domingo, 30 de agosto de 2015

La mitad de la población depende del agua de las montañas

¿Cómo le afecta el cambio climático?


La mitad de la población mundial depende del agua que nace de las montañas. Éstas ayudan a la creación de las nubes, lluvias, nevadas y ríos, además de ser las guardianas del hielo que, cuesta abajo, nos proporcionan el agua para beber, generar energía y producir alimentos.
Sin embargo, a pesar de su gran tamaño, las montañas son ecosistemas frágiles y los glaciares de sus cumbres están desapareciendo.
Así, debido al cambio climático, la disponibilidad del agua está variando en un momento en que su demanda se incrementa. La gestión integrada y apropiada de los recursos hídricos de las montañas debe convertirse en una prioridad mundial.
Les dejamos una infografía que muestra la importancia de cuidar las montañas y cómo el cambio climático afecta a sus ecosistemas.

Por iagua

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Global sea levels climbed 3 inches since 1992, NASA research shows


Sea levels worldwide rose an average of nearly 3 inches (8 cm) since 1992, the result of warming waters and melting ice, a panel of NASA scientists said on Wednesday.
In 2013, a United Nations panel predicted sea levels would rise from 1 to 3 feet (0.3 to 0.9 meters) by the end of the century. The new research shows that sea level rise most likely will be at the high end of that range, said University of Colorado geophysicist Steve Nerem.
Sea levels are rising faster than they did 50 years ago and “it’s very likely to get worse in the future,” Nerem said.
The changes are not uniform. Some areas showed sea levels rising more than 9 inches (25 cm) and other regions, such as along the U.S. West Coast, actually falling, according to an analysis of 23 years of satellite data.
Scientists believe ocean currents and natural cycles are temporarily offsetting a sea level rise in the Pacific and the U.S. West Coast could see a significant hike in sea levels in the next 20 years.
“People need to understand that the planet is not only changing, it’s changed,” NASA scientist Tom Wagner told reporters on a conference call.
“If you’re going to put in major infrastructure like a water treatment plant or a power plant in a coastal zone ... we have data you can now use to estimate what the impacts are going to be in the next 100 years,” Wagner said.
Low-lying regions, such as Florida, are especially vulnerable, added Michael Freilich, director of NASA's Earth Science Division.
”Even today, normal spring high tides cause street flooding in sections of Miami, something that didn’t happen regularly just a few decades ago,” Feilich said.
More than 150 million people, mostly in Asia, live within 3 feet (1 meter) of the sea, he added.
The biggest uncertainty in forecasting sea level rise is determining how quickly the polar ice sheets will melt in response to warming temperatures.
“Significant changes are taking place today on ice sheets,” said Eric Rignot, a glaciologist at the University of California in Irvine. “It would take centuries to reverse the trend of ice retreat.”
Scientists said about one-third of the rise in sea levels is due to the expansion of warmer ocean water, one-third to ice loss from the polar ice sheets and the remaining third to melting mountain glaciers.

Reporting by Irene Klotz; Editing by David Adams and Cynthia Osterman via Reuters

Simpósio internacional na UFRJ discute modelagem, análise e observações de ondas geradas pelo vento

O Programa de Engenharia Oceânica da COPPE/UFRJ convida a comunidade científica a participar do ‘Brazilian Symposium on Ocean Waves’, que será realizado nos dias 14, 15 e 16 de março de 2016 no campus da Ilha do Fundão

O foco do simpósio abrange modelagem, análise e observações de ondas geradas pelo vento. Nosso objetivo é incrementar a discussão e colaboração dentro deste campo de investigação.

Esta reunião será realizada em sessão plenária, com tempo reservado para debate para identificar as questões-chave de pesquisa dentro do Brasil e da investigação internacional da comunidade. Todas as apresentações serão em inglês.

O simpósio irá cobrir alguns temas de pesquisa, como:
ondas geradas pelo vento, mecânica dos fluidos de ondas aquáticas, clima de ondas, ondas em engenharia oceânica, observações e sensoriamento remoto, processos costeiros, interações ar-mar.

Comitê Organizador
Alexander Babanin, Australia, Co-Chair
Nelson Violante-Carvalho, Brazil, Co-Chair
Uggo de Pinho, Brazil
Erick Rogers, USA
Lev Shemer, Israel
Takuji Waseda, Japan

Registre seu interesse ou submeta um resumo até 31/12/2014 para: ababanin@swin.edu.au ou n_violante@oceanica.ufrj.br

El Niño: Bringing up baby



Beware the return of the world’s most powerful climatic phenomenon


IT IS a long way from the western Pacific Ocean to the flooded streets of Buenos Aires where, this month, the city’s Good Samaritans have been distributing food and candles by kayak after some unseasonably heavy rain. But there is a link. Its name is El Niño.

