quinta-feira, 17 de abril de 2014

Na China, 16% do solo está muito poluído


Depois de a poluição chinesa frequentar há meses o noticiário mundial, o governo do país faz um anúncio chocante – 16% de seu solo contém níveis de poluição acima do permitido.
A China está desesperada para enfrentar o impacto da industrialização rápida e da urbanização sobre sua produção de alimentos, para manter a auto-suficiência e reduzir a dependência de grãos importados. O ministério de proteção ambiental do país diz hoje em seu website que as amostras examinadas foram tiradas de uma extensão de 6.3 milhões de km2 de terra, dois terços do total do país.
“A pesquisa mostrou que é difícil ser otimista com relação ao estado do solo na nação”, diz o ministério. “Algumas regiões estão sofrendo de poluição relativamente pesada, a qualidade do solo nas áreas de plantio é preocupante e o problema do lixo industrial e e da mineração também tem importância.”
As autoridades descobriram que 82.8% das amostras contaminadas contêm poluentes tóxicos inorgânicos, como cádmio, mercúrio, arsênico, crômio e chumbo. A culpa foi atribuída à produção agrícola e “outras atividades humanas.”
Chen Tongbin, pesquisador do Instituto de Ciências Geográficas e Recursos Naturais de Academia de Ciências da China, disse que o relatório é um “ressoante alarme” para o padrão de desenvolvimento do país e seu sistema de proteção ambiental.
“Comparada à poluição do ar e da água, a do solo é mais difícil de controlar e remediar, levando mais tempo e exigindo mais recursos”, afirmou ele, segundo a agência oficial de noticias Xinhua.

Por José Eduardo Mendonça - 17/04/2014

Vecteur de catastrophes, El Niño pourrait être de retour cet été

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Après quatre années d'absence, l'« enfant terrible du Pacifique » devrait faire son retour. L'Organisation météorologique mondiale (OMM) a rendu public, mardi 15 avril, un bulletin prévisionnel estimant « probable » le réveil d'El Niño vers juin.
Fameux et redouté, ce phénomène naturel, qui survient tous les trois à sept ans, est caractérisé par un fort réchauffement des eaux de surface du centre-est du Pacifique équatorial. Il s'accompagne de perturbations météorologiques de grande ampleur un peu partout dans le monde, souvent associées à d'importants dégâts ainsi qu'à une envolée des cours de certaines denrées agricoles. Son nom (« l'enfant », en espagnol) lui vient des pêcheurs équatoriens et péruviens, qui le nommèrent ainsi en référence à l'enfant Jésus – le phénomène touchant souvent son paroxysme autour de Noël.
« Les températures de sub-surface atteignent, dans le Pacifique tropical, des niveaux similaires à ceux qui annoncent un épisode El Niño, et les modèles climatiques considérés par les experts de l'OMM y prévoient un réchauffement constant dans les mois à venir, explique l'organisation onusienne dans son bulletin. Selon la majorité des modèles, une anomalie El Niño pourrait survenir vers le milieu de l'année, mais il est encore trop tôt pour en établir l'intensité. » Quelques-uns des modèles numériques examinés par l'OMM prévoient même un réveil du « garnement » dès le mois de mai.

Par
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Demora na tomada de decisões encarece mitigação da mudança climática, diz IPCC

