sexta-feira, 31 de maio de 2013

Reunião Nordestina de Ciência do Solo recebe resumos

Está aberto até 15 de agosto o período para submissão de resumos da Reunião Nordestina de Ciência do Solo (RNCS), que será realizada em setembro, em Areias (PB).
O evento técnico-científico é promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e objetiva discutir os problemas relacionados ao uso sustentável dos solos da região, por meio da difusão dos resultados de pesquisas e de novas tecnologias. Participam profissionais de instituições públicas e privadas de ensino, pesquisa, extensão, cooperativas, produtores e estudantes, a.
Cada inscrito pode submeter até dois resumos no congresso. O prazo para envio dos trabalhos poderá ser encerrado antes caso o número de inscrições disponíveis seja preenchida, em função da limitação do espaço físico para realização das conferências e para apresentação dos pôsteres.
A programação também inclui palestras, minicursos, simpósio e visita técnica. As palestras versarão sobre diversos aspectos e práticas relacionados a solos, como levantamento e classificação de solos, mapeamento digital, práticas vegetativas para conservação e recuperação, poluição e zoneamento agroecológico.
A reunião é organizada pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba (CCA/UFPB), e será realizada nas instalações do Campus 2 da UFPB, de 22 a 26 de setembro. São esperados mais de 400 participantes.
O Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI) e a Embrapa Solos também integram a organização. Acesse o site do evento.

Texto: Ascom do MCTI, com informações da RNCS

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O aquecimento do planeta durante 131 anos



Por Assis Ribeiro
Do Portugal Mundial
Assista ao aquecimento do planeta durante 131 anos em 26 segundos
Enquanto as temperaturas subiram para muitos durante este verão, este vídeo tem uma perspectiva mais histórica.
Criado pela NASA,é uma animação de 26 segundos que mostra como as temperaturas em todo o mundo têm aquecido desde 1880, primeiro ano em que foram registadas as temperaturas
Os dados vêm de Instituto Goddard da NASA para Estudos Espaciais, em Nova York, que monitora a temperatura da superfície global. Como nota da Nasa ” nesta animação, vermelhos indicam temperaturas mais altas do que a média durante um período inicial de 1951-1980, enquanto os azuis indicam temperaturas mais baixas do que a média de referência.”
Vídeos: 
Veja o vídeo


terça-feira, 28 de maio de 2013

FAPESP: Ciclo de Conferência 2013 - Bioma Caatinga


A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, no âmbito do
Programa BIOTA FAPESP-Educação, convida para o quinto encontro do
Ciclo de Conferência 2013
Bioma Caatinga
O objetivo desta conferência é mostrar resultados científicos recentes que contribuem para caracterizar a biodiversidade do Bioma Caatinga, destacando as principais ameaças e iniciativas de uso sustentável desse bioma, exclusivamente brasileiro, que se entende por aproximadamente 840.000 km2
Data: 20 de junho de 2013
Horário: 13h30 às 17h00

Local: FAPESP – Rua Pio XI, 1500 – Alto da Lapa

Informações atualizadas:
http://www.fapesp.br/eventos/biota_biomacaatinga
Confirmação de presença:
http://www.fapesp.br/eventos/biota_biomacaatinga/inscricao
Vagas Limitadas

Informações

Tel.: (11) 3838-4394
rbs@fapesp.br
Sugestões de estacionamento:
Pio Park – Rua Pio XI, 1320
Tonimar – Rua Jorge Americano, 89


Programa
13:30
Credenciamento e café de boas vindas
13:50
Abertura
14:00
A origem, evolução e diversidade da vegetação do Bioma Caatinga
Luciano Paganucci - Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana – DCBio/UEFS
14:45
A origem, evolução e diversidade da fauna do Bioma Caatinga
Adrian Antonio Garda - Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - CB/UFRN
15:30
Intervalo
16:00
As principais ameaças à conservação do Bioma Caatinga
Bráulio Almeida Santos – Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba - CCEN/UFPB
17:00
Encerramento