El Niño (Spanish for “The Boy”) is a Pacific-wide phenomenon that has global consequences. A Niño happens when warm water that has accumulated on the west side of the Pacific floods eastward with the abatement of the westerly trade winds which penned it up. (The long, dark equatorial streak on the map above, which shows sea-surface temperatures for August 10th-16th, indicates this.) The trade winds, and their decrease or reversal, are part of a cycle called ENSO (El Niño Southern Oscillation—see article).


The consequences of this phase of ENSO include heavy rain in south-eastern South America, western North America and eastern Africa, and drought in Australia, India and Indonesia. Another consequence, around Christmastide, is the sudden disappearance of the food supply of the Pacific anchoveta—and thus of the livelihoods of Peruvian fishermen. It was these fishermen who gave the phenomenon its name, the Boy in question being the young Jesus Christ.

El Niño-watchers at America’s National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) noted worrisome ENSO-related changes in both sea temperature and air pressure earlier this year. They declared the return of the Boy in March. Australia’s Bureau of Meteorology decided to wait until May. Such forecasts can be wrong. Despite signs of the phenomenon last year, no monstrous event actually emerged. But during July the surface temperature of the central equatorial Pacific was almost 1°C higher than expected, and its equivalent in the eastern Pacific was more than 2°C above expectations. Among other things, that puts the temperatures in these areas well above the 26.5°C minimum needed for the formation of tropical storms. Right on cue, on July 12th, six such cyclones spun in the Pacific—more than on any previous day in over four decades.

Article in full here via The Economist.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

IPCC e INPE promovem encontro com a comunidade no dia 14 de setembro

No dia 14 de setembro, das 14h00 às 17h30, em São José dos Campos (SP), acontece o “Encontro com a Comunidade: Mudança do Clima”. Na ocasião, pesquisadores, professores e estudantes interessados no tema “Mudança do Clima” terão a oportunidade de um encontro com líderes do IPCC, o painel climático da ONU.
O evento é parte do Workshop sobre Projeções Climáticas Regionais e seu Uso em Estudos de Impactos e Riscos, promovido pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Para participar do “Encontro com a Comunidade” – evento gratuito – é necessário submeter pedido de inscrição no site do INPE. As vagas são limitadas.

INPE via JC online

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pesquisadores do INPE diagnosticam as condições de seca no Sudeste

Publicado na versão online da revista Theoretical and Applied Climatology, o artigo Precipitation diagnostics of an exceptionally dry event in São Paulo, Brazil apresenta um diagnóstico das condições de déficit de chuva observadas sobre o sudeste do Estado de São Paulo, incluindo sua região metropolitana, durante os dois últimos verões (2013/2014 e 2014/2015).
Segundo Caio Coelho, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e um dos autores do trabalho, o artigo responde a uma série de questões sobre a manifestação de eventos extremos de seca.
Os resultados obtidos pelos pesquisadores da Divisão de Operações do CPTEC/INPE revelam a excepcionalidade do déficit de chuva observado durante o verão 2013/2014, quando comparado a outros verões desde 1961/62, e que a região estudada vem sofrendo com déficit de chuva desde o final da década de 1990. Eventos de seca semelhantes foram observados no passado, porém de menor magnitude em termos de déficit de chuva. Um dos fatores que contribuiu para o déficit expressivo de precipitação durante o verão 2013/2014 foi o término exageradamente antecipado da estação chuvosa.
Outro trabalho do CPTEC/INPE publicado na versão online da revista Climate Dynamics, realizado em colaboração com pesquisadores da Universidade de São Paulo e Universidade Federal de Itajubá, destaca que a seca sobre o Sudeste durante o verão 2014 teve como raiz as condições de chuvas anômalas na região tropical ao norte da Austrália, desencadeando uma sequência de processos entre a região tropical e extratropical do oceano Pacífico, até atingir a região Sudeste do Brasil e oceano Atlântico adjacente.
Este trabalho, intitulado The 2014 southeast Brazil austral summer drought: regional scale mechanisms and teleconnections, revela o estabelecimento de um sistema anômalo de alta pressão sobre o oceano Atlântico adjacente aquecido, que forçou os sistemas frontais a realizar trajetórias oceânicas, favoreceu a manutenção do aquecimento oceânico através da incidência de radiação solar, transportou umidade da Amazônia para o sul do Brasil, e desfavoreceu a formação de eventos de Zona de Convergência do Atlântico Sul, um dos principais mecanismos de produção de chuva sobre a região Sudeste do Brasil.

