quarta-feira, 6 de junho de 2012

Clima provocará prejuízo de US$ 100 bi anuais à América Latina

Prevenção a eventos extremos, no entanto, custaria apenas 10% deste valor


Corais do Caribe estão entre sistemas mais frágeis às mudanças climáticas
Foto: Divulgação
Corais do Caribe estão entre sistemas mais frágeis às mudanças climáticas Divulgação
Cem bilhões de dólares por ano. Este é o prejuízo estimado para a agricultura, turismo e outros setores econômicos da América Latina e Caribe causado pelas mudanças climáticas, segundo novo relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que será divulgado na Rio+20. O cálculo pode até ser conservador. Os economistas, apoiados pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e pela Comissão Econômica da América Latina e o Caribe (Cepal), consideraram, para fazer o cálculo, que a temperatura global aumentará apenas 2 graus Celsius até 2050 — algo de que até os pesquisadores mais otimistas começam a duvidar.
Por outro lado, evitar a savanização de parte da Amazônia e o sumiço dos corais caribenhos e das geleiras dos Andes sairia bem mais barato. Investindo até US$ 10 bilhões anuais, os eventos extremos, como enchentes e secas, não provocariam consequências tão drásticas como as projetadas.
Emissões de CO2 dobrarão até 2050
Mesmo sendo responsável por apenas 11% das emissões de gases-estufa, a América Latina é particularmente vulnerável às mudanças climáticas. Afinal, boa parte da economia local gira em torno de seus recursos naturais, e a infraestrutura é especialmente sensível a eventos extremos. Cada habitante da região libera, em média, 4,7 toneladas de carbono para a atmosfera. Se nenhuma providência for tomada para proteger estes países do aumento da temperatura global, o índice aumentará para 9,3 toneladas per capita em 2050. A meta do BID é reduzir esta quantidade para duas toneladas.
— Boa parte de nosso investimento foi sempre na área costeira — explica o colombiano Walter Vergara, chefe da Divisão de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade do BID. — É onde erguemos nossas metrópoles e usinas. Há uma chance pequena, mas que ainda existe, de controlarmos o aumento da temperatura global. Sem isso, assistiremos, por exemplo, à morte dos corais do Caribe. Vários prognósticos apontam que estas estruturas poderiam sumir até a metade do século, o que provocaria um grande impacto na economia local.
Os recifes caribenhos são apenas um exemplo da fragilidade natural da região. Nos Andes, a temperatura tem subido a uma velocidade sem procedentes, aumentando a vulnerabilidade das cidades localizadas próximo às montanhas. Também é da cordilheira que vem a água usada por estas populações, seja para consumo próprio ou na agricultura.
A Amazônia, no entanto, deve sofrer — e provocar — os maiores estragos na América Latina. Estima-se que o desmatamento da face leste da floresta, incentivado pela agropecuária, causaria a savanização da área. Em outras palavras: menos matas, menos retenção de carbono, mais gases-estufa no céu, temperaturas maiores.
— Outra consequência seria a diminuição de umidade, que, de leste a oeste, produz chuvas nos Andes, e de lá se encaminha para o Sul do Brasil e para o Uruguai, irrigando a área agrícola — ressalta Vergara.
Uma saída ao setor primário é o surgimento de novos modos de produção. Vergara reconhece, assim como o relatório do BID, que o aprimoramento tecnológico pode minimizar as consequências que os eventos extremos terão sobre o campo. Há pesquisas para desenvolver o uso de sementes que reajam melhor a períodos de temporais ou estiagens. Outra saída seria mudar a área de prática da agropecuária. Não se sabe, no entanto, em que regiões elas seriam economicamente viáveis e ambientalmente corretas.
É urgente, segundo Vergara, “desacoplar o desenvolvimento econômico das emissões de carbono”. Esta ação exigirá investimentos de todos os países latino-americanos, cada um em seu mercado. Uma ajuda externa, no entanto, não só é bem-vinda como também esperada.
Desde 2009, o governo da Noruega repassa recursos à Guiana para que este país mantenha em pé sua fração de floresta amazônica — e que corresponde a 75% de seu território. Até 2015, US$ 250 milhões terão atravessado o Atlântico rumo à América do Sul. O BID espera que outras iniciativas, tão ou mais ambiciosas que esta, sejam anunciadas nos próximos anos, mesmo com a crise financeira que aflige a Europa.
Até 2030, segundo o relatório, a região deve zerar suas emissões no uso da terra. Duas décadas depois, o carbono deve ser eliminado também como matriz energética e na infraestrutura de transportes.
— A única forma de reduzir os prejuízos calculados é pelo investimento — destaca Vergara. — Dois terços das emissões de gases-estufa da América Latina têm a ver com o uso da terra, seja pelo desmatamento ou pela atividade agrícola. Se acabarmos com isso, a região obterá benefícios importantes, como uma melhor segurança energética e alimentar. A longo prazo, conseguiremos uma vida melhor em ambientes mais saudáveis.

