbanks, Alaska and plugged it into their model. The results showed their new model was much more accurate and suggested that more methane is produced and proportionally less CO2—than predicted by older water table-based models.
“Revising this calculation will substantially affect current greenhouse gas production models in the Arctic,” Fan said.
Next, Fan said, they are looking into adding other soil characteristics, such as nutrients like nitrogen, into the model to see how they might affect microbe output.

By Louise Lerner  for ANL Press

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

USP: Mudanças climáticas

Do USP Online
O Núcleo de Pesquisa em Políticas e Regulação de Emissões de Carbono (NUPPREC) do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP e a Faculdade de Direito (FD) da USP, realizam o Seminário Climate Change: Brazil and United States Comparative Vulnerabilities, Regulation and Polices.
O evento acontece dia 22 de outubro, das 9 às 12 horas, no auditório do primeiro andar da FD, Largo São Francisco, 95.
O objetivo é discutir os seguintes tópicos: (i) o papel do Brasil e dos Estados Unidos nas negociações climáticas; (ii) iniciativas de governança climática no âmbito sul-americano e a relação do Brasil com elas; (iii) aspectos das legislações nacionais e subnacionais de ambos os países e como aperfeiçoá-las, sobretudo no tocante às vulnerabilidades decorrentes das mudanças climáticas.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente por email comunicacao@iee.usp.br, enviando nome/e-mail/cargo/instituição.
O seminário será totalmente em inglês, sem tradução. A programação pode ser acessada na página do evento.
Mais informações: email omunicacao@iee.usp.br, site http://www.usp.br/iee/?q=en/node/499
http://www.eventos.usp.br/?events=seminario-discute-mudancas-climaticas-no-brasil-e-nos-

Amazon deforestation picking up pace, satellite data reveals

Data indicates 190% rise in land clearance in August and September compared with same period last year

Tree in deforested area in middle of the Amazon jungle
A tree in a deforested area in the middle of the Amazon jungle. Photograph: Raphael Alves/AFP/Getty Images
The deforestation of the Brazilian Amazon has accelerated rapidly in the past two months, underscoring the shortcomings of the government’s environmental policies.
Satellite data indicates a 190% surge in land clearance in August and September compared with the same period last year as loggers and farmers exploit loopholes in regulations that are designed to protect the world’s largest forest.
Figures released by Imazon, a Brazilian nonprofit research organisation, show that 402 square kilometres – more than six times the area of the island of Manhattan – was cleared in September.
The government has postponed the release of official figures until after next Sunday’s presidential election, in which incumbent Dilma Rousseff of the Workers’ party faces a strong challenge from Aécio Neves, a pro-business candidate who has the endorsement of Marina Silva, the popular former environment minister .
But the official numbers are expected to confirm a reversal that started last year, when deforestation rose by 29% after eight years of progress in slowing the rate of tree clearance.
Among the reasons for the setback are a shift in government priorities. Under Rousseff, the government has put a lower priority on the environment and built alliances with powerful agribusiness groups. It has weakened the Forest Code and pushed ahead with dam construction in the Amazon.
The environment ministry has tried to step up monitoring operations and campaigns to catch major violators, but farmers and loggers have also become more sophisticated by clearing areas of less than 25 hectares – below the range that can be detected by the Deter satellite, which the government had been using until recently.
More precise images should be available with a new satellite that has come into operation, but it is thought that better pictures will be likely to show even sharper deterioration.
Covert GPS surveillance of timber trucks by Amazon campaigners has shown how loggers evade the authorities. Much of the timber is laundered and sold to unwitting buyers in the UK, US, Europe and China, Greenpeace revealed this year.
Despite the worsening situation in the Amazon – and São Paulo’s most severe drought since records began – the environment has played little part in the debates between the two presidential candidates.
Alarmed by these trends of environmental degradation and political complacency, Imazon, the Environmental Research Institute of Amazonia and Friends of the Earth have come together to urge the next administration to make diversity and sustainability official priorities for the Amazon.
“It’s time to realize that current investments in the Amazon do not promote development, and deforestation is impeding development. Based on this, you need to design and implement a regional development policy based on diversity of the territory,” said Roberto Smeraldi, director of Friends of the Earth.

