sábado, 1 de agosto de 2015

Climate Change Adaptation: Science and Assessments - UNEP

Science and knowledge are critically important to enable society to understand and respond to threats posed by climate change. Decision makers need sound information on vulnerabilities to climate change grounded in the best science available. Equally important is sound information on the potential social and economic impacts of climate change, particular on more vulnerable groups like the extreme poor.
UNEP has a legacy of facilitating credible impact assessments based on the drivers-pressures-state-impact-responses (DPSIR) framework used for the Global Environment Outlook (GEO) series. It has developed different vulnerability and impact assessment (VIA) methodologies suitable for different purposes, including climate change VIA assessment at the national and municipal levels. Assessments respond to demands from Governments, and are normally led by them. They aim to support development of effective and costed adaptation options, and to create more clarity on the choices available to decision makers based on sound science and knowledge. The scientific and assessment activities lay the foundation for UNEP’s policy support and capacity building work.

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sexta-feira, 31 de julho de 2015

BREAKING: Manam Volcano Erupts in Papua New Guinea

By Mark Leberfinger, AccuWeather.com Staff Writer
July 31, 2015 The Manam volcano in Papua New Guinea sent up a major eruption on Friday, local time, the first of its kind in almost 11 years.
Volcanic ash was sent 19,812 meters (65,000 feet) into the air as a result of the eruption, the Australian Bureau of Meteorology reported in an volcanic ash advisory. The plume was moving to the southwest but was spreading out in all directions.
A volcanic ash plume is shown off the coast of Papua New Guinea on Friday, July 31, 2015, after the Manam volcano erupted. (Photo/Himawari-8/Japanese Meteorological Agency/NOAA).

A Code Red aviation advisory was issued as a result.
The eruption was reported around 1 p.m. Friday, local time (11 p.m. EDT).
The last major eruption of Manam, located 13 kilometers (8 miles) off the northern coast of Papua New Guinea, occurred in August 2004, according to the Global Volcanism Program at the Smithsonian Institution.
The Manam volcano is 1,807 meters (5,927 feet) high.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A matemática na prevenção de desastres naturais

"Quando uma forte chuva desabou sobre a Região Serrana do Rio na noite de 11 para 12 de janeiro de 2011, ninguém estava preparado ou podia prever a tragédia que se seguiu. Enxurradas e deslizamentos de terra deixaram mais de 900 mortos e 300 pessoas desaparecidas, num dos maiores desastres naturais a atingir o país. Mas foi justamente na esteira desta catástrofe que o Brasil — poupado de terremotos, vulcões e furacões, entre outros fenômenos devastadores — finalmente “acordou” para a importância da gestão destes tipos de riscos. No mesmo ano, o governo federal criou o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e fortaleceu outras instituições com o objetivo de evitar novas tragédias.
Passados mais de quatro anos, profissionais de várias áreas envolvidas no assunto estão reunidos no 30º Colóquio Brasileiro de Matemática, que o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) promove esta semana no Rio. A ideia é trocar conhecimentos, aprofundar a colaboração e atrair jovens pesquisadores para estudar as muitas facetas do problema. E não são poucas as ferramentas da matemática usadas nisso, destaca Leonardo Bacelar, pesquisador do Cemaden e um dos coordenadores do evento.
— A matemática tem três níveis de interseção com a área de prevenção de desastres — conta Bacelar. — O primeiro é a própria compreensão do problema e a percepção do risco, afinal, é ela que usamos para entender o mundo. Muitas vezes, vemos informações como “choveu X milímetros em determinado lugar em duas horas”, mas poucos entendem o que quer dizer este número solto. O segundo é a modelagem e a simulação de processos físicos. Aqui saímos de um lado mais educacional para a prática, a ciência da computação e a física. Vemos quais são os agentes deflagradores de um cenário, no caso do Brasil basicamente fenômenos meteorológicos, com duas ramificações bem definidas, na hidrologia e na geodinâmica, isto é, enxurradas e inundações e deslizamentos de encostas. Aqui, delizamentos são os desastres que mais matam, e as inundações, os mais frequentes. Por fim, a matemática é fundamental para estimar perdas e danos dos desastres, e quanto um município, por exemplo, vai precisar para ser reconstruído.
Definidos estes níveis, é hora de colocar em prática estes conhecimentos, o que já está acontecendo de forma cada vez mais generalizada no país, diz Leandro Torres, professor de engenharia civil da Escola Politécnica da UFRJ e de gestão de riscos hidrológicos na Coppe/UFRJ:
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— O desastre da Região Serrana foi um marco na gestão de riscos no Brasil. Sem dúvida, os estudos teóricos, as modelagens fazem toda a diferença na hora em que acontece um desastre. Buscamos que ele impacte o mínimo possível o sistema, o que se traduz na preservação de vidas, bens e propriedades. Esse conjunto de conhecimentos trabalha na direção de aumentar a resiliência de um sistema para diminuir seu risco. A missão do Cemaden é tentar entender como os componentes de risco se ligam, quando se desenha uma situação que pode ser um desastre, e emitir um alerta quanto a isso. O Brasil está começando nesta área. Estamos discutindo aqui mais um passo de um programa de pesquisa sobre a relação entre fenômenos naturais e sistemas urbanos. Por fim, como resume Haroldo de Campos Velho, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, é fazer o máximo para que os danos de um desastre natural sejam mínimos.
— Desastres vão acontecer, e as áreas de risco vão estar em risco. É por isso que precisamos ter planos de prevenção e ação — afirma. — Estas áreas têm de estar preparadas e serem alertadas, disparando um protocolo de procedimentos, para que tenhamos o menor impacto. O ideal é que a gente avise e não aconteça. Como um seguro, que a gente paga para não usar, mas que, se tiver que usar, vai estar lá."