Por Karina Toledo
Agência FAPESP – Todos os cenários de mitigação dos impactos das mudanças climáticas apresentadas no domingo (13/04) pelos cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU), passam pela redução das emissões de gases do efeito estufa e por investimentos em tecnologias capazes de sequestrar o carbono já emitido.
Se a humanidade quiser impedir que a temperatura do planeta suba, até o fim do século, mais do que 2 graus Celsius em relação ao período pré-industrial – evitando assim impactos mais significativos –, será necessário reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa entre 40% e 70% em relação a 2010, até meados do século, e para quase zero até 2100.
As informações são do Sumário para Formuladores de Políticas Públicas do relatório Climate Change 2014: Mitigation of Climate Change, elaborado pelo terceiro grupo de trabalho (WG3, na sigla em inglês) do IPCC.
Para os especialistas, a redução das emissões envolve o investimento em energias renováveis, o aumento da eficiência no uso de recursos e a redução do consumo insustentável.
Uma meta ambiciosa seria reduzir em torno de 1,7% o consumo de bens e produtos até 2030, 3,4% até 2050 e 4,8% até 2100 – o que equivaleria a uma redução de 0,06% por ano no crescimento do consumo ao longo do século.
O documento – que corresponde à terceira parte do relatório de avaliação (AR5) do Painel – aponta ainda que seria necessário um investimento global em torno de US$ 177 bilhões por ano no desenvolvimento de tecnologias que permitam reduzir as emissões e sequestrar o carbono já emitido.
“Mas essas mudanças trazem uma série de benefícios adicionais que precisam ser computados nessa conta. Podem trazer melhoria da qualidade de vida pela redução da poluição atmosférica e disponibilizar recursos de forma mais eficiente para as pessoas. Os benefícios da mitigação podem até superar as perdas com a redução do consumo ao longo do tempo”, afirmou Mercedes Maria da Cunha Bustamante, professora do Departamento de Ecologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB) e um dos três membros brasileiros da equipe de cientistas que elaborou o sumário.
Em entrevista à Agência FAPESP, Bustamante falou sobre como o documento deverá ajudar nas negociações sobre o clima nos próximos anos, quais são as expectativas de um acordo global para a redução de emissões e como ações individuais podem ajudar no processo de mitigação.
Agência FAPESP – Qual é a sua linha de pesquisa na UnB?
Mercedes Maria da Cunha Bustamante – Nosso grupo de trabalho se dedica a estudar os impactos da conversão de sistemas naturais, como a Amazônia e o Cerrado, sobre o funcionamento dos ecossistemas. Há quase 20 anos tentamos entender como funcionam os ciclos de carbono e de nitrogênio nesses sistemas naturais e de que forma esses ciclos são impactados pelas mudanças de uso do solo. Também buscamos avaliar o impacto da biodiversidade para o funcionamento desses ecossistemas.
Agência FAPESP – Desde quando colabora com os trabalhos do IPCC?
Bustamante – Eu já havia colaborado no relatório anterior, publicado em 2007, mas apenas como revisora. Quando se iniciou o processo de definição dos autores do terceiro grupo de trabalho do AR5 fui convidada para coordenar – ao lado de Pete Smith, do Reino Unido – o capítulo sobre Agriculture, Forestry and Other Land Uses [Agricultura, silvicultura e outros usos da terra]. São ao todo 16 capítulos que compõem o relatório do WG3 e quase 10 mil referências bibliográficas. O trabalho teve início há pouco mais de três anos.
Agência FAPESP – Na primeira parte do AR5, cientistas já haviam alertado que, caso as emissões de gases do efeito estufa continuem crescendo às atuais taxas ao longo dos próximos anos, a temperatura do planeta poderá aumentar até 4,8ºC. Qual é a proposta dessa terceira parte do AR5 para evitar que isso aconteça?
Bustamante – Com base nos modelos desenvolvidos pelo WG1 – que estimou o aumento da temperatura em cada diferente cenário de concentração de gases de efeito estufa – calculou-se o quanto cada setor da economia precisa contribuir para a mitigação. A meta é manter o aumento da temperatura em até 2 ºC até o fim do século. Cerca de 900 cenários foram elaborados buscando avaliar como ações de mitigação em um determinado setor impactam os demais. Por exemplo, como a terra é um recurso limitado, se eu aumentar muito a área de floresta, diminui a área para produção de alimentos ou para plantação de culturas voltadas à bioenergia. Com base nesses cenários, elaboramos um “mapa” com várias saídas possíveis. Todas elas passam por reduzir as emissões e aumentar medidas que promovam sequestro de carbono. A mensagem principal é: não dá para postergar mais essas ações necessárias. Não é um processo de tomada de decisão simples, é realmente complexo e multissetorial. Nenhum setor sozinho vai dar conta de fazer as alterações necessárias. Vai exigir um planejamento das interações entre os setores.
Agência FAPESP – Como é possível fazer o sequestro de carbono da atmosfera?
Bustamante – Uma medida já disponível, que pode ser usada em um primeiro momento para abater as emissões, é o plantio de árvores em regiões onde antes não havia grandes extensões florestais. As árvores incorporam o dióxido de carbono (CO2) na biomassa, mas claro que essa medida tem uma limitação, pois as árvores não crescem indefinidamente. Outra forma amplamente discutida no relatório são tecnologias de captura que fazem o bombeamento de CO2 da atmosfera para camadas geológicas mais profundas. Algumas dessas tecnologias são associadas a processos industriais e, antes de o sistema de energia emitir o carbono, o gás já é capturado e bombeado para esses reservatórios. Mas ainda há uma série de desenvolvimentos tecnológicos a serem feitos. Os modelos indicam que, quanto mais tempo a gente demorar para iniciar as ações de mitigação, mais dependente seremos dessas estratégias de captura de carbono. Há vários caminhos, mas quanto mais tempo demorar para começarmos, mais difícil e mais caro será.
Agência FAPESP – Qual é a proposta do documento para a redução das emissões de gases do efeito estufa?