Source: The Guardian

Crise Climática: Causada por desmatamento, seca em SP foi prevista há décadas


O Sudeste, o Centro-Oeste, o Norte e o Nordeste registraram recordes de temperatura nos últimos dias com a bolha de calor estacionada sobre estas regiões. Ela impede a chegada da umidade e consequentemente da chuva. Mas esse é apenas um dos reflexos de um cenário catastrófico já previsto há mais de 20 anos, que hoje, não se trata apenas de uma previsão, mas sim das consequências do desmatamento.  O engenheiro agrônomo com doutorado em biogeoquímica planetária do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Antônio Donato Nobre, autor de um estudo chamado Futuro Climático da Amazônia  - que deve ser publicado até o final do ano – afirma que a única forma de remediar a situação é adotar uma estratégia de guerra.



“Não quero ser radical, mas quando nós chegamos a esse ponto, nós precisamos ter um discurso de guerra”, diz comparando a ação dos governantes frente à crise financeira de 2008, quando foram investidos trilhões de dólares para salvar bancos privados da crise.  “É uma decisão que precisa ser tomada em 15 dias e não em 15 anos”.

O professor afirma que já vivemos dentro de um desastre, a exemplo do que ele vê todos os dias pela janela de seu apartamento em São José dos Campos, “vejo o céu do Saara, nós estamos aqui em um processo de desertificação, e eu torço para que esteja errado, para que eu esteja equivocado”.

 “Essa onda de destruição tem consequência, agora é a hora da consequência e nós vamos pagar o preço... mas não são mais os cientistas ou a sociedade que estão falando isso, agora é o clima que está falando.... abra a sua torneira e veja se a água está saindo. Esta demonstração faz com que eu não precise me preocupar em relação sobre se o que eu estou falando é verídico ou não”.

Nobre explica que a principal causa do que temos testemunhado no Brasil é efeito do fim das florestas do Sudeste e do desflorestamento em andamento na Amazônia, que diminuiu a umidade do ar. Isso  faz com que as massas de ar seco fiquem estacionadas, diminuindo ainda mais a umidade e impedindo as chuvas. A importância das florestas é tamanha, que um estudo do qual Nobre participou mostrou que a vegetação amazônica produz mais umidade que o volume de água diário do rio Amazonas, que é o maior do mundo. 
Constatações como essa tem feito com que ele defenda ações mais urgentes e radicais contra o desmatamento e em favor do reflorestamento, porque as consequências já estão sendo sentidas. 

“Quando a gente está dentro de um desastre, não podemos raciocinar com a lógica antiga... essa lógica de que ‘será que a Dilma vai concordar’, não funciona em um desastre. Quando você está em um esforço de guerra é regime de exceção, de calamidade pública... é minha posição pessoal, mas é porque não vejo outra saída”, diz. 
Menino tenta se refrescar no Parque Villa-Lobos, na zona oeste
Foto: Gabriela Biló / Futura Press
Ele cita o exemplo do cientista da NASA James  Hansen, um dos maiores nomes no monitoramento de temperatura, que  começou a realizar protestos dizendo que as pessoas soubessem o que ele sabe, estariam juntos com ele protestando. 

“Isto já estava previsto há 20 anos atrás, já estavam gritando na  Eco 92 no Rio de Janeiro para ajudar a humanidade. É grave a situação, é gravíssima, mas não só, não fizeram nada, como aceleraram o processo de destruição. Agora é o custo. Destrói a sua casa, e agora não mais onde morar”, afirma.

Sua maior crítica é contra setores que defendem o desmatamento em favor da agricultura, que impuseram mudanças como o novo Código Florestal, mas que não levaram em consideração os efeitos que o clima tem sobre a própria agricultura, que depende muito da previsibilidade do clima.
Ele diz que além da população, a agricultura sofrerá os impactos disso. “O que essas pessoas que falam em nome da agricultura fizeram foi dar um tiro no próprio pé”. “Porque mesmo com chuva, em um evento de 2004 no Rio Grande do Sul, faltou chuva em umas semanas no período em que a soja estava florescendo e teve mais de 60% de queda de produção

Para ler mais, acesse o Portal Terra de Notícias
 




UFRN recebe selo de sustentabilidade do Ministério do Meio Ambiente

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) recebeu, do Ministério do Meio Ambiente, o selo A3P Verde. A distinção é conferida em reconhecimento a instituições públicas pelo empenho na implementação da Agenda Ambiental na Administração Pública, através do desenvolvimento de boas práticas de gestão baseadas em conceitos de sustentabilidade.  