 

terça-feira, 28 de julho de 2015

How Solar Power Is Transforming India’s Energy Market (Part I)

July 26th, 2015 by
There is a solar transformation underway in India: record low tariffs, huge investment interest, and real growth. But stumbling blocks remain.
A year ago, the Indian government announced a goal of 100 GW of solar by 2022. Many market participants (including myself) were skeptical. In the last couple of months, however, the mood has changed. The goal appears to become more attainable by the day. This is partly due to Indian solar policies, partly due to rising overall investor confidence in India, and partly due to the dynamics of global markets — generally, and in terms of energy and solar. However, not all is good. I cover the challenges in Part 2 (coming tomorrow).
First, these are my main reasons for being optimistic:
Real growth on the ground: A key accusation often made against the Indian market in general and India’s solar plans in specific was that it is all words and no implementation. That has now been proven wrong. In the last three years, the Indian market grew by 1 GW per year. This year, India is expected to add as much as 5 GW (1.1 GW already commissioned). Until recently, our estimate was 3 GW, but now revised our projections upwards (see our India Solar Handbook). In 2016, India may add 7–10 GW of solar (the government plans to auction 10 GW this year).
Radical fall in tariffs: The most competitive bid in October 2014 was INR 6.01 kWh or US$ 0.0875 for a 40 MW plant by US-based First Solar. In Madhya Pradesh bids, opened last week, the highest winning bid was INR 5.64/kWh for a 50 MW plant by Indian developer Hero Future Energy and the lowest bid was an incredible INR 5.05/kWh or US$ 0.0795 for a 50 MW plant by Canadian developer SkyPower Solar.
Globally, the current lowest tariff is from developer ACWA Power in Dubai at $ 0.06 per kWh. If you take into account that interest rates in India are around 7–8% higher than in the UAE and that the state utilities of Madhya Pradesh have a very low credit rating, the aggressiveness of the tariff by global standards becomes clear.
It brings utility-scale solar in India to a point where it may no longer need government support. Think about this: the benchmark tariff set by the government, against which project developers can bid for a capital subsidy amount (“Viability Gap Funding”) in the upcoming National Solar Mission auction is INR 5.45/kWh. Given that the central government is a far more bankable off-taker than the Madhya Pradesh state utility, at this rate, bidders should offer the government money to sign power purchase agreements instead of drawing a subsidy!
Consider also, that the price for new thermal power from coal in India is between US$0.70 and US$0.90 per kWh (as based on recent PPAs signed). In the future, as solar project sizes will further rise and costs fall, and as grid bottlenecks will be reached in certain regions, we will probably see the market turn towards providing “dispatchable” solar power, where solar is complemented by, for example, wind, grid storage, and natural gas.
An interesting side-effect of this fall in solar tariffs and the competitiveness of the auctions is that it can expose insider business and corruption wherever solar deals are signed without bidding. Indian developer Adani, for instance, had signed a PPA with the state of Tamil Nadu directly (i.e. without a bidding process) for a 648 MW project at a tariff of US$0.11 per kWh just weeks before offering solar power at 2 cents less to Madhya Pradesh for a much smaller project size. Differences in off-take risk, irradiation, or land costs can hardly explain this difference.
New players in the market: The Indian solar market is maturing fast. A good sign of that is the rapidly rising interest of large, professional international players. A game-changer in the market was the announcement by Softbank (Japan) to invest $20 billion into the Indian solar market over the next 10 years together with partners Bharti (India) and Foxconn (Taiwan). This was followed by announcement by Russia’s Rosneft to build up to 20 GW of solar in India. In addition, there is significant interest from global solar companies including Sun Edison and First Solar from the US, from private equity investors, and from European and US utilities. Some of this interest is linked to shifting global dynamics in the energy markets, but the larger part is due to renewed investor confidence in India.
While this is all very encouraging indeed and points towards India becoming one of the most dynamic solar (and, in fact, energy) markets in the world, there still are some stumbling blocks. I look at these in the second part or this series.