Bustamante – Falou-se muito em energias renováveis, pois um dos grandes vetores das emissões é a queima de combustíveis fósseis. Isso tem uma repercussão no nosso capítulo [Agricultura, Silvicultura e outros usos da terra] em razão do papel que a bioenergia tem na questão das energias renováveis. Se for necessário destinar mais terra para plantar culturas voltadas à produção de bioenergia, isso afetaria a configuração de uso da terra. No capítulo sobre suprimentos de energia é mencionada a questão da energia nuclear, mas é uma alternativa que encontra uma série de barreiras e riscos associados ao processamento do material, funcionamento das usinas e a possibilidade de acidentes nucleares. Apesar de ser uma alternativa de baixo carbono, vem cercada de vários questionamentos acerca da segurança e do funcionamento desse tipo de instalação. Uma questão importante que o relatório apresenta é a necessidade de se aumentar a eficiência energética e a redução de consumo.Para todos os capítulos, a redução de consumo é um aspecto importante. Atualmente, parte significativa da produção agrícola é perdida ao longo da cadeia de produção de alimentos, por exemplo. Algumas perdas são inevitáveis, mas existe muito desperdício. O ideal seria optar por alimentos produzidos de forma mais eficiente e adotar pequenas alterações na dieta que têm impacto positivo na saúde e nas emissões, como diminuir o consumo de carne, onde hoje ele é excessivo, e inserir na dieta outros itens menos intensivos na emissão de gases de efeito estufa.
Agência FAPESP – Além de mudanças em nível de políticas públicas, são necessárias também ações individuais? O que cada cidadão pode fazer?
Bustamante – O cidadão tem um poder de escolha importante como consumidor na definição do tipo de indústria que queremos. É preciso conhecer aquilo que você consome e o impacto que isso tem. Favorecer transporte coletivo em detrimento do individual. Mas, em algumas áreas, a decisão individual sofre uma influência muito grande do poder público. As pessoas podem optar pelo transporte coletivo, mas essa opção precisa estar disponível, ter qualidade e segurança. São dois elos que devem estar fortemente encadeados. A economia de energia que fazemos em casa e no trabalho deve acontecer independentemente de uma ameaça de racionamento. A responsabilidade na utilização dos recursos é de todos e os recursos são limitados. No relatório há uma ênfase grande na questão do comportamento humano e nos sistemas de informação. Discutimos de que forma podemos informar as pessoas de que suas opções de consumo individuais têm um impacto coletivo significativo e de que forma devemos trabalhar questões culturais também relevantes. O relatório traz questões prementes associadas à equidade e à ética no processo de tomada de decisão. A decisão tomada hoje tem um impacto sobre as gerações futuras. Podemos assumir essa conta hoje e já começar a pagá-la ou deixar para pagar mais para frente, só que ficará mais caro. São questões que envolvem o princípio da filosofia moral, como trabalhar a equidade entre os países e, dentro dos países, a equidade entre os grupos sociais
Agência FAPESP – Quais setores da economia serão os mais afetados pela redução do consumo e demais custos da mitigação?
Bustamante – Existe ainda muita incerteza em relação a isso porque estamos falando de números globais. Essa é uma das limitações do relatório, não há como fazer uma avaliação específica para um país ou região. Caberá agora aos países, de posse da informação mais geral, fazer uma estimativa própria. Há um custo de implementar essas medidas de mitigação, mas, por outro lado, as mudanças trazem uma série de benefícios adicionais que têm de ser computados nessa conta. Pode haver melhoria da qualidade de vida pela redução da poluição atmosférica e distribuição de recursos de forma mais eficiente para as pessoas. É preciso considerar que vivemos em um mundo ainda muito desigual. Há países que já atingiram bom patamar de desenvolvimento e bem-estar humano e outros que ainda buscam atingir os patamares mais básicos de bem-estar. Esses países que hoje constroem sua infraestrutura e estão elaborando seus projetos de desenvolvimento devem optar por rotas que tenham em si o contexto do desenvolvimento sustentável. O interessante seria que eles não deixassem de se desenvolver, mas já buscassem alternativas menos intensivas em termos de emissão de carbono.
Agência FAPESP – O Brasil não está na contramão dessa proposta com os investimentos em exploração de petróleo e termelétricas?
Bustamante – O Ministério da Ciência e Tecnologia publicou no ano passado um relatório com as estimativas das emissões brasileiras. É possível observar que houve uma mudança no perfil da emissões brasileiras em comparação com 2005, quando eram fortemente determinadas pelo desmatamento e pela agricultura. Em 2010, a produção de energia e a agricultura passaram a ser setores majoritários nas emissões brasileiras. A situação recente do país mostra a necessidade de investimentos urgentes para diversificar as fontes de energia.
Agência FAPESP – Na sua opinião, o Brasil deveria investir mais em bioenergia?
Bustamante – Sim, e também deveria investir no aumento de sua eficiência energética e na diversificação das fontes de energia.
Agência FAPESP – O documento divulgado neste domingo deverá embasar as negociações de um novo acordo climático que vai substituir o Protocolo de Kyoto, certo?
Bustamante – Como o sumário é aprovado pela plenária da ONU, da qual os governos fazem parte, passa a ser um instrumento da negociação internacional. Então essas mensagens deverão subsidiar o processo de negociação de clima em 2014 e 2015, para tentar chegar a um novo acordo que entrará em vigor em 2020. Esse relatório, portanto, chega num momento crucial. A sociedade precisa se preparar para os impactos que virão. Ainda que adotemos agora as ações de mitigação, os impactos continuarão acontecendo. Daí a importância da adaptação.
Agência FAPESP – A senhora acredita que todos os países estão prontos para assumir um compromisso global de redução de emissões?
Bustamante – Pelo sistema da ONU, no qual há necessidade de um acordo global definido por consenso, é sempre muito difícil. Trabalhamos com realidades e sistemas políticos muito diferentes. Um acordo global é necessário; por outro lado, temos observado um aumento das iniciativas regionais e binacionais. Começam a acontecer ações que não necessariamente estão sob um chapéu de um acordo global, mas podem favorecer muito as ações de mitigação também. É inegável, no entanto, que todos os países terão de aportar suas contribuições. O que não pode acontecer é chegar a 2020 acreditando que teremos mais 20 anos para começar a agir. A tomada de decisão rápida é fundamental.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