Comitê ressalta avanços do Brasil em pesquisa climática

O comitê científico conjunto do Programa Mundial de Pesquisa Climática (WCRP, na sigla em inglês) está no Brasil pela primeira vez para realizar, até a próxima sexta-feira (31), a sua 34ª reunião anual. Na abertura do evento, ocorrida hoje (27), em Brasília, dirigentes da organização reconheceram o ganho de protagonismo da pesquisa brasileira na área de mudanças climáticas.
Na avaliação do presidente do comitê científico, Antonio Busalacchi, o Brasil mudou de patamar desde sua primeira visita ao país, há duas décadas, quando participou de encontros sobre seca em Fortaleza. “Nos últimos 20 anos, foi realmente instigante constatar o desenvolvimento e a transformação deste país em uma liderança em questões climáticas”.
O diretor do WCRP na Organização Meteorológica Mundial (OMM), Ghassem Asrar, afirma que os progressos recentes antecipam um futuro estimulante para a ciência brasileira. “O momento é perfeito porque estamos planejando o futuro do programa”.
A OMM patrocina o WCRP ao lado do Conselho Internacional para a Ciência (Icsu) e da Comissão Oceanográfica Intergovernamental, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Para o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, o fato de o comitê se reunir no país atesta a maturidade da ciência climática brasileira.
Em discurso na cerimônia de abertura, Nobre destacou o compromisso nacional no contexto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. “Temos hoje uma liderança clara em política climática, no sentido de que o Brasil é o único país em desenvolvimento a estabelecer metas voluntárias de redução e estabilização das emissões de gases de efeito estufa”, lembrou.
O secretário anunciou que R$ 38 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) devem financiar pesquisa climática nos próximos três anos. “O Brasil avançou bastante nas reduções, na mitigação, mas precisamos evoluir ainda mais na adaptação da sociedade, do sistema econômico, da agricultura, do uso da água, em como proteger a biodiversidade em face das mudanças climáticas, como adaptar as cidades costeiras brasileiras com o inevitável aumento do nível do mar”, ponderou.
Segundo ele, em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o governo federal divulgará a primeira estimativa anual das emissões de gases de efeito estufa do país – o documento faz parte do compromisso firmado voluntariamente no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.
No mesmo dia, informou Nobre, o Ministério do Meio Ambiente deve anunciar planos setoriais de mitigação de impactos ambientais. “Esses dois lançamentos mostram que o compromisso brasileiro está sendo perseguido com bastante tenacidade”.

Monitoramento 

De acordo com Nobre, os sistemas observacionais do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) atuam na adaptação a extremos climáticos. “Estamos no segundo ano de seca consecutiva no Nordeste do Brasil”, lamentou. “É um desastre natural de grandes proporções no país. Isso afeta mais de 10 milhões de pessoas.”
“Criamos um programa para controlar os impactos das secas no Nordeste, onde vamos colocar 1.000 pluviômetros, 500 medidores de umidade do solo, 100 estações agrometeorológicas e quatro radares”, detalhou o secretário. “A ideia é realmente aumentar a nossa capacidade – hoje algo limitada – de prever consequências na agricultura e no abastecimento de água.”
Outro passo importante do Brasil, segundo Nobre, ocorreu com o lançamento da pedra fundamental do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh), na última sexta-feira (24). A unidade deve funcionar como organização social, em modelo semelhante ao do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que gerencia quatro laboratórios nacionais.
A reunião do comitê científico do WCRP segue até sexta-feira (31). Sessenta cientistas de renome mundial estão em Brasília para avaliar iniciativas globais ligadas ao clima nas ciências atmosférica, oceânica, hidrológica e da criosfera. A Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI (Seped) compõe a comissão organizadora do evento.

Texto: Rodrigo PdGuerra – Ascom do MCTI

segunda-feira, 27 de maio de 2013

RN pode ter mais uma forma de acesso a previsões climáticas.

Durante a manhã desta sexta-feira, 24, ocorreu na Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte – FAPERN uma reunião para discutir a implantação de um novo boletim meteorológico no estado.

Professora Bernardete Cordeiro em reunião sobre boletim
A reunião contou com a presença da representante da FAPERN, professora Maria Bernardete Cordeiro e do coordenador no núcleo de pós-graduação das ciências climáticas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, professor Paulo Sérgio Lúcio. 

O boletim meteorológico é uma proposta da UFRN em parceria com o Governo do Estado e a Emparn.  O intuito do periódico visa à divulgação de previsões meteorológicas diariamente e semanalmente (a cada 6, 12, 24, 36 e 72 horas), a previsão climática sazonal para o período de um a seis meses e ainda o monitoramento dos reservatórios do estado com divulgação pela internet no portal da FAPERN, Governo do Estado, UFRN e Emparn.

