quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Sertão potiguar deve ter boas chuvas nos próximos três meses, prevê Emparn - via G1

Segundo o portal G1:

"O interior do Rio Grande do Norte terá um inverno com chuvas variando de normal a acima de normal nos meses de março, abril e maio de 2018. Essa foi a conclusão da II Reunião de Análise Climática para o Semiárido do Nordeste Brasileiro, realizada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) e concluída nesta quinta-feira (22)."

As informações foram repassadas ao Portal pela EMPARN (INFELIZMENTE não recebi o informe oficial por email como ocorria anteriormente).

https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/sertao-potiguar-deve-ter-boas-chuvas-nos-proximos-tres-meses-preve-emparn.ghtml

Desmatamento na Amazônia está prestes a atingir limite irreversível


Elton Alisson  |  Agência FAPESP – O desmatamento da Amazônia está prestes a atingir um determinado limite a partir do qual regiões da floresta tropical podem passar por mudanças irreversíveis, em que suas paisagens podem se tornar semelhantes às de cerrado, mas degradadas, com vegetação rala e esparsa e baixa biodiversidade.
O alerta foi feito em um editorial publicado nesta quarta-feira (21/02) na revista Science Advances. O artigo é assinado por Thomas Lovejoy, professor da George Mason University, nos Estados Unidos, e Carlos Nobre, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas – um dos INCTs apoiados pela FAPESP no Estado de São Paulo em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – e pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
“O sistema amazônico está prestes a atingir um ponto de inflexão”, disse Lovejoy à Agência FAPESP. De acordo com os autores, desde a década de 1970, quando estudos realizados pelo professor Eneas Salati demonstraram que a Amazônia gera aproximadamente metade de suas próprias chuvas, levantou-se a questão de qual seria o nível de desmatamento a partir do qual o ciclo hidrológico amazônico se degradaria ao ponto de não poder apoiar mais a existência dos ecossistemas da floresta tropical.
Os primeiros modelos elaborados para responder a essa questão mostraram que esse ponto de inflexão seria atingido se o desmatamento da floresta amazônica atingisse 40%. Nesse cenário, as regiões Central, Sul e Leste da Amazônia passariam a registrar menos chuvas e ter estação seca mais longa. Além disso, a vegetação das regiões Sul e Leste poderiam se tornar semelhantes à de savanas.
Nas últimas décadas, outros fatores além do desmatamento começaram a impactar o ciclo hidrológico amazônico, como as mudanças climáticas e o uso indiscriminado do fogo por agropecuaristas durante períodos secos – com o objetivo de eliminar árvores derrubadas e limpar áreas para transformá-las em lavouras ou pastagens.
A combinação desses três fatores indica que o novo ponto de inflexão a partir do qual ecossistemas na Amazônia oriental, Sul e Central podem deixar de ser floresta seria atingido se o desmatamento alcançar entre 20% e 25% da floresta original, ressaltam os pesquisadores.
O cálculo é derivado de um estudo realizado por Nobre e outros pesquisadores do Inpe, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e da Universidade de Brasília (UnB), publicado em 2016 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
“Apesar de não sabermos o ponto de inflexão exato, estimamos que a Amazônia está muito próxima de atingir esse limite irreversível. A Amazônia já tem 20% de área desmatada, equivalente a 1 milhão de quilômetros quadrados, ainda que 15% dessa área [150 mil km2] esteja em recuperação”, ressaltou Nobre.
Margem de segurança
Segundo os pesquisadores, as megassecas registradas na Amazônia em 2005, 2010 e entre 2015 e 2016, podem ser os primeiros indícios de que esse ponto de inflexão está próximo de ser atingido.
Esses eventos, juntamente com as inundações severas na região em 2009, 2012 e 2014, sugerem que todo o sistema amazônico está oscilando. “A ação humana potencializa essas perturbações que temos observado no ciclo hidrológico da Amazônia”, disse Nobre.
“Se não tivesse atividade humana na Amazônia, uma megasseca causaria a perda de um determinado número de árvores, que voltariam a crescer em um ano que chove muito e, dessa forma, a floresta atingiria o equilíbrio. Mas quando se tem uma megasseca combinada com o uso generalizado do fogo, a capacidade de regeneração da floresta diminui”, explicou o pesquisador.
A fim de evitar que a Amazônia atinja um limite irreversível, os pesquisadores sugerem a necessidade de não apenar controlar o desmatamento da região, mas também construir uma margem de segurança ao reduzir a área desmatada para menos de 20%.
Para isso, na avaliação de Nobre, será preciso zerar o desmatamento na Amazônia e o Brasil cumprir o compromisso assumido no Acordo Climático de Paris, em 2015, de reflorestar 12 milhões de hectares de áreas desmatadas no país, das quais 50 mil km2 são da Amazônia.
“Se for zerado o desmatamento na Amazônia e o Brasil cumprir seu compromisso de reflorestamento, em 2030 as áreas totalmente desmatadas na Amazônia estariam em torno de 16% a 17%”, calculou Nobre.
“Dessa forma, estaríamos no limite, mas ainda seguro, para que o desmatamento, por si só, não faça com que o bioma atinja um ponto irreversível”, disse
O editorial Amazon tipping point (doi: 10.1126/sciadv.aat2340), assinado por Thomas Lovejoy e Carlos Nobre, pode ser lido na revista Science Advances em http://advances.sciencemag.org/content/4/2/eaat2340.
O artigo Land-use and climate change risks in the Amazon and the need of a novel sustainable development paradigm (doi: 10.1073/pnas.1605516113), de Carlos Nobre, Gilvan Sampaio, Laura Borma, Juan Carlos Castilla-Rubio, José Silva e Manoel Cardoso, pode ser lido na revista PNAS em http://www.pnas.org/content/113/39/10759.