U.S. Greenhouse Gas Emissions Fall 10% Since 2005

WASHINGTON (Reuters) - U.S. greenhouse gas emissions fell nearly 10 percent from 2005 to 2012, more than halfway toward the U.S.'s 2020 target pledged at United Nations climate talks, according to the latest national emissions inventory.
The report showed that emissions dropped 3.4 percent from 2012 to 2011, mostly due to a decrease in energy consumption and fuel switching from coal to natural gas.
The Environmental Protection Agency on Tuesday published the U.S.'s 19th annual emissions tally to the U.N. Framework Convention on Climate Change.
The U.S. uses 2005 pollution levels as its benchmark to measure emissions cuts, and has a target to lower emissions by 17 percent from that starting point by 2020.
Since 1990, the first year the U.S. kept the inventory, carbon dioxide emissions - largely energy-related emissions and the most prevalent greenhouse gas - rose just 5.4 percent.
Meanwhile hydrofluorocarbons (HFCs), super greenhouse gases used primarily as refrigerants, saw a dramatic rise of over 309 percent.
The Obama administration has taken steps to reduce these emissions through bilateral and multilateral agreements with major polluters, including China, the world's biggest greenhouse gas emitter, and India.
The EPA prepares the annual report in collaboration with other federal agencies and is subject to public comments.
A United Nations report released Sunday said that governments must act faster to keep global warming in check and that a radical shift from fossil fuels to low-carbon energy such as wind, solar or nuclear power would shave only about 0.06 of a percentage point a year off world economic growth.
The report, endorsed by governments, is meant as the main scientific guide for nations working on a U.N. deal to be agreed in late 2015 to rein in greenhouse gas emissions that have hit repeated highs this century, led by China's industrial growth.
The Obama administration's climate action plan, now being implemented, is expected to steer the U.S. to meet its 17 percent target by 2020.
(Reporting by Valerie Volcovici; editing by Matthew Lewis)

Low palaeopressure of the martian atmosphere estimated from the size distribution of ancient craters


The decay of the martian atmosphere—which is dominated by carbon dioxide—is a component of the long-term environmental change on Mars1 from a climate that once allowed rivers to flow2, 3, 4, 5, 6 to the cold and dry conditions of today. The minimum size of craters serves as a proxy for palaeopressure of planetary atmospheres, because thinner atmospheres permit smaller objects to reach the surface at high velocities and form craters7, 8, 9. The Aeolis Dorsa region near Gale crater on Mars contains a high density of preserved ancient craters interbedded with river deposits11 and thus can provide constraints on atmospheric density at the time of fluvial activity. Here we use high-resolution images and digital terrain models10 from the Mars Reconnaissance Orbiter to identify ancient craters in deposits in Aeolis Dorsa that date to about 3.6 Gyr ago and compare their size distribution with models of atmospheric filtering of impactors12, 13. We obtain an upper limit of 0.9 ± 0.1 bar for the martian atmospheric palaeopressure, rising to 1.9 ± 0.2 bar if rimmed circular mesas—interpreted to be erosionally-resistant fills or floors of impact craters—are excluded. We assume target properties appropriate for desert alluvium14: if sediment had rock-mass strength similar to bedrock at the time of impact, the paleopressure upper limit increases by a factor of up to two. If Mars did not have a stable multibar atmosphere at the time that the rivers were flowing—as suggested by our results—then a warm and wet CO2/H2O greenhouse2 is ruled out, and long-term average temperatures were most likely below freezing.