Mais detalhes sobre os estudos na página: http://www.cptec.inpe.br/noticias/noticia/127760
via JC Online

Urânio contamina água na Bahia

Há 15 anos extração em única mina explorada na América Latina é feita pela Indústrias Nucleares do Brasil, estatal federal que sempre negava problema

Uma tampa de ferro cobre a boca do poço, no sítio de Osvaldo Antônio de Jesus. A proteção enferrujada tem um furo no meio. Abaixo dela, um reservatório com 90 metros de profundidade está cheio d’água. Osvaldo ergue a tampa e aponta o líquido, um bem precioso para quem vive por esses cantos de Lagoa Real, no sertão da Bahia. Por cerca de um ano, foi esse o poço que garantiu boa parte do consumo diário de sua família. Há poucas semanas, porém, nenhuma gota pôde mais ser retirada dali. Sua água está contaminada por urânio.

Veja o texto na íntegra: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,uranio-contamina-agua-na-bahia,1748686
via JC Online.
(André Borges e Dida Sampaio/O Estado de S.Paulo)

domingo, 23 de agosto de 2015

O clima realmente afeta nossa saúde?

Em 2013, neurocientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, reportaram um dos mais estranhos casos da história da medicina: o de um homem que dizia conseguir farejar o clima.
Se uma tempestade se aproximava, ele sentia um cheiro quase insuportável de excrementos de gambá misturado com o de cebolas cruas. Os pesquisadores não conseguiram explicar a causa desses sintomas bizarros.
É provável que a maioria de nós não seja dotada desse "talento" - ainda bem. Mas mudanças na atmosfera – mesmo as mais sutis – parecem ter uma relação estreita com mudanças em nosso corpo.
Enquanto cientistas ainda precisam confirmar algumas dessas conexões, as evidências não deixam de ser intrigantes. Se forem confirmadas, elas significam que tudo no corpo humano – do risco de um ataque cardíaco ao sexo de um futuro bebê – depende do clima.
Eis aqui alguns desses mistérios – alguns mitos, outros verdades.

A umidade provoca reumatismo?

Apesar de sempre ouvirmos histórias de como o tempo frio e úmido atinge nossas articulações, ainda não é possível afirmar que isso realmente ocorre.
Em 2009, uma análise de nove estudos realizados até então sobre o assunto concluiu que não há um efeito consistente do clima sobre os sintomas da artrite reumatoide.
É mais provável que se trate de um caso de "tendência de confirmação": se você já acredita que a chuva traz dor, tende a notar mais os dias de mau tempo em que se sente desconfortável e a ignorar quando se sente bem.
Mesmo assim, não se trata de um caso encerrado, já que outros estudos pretendem investigar o fenômeno mais a fundo.

Menos pressão no ar causa dor de cabeça?

Você já se sentiu carregando o mundo nas costas? Isso pode ser porque existe cerca de 1 tonelada de ar fazendo pressão sobre nossas cabeças a todo momento.
Parece ser a receita certa para uma dor de cabeça. E, para algumas pessoas, é justamente isso o que acontece.
O cientista Kazuhito Kimoto, da Faculdade de Medicina de Dokkyo, no Japão, e seus colegas pediram para que 28 pacientes com enxaqueca escrevessem o diário de suas dores durante um ano. Ao comparar os dados com o histórico da meteorologia no mesmo período, eles perceberam que a dor coincidia com a queda na pressão atmosférica.
Apesar de a equipe ter estudado um pequeno grupo de voluntários, outro estudo japonês confirmou o efeito, descobrindo que a venda de analgésicos aumenta quando o barômetro cai.
Um dos motivos poderia ser o fato de a queda de pressão do ar prejudicar o sistema vestibular – a cavidade na cabeça que nos ajuda a manter o equilíbrio –, provocando episódios de tontura e de dor de cabeça.

O frio pode 'congelar' o coração?

Além de ser a estação da gripe, o inverno também traz um aumento regular no número de ataques cardíacos. Segundo um estudo da Universidade de Pequim, as mortes por problemas cardíacos aumentam 40% no inverno em comparação com a primavera e o verão.
Apesar de décadas de estudo, ninguém ainda sabe porquê, mas a pesquisa chinesa descobriu que uma temperatura mais fria parece aumentar a pressão arterial – um dos fatores de risco para o infarto.