Fonte: Agência FAPESP (reproduzido)

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Concentração de dióxido de carbono na atmosfera bate recorde em 2016

A informação é publicada poucos dias antes do início da Conferência da ONU sobre Mudança Climática, que será realizada entre os dias 6 e 17 de em novembro na cidade alemã de Bonn


A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera aumentou em 2016 até atingir níveis recordes, informou hoje (30) a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em seu boletim anual sobre o impacto dos gases de efeito estufa.

A informação é publicada poucos dias antes do início da Conferência da ONU sobre Mudança Climática, que será realizada entre os dias 6 e 17 de em novembro na cidade alemã de Bonn. Em 2016, a concentração atmosférica de CO2 - principal gás de efeito estufa de longa duração - alcançou 403,3 partes por milhão (ppm), acima das 400 registradas em 2015.
 
Segundo a OMM, atualmente a concentração de CO2 na atmosfera representa 145% dos níveis pré-industriais (antes de 1750). A agência da ONU atribui o aumento recorde de 3,3 partes por milhão da média anual, em parte, ao resultado das atividades humanas combinadas com um intenso impacto do fenômeno meteorológico El Niño, que teve devastadores efeitos em várias áreas do mundo entre 2015 e os primeiros meses de 2016.

O fenômeno provocou secas nas regiões tropicais e reduziu a capacidade dos "sumidouros" - como as florestas, a vegetação e os oceanos - para absorver CO2. Em observações diretas, não se viram esses níveis de concentração de CO2 em 800 mil anos, assegura a OMM em seu boletim.
 
Se forem empregados os indicadores indiretos para medir a quantidade de CO2 na atmosfera, níveis similares aos de agora foram observados no período de 3 milhões a 5 milhões de anos, ou seja, no Plioceno Médio, quando a temperatura era de 2 a 3 graus superior e o nível do mar entre 10 e 20 metros acima do atual.

O crescimento demográfico, as práticas agrícolas mais intensivas, o maior uso da terra, aumento do desmatamento, a industrialização e o uso de energia procedente de fontes fósseis contribuíram para uma aceleração da taxa de aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera desde o início da era industrial.

"Infelizmente, não vimos números positivos na concentração dos principais gases de efeito estufa até agora", disse, em entrevista coletiva. o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, que enviou mensagem aos governos: há "necessidade urgente de elevar o nível de ambição se queremos cumprir seriamente os objetivos do Acordo de Paris".

O Acordo de Paris tem como objetivo evitar que o aquecimento global supere os 2 graus centígrados no final deste século em relação aos níveis pré-industriais, embora as nações tenham se comprometido a fazer todos os esforços necessários para não ultrapassar 1,5 grau.
 