De acordo com Paulo Sérgio Lúcioa parceria entre a FAPERN e a UFRN vai criar uma nova opção de acesso à informação meteorológica. Segundo o professor, o boletim vai auxiliar eventos esportivos que precisam de previsões de tábuas de maré até ações políticas de enfrentamento da seca com as previsões climáticas sazonais. “As informações vão auxiliar na agricultura, pecuária, no planejamento urbano e no setor de turismo”, pontuou o professor.

sábado, 25 de maio de 2013

Brasil sedia reunião de comitê do Programa Mundial de Pesquisa Climática


Clique para ver todas as fotos de Brasil sedia reunião de comitê do Programa Mundial de Pesquisa Climática
24/05/2013 - 12:58
Pela primeira vez, o Brasil sedia a 34ª reunião do Joint Scientific Comitee do World Climate Research Program (WCRP), a ser realizada em Brasília, do dia 27 a 31 de maio. O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Seped/MCTI), Carlos Nobre, participa da cerimônia de abertura, na próxima segunda feira, às 9 horas. A Seped compôs a comissão organizadora do evento.
Sessenta cientistas de renome internacional de mais de 15 países estarão no Brasil para o encontro, cuja última edição ocorreu em 2012, na China. A reunião agrega líderes nas áreas de conhecimento referentes ao clima e suas alterações.
O WCRP é uma organização patrocinada pela Organização Meteorológica Mundial, pelo Conselho Internacional para a Ciência e pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Sua missão é facilitar a análise e previsão da variabilidade do sistema Terra para uso em uma gama crescente de aplicações práticas e de relevância, benefício e valor à sociedade. A organização científica fica a cargo do Joint Scientific Comitee, composto por 18 cientistas escolhidos em comum acordo entre as três organizações patrocinadoras, e representando disciplinas relacionadas com o clima nas ciências atmosférica, oceânica, hidrológica e da criosfera.
O comitê científico conjunto é formado por: Antonio J. Busalacchi (EUA); Vladimir M. Kattsov (Rússia); Stephen Belcher (Reino Unido); Guy P. Brasseur (Alemanha); Anny Cazenave (França); Sarah Gilles (EUA); Filippo Giorgi (Itália); Bhupendra N. Goswami (Índia); Kang In-Sik (Coreia do Sul); Hong Liao (China); Rodney G. Martinez Guingla (Equador); Mauricio Mata (Brasil); Teruyuki Nakajima (Japão); Graciela L. Binimelis de Raga (México); James Renwick (Nova Zelândia); Frederick Semazzi (EUA); Soroosh Sorooshian (EUA); Pius Yanda (Tanzânia).
Serviço:
O quê: 34ª reunião do comitê científico do World Climate Research Program (WCRP)
Cerimônia de abertura: 27 de maio, às 9 horas
Data do evento: de 27 a 31 de maio
Local: Carlton Hotel Brasília
Setor Hoteleiro Sul Q.5, Bloco G - Asa Sul, Brasília

Fonte: portal do MCTI

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Workshop sobre Mudanças Climáticas, Recursos Hídricos e Biodiversidade




A Comissão Organizadora convida profissionais e pesquisadores nas áreas de ciências humanas e da atmosfera, hidrologia e meio ambiente, funcionários, docentes, técnicos, estudantes e público em geral do nosso país e da comunidade internacional, interessados em contribuir com a mitigação dos impactos das mudanças climáticas sobre os recursos naturais e das vulnerabilidades.

Nesta linha de pensamento, serão apresentados e discutidos experiências e saberes nas diversas áreas de conhecimento, com o objetivo de uma maior compreensão do papel das ciências humanas e das ciências ambientais, como forma de mitigar os efeitos das mudanças climáticas sobre o meio.

Objetivos Promover o encontro das comunidades acadêmico-científica e interessados pelos temas de mudanças climáticas e biodiversidade. O evento oferece oportunidade de divulgação de trabalhos técnico-científicos e de interação entre pesquisadores das áreas para troca de experiências profissionais e enriquecimento do conhecimento de assuntos relacionados aos eixos temáticos.
 