Fonte: portal oglobo online.

País começa a explorar energia limpa das ondas


Dois flutuadores formam o primeiro módulo da usina de ondas da América Latina
Foto: Divulgação
Dois flutuadores formam o primeiro módulo da usina de ondas da América Latina Divulgação
RIO - O país começa este mês sua primeira grande experiência para aproveitar a energia das ondas do mar. A primeira usina de ondas da América Latina funciona no porto do Pecém, a 60 quilômetros de Fortaleza e será lançada oficialmente durante a Rio+20. Para os pesquisadores, o local é um laboratório em escala real onde serão ampliados os horizontes da produção energética limpa e renovável.
O potencial é grande, asseguram. O litoral brasileiro, de cerca de 8 mil quilômetros de extensão, é capaz de receber usinas de ondas que produziriam 87 gigawatts. Na prática, de acordo com especialistas da Coppe, que desenvolve a tecnologia, é possível converter cerca de 20% disto em energia elétrica, o que equivaleria a 17% da capacidade total instalada no país.
Fronteira estratégica para a tecnologia
Antes de pensar em mais usinas no litoral brasileiro, porém, é preciso testar conceitos e comprovar tanto a viabilidade quanto a confiabilidade do projeto, que é financiado pela Tractebel Energia através do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica, com o apoio do governo do Ceará.
Dois enormes braços mecânicos foram instalados no píer do porto do Pecém. Na ponta de cada um deles, em contato com a água do mar, há uma bóia circular. Conforme as ondas batem, a estrutura sobe e desce. O movimento contínuo dos flutuadores aciona bombas hidráulicas, que fazem com que a água doce contida em um circuito fechado, no qual não há troca de líquido com o ambiente, circule em um ambiente de alta pressão.
— Fazendo uma analogia com uma usina hidrelétrica, em vez de termos uma queda d’água, temos isso de forma concentrada em dispositivos relativamente pequenos, onde a pressão simula cascatas extremas de 200 a 400 metros — explica Segen Estefen, professor de Engenharia Oceânica da Coppe. — A água sob pressão vai para um acumulador, que tem água e ar comprimidos em uma câmara hiperbárica, que é o pulmão do dispositivo.
O mar tem sido encarado pelos pesquisadores da Coppe como uma fronteira estratégica na qual o Brasil pode ser o líder tecnológico. Somente no projeto da usina de ondas, foram investidos R$ 15 milhões em quatro anos.
O Ceará não foi escolhido aleatoriamente. Sua grande vantagem estratégica é a constância dos ventos alísios, resultado da rotação da Terra. O movimento do ar gera ondas regulares no mar brasileiro. Elas não são grandes, mas estão sempre batendo. Poder contar com o movimento praticamente o tempo todo aumenta a eficiência da nova usina.
— Há alguns anos, o Brasil, por suas características, não era incluído em debates ou fóruns internacionais. Hoje, entendemos que não basta ter ondas grandes. Elas atuam em somente 20% do ano. Já as nossas batem de forma constante em mais do que 70% do ano — afirma Estefen. — Desenvolvemos o domínio tecnológico para atividades que, nas próximas décadas, vão acontecer cada vez mais no mar, que cobre 71% das superfície do planeta.
Ainda há um longo caminho a ser percorrido para que as usinas de onda passem a fazer parte da paisagem brasileira. Os especialistas evitam compará-las às hidrelétricas, que, em geral, têm custo de produção quatro vezes menor.
Na corrida pela viabilidade desta tecnologia, o vento é o principal concorrente. A energia eólica costuma ter a metade do custo. No entanto, os especialistas esperam uma redução de custos com aumento da escala de produção das usinas de ondas.
— Em alguns locais, há grande vantagem estratégica para a usina de ondas. Por exemplo, há estudos para o arquipélago de Fernando de Noronha, onde a energia vem da queima de diesel. Isso leva a riscos ambientais, inclusive em relação ao transporte do combustível — ressalta o especialista da Coppe.
Estação abastecerá o próprio porto de Pecém
Por outro lado, barreiras legais, além do custo, se interpõem no caminho das usinas de ondas. Algumas das localidades consideradas de grande potencial energético são preservadas por leis ambientais. Nestes casos, seria necessário alterar a legislação, num processo que costuma suscitar muita polêmica e, muitas vezes, resistência de associações locais.
— Há limitações para colocar dispositivos de conversão em áreas de preservação ambiental. Temos que levar em conta os benefícios da usina de ondas e os riscos ambientais que já existem hoje — alerta Estefan. — Dependendo do local, apesar do custo de implantação, a usina de ondas se torna mais competitiva. O Reino Unido entra com força nesta tecnologia porque julga fundamental ter fontes de energia alternativas ao petróleo. Daqui a dez anos, eles querem garantir que 20% de suas fontes sejam renováveis.
A energia gerada em Pecém será consumida no próprio porto. Mas já há planos de ampliação da quantidade de braços mecânicos com bóias, que captam a energia do mar convertida em eletricidade. Toda a estrutura é feita em módulos, que podem ser acrescentados para aumentar a potência. Basta acrescentar flutuadores.