Original: #CorreioBraziliense @correio https://t.co/mLdNvxI5EA

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Impactos da elevação das marés em Santos já são visíveis

Agência FAPESP – Os estudos do Projeto Metrópole, com apoio da FAPESP, demonstram que a cidade de Santos, no Estado de São Paulo, já está exposta a tempestades, erosão e intrusão de água salgada, de acordo com a Assessoria de Comunicação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Há uma tendência das alterações climáticas e a subida do nível do mar intensificarem esses riscos, conforme pesquisa coordenada pelo climatologista José Marengo, do Cemaden.
Esses impactos foram observados também em Broward, nos Estados Unidos, e Selsey, na Inglaterra. Iniciativa internacional com pesquisadores brasileiros, norte-americanos e ingleses vem desenvolvendo, desde 2013, estudos sobre adaptação às mudanças climáticas em áreas costeiras.
Os dados da pesquisa fazem projeções dos impactos associados à elevação da temperatura oceânica e chuvas extremas, além do aumento do nível do mar e aumento na frequência e na intensidade das tempestades. Esses fatores podem gerar deslizamentos de terra, enchentes urbanas e contaminação das águas subterrâneas. Na situação atual, as áreas suscetíveis à inundação já apresentam problemas de drenagem.
Na cidade de Santos, no litoral paulista, os estudos projetam que as mudanças climáticas provocarão a subida do nível do mar em pelo menos 18 centímetros até 2050, podendo chegar até 45 centímetros em 2100. Essa elevação do nível do mar poderá chegar a dois metros, durante a ocorrência de marés altas, tempestades e as ressacas.
“As adaptações serão necessárias, não há como escapar. E não estamos falando sobre mudanças do clima em um futuro distante – é preciso entrar em ação agora”, afirmou o pesquisador Marengo.
Medidas de minimização de impacto
Entre as medidas estratégicas indicadas às cidades costeiras para a gestão da adaptação, podem-se destacar o monitoramento da mudança do clima e as avaliações dos desastres socioambientais, para adequar a situação das mudanças ocasionadas ao longo do tempo.
O trabalho científico aponta dois caminhos para a preparação e diminuição dos impactos das mudanças climáticas nas áreas costeiras: as medidas proativas e planejadas para preservar e proteger os recursos – antecipando-se aos impactos (adaptação planejada) – e as medidas reativas/emergenciais, implementadas após o impacto das mudanças climáticas.
O Projeto Metrópole é uma coprodução entre a comunidade científica, os tomadores de decisões e a população. Santos foi escolhida para o projeto, segundo Marengo, porque tem os dados mais completos sobre variações de marés e o georreferenciamento mais preciso entre as cidades litorâneas. Os métodos utilizados podem ser replicados em qualquer cidade da costa brasileira.
A pesquisa aplicada desenvolvida nos últimos quatro anos faz uma avaliação conjunta sobre possíveis impactos da elevação do nível do mar, extremos de chuva e tempestades na frequência e intensidade das inundações costeiras que afetam a Ponta da Praia, no município de Santos. Segundo os dados científicos, estes impactos podem aumentar no futuro.

Mais informações: www.cemaden.gov.br/pesquisa-alerta-para-medidas-antecipadas-aos-impactos-provocados-pela-elevacao-das-mares-nas-cidades-costeiras/.

Outras informações sobre o Projeto Metrópole estão disponíveis nas reportagens publicadas pela Agência FAPESP: Não se adaptar às mudanças climáticas sairá no mínimo cinco vezes mais caro, Nível do mar na costa brasileira tende a aumentar nas próximas décadas e Medidas de adaptação às mudanças climáticas são anunciadas em Santos.

Fonte: Agência FAPESP

domingo, 13 de agosto de 2017

Climate science: Origins of Atlantic decadal swings

podría explicar parcialmente variaciones de Temperatura en Océano Norte desde 1980.


 "Temperature variability in the North Atlantic Ocean is the result of many competing physical processes, but the relative roles of these processes is a source of contention. Here, scientists present two perspectives on the debate.

by
 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Winton Advanced Research Fellowship in the Physics of Sustainability