O calor ajuda a gerar mais meninos?

Temos a impressão de que a população mundial é dividida exatamente em 50% de homens e 50% de mulheres. Mas a verdade é que essas proporções variam muito de acordo com o clima.
No Hemisfério Norte, por exemplo, há mais chances de meninos serem concebidos em anos mais quentes do que naqueles em que o frio durou mais meses do que o normal.
O exato motivo para isso ainda é um enigma. Pode ser que a temperatura altere o equilíbrio hormonal da mulher ou a produção de esperma no homem.
Já alguns cientistas acreditam se tratar de um mecanismo evoluído nas mulheres para aumentar as chances de passar seus genes adiante. Isso porque os meninos têm menos chances de se reproduzir do que as meninas se estiverem em más condições de saúde. Então nosso corpo decidiria o sexo baseado em nosso ambiente atual.
De qualquer forma, o efeito é minúsculo e tende a variar de região para região do mundo. Apesar de ser algo biologicamente interessante, esse não é um fator para orientar sua decisão de ter filhos.

O sol pode matar?

O sol está constantemente banhando a Terra com tempestades geomagnéticas e radiações cósmicas. A atmosfera terrestre, em tese, deveria nos proteger dessas reviravoltas espaciais, mas talvez não estejamos totalmente a salvo delas.
Uma equipe de cientistas da Lituânia examinou os registros de mais de 1 milhão de mortes durante um período de 25 anos, e descobriu que a mortalidade por distúrbios cardíacos ou derrame parecia atingir um pico durante períodos com eventos extremos do clima espacial.
Estranhamente, outro estudo descobriu que aquelas pessoas nascidas durante períodos de intensa atividade cósmica tendem a viver até cinco anos a menos do que aqueles nascidos em períodos calmos. Isso também reduziria sua fertilidade.
Evidentemente, mais investigações precisam ser feitas para confirmar os resultados e tentar encontrar explicações.
Pode ser difícil acreditar que nossa saúde dependa de algo tão imprevisível como o tempo da Terra, então imagine uma tempestade de partículas a milhões de quilômetros de distância.

Por David Robson - BBC Future
Leia mais em BBC Brasil.


 




sábado, 22 de agosto de 2015

Observatório Atto, na Amazônia, será inaugurado neste sábado.

Agência FAPESP – O Observatório da Torre Alta da Amazônia (Atto), a 150 quilômetros a nordeste de Manaus, em meio à floresta, será inaugurado neste sábado (22/08), após um ano de construção.
A Torre, com 325 metros, é um projeto teuto-brasileiro em que estão envolvidos o Instituto Max Planck de Química, o Instituto Max Planck para Biogeoquímica, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
O observatório é um dos quatro principais sítios de pesquisa da campanha científica Green Ocean Amazon (GOAmazon), que conta com o apoio da FAPESP (leia mais sobre o GOAmazon em agencia.fapesp.br/18691).
Com custos de cerca de € 8,4 milhões, o projeto foi financiado no lado alemão pelo Ministério Federal de Educação e Pesquisa (BMBF) e no lado brasileiro pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo governo do Amazonas.
Instalado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, o Observatório Atto está equipado com um moderno equipamento de medição para coletar dados sobre gases de efeito estufa, partículas de aerossóis, propriedades de nuvens, processos de camada-limite e transporte de massas de ar.
De acordo com Antonio Manzi, pesquisador do Inpa e coordenador brasileiro do Atto, o projeto foi concebido como um laboratório de referência mundial para as interações entre as florestas tropicais e a atmosfera. “Os resultados obtidos fornecerão um grande avanço na representação das florestas tropicais, em modelos de sistemas meteorológicos e da Terra para gerar previsões de tempo e cenários muito mais precisos sobre o clima", explicou Manzi à Assessoria de Comunicação do Inpa.
“Todos os dados que estamos gerando com esta nova torre de medição estão sendo incorporados a modelos para predizer o desenvolvimento do clima”, afirmou o vice-presidente da Sociedade Max Planck, Ferdi Schüth, ao Inpa. “Os resultados da medição da Atto também estarão disponíveis para os formuladores de políticas desenvolverem mais regulações sobre a política de ambiente e metas climáticas globais.”
Os dados coletados no Observatório Atto também serão utilizados por pesquisadores brasileiros e norte-americanos envolvidos no projeto GOAmazon. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Inauguração da Torre Alta na floresta amazônica