O Diretor de Meio Ambiente da Secretaria de Infraestrutura da UFRN e coordenador da comissão para trabalhar na Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), Hérbete Hálamo Rodrigues Caetano Davi, explicou que a análise engloba mais que apenas a coleta seletiva.

“As práticas analisadas pelo selo A3P buscam trazer para a Instituição uma otimização do uso dos recursos. O setor de compras, por exemplo, o que ele teria de conexão com isso? Fazer com que as canetas adquiridas tenham uma melhor produtividade, possam ser usadas até o fim. Desta forma, em um mês, usamos duas canetas ao invés de cinco, descartando menos resíduo. Esse exemplo passa também pela conscientização do servidor em ter mais cuidado com o material utilizado”, colocou Hérbete Hálamo.

Para isso, a UFRN promove campanhas educativas, como foi o caso da “Descarte o copo descartável, adote uma caneca” e “Fazendo o nosso papel”, desenvolvida com o objetivo de diminuir o uso de copos descartáveis e de papel, respectivamente. Não obstante, a Universidade incentiva projetos de extensão como o “Reutilizar é Bem Melhor”, que tem o objetivo de estimular a reutilização de bens e equipamentos pela comunidade acadêmica.

O projeto já tem um blog homônimo (http://reutilizar-ufrn.blogspot.com.br), que cotidianamente veicula fotos de aparelhos que estão temporariamente sem uso e destino na UFRN, mas que podem ser solicitados por qualquer setor.

“Dentro deste contexto, nós desenvolvemos um processo em que a própria instituição ouve sugestões por parte dos servidores sobre o material adquirido. A partir daí, a própria Universidade pode elaborar um diagnóstico e antever situações, por exemplo, encaminhando uma cadeira ergonomicamente correta para o desempenho da função de recepcionista. Assim, propiciamos um maior conforto ao servidor, oferecemos melhores condições de trabalho, minimizamos o desperdício e otimizamos os recursos”, afirmou Hérbete Hálamo.

A preocupação com a sustentabilidade é antiga na UFRN. Exemplo disso é que já no ano de 1983, a Estação de Tratamento de Esgoto foi inaugurada. O Selo A3P veio reconhecer a gestão integrada de resíduos sólidos colocada em prática pela UFRN e que tem como objetivo a redução, a reciclagem, a reutilização e tratamento dos resíduos sólidos. “É uma atividade-meio para que a Universidade continue seu plano de expansão, mas com critério de qualidade de vida”, finalizou Hálamo.

 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Mapa do Carbono


Esta ferramenta mostra onde estão os maiores emissores e consumidores de combustíveis fósseis e quais são as populações mais afetadas


Por Marina Maciel
Fonte: Planeta Sustentável

mapa-carbono-quais-paises-maiores-poluidores
Um mapa mundi interativo e muito dinâmico – lançado durante a Cúpula do Clima, em Nova York – revela a performance (causas e riscos) de cada país no quadro dasmudanças climáticas.
Neste Mapa do Carbono, é possível visualizar as nações que mais emitem gases de efeito estufa e as que estão mais vulneráveis aos impactos das alterações climáticas. Além disso, o aplicativo exibe as responsabilidades de cada país frente aoaquecimento global e permite comparar área, população e riqueza das nações.
As informações são exibidas de forma clara conforme a área dos países aumenta ou diminui, dependendo da métrica escolhida. A imagem abaixo é exemplo disso: ela mostra como cada região ou nação está em termos de emissões históricas – observe que os países ricos aparecem inflados, como o Reino Unido, revelando assim seu papel na Revolução Industrial movida a carvão.
mapa-carbono-quais-paises-maiores-poluidores_historica
Outra abordagem possível pelo mapa é a correlação de métricas. Isso significa que você pode aplicar mais de um filtro ao mapa para ver a relação entre eles por meio da distorção do tamanho dos países e de diferentes cores. As duas imagens abaixo exemplificam, respectivamente, a correlação entre a pegada de carbono ecrescimento populacional (baixa) e entre crescimento populacional e pobreza (muito alta).
mapa-carbono-quais-paises-maiores-poluidores_pegada
mapa-carbono-quais-paises-maiores-poluidores_pobreza
No entanto, o Mapa do Carbono não exibe pequenas ilhas insulares – grandes prejudicadas pelo aumento do nível do mar – porque leva em conta o número total de pessoas expostas em cada categoria, e não a proporção. Como as populações das ilhas são pequenas, as nações não aparecem no cartograma.
Produzido originalmente pelo jornalista Duncan Clark e pelo programador e matemático Robin Houston para a competição Apps for Climate 2012*, do Banco Mundial, o mapa foi adaptado recentemente para o The Guardian e lançado durante a Cúpula do Clima, realizada no final de setembro na sede da ONU, em Nova York.