The Fund Managers of the Winton Programme invite applications for up to two Advanced Research Fellowships.
The Winton Advanced Research Fellowship scheme supports outstanding, ambitious scientists with the potential to become independent research leaders in their field. It provides substantial support to allow Fellows to develop new research programmes that expand the range of research activities within the Department of Physics. Projects that cross traditional boundaries between physics and other sciences and engineering disciplines are particularly favoured. A list of current Fellows and their research interests can be found at http://www.winton.phy.cam.ac.uk/directory/fellows.
Much of the research of the Programme is based in the Maxwell Centre (http://www.maxwell.cam.ac.uk) that is home to interdisciplinary research on the West Cambridge Science and Technology Campus. The Centre has state-of-the-art laboratory space including research facilities as part of the Henry Royce Institute for Advanced Materials and office space to foster collaborative research including engaging with industrial partners.
Candidates sought are of the calibre to win permanent posts in universities at the end of their fellowships. Candidates will normally have completed at least one post-doctoral appointment at an institution different to that at which their PhD was obtained. Fellowships will be of 5 years' duration and will provide salary comparable to junior university faculty positions (on the scale currently £39,324-£49,772 per annum) and appropriate support for start-up equipment, graduate students, travel and laboratory operating expenses. Proposed projects should be in new areas or take new approaches in established areas related to research in the broad field of the application of physics to sustainability.
Applicants should submit curriculum vitae including a list of publications and the names and addresses of 3 referees; a personal statement of accomplishments to date (up to 1000 words); an outline research proposal (up to 1500 words) with a brief account of research support required (up to 750 words). The research outline should emphasise the novelty of the research approach, but also set out a clear plan of activity. Closing date for applications is 20th September 2017.
Those successful at the outline stage will be invited for an interview for which guidance will be provided.
Details of the Winton Programme can be found at http://www.winton.phy.cam.ac.uk/
Fixed-term: The funds for this post are available for 5 years in the first instance.
To apply online for this vacancy, please click on the 'Apply' button below. This will route you to the University's Web Recruitment System, where you will need to register an account (if you have not already) and log in before completing the online application form.
Further information can be obtained by contacting the Winton Programme manager Dr Nalin Patel (nlp28@cam.ac.uk).
Please quote reference KA12724 on your application and in any correspondence about this vacancy.
The University values diversity and is committed to equality of opportunity.
The University has a responsibility to ensure that all employees are eligible to live and work in the UK.

Source/Fonte: http://www.jobs.cam.ac.uk/job/14323/

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Instituto de Oceanografia da USP abre vaga para professor doutor

Agência FAPESP – O Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) abriu inscrições para o concurso para o cargo de Professor Doutor (MS-3) no Departamento de Oceanografia Biológica. O prazo de inscrição encerra em 1º de agosto de 2017, pelo site USP Digital .

O cargo terá o seguinte programa: A. Biodiversidade, evolução e taxonomia do fitoplâncton eucarioto e procarioto; B. Produção primária no ambiente marinho: quimiossíntese e fotossíntese; C. Produção primária por plantas vasculares em ecossistemas aquáticos e de transição; D. Fatores físicos, químicos e biológicos que afetam a distribuição do fitoplâncton marinho; E. Alça microbiana nos ecossistemas marinhos; F. Distribuição e fatores responsáveis pela biomassa e produção dos produtores bênticos marinhos; G. Métodos in situ e remotos de estimativa da produção primária do fitoplâncton e do fitobento marinho; H. Novos métodos de estudo da diversidade fitoplanctônica; I. Importância do fitoplâncton nos ciclos biogeoquímicos; J. Efeitos das mudanças climáticas sobre a produção primária nos ecossistemas marinhos.

A contratação será em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa, com salário de R$ 10.670,76 mensais. O edital do concurso está acessível no mesmo endereço eletrônico para a inscrição.

O concurso deverá ser realizado no prazo de 30 a 120 dias a partir da data da publicação no Diário Oficial do Estado e da aprovação das inscrições. Haverá três etapas: julgamento do memorial com prova pública de arguição, prova didática e prova escrita.

Mais informações pelo telefone (11)3091-6670 (com Jorge Gruda) ou pelo e-mail gruda@usp.br .
 

domingo, 16 de julho de 2017

#WEF: One fifth of the world's population could be a refugee by 2100


#MudançasClimáticas #PopulaçãoMundial #Risco


In the year 2100, 2 billion people—about one-fifth of the world’s population—could become refugees due to rising ocean levels. Those who once lived on coastlines will face displacement and resettlement bottlenecks as they seek habitable places inland.
“We’re going to have more people on less land and sooner that we think,” says lead author Charles Geisler, professor emeritus of development sociology at Cornell University.
“The future rise in global mean sea level probably won’t be gradual. Yet few policy makers are taking stock of the significant barriers to entry that coastal climate refugees, like other refugees, will encounter when they migrate to higher ground.
Earth’s escalating population is expected to top 9 billion people by 2050 and climb to 11 billion people by 2100, according to a United Nations report. Feeding that population will require more arable land even as swelling oceans consume fertile coastal zones and river deltas, driving people to seek new places to dwell.