Para mais informações, acesso este link. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Barco Alpha Delphini faz sua primeira expedição científica

Elton Alisson
Agência FAPESP – A comunidade científica do Estado de São Paulo ganhará nas próximas semanas uma segunda nova embarcação, em um período de um ano, para a realização de pesquisas oceanográficas. Trata-se do barco Alpha Delphini, que deverá iniciar na primeira semana de junho sua primeira expedição científica.
Primeiro barco oceanográfico inteiramente construído no Brasil, o Alpha Delphini integra um projeto, submetido à FAPESP pelo Instituto Oceanográfico (IO), da Universidade de São Paulo (USP), no âmbito do Programa Equipamentos Multiusuários (EMU). Foi construído com o objetivo de aumentar a capacidade de pesquisa em oceanografia no Estado.
O projeto também incluiu a aquisição do navio oceanográfico Alpha Crucis, inaugurado em maio de 2012, que já fez até agora sete cruzeiros, incluindo de testes e para fins de pesquisa.
“As duas embarcações se complementam perfeitamente em termos de possibilidades de pesquisas oceanográficas e foram concebidas para atuar dessa forma”, disse Michel Michaelovitch de Mahiques, diretor do IO-USP, à Agência FAPESP.
“O Alpha Delphini tem autonomia e capacidade de pesquisa intermediária entre as pequenas embarcações e os navios oceanográficos disponíveis para pesquisa no Estado de São Paulo e completa uma necessidade que tínhamos de contar com uma embarcação que cobrisse o que chamamos de plataforma continental – uma área que começa na linha da costa e atinge até 200 metros de profundidade”, explicou.
De acordo com Mahiques, o custo total do barco foi de R$ 5,5 milhões. O programa EMU da FAPESP destinou R$ 4 milhões para a construção da embarcação e o restante – motores e uma série de equipamentos científicos – foi financiado com recursos do próprio IO-USP.
O barco – batizado com o nome de uma estrela binária que orbita a constelação de Delphinus (golfinho, na tradução do latim), vista do hemisfério Norte – tem 26 metros de comprimento e capacidade de transportar dez pesquisadores, além da tripulação. Ele foi construído no estaleiro Inace, no Ceará.
A autonomia de navegação do Alpha Delphini é de 10 a 15 dias, dependendo do número de tripulantes, e ele poderá operar em toda a faixa de 200 milhas marítimas da fronteira litorânea.
“Estimamos que a demanda pela utilização do Alpha Delphini será maior do que a do Alpha Crucis, porque é uma embarcação mais adequada para pesquisas na plataforma continental e permite realizar cruzeiros mais curtos e com um custo menor do que os do navio oceanográfico”, comparou Mahiques.
Segundo o pesquisador, como faz parte do programa EMU, o barco poderá ser solicitado para pesquisas de qualquer universidade, inclusive de instituições privadas. Mas o regulamento estabelece prioridade para certos casos, como os projetos financiados pela FAPESP e para uso de pesquisadores do IO-USP. Em seguida, têm preferência os projetos das outras duas universidades estaduais paulistas – Unesp e Unicamp.
“O Alpha Delphini é uma embarcação oceanográfica com as características ideais para a maioria das instituições de pesquisa do Brasil, porque é um barco de porte médio, com um custo relativamente baixo, se comparado aos navios oceanográficos, e com condições de permitir estudos na plataforma continental para os quais há uma demanda muito grande”, avaliou Mahiques.
“O barco também tem a importância simbólica de ser a primeira embarcação oceanográfica construída no Brasil, o que demonstra que a indústria nacional tem condições de fazer embarcações de pesquisa”, destacou.
Primeira expedição
A primeira expedição científica do Alpha Delphini está marcada para o início de junho no litoral de Pernambuco, entre a ilha de Itamaracá e o arquipélago de Fernando de Noronha, além da zona costeira de Recife.
Prevista para durar 15 dias, a expedição faz parte de um Projeto Temático, realizado por pesquisadores do IO-USP em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com a participação da Agence Nationale de la Recherche (ANR), da França, no âmbito de um acordo entre a FAPESP e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe).
O objetivo da expedição é avaliar o papel das regiões oceânica e costeira de Pernambuco como absorvedoras ou liberadoras de carbono e identificar quais zonas atuam de uma forma ou de outra.
Região de bifurcação da corrente marinha que vem da África e que se divide – com uma parte da massa d’água seguindo em direção à região Norte e outra para a região Sul do Brasil –, a zona oceânica de Pernambuco sempre foi pouco compreendida, de acordo com Elisabete de Santis Braga, professora do IO-USP e coordenadora do projeto.
Por sua vez, a região costeira do Estado vem aumentando nos últimos anos as emissões de carbono tanto de fração orgânica como de inorgânica, em razão de fatores como o aumento desordenado da ocupação humana.
“A possibilidade de irmos com o barco até Fernando de Noronha possibilitará obter informações oceânicas daquela região, que atua como um pequeno sorvedor de carbono, com águas pobres em nutrientes”, disse Braga.
“À medida que nos aproximarmos da zona costeira de Recife também verificaremos se há uma retenção maior de carbono naquela área em função mesmo da fertilização da água pela atividade humana, que pode ser revertida em um processo positivo se conhecermos melhor sua dinâmica”, avaliou.
Para obter informações sobre transporte de carbono nas regiões oceânica e costeira de Pernambuco, os dez pesquisadores participantes da primeira expedição coletarão amostras de água e de organismos.
Por meio de equipamentos de sondagem, como o CTD (em inglês: conductivity, temperature, depht), será possível obter, por exemplo, dados sobre a condutividade (usada para o cálculo da salinidade), temperatura e profundidade do mar, além da corrente, a velocidade do fluxo e a direção das massas de água.
Já por meio de um equipamento chamado rosette ou carrossel, com garrafas de Niskin de 5 litros, os pesquisadores pretendem conseguir amostras de água de diferentes profundidades para análises químicas e biológicas de aspectos como teor de CO2, índice de pH e composição de nutrientes.
Durante a expedição também serão realizadas coletas de fitoplâncton, para medir a fertilidade da água e o potencial que apresenta para produzir organismos do primeiro nível da cadeia alimentar marinha.
“A maior parte das análises químicas e biológicas da expedição será feita a bordo do barco oceanográfico utilizando os diversos equipamentos de química analítica do laboratório e da ecossonda disponíveis na própria embarcação”, disse Braga.
“O que não for possível ser analisado durante a viagem será congelado na câmara fria que o barco também possui para armazenar amostras de água, sedimentos e organismos, e estudado depois da expedição”, contou.