By the way, a great way to stay up to date with India’s energy market is to subscribe to the free Bridge To India newsletter.

Remark: Part II can be read here.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Amazônia terá produção de gelo por energia solar

por Eunice Venturi

O Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), implantará mais uma etapa do projeto "Gelo Solar: tecnologia para conservação de alimentos em comunidades isoladas da Amazônia". Na comunidade Vila Nova do Amanã, município de Maraã (AM), serão instaladas três máquinas equipadas com um sistema fotovoltaico inovador, que não utiliza baterias, e capta a energia do sol para a produção de gelo. Outra máquina será instalada na Pousada Flutuante Uacari, também no Amazonas, para monitoramento da equipe.
Segundo Ana Claudeise do Nascimento, socióloga e pesquisadora do Instituto Mamirauá, "ao produzir gelo com energia solar localmente, as populações tradicionais poderão conservar seus produtos com custo reduzido. Com isso, poderão transportar seus alimentos para os centros consumidores em melhor estado de conservação, agregando valor aos seus produtos e aumentando a renda familiar".
A máquina, que pesa cerca de 300 quilos, foi produzida por uma empresa sediada no Paraná, a partir de tecnologia desenvolvida pelo Instituto de Energia e Ambiente, da Universidade de São Paulo. "A tecnologia é ambientalmente aceita, por utilizar uma matriz energética sustentável para produção de gelo e por não requerer o uso de baterias que possuem metais pesados prejudiciais à vida das famílias e ao meio ambiente", explicou a socióloga.
Depois de percorrer um longo caminho, as máquinas chegaram em Tefé (AM), e estão aos cuidados da equipe do Instituto Mamirauá, responsável pela instalação na comunidade, que terá início no dia 4 de agosto. Em um barco regional, elas serão transportadas até a comunidade quando a instalação terá início. Com apoio da comunidade, a equipe irá acomodar plataformas em uma casa de madeira – já construída pela Prefeitura de Maraã – para que as máquinas fiquem acima do nível da enchente do rio.
Uma segunda equipe irá conduzir a construção da estrutura que recebe o sistema fotovoltaico e instalar os 60 painéis solares. Essa estrutura será semelhante a uma garagem. Após concluídas essas duas etapas, as máquinas serão transportadas do barco até o local aonde irão funcionar. Com a máquina na casa, os técnicos farão as ligações entre os painéis, as máquinas e o quadro elétrico.
Simultaneamente, será instalado um sistema de captação de água de chuva, que será tratada e utilizada para a fabricação do gelo. A conclusão desse processo está prevista para o dia 13 de agosto, quando a máquina será testada. A inauguração será no dia 15 de agosto. "Como se trata de um projeto experimental, é necessário que se crie um ambiente onde se possa testar todo o potencial da máquina, principalmente em relação a sua produção diária de gelo, de 30 quilos por equipamento, em ambiente amazônico", explicou Ana Claudeise.
A questão energética na Amazônia
Segundo a pesquisadora, o acesso à energia eletrica é uma condição importante para o desenvolvimento econômico e para melhoria da qualidade de vida dos usuários. "Na região do médio Solimões, Estado do Amazonas, o fornecimento de energia elétrica para áreas rurais é feito através de pequenas termelétricas a diesel com alto custo de operação, manutenção e distribuição de combustível, e uma baixa eficiência na produção de energia, em média, quatro horas diária", afirmou Ana Claudeise.
O resultado é a limitação da conservação do alimento para consumo e, consequentemente, para comercialização, já que o pescado poderia ser vendido nos centros urbanos. Os mais próximos da comunidade Vila Nova do Amanã, local de instalação da primeira máquina desse tipo na Amazônia, por exemplo, estão distantes 18 horas de viagem por via fluvial. "O resultado é um processo oneroso em tempo e em recurso financeiro, sendo altamente ineficiente e ambientalmente desfavorável, uma vez que a produção de gelo na maior parte da Amazônia é proveniente da geração termoelétrica a diesel", concluiu.
Desafio de Impacto Social Google | Brasil
Em 2014, uma das maiores empresas de busca na Internet do mundo, o Google, promoveu no Brasil o Desafio de Impacto Social Google | Brasil. A iniciativa teve por objetivo apoiar organizações não governamentais que estão trabalhando para solucionar problemas sociais e gerar impacto por meio da tecnologia. Foram 751 projetos inscritos e o Instituto Mamirauá ficou entre os 10 finalistas, com o projeto "Gelo Solar: tecnologia para conservação de alimentos em comunidades isoladas da Amazônia". Pela importância e relevância dos finalistas, o Google concedeu uma premiação de R$ 500 mil para cada um deles. Com esse recurso, o Instituto Mamirauá vem executando parte do projeto "Gelo Solar".