Fonte: Portal oglobo online.


domingo, 3 de junho de 2012

América Latina esgotará recursos naturais


A matéria abaixo, completa, pode ser lida no portal oglobo.
WASHINGTON — A América Latina precisa adotar com urgência um plano que vise ao crescimento verde de suas economias, sob pena de esgotar, no prazo de uma geração, boa parte de seus recursos naturais. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, o Banco Mundial afirma que o processo de expansão acelerada da última década, que aumentou os padrões de consumo e a urbanização, e a consolidação da região como fornecedora de produtos básicos (como alimentos e minerais) para a China elevaram os riscos ambientais e sociais no médio e curto prazos. A vantagem latina, segundo o organismo multilateral, é ser um laboratório de boas experiências de desenvolvimento sustentável, que, trocadas entre países e bem administradas, podem virar políticas de larga escala.
Destaque Bolsa Família (escolha do blog)
A experiência de introduzir como critério de elegibilidade ao Bolsa Família atividades que conservem o meio ambiente, na Região Norte, é elogiada, bem como os projetos recentes de urbanização de favelas no Rio. Já o sistema brasileiro de distribuição de água e esgoto — excessivamente descentralizado, com regulações frouxas ou conflitantes e muito dependente de capital público — aparece como um entrave a ser removido.
Para implementar políticas amplas, o Banco Mundial e especialistas avaliam que é necessário, primeiramente, vontade política para mudar o foco de crescimento econômico — que, a altas taxas, é popular nas eleições — para crescimento sustentável. Entre outras sugestões, estão a coordenação entre os ministérios, o empoderamento das áreas de Meio Ambiente e o estabelecimento de compensações maiores para a exploração e o uso de combustíveis fósseis e recursos minerais
Priorizar matriz energética (escolha do blog)
Também é recomendável uma maior coordenação entre os países da região. Iijjás-Vásquez diz que a interligação dos sistemas energéticos da América do Sul e os da América Central é fundamental para, simultaneamente, deixar a matriz mais limpa, elevar a capacidade de geração, incluir na rede de fornecimento os moradores de áreas de fronteira e isoladas e aumentar a segurança de abastecimento, em épocas de seca e chuva.
Para levantar recursos, uma das principais recomendações é rever a política de subsídios, notadamente na área energética. Segundo o Banco Mundial, os 20% mais ricos se apropriam de 43% dos subsídios e os 20% mais pobres, de 7%. As parcerias privadas também devem ser estimuladas, e os governos devem trabalhar para incentivar os bancos a financiarem projetos de conservação de energia, entre outras iniciativas.


sábado, 2 de junho de 2012

Semana do Meio Ambiente na UFRN

A Semana de Meio Ambiente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) começa nesta segunda-feira, 4, e segue até quarta-feira, 6. Com o tema “Sustentabilidade e qualidade de vida: a UFRN que nós queremos”, os diversos departamentos da Universidade se propõem a discutir a importância do meio ambiente e falar sobre o desenvolvimento sustentável.

A abertura será no Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), às 9h, e contará com a presença da reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, da vice-reitora, Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes, além de professores e alunos da Instituição. Esta será a primeira sessão de abertura formal do evento e marca a decisão de inserir a Semana de Meio Ambiente no calendário acadêmico de 2013 da UFRN.