Leia mais.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Insa oferece bolsa para especialista em recursos hídricos

O Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI) divulgou nesta terça-feira (21) o início do processo de seleção para bolsista na área de recursos hídricos no semiárido brasileiro, com foco em reuso de águas residuárias e conhecimento em técnicas de geoprocessamento.
Os interessados têm até o dia 21 de junho para se inscrever. O candidato deve possuir formação em engenharia agrícola, civil, ambiental ou recursos hídricos, acrescido de título de pós-graduação com no mínimo mestrado na área objeto do programa. O valor da bolsa pode chegar a R$ 4 mil, de acordo com a experiência do profissional em atividades de pesquisa, desenvolvimento ou inovação.
A seleção se dará por análise de currículo e do histórico acadêmico e por entrevista direta, que poderá ser feita via telefone, web (via skype) ou presencialmente. Os interessados deverão enviar currículo, inscrito na Plataforma Lattes, em PDF e cópia do histórico da graduação e da pós-graduação para apreciação, remetendo-os ao e-mail do Dr. Salomão de Sousa Medeiros (salomao@insa.gov.br). Para mais informações sobre como concorrer, acesse o edital.

Por que transformar educação ambiental em políticas públicas?

Agência FAPESP – O Laboratório de Educação e Política Ambiental da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) realizará, no dia 22 de maio, encontro com o tema "Por que transformar educação ambiental em políticas públicas?".
Sob coordenação do professor Marcos Sorrentino, do Departamento de Ciências Florestais, participarão da atividade autores e organizadores do livro Educação Ambiental e Políticas Públicas: Conceitos, Fundamentos e Vivências, que será lançado no evento.
O livro, com 33 artigos escritos por 48 autores, oferece reflexões sobre a elaboração e a implantação de políticas públicas comprometidas com a diversidade de pensamentos, saberes, sabores, histórias, culturas, etnias, raças e opções de cada indivíduo.
De acordo com os organizadores, a proposta do encontro é dialogar de que forma a “universidade, em sua atribuição de produzir pesquisa, ensino e extensão, pode contribuir para potencializar a sociedade na sinergia entre iniciativas que dialoguem com as reais demandas e desejos dos diversos grupos sociais”.
O evento ocorrerá das 19h às 22h30 na av. Pádua Dias, 11, em Piracicaba.
Mais informações: livroca@gmail.com e (19) 2105-8648.