Fonte: Instituto Mamirauá

The role of oceanic plankton in cloud formation

From: Universtity of Washington via Environmental News Network

Nobody knows what our skies looked like before fossil fuel burning began; today, about half the cloud droplets in Northern Hemisphere skies formed around particles of pollution. Cloudy skies help regulate our planet’s climate and yet the answers to many fundamental questions about cloud formation remain hazy.
Satellites use chlorophyll’s green color to detect biological activity in the oceans. The lighter-green swirls are a massive December 2010 plankton bloom following ocean currents off Patagonia, at the southern tip of South America.NASA
New research led by the University of Washington and the Pacific Northwest National Laboratory suggest tiny ocean life in vast stretches of the Southern Ocean play a significant role in generating brighter clouds overhead. The results were published July 17 in the online, open-access journal Science Advances.
The study shows that plankton, the tiny drifting organisms in the sea, produce airborne gases and organic matter to seed cloud droplets, which lead to brighter clouds that reflect more sunlight.
“The clouds over the Southern Ocean reflect significantly more sunlight in the summertime than they would without these huge plankton blooms,” said co-lead author Daniel McCoy, a UW doctoral student in atmospheric sciences. “In the summer, we get about double the concentration of cloud droplets as we would if it were a biologically dead ocean.”

Read more at Universtity of Washington.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Effects of volcanism on tropical variability

A paper by(†) Maher, N., S. McGregor, M. H. England, and A. Sen Gupta
Geophysical Research Letters -  Wiley Online Library

Abstract

The effects of large tropical volcanic eruptions on Indo-Pacific tropical variability are investigated using 122 historical ensemble members from CMIP5. Radiative forcing due to volcanic aerosols in the stratosphere is found to increase the likelihood of a model climatic response that projects onto both the El Niño-Southern Oscillation and the Indian Ocean Dipole (IOD) mode. Large eruptions are associated with co-occurring El Niño and positive IOD events in the ensemble means that peak 6–12 months after the volcanic forcing peaks, marking a significant increase in the likelihood of each event occurring in the Southern Hemisphere (SH) spring/summer post-eruption. There is also an ensemble mean La Niña-like response in the third SHsummer post-eruption, which coincides with a significant increase in the likelihood of a La Niña occurring. Taken together with the initial cooling, this La Niña-like response may increase the persistence of the cool global-average surface temperature anomaly after an eruption.

(†)This article has been accepted for publication and undergone full peer review but has not been through the copyediting, typesetting, pagination and proofreading process, which may lead to differences between this version and the Version of Record. Please cite this article as doi: 10.1002/2015GL064751

segunda-feira, 20 de julho de 2015

El Nino has just fuelled the hottest June across the world



Global temperature records continued to tumble in June, as the strengthening El Nino in the Pacific combined with background warming from climate change.

Land and sea-surface temperatures last month and for the first half of 2015 were the warmest in 136 years of records, the US National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) said on Monday.

For the first half of 2015 alone, those surface temperatures were 0.85 degrees Celsius above the 20th century average, beating the previous record set in 2010 by 0.09 of a degree.

The record temperatures come as nations prepare for a global climate summit in Paris in late 2015. Australia is one of the few developed countries to have declared its post-2020 targets to cut greenhouse gas emissions that scientists say is contributing to the record planetary warmth.