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, a Universidade do Estado do Amazonas e a Sociedade Max Planck inaugurarão a torre de medição de 325 metros na floresta amazônica brasileira
A 150 quilômetros ao nordeste de Manaus, no meio da densa floresta tropical brasileira¸ o Observatório da Torre Alta da Amazônia (ATTO) será inaugurado após um ano de construção, neste sábado (22). A Torre Alta, de 325 metros, é um projeto conjunto entre o Brasil e a Alemanha em que estão envolvidos o Instituto Max Planck de Química, o Instituto Max Planck para Biogeoquímica, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Além de representantes de organizações científicas, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, o governador do Estado do Amazonas, José Melo, e representantes da embaixada alemã no Brasil estarão presentes na inauguração.
Bem acima das copas das árvores da floresta tropical, um moderno equipamento de medição irá coletar dados sobre gases de efeito estufa, partículas de aerossóis, propriedades de nuvens, processos de camada-limite e transporte de massas de ar. “Com a Torre Alta estamos atingindo um marco na pesquisa do sistema Terra. Todos os dados que estamos gerando com esta nova torre de medição estão sendo incorporados a modelos para predizer o desenvolvimento do clima”, explica Ferdi Schüth, vice-presidente da Sociedade Max Planck. Os resultados da medição, enfatiza Schüth, também estarão disponíveis para os formuladores de políticas desenvolverem mais regulações sobre a política de ambiente e metas climáticas globais.
“Nós projetamos o Observatório como um laboratório de referência mundial para as interações entre as florestas tropicais e a atmosfera. Os resultados obtidos fornecerão um grande avanço na representação das florestas tropicais em modelos de sistemas meteorológicos e da Terra para gerar previsões de tempo e cenários muito mais precisos sobre o clima”, explicou Antonio Manzi, cientista do Inpa e coordenador brasileiro do projeto ATTO.
“Além disso, os parceiros do lado do Brasil, especialmente aqueles na Amazônia, têm enfatizado que o maior legado do projeto ATTO para a comunidade brasileira será a experiência a ser transferida por meio do trabalho conjunto entre cientistas e estudantes brasileiros e estrangeiros”, comentou Rodrigo Souza, professor da UEA.
“A localização da torre na floresta tropical brasileira, situada longe das influências humanas, garante dados relativamente não adulterados”, explica Meinrat O. Andreae, diretor do Departamento de Biogeoquímica do Instituto Max Planck de Química, instituição responsável pela coordenação do projeto no lado alemão. “Além disso, a Torre Alta permitirá aos cientistas, a partir de agora, realizarem medições mais contínuas nas camadas mais altas da atmosfera de modo a gerar relatórios mais confiáveis sobre o desenvolvimento da nossa atmosfera”, completou Andreae.
Do topo da torre de medição, pesquisadores também podem rastrear alterações em grandes áreas de floresta tropical causadas por massas de ar que as atravessam. Ao analisar essas interações, eles querem chegar a importantes conclusões sobre a importância da floresta tropical para a química e a física da atmosfera.
O objetivo específico dos cientistas é, em primeiro lugar, compreender melhor as fontes de produção e de consumo de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. “Nós também não entendemos adequadamente o papel que a floresta desempenha na formação de partículas de aerossol e, portanto, a formação de nuvens. Uma série de segredos está esperando para ser descoberta usando nossa nova torre de medição”, Jürgen Kesselmeier, coordenador do Projeto da Sociedade Max Planck, resumindo as numerosas esperanças depositadas em ATTO.
Luiz França, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, aponta: “Esta fascinante cooperação científica é uma clara ilustração de como uma tarefa gigantesca que beneficia todo o planeta e a humanidade pode ser desenvolvida quando dois grandes países, localizados em diferentes e distantes continentes, trabalham juntos em harmonia. Nosso conhecimento sobre a região amazônica e a Terra não será o mesmo quando este empreendimento magnífico e impressionante estiver em pleno funcionamento.”
Os custos de cerca de 8,4 milhões de euros, aproximadamente R$ 26 milhões, para a construção da ATTO e os primeiros cinco anos de operação estão sendo compartilhados pela Alemanha e o Brasil. O projeto foi financiado pelo Ministério Federal de Educação e Pesquisa (BMBF) da Alemanha, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pelo Governo do Amazonas.

(MCTI, Inpa e Instituto Max Planck)