Fonte: Mundo Sustentável

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

New developments: Climate services for health

I recently received a joint email from the World Meteorological and Health organisations (WMO & WHO) which I like to bring to the attention of our readers. Both because it shows the direction of some new developments, but also because the WMO and WHO are inviting people to share their experience with health and climate. We wrote a post on the subject climate and health in 2011, based on a book by Paul Epstein (who sadly pased away in November 2011) and Dan Ferber (Health on a Changing Planet), and are glad to see an increased emphasis on this topic. The call from WMO/WHO goes as follows:
GUEST COMMENTARY FROM JOY SHUMAKE-GUILLEMOT
CALL FOR CASE STUDIES
Climate Services for Health
Enhancing Decision Support for Climate Risk Management and Adaptation
Climate services for health are an emerging technical field for both the health and climate communities. In 2012, WHO and WMO jointly published the Atlas on Climate and Health, drawing attention to the key linkages between climate and health, and how climate information can be used to understand and manage climate sensitive health risks. A new follow-up publication of Case Studies on Climate Services for Health is in preparation, and will take a next step to outline with greater detail how a wide range of health applications can benefit from using climate and weather information; what steps and processes can be used to co-develop and use climate and weather information in the health sector; and showcase how such partnerships and services can really make a difference to the health community.
Submission Guidance – Deadline October 31, 2014
We invite you to share your experiences and call attention to the increasing opportunities to solve health problems with climate service solutions. Case studies should highlight existing partnerships and good practices that demonstrate the broad range of possible applications and the value of using climate information to inform health decisions. Case studies from across health science and practice are welcomed, including examples of climate services for integrated surveillance, disease forecasting, early warning systems, risk mapping, health service planning, risk communication, research, evaluation, infrastructure siting, etc. Additionally, the publication aims to highlight the full range climate-related health issues and risks (i.e. nutrition, NCDs, air pollution, allergens, infectious diseases, water and sanitation, extreme temperatures and weather, etc.) where health decision-making can benefit from climate and weather knowledge at historic, immediate, seasonal, or long-term time scales.
Case studies should be short (~600 words, 2 pages incl. images/diagrams and references) and designed to highlight the added-value that climate services have made for managing climate risks to health. Please find additional guidance on the structure and four elements to be included at http://www.gfcs-climate.org/node/579.
For questions and submission please contact
Dr.Joy Shumake-Guillemot jshumake-guillemot@wmo.int
WHO/WMO Climate and Health Office, World Meteorological Organization, Geneva, Switzerland

Source: RealClimate

World View: Water politics must adapt to a warming world

Nature | Column: World View, 30 September 2014

As rainfall patterns shift, technological and legislative changes are
needed to address water shortages, says Moshe Alamaro.

"The world has just experienced the hottest August since records
began, and 2014 is shaping up to be one of the warmest years. What
will happen to our rainfall as the globe continues to heat up? In
theory, a warmer atmosphere should lead to increased ocean evaporation
that, in turn, would bring increased precipitation. In practice, many
countries have experienced severe drought in recent years — a problem
that Brazil and the southwestern United States are currently facing."
...

>>>>> em português:

"O mundo acaba de experimentar o agosto mais quente desde que os
registros começaram, e 2014 pode ser um dos anos mais quentes. O que
vai acontecer às nossas chuvas se o Planeta continuar a aquecer? Em
teoria, uma atmosfera mais quente deve levar à evaporação do oceano
maior que, por sua vez, traria um aumento de precipitação. Na prática,
muitos países sofreram grave seca nos últimos anos — um problema que o
Brasil e o sudoeste dos Estados Unidos estão enfrentando atualmente."
...

texto completo em
http://www.nature.com/news/water-politics-must-adapt-to-a-warming-world-1.16033

Contribuição de Társis M. Germano do IFUSP.