As NOAA noted, the previous record came at a point when the El Nino had finished in 2010. This year, however, the El Nino has barely begun and there is an 80 per cent chance that the event will last beyond March 2016, or the start of the northern spring, the agency said.

Last year was the hottest on record and 2015 is well on course to be warmer still. Since the impact of El Ninos on surface temperatures - typically giving them a 0.1-0.2 kick higher - is more pronounced at the end of the event, 2016 is also a fair chance to set the bar higher again.

El Ninos involve large areas of the central and eastern Pacific warming relative to western regions as trade winds stall or reverse. One result is that the world's biggest ocean becomes less of a heat sink than in a neutral year and can even give back warmth....

Source:Ben Cubby @bencubby

See also here @NCDC NOAA

Déficit de chuvas no Brasil vem aumentando nas últimas décadas

Elton Alisson, de São Carlos | Agência FAPESP – O déficit de chuvas em todo o Brasil vem aumentando nas últimas décadas e se tornando mais grave nos últimos anos.
A região Sudeste do país, por exemplo, que enfrentou em 2014 e 2015 o maior período de estiagem dos últimos 70 anos, entrará em meados de agosto – quando se inicia a estação mais seca do ano – com menos água do que tinha em 2014.
As constatações são de estudos realizados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Alguns dos resultados dos estudos foram apresentados em uma conferência sobre a problemática da seca no Sudeste brasileiro, realizada na sexta-feira (17/07) durante a 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento ocorreu até sábado (18/07) no campus na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
“Temos um situação de déficit de chuvas tremendo em todo o país, que representa uma situação muito grave. A quantidade de chuvas que entra nos sistemas de vazão está diminuindo e contribuindo para deixar nossa conta bancária hídrica cada vez mais no vermelho”, disse Paulo Nobre, pesquisador do Inpe.
Os pesquisadores do Inpe realizaram um estudo em que compararam os dados de registros de chuva no país no período entre 1960 e 1990 com os deste ano para estimar qual o atual “saldo da conta bancária de água” do país.
As projeções indicaram que a região Norte possui um saldo negativo de 6 metros cúbicos (m3) por metro quadrado (m2).
A região Nordeste tem um déficit hídrico em torno de 4 m3 por m2 e a região Sul está em uma situação de equilíbrio.
Já a região Sudeste está no “cheque especial”, com um saldo negativo de 3,5 m3 por m2.
“Isso representa grandes volumes de água que não foi usada para o crescimento de plantas ou o consumo humano, mas que, simplesmente, não entrou no ciclo hidrológico”, disse Nobre.
Em outro estudo, os pesquisadores analisaram a quantidade de chuvas durante os verão na região Sudeste a partir da década de 1960 até os últimos anos.
Algumas das constatações foram que, nas décadas entre 1960 e 1980, chegaram a ocorrer durante um mês ao menos duas chuvas de mil milímetros.
Nas décadas entre 1980 e 2000 essas chuvas se tornaram menos frequentes e raramente ultrapassaram 900 milímetros.
Já ao longo da década de 2000 e nos últimos anos as chuvas durante o verão no Sudeste mal ultrapassaram o volume de 100 milímetros.
“Desde 2010 vem chovendo abaixo da média no Sudeste do país. Com isso o nível dos reservatórios da região foram diminuindo e tivemos a grande seca de 2014 e 2015”, afirmou.
O total de chuvas que cai sobre o reservatório Cantareira – um dos que abastecem São Paulo e que tornou-se símbolo da seca no Estado de São Paulo – vem diminuindo de uma década para outra, afirmou o pesquisador.
Um estudo em fase de execução realizado por Carlos Nobre, pesquisador do Inpe e colaboradores, calculou a taxa de vazão do sistema Cantareira no últimos 130 anos.
Os resultados do estudo indicaram que desde 1880 vem diminuindo a vazão das sub bacias que abastecem o Cantareira.
“A seca de 2014 e 2015 foi um evento extremo de diminuição de longo efeito que fez com que a vazão do reservatório fosse decaindo nos últimos 20 anos”, avaliou Paulo Nobre.