Authors:
Nature Geoscience (2014) doi:10.1038/ngeo2137 Published online 13 April 2014

Early air points to cold, dry Mars




Mars The Martian surface is inhospitable today, but is thought to have once been favourable to life


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Scientists have worked out the characteristics of the air on Mars 3.6 billion years ago.
The work by a team of US researchers suggests that the thin atmosphere would have led to cold, dry conditions on the planet.
The results are important because they shed light on how habitable Mars was billions of years ago, and how long any surface water persisted.
Details have been published in the journal Nature Geoscience.
The scientists calculated the early Martian atmospheric pressure using patterns of ancient meteor craters and dry river beds seen on its surface today.
They used new Mars orbiter data to test out an idea first proposed by Carl Sagan more than 20 years ago - that atmospheric pressure is recorded by the size of the smallest impact craters.
The ancient Martian climate is inferred from the landscape of water-sculpted lakes and river beds seen today. They show that liquid water must have existed on its surface early in the planet's history.
The new result, however, implies that Mars was not a permanently warm wet world and that periods of arid, sub-zero conditions existed.
River channels at Aeolis Dorsa, near Gale Crater on Mars, interweave with impact craters, and it is the smallest of these craters that are key to the new findings.
The craters sit within riverbeds thought to be about 3.6 billion years old.
On planets with a thick atmosphere, small meteors break up and burn as fireballs, never reaching the ground. But some of the craters at Aeolis Dorsa are only a few tens of metres across, suggesting that quite small meteors made it through the thin atmosphere.
Into thin air The result raises questions about just how habitable Mars was billions of years ago, and how long any surface water persisted.
"Our work has nudged me towards thinking that the conditions were mostly very cold and very dry even on early Mars - similar to (Earth's) Antarctic Dry Valleys today," lead author Dr Edwin Kite told BBC News.
"However, there is still plenty of microbial life even in the Antarctic Dry Valleys so our work doesn't rule out an early environmental niche for life on Mars."
Although this method for measuring limits of atmospheric pressure on Mars was suggested a couple of decades ago, it has only recently become possible with the advent of high resolution images of the surface from extended missions like Nasa's Mars Reconnaissance Orbiter.
"The density of the atmosphere controls climate. And climate, in particular temperature, determines whether liquid water can exist on the surface" said Prof Michael Manga of the University of California, Berkeley, who was not involved in the study.
"Their inferred atmospheric pressure is low enough that the greenhouse gas would not have been strong enough for liquid water to exist, except under the right combination of rare orbital conditions."
Since the craters exist with rivers, water was clearly flowing at some point. But it seems from these results that surface water was not permanently present on early Mars, and that periods when the temperature got above freezing were rare or periodic.
Similar conclusions are suggested in a separate study published in the journal Geology this week, where Steven Ruff, from Arizona State University, reports that the chemical signature of early Mars minerals analysed by Nasa's Mars Exploration Rover Spirit indicates they formed as an ephemeral lake dried out.
The latest study shows how Martian environments from billions of years ago can be pieced together from evidence on its surface today.
Here on Earth, fossilised raindrop imprints that fell almost three billion years ago have been used to infer our early atmosphere. Scientists like Dr Kite will doubtless be looking out for such clues in any new results from explorations of the Red Planet.

Fluid Mystery: How Did Mars Ever Have Liquid Water?