https://t.co/3sPQSGX5yh #climate https://t.co/V4VR8LSQk4"

Via @wef - World Economic Forum

sábado, 24 de junho de 2017

NORUEGA CORTA DOAÇÃO PARA FUNDO AMAZÔNIA

Fonte: ClimaInfo - via https://www.facebook.com/climainfo/

Foi vexaminoso Temer ter dito em Oslo, na frente da primeira ministra, que estava na Suécia. Mas este não foi nada frente ao grande vexame de ontem, quando autoridades norueguesas disseram na cara do Ministro Sarney Filho que não vão mais aportar quase R$ 200 milhões para o Fundo Amazônia neste ano. E justificativa para o corte feita ministro norueguês do meio ambiente, Vidal Helgeser, impôs vexame maior a Sarney Filho: o aumento do desmatamento nestes últimos anos e a sinalização feita pelo governo brasileiro em várias oportunidades que não pretende enfrentar o problema. Helgeser exemplificou com os sucessivos cortes no orçamento do Ibama e reafirmou várias vezes que a Noruega não quer interferir na condução do governo, mas quer que seus recursos surtam efeitos concretos.

Pois é, não adiantou Temer ter vetado as MPs que amputam a Floresta Nacional do Jamanxim, nem Sarney Filho ter jogado a culpa sobre o governo Dilma. E nem mesmo ter recuado da intenção de mandar ao congresso um novo PL que reduziria uma vez mais a proteção de parte da Jamanxim, no Sudoeste do Pará.

Hoje, logo após a rapidíssima conversa que teve com a primeira ministra norueguesa, Temer negou constrangimento com o anúncio da redução do repasse ao Fundo Amazônia, e mais uma vez atribuiu a alta no desmatamento ao corte de recursos promovido pela administração anterior, como se não tivesse continuado - e aprofundado - a mesmíssima política.

O vexame na Noruega aconteceu, como disse em seu blog o jornalista Leonardo Sakamoto, porque no Brasil o desmatamento é pop, o trabalho escravo é pop, a expulsão de indígenas é pop, a chacina de trabalhadores rurais é pop, a ameaça a ribeirinhos é pop, a contaminação ambiental é pop e a grilagem de terras é pop, mas é o Agro que se diz pop.

O triste é constatar que os ruralistas responsáveis devem hoje estar comemorando duplamente: por terem conseguido aval para o desmatamento da Amazônia e pelo país ter perdido recursos para combatê-los.

Fontes:
http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,noruega-anuncia-corte-de-quase-r-200-mi-ao-fundo-da-amazonia,70001856163
http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,cortes-no-ibama-explicam-aumento-de-desmatamento-alerta-noruega,70001854786
https://amp.theguardian.com/environment/2017/jun/22/norway-issues-1bn-threat-brazil-rising-amazon-destruction
http://www.valor.com.br/brasil/5014634/temer-nega-incomodo-em-menos-recursos-para-fundo-amazonia-pela-noruega

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Nível do mar na costa brasileira tende a aumentar nas próximas décadas




Elton Alisson | Agência FAPESP – O nível do mar na costa brasileira tende a aumentar nas próximas décadas. No Brasil, contudo, onde mais de 60% da população vive em cidades costeiras, não há um estudo integrado da vulnerabilidade dos municípios litorâneos a este e a outros impactos decorrentes das mudanças climáticas, como o aumento da frequência e da intensidade de chuvas. Um estudo desse gênero possibilitaria estimar os danos sociais, econômicos e ambientais e elaborar um plano de ação com o intuito de implementar medidas adaptativas.
As conclusões são do relatório especial do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) sobre “Impacto, vulnerabilidade e adaptação das cidades costeiras brasileiras às mudanças climáticas”, lançado nesta segunda-feira (05/06) durante um evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
A publicação tem apoio da FAPESP e parte dos estudos nos quais se baseia são resultado do Projeto Metrópole e de outros projetos apoiados pela Fundação no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas, financiado pela Fundação e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Fotos: Natal, por  Canindé Soares