Aumento da temperatura
De acordo com o pesquisador, um dos fatores que contribuiu para a maior depressão pluviométrica registrada no Sudeste do país este ano desde 1945 foi o aumento da temperatura na região e em outras partes do Brasil.
Um levantamento realizado por ele e colaboradores das médias de temperatura em todas as regiões do Brasil entre 1960 e 2010 apontou que a temperatura do país, como um todo, está aumentando.
“Estamos constatando que, ano após ano, o Brasil está ficando mais quente. E isso se deve, em grande parte, ao fato de que a temperatura do planeta está aquecendo devido, entre outros fatores, ao aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera”, afirmou.
O aumento da temperatura da atmosfera induz rapidamente a ocorrência de eventos extremos, como secas e inundações, no ciclo hidrológico, explicou Nobre.
Isso porque, quando o ar está mais quente, ele dissolve mais rapidamente o vapor d’água capturado da superfície e consegue gerar nuvens maiores, causando chuvas mais intensas.
“As chuvas intensas afetam toda a circulação planetária, ocasionando chuvas em um determinado local e seca em outros”, detalhou.
O aumento das emissões de gases de efeito estufa, como o CO2 na atmosfera, combinado com a elevação da temperatura tende a agravar, ainda mais as crises hídricas, ressaltou o pesquisador.
Utilizando o Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM, na sigla inglês), desenvolvido com auxílio da FAPESP, os pesquisadores fizeram uma simulação em que quadruplicam a quantidade atual de CO2 encontrado na atmosfera no país – de 300 partes por milhão (ppms) – para estimar o que aconteceria na dinâmica da atmosfera.
As análises das simulações indicaram que a presença de 1,2 mil ppms de CO2 na atmosfera induziria a um aumento do número de dias consecutivamente secos no país.
A seca que aconteceu na região Sudeste do país poderia tornar-se mais frequente e haveria um aumento da ocorrência de períodos longos e estiagem no Nordeste e na Amazônia e na América do Sul, de um modo geral.
Em contrapartida, também haveria um aumento na frequência de dias com precipitação intensa, distribuídas em períodos de estiagem mais longos.
“As projeções apontam que o clima do Brasil no futuro terá mais condições como as que estamos vivendo agora, com enchentes no vale dos rios Itajaí e Tubarão, em Santa Catarina, e do rio Madeira, na Amazônia, e secas mais frequentes no Nordeste e Sudeste”, afirmou Nobre.





segunda-feira, 13 de julho de 2015

United Kingdom: New research sheds light on future seasonal extremes

8 July 2015 - A more detailed view of how England and Wales climate is expected to change out to 2100 has been revealed in new research from the Met Office.

Published in Nature Climate Change, the research paper adds new insights to the UKCP09 climate projections - which provided information on how the UK climate might change in future based on 30-year averages.
Headline conclusions from UKCP09 were that in future we would expect a general trend towards milder, wetter winters and hotter, drier summers.
The newly published paper goes further by providing detail on how this trend interacts with the year-to-year variability in our climate system to affect individual seasons.
Results reveal that the chances of, for example, very cold winters or very wet summers reduce as the world warms under climate change - but they would still be possible in individual years.
David Sexton, lead author of the new research, said: "The original headline UKCP09 trends tell us how typical seasons might change, but our new research provides a more detailed picture of the range of seasonal temperatures and rainfall we could see in a given year.
"The future climate can now be described in terms of the extreme hot, cold, wet or dry seasons which could associate with floods, droughts, heatwaves and cold spells that impact society."
The paper suggests revised headlines for UKCP09 would be that we can expect an increasing chance of warmer winters, with fewer colder ones and we can also expect an increasing chance of dry summers, but only a modest reduction in the chances of very wet summers.
Results from the paper quantify the chances of specific types of seasons over England and Wales. Some of the key conclusions are:
Winter
  • The chances of a colder than average winter (according to 1961-90 long-term averages) are about 20% by 2020, but they drop to 4% by 2100.
  • The chance of the very cold winter temperature seen in 2009/10 was about 6%, but by 2100 the chance drops to less than 1%.
Summer
  • For the next 20 years there is still a 35-40% chance of getting a wetter than average summer. The chance drops to about 20% by 2100.
  • The chances of a very wet summer (defined as 20% more rain than the 1961-90 average) are expected to fall from 18% in 2020 to 10% by 2100.
  • The chances of a summer considered very hot historically (happening once every 20 years) rises to 90% (i.e. happening much more often than not) by 2100.
Glen Harris, a co-author on the research, said: "While there is a trend towards warmer winters and drier summers, there will still be a lot of variations in weather from year to year. Cold winters and wet summers just become less likely, and we will still have to be prepared for them."

Last updated: 8 July 2015@ MetOffice