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Trying to understand the ancient climate of our own planet is hard enough, but to understand Mars’ climatic history, planetary scientists have had to turn to a rather inventive method of climate forensics.
In case you didn’t get the memo, Mars used to be a lot wetter than it is now; water flowed across its surface and vast lakes — or even seas — used to cover huge swathes of land. But as the red planet’s atmosphere was stripped away by the solar wind, global air pressure plummeted, leaving Mars to freeze-dry. The liquid water froze into the crust and sublimated while any atmospheric moisture was lost to space.
Year One: Mars Rover Curiosity’s Key Discoveries
However, the biggest puzzle for scientists isn’t necessarily why Mars is now so dry now, but how it was able to sustain liquid water on its surface at all.
In a new study published in the journal Nature Geoscience, Edwin Kite, a planetary geologist of the California Institute of Technology (Caltech), tackled the problem by first devising a novel means of measuring the thickness of the Martian atmosphere in the planet’s past.
By measuring impact craters on the Martian surface, Kite was able to gauge how thick the atmosphere was in Mars’ ancient past. Kite’s team focused on the 3.6-billion-year-old Aeolis Dorsa region, measuring 319 craters.
As a meteorite blasts through a planetary atmosphere, the thicker the atmosphere, the greater the drag. Therefore, the impact energy of a falling space rock should relate to the thickness of the atmosphere — and therefore its atmospheric pressure.
Fascinatingly, the team found that when the impact craters were excavated, the Martian atmosphere must have had a pressure of 0.9 bar — 150 times higher that Mars’ current atmospheric pressure and approximately equivalent to Earth’s current sea level pressure of 1 bar. With an atmospheric pressure so high, suddenly it doesn’t seem like too much of a stretch to think liquid water could have existed for extended periods of time on the surface.
NEWS: Life’s a Beach: Rover Finds Mars Pebbles
But there’s a problem. Mars is located 50 percent further away from the sun than Earth is, so the amount of solar energy it receives is far too low to keep any water on its surface in a liquid state. To add to the puzzling nature of Mars’ wet past, the young sun was radiating even less energy in the past.
As a consequence, according to Kite, Mars would have needed to have far higher atmospheric pressures to make liquid water exist on the surface — a pressure of around 5 bar, or 5 times the Earth’s atmospheric pressure at sea level.
“If Mars did not have a stable multi-bar atmosphere at the time that the rivers were flowing — as suggested by our results—then a warm and wet CO2/H2O greenhouse is ruled out, and long-term average temperatures were most likely below freezing,” writes Kite and co. in their study.
If Mars was so cold and atmospheric pressures had to have been so high to keep water in a liquid state, how could Mars have accommodated liquid water at all?
In a separate paper published in the same journal, Sanjoy Som of NASA Ames Research Center outlined some possible mechanisms that may have allowed Mars to maintain its liquid reservoir of water.
VIDEO: 6 Pieces Of Evidence For Water On Mars
Perhaps the Mars water is heavily laced in salts that lower the freezing point of water, allowing water to flow at temperatures that would have otherwise caused it to freeze. This theory has been bandied around as a possible explanation for pools of water that may be accumulating near the Martian surface. The Martian regolith is packed with perchlorates, a highly toxic oxidizing agent that could create briny pockets of liquid water.
Alternatively, periods of intense volcanic activity may have released vast quantities of greenhouse gases, incubating any surface water in a liquid state.
Som also points to “transient intervals” where cyclical changes in Mars’ tilt created atmospheric conditions favorable for a thicker atmosphere. Every 120,000 years, the red planet’s tilt undergoes precession, which would have influenced the quantity of sunlight hitting the poles. This cycle may have caused episodic freezing and thawing of the Martian surface water.
Although this is a puzzle, the facts are laid out in front of the Mars rovers working on the surface and orbiters that survey the planet from hundreds of miles overhead: Mars used to be a lot wetter than it is now. But how could the small world have sustained liquid water for any period of time? That’s for planetary scientists to try to work out.
Source: Physorg.

IPCC Report Under Fire

Critics attack panel’s lack of specific guidance on how countries should lower emissions.


Is the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) losing steam? It is tackling a global problem that remains as urgent as ever. But the expert body’s latest report, released on 13 April and focused on mitigation, has left many climate experts and policy analysts unsatisfied.

The document, a policy summary prepared by Working Group III of the IPCC, is the third instalment of the IPCC’s Fifth Assessment Report. It follows reports on the science of climate and the impacts of climate change, released in the past few months. Compiled by hundreds of lead and reviewing authors over several years, the report warns that without substantial policy and technology changes, the world is heading towards dangerous temperature rises. Its focus is therefore on the technological and economic options for stabilizing atmospheric greenhouse-gas concentrations at acceptable levels.
“The analysis is all there,” says Bob Ward, a policy director at the London School of Economics’ Grantham Research Institute on Climate Change and the Environment, who was not involved in the report. “Now leaders must get to grips with that message.”
But others find the key conclusions unsurprising and short of detail. They say that the document sidesteps any hint of what specific countries, or groups of countries, should do to move towards clean energy systems. In particular, critics are concerned about the large emitters — China, the United States, the European Union and India, which together account for more than half of global carbon dioxide output.
“The core message is that emissions need to go down, and that the costs are affordable,” says Glen Peters, a climate-policy analyst at the Center for International Climate and Environmental Research — Oslo (CICERO). “But the big-picture stuff is not very helpful for decision-makers in specific countries, and it is pretty much useless for the international climate-negotiation process.”
Others agree. Steve Rayner, who studies policy frameworks for climate change at the University of Oxford, UK, says: “The headline findings are predictable — and not very exciting. The all-too-familiar-sounding bottom-line messages don’t seem to justify the huge effort involved.”


Source: IPCC
The report, released at a packed press conference in a Berlin hotel, details how annual emissions have increased from 27 gigatonnes (Gt) of CO2 equivalent in 1970 to 49 Gt in 2010 (see ‘Who emits what?’). Emissions may now have reached more than 52 Gt per year. The report adds that to have a 50% chance of keeping the global surface-temperature increase below the UN target of 2 °C, humans must not release more than an additional 1,550 Gt of greenhouse gases before 2100. At current rates, that limit will be exceeded before 2050.
The working group also warns that developed countries’ emissions targets for 2020 — agreed at a 2010 climate summit in Cancun, Mexico — are inconsistent with the 2 °C ceiling, which was set at the same summit. “Meeting this goal would require further substantial reductions beyond 2020,” the report finds.
The IPCC also acknowledges that the renewable-energy industry is making substantial gains in performance and cost reductions. But it notes that growing global energy demand and an increase in coal’s share of the global fuel mix in recent years threaten to thwart mitigation efforts.
“Irrespective of precise emissions targets, we have to start to bring the mitigation train on track by fundamentally up-scaling low-carbon forms of energy around the world,” says Ottmar Edenhofer, co-chair of the IPCC’s mitigation group. Nuclear power and environ­mentally safe geoengineering technologies, such as the removal of atmospheric CO2 and the capture and storage of carbon emissions, will all need to be considered, he says.
Some researchers have long argued for a more pragmatic and diversified approach to climate change. For example, one group wrote in a policy paper in 2010 that fostering technological progress while focusing on poverty reduction — an estimated 1.5 billion people have no access to electricity — might ultimately prove more effective than international treaties such as the expired Kyoto Protocol on climate change (G. Prins et al. The Hartwell Paper; LSE, 2010).
Robert Stavins, an environmental economist at Harvard University in Cambridge, Massachusetts, and a lead author of the IPCC report, emphasizes that the greatest challenges in mitigating the effects of climate change will be political, not technological.
Most critics agree that the IPCC, despite not having a remit to prescribe policies, has managed to strengthen the links between science and politics. “The process forces policy-makers to really engage with the science underlying climate change,” says Peters. “Given the scale of the problem we’re facing, that’s good to know.”

By Quirin Schiermeier
Nature 508, 298 () doi:10.1038/508298a

Climate Change: How to Cut Greenhouse Gases

An upcoming climate change "mitigation" report offers methods to stave off the worst effects.
Dan Vergano
Published April 9, 2014

Trust in technology: That seems to be the underlying message of a coming report from the world's top panel on climate change. (Related: "Can Coal Ever Be Clean?")
Scheduled for release on Sunday in Berlin, Germany, the new Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) report will point to many possible ways—from burying greenhouse gases to going nuclear to encouraging biofuel production—to save humanity from the ravages of climate change.
"We are at a critical juncture," IPCC chair Rajendra Pachauri said in a statement kicking off the final review of the report on Monday. The document is still in draft form and will be revised before its release this Sunday. The final report matters, he emphasized, because it will define the issues and outline options for policymakers at next year's international climate summit in Paris.
There, world leaders—if they have the political backbone—will face the climate challenges they left unresolved at the 2008 climate meeting in Copenhagen, Denmark.
An earlier IPCC report in 2013 found that more than half of the global warming observed since 1950 was caused by humans. The biggest culprit has been emissions from the burning of fossil fuels such as coal. (Related: "Clean Coal Test: Power Plants Prepare to Capture Carbon.") And the warming looks "virtually certain" to continue unless those emissions are cut.
"I think we will see that there are a wide number of paths we can take to get to the mountaintop we want to reach," says economist James Edmonds of the Joint Global Change Research Institute in College Park, Maryland. (Edmonds participated in drafting the latest IPCC report, but he emphasized that his comments to National Geographic represented his personal views.) "We just have to pick what mountaintop we all want, in terms of a temperature goal for the climate. And we have to decide to climb there."
Some critics, such as political scientist Steven Cohen of the Earth Institute at Columbia University in New York City, think it's unlikely that the IPCC report will spur political action. It should be seen more as a guide "to point to ways to transition to renewable energy," he says. "Ingenuity is more likely to help us than a treaty."
A Hard Climb
A 1992 United Nations agreement broadly obligated the world to limit global temperature increases to 3.6 degrees Fahrenheit (2 degrees Celsius) over preindustrial levels. Some studies have noted significant dangers—chiefly, lower farm production—if the planet warms beyond that point.
"The most interesting and useful thing the new report could do would be in simply laying out all the paths we could take to not breach that limit," says MIT economist John Reilly. "Most people think it's very unlikely we are going to stay within that [3.6-degree] limit."
The IPCC Working Group 3 report, based on six years of economic and technology studies, will lay out innovations and reforms in power generation, industry, transportation, farming, and other fields that might help nations to reduce emissions. Yet many of the scenarios examined in the report also look at what the world might do if the 3.6-degree limit is passed and temperatures rise still higher.
"Based on the studies that are already out there, I think we can say the sooner emissions are reduced, the easier it becomes to reach those goals," Edmonds says.
Written by 235 scientists from 53 nations over four years, the report on climate change mitigation is the third in a series released in the past year. The IPCC has released such reports in groups every six to seven years since 1990.
IPCC reports synthesize scientific studies to present policy options to government leaders. The two earlier reports enumerated the near-certain evidence that greenhouse gas emissions are responsible for increasing temperatures worldwide over the last century, and detailed the impacts on people, wildlife, and the environment.
"The IPCC is not going to solve the political problem that is at the bottom of things," Reilly cautioned. "A lot of the studies [considered] in the report started from the premise that we already were doing something about carbon reduction. That didn't happen."
Big Surprise
One surprise that will likely appear in the final version of the report is that some technologies appear to have more potential than they did in 2007 to remove carbon from the air.
The final IPCC document is still being edited and reviewed, but recent news reports have suggested that it will tout power plants that burn agricultural waste, farmed trees, or algae as fuel, then capture the carbon dioxide emissions and store them underground. The technology is called "bioenergy with carbon capture and storage" (BECCS).
"Is atmospheric carbon dioxide removal a game changer for climate change mitigation?" was the title of a recent Climatic Change journal report on BECCS co-authored by the chief author of the IPCC study, Ottmar Edenhofer of Germany's Potsdam Institute for Climate Impact Research.
Such methods are expensive and face skepticism, however. "The technology only works ... if you store the carbon and you put some kind of price on carbon to make it economically feasible," Edmonds says, adding that all carbon-cutting technologies should be available for policymakers to consider.
"The more bullets you have to shoot, the more likely you are to hit your target," he says.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Groelândia derrete mais rápido do que o previsto

Efeito sobre nível do mar será maior
A Groenlândia, maior massa territorial de gelo do hemisfério norte, pode estar derretendo mais rápido do que se supunha.
Uma parte da cobertura de gelo tida como estável está passando pelo que glaciologistas chamam de  “afinamento dinâmico”, ou seja, a água resultante do derretimento está indo para o mar, de acordo com estudo publicado na Nature Climate Change.
Em resumo, a contribuição da Groenlândia para o aumento do nível do mar estava subestimada, e oceanógrafos podem ter de rever suas projeções.
Shfaqat Khan, da Universidade Técnica da Dinamarca, e colegas, utilizaram mais de 30 anos de mensurações de elevação de superfície de toda a cobertura de gelo para descobrir que a perda total está acelerando. Estudos anteriores haviam observado o fenômeno no sudoeste e noroeste da ilha, mas se acreditava que seu nordeste fosse estável.
Era estável, até mais ou menos 2033. Então, temperaturas mais altas estabeleceram o afinamento dinâmico. O gelo derrete a cada verão ártico, sob o impacto de um período prolongado de sol, mas a neve parcialmente derretida das geleiras tende a congelar de novo com o retorno do frio e da escuridão. Condições históricas mostravam que a perda de gelo era normalmente muito lenta.

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/files/2014/04/groenlandia-derrete-mais-rapido-preciso-560.jpg
Foto: NASA’s Earth Observatory/Creative Commons

Mas o aquecimento global, provocado por aumentos crescentes de gases de efeito estufa na atmosfera, alterou todo o quadro.
“Nós devemos nos preocupar com esta área de nordeste porque ela é imensa. Talvez isto seja o início de alguma coisa grande”, disse Khan. Os cientistas não sabem quantos anos vai durar a aceleração do derretimento.
Nos últimos 20 anos, o derretimento na Groenlândia contribuiu com 16% da elevação do nível do mar por ano. Considerando-se que seu nordeste não é tipicamente levado em conta por modelos do clima existente, esta elevação poderá se dar na faixa mais alta das projeções até 2100 feitas por cientistas do clima, de cerca de um metro ou mais, informa o eenews.

Artigo de José Eduardo Mendonça publicado aqui.