“Vamos organizar esse evento num modelo semelhante ao da CIENTEC”, disse a pró-reitora de Extensão da UFRN, Maria da Conceição Fraga. A pró-reitora acrescentou que esse tipo de ação é importante para cadastrar, unificar e potencializar os trabalhos dos departamentos em relação ao tema.

A decisão de inserir o evento no calendário da UFRN foi tomada em reunião entre representantes da Superintendência de Infraestrutura, do Centro de Ciências da Saúde, do Centro de Biociências e da Pró-reitoria de Extensão.

“Dentro da academia existem diversos temas transversais e o Meio Ambiente é um deles. Devemos destacar que em quase todos os departamentos existem projetos que abordam a questão, daí a importância de não deixarmos de lado uma semana unificada para cada grupo apresentar seus trabalhos”, destacou a pró-reitora Conceição Fraga.

A programação completa do evento está disponível no site da Diretoria de Meio Ambiente da UFRN: http://www.meioambiente.ufrn.br/?p=11820.

Vanguarda

À medida que os projetos sobre meio ambiente são desenvolvidos em sala de aula, a sociedade se beneficia, defende a pró-reitora de Extensão da UFRN, Maria da Conceição Fraga. Segundo ela, a Universidade é vanguarda nesse debate.
“Com as pesquisas, acabamos antecipando o meio. O debate acadêmico finda provocando mudanças nas políticas públicas”, explicou a pró-reitora, acrescentando que as atividades podem ser levadas aos gestores públicos e, a partir da pesquisa, podem ser tomadas iniciativas para evitar, por exemplo, a poluição do ambiente.

Sustentabilidade

A conferência de abertura da Semana de Meio Ambiente da UFRN será ministrada pela vice-diretora do Programa de Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) da Instituição, professora Viviane Souza do Amaral.

O tema da palestra – “Qualidade de água e sustentabilidade no semiárido” — trata dos resultados do trabalho que a docente realizou no interior do estado e na Região Metropolitana de Natal. “Falarei da qualidade da água em alguns rios e açudes da região e de como tentamos revitalizá-los”, disse.

As ações do projeto consistiram no controle e monitoramento do local, além da visita às fontes poluidoras. Um dos rios pesquisados foi o Golandim. Considerado um rio morto, nele foi feito um trabalho de recuperação da água. “Mesmo assim, esse rio continua sofrendo grandes impactos. É por isso que devemos ficar de olho”, destacou a vice-diretora do PRODEMA.


Nota do blog
Trata-se um evento que tem todo nosso apoio. No entanto, o maior problema ambiental do Nordeste brasileiro, particularmente do nosso estado, Rio Grande do Norte, parece ter sido esquecido: o clima.                             

Mudanças Climáticas no NE - Tribuna do Norte

Retomando o seu lugar - por Ricardo Araújo, repórter

A ocupação pelo homem de um  espaço anteriormente preenchido pelo mar, configura-se como uma das causas do processo erosivo das praias urbanas de Natal. O avanço do mar tem sido a principal consequência da erosão costeira que não se restringe, porém, somente às praias localizadas na capital e está também presente em quase todo o litoral potiguar. O descumprimento de leis ambientais e a instalação de moradias e comércios em áreas com menos de 50 metros de distância da linha do mar, tem ocasionado cenas como as que são comumente vistas em praias como Ponta Negra, Artistas e do Meio. Calçadões rachados, destruídos em alguns pontos e a água do mar travando uma "guerra" entre as estruturas de concreto armadas pelo Município com o intuito de conter o avanço das águas.
Sem estudos adequados e implementação de mecanismos corretos de contenção, todo o serviço será em vão. É desta forma que a coordenadora do Laboratório de Geologia Marinha da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Helenice Vital, analisa o progresso da erosão nas praias potiguares, principalmente aquelas localizadas em Natal. Para ela, as obras realizadas nos últimos anos nos calçadões são "paliativas". "É preciso que haja um trabalho conjunto da Prefeitura de Natal, do Governo do Estado com a UFRN para que seja elaborado um complexo estudo das áreas que sofrem processos erosivos", ressaltou a professora. Ela explicou que o maior problema no estado não é o avanço do mar em si, mas a falta de carreio de sedimentos do rio para o mar.

"O processo erosivo é a perda de terra. O nível do mar que é mutante, para haver um equilíbrio, o rio deveria trazer sedimentos e o mar se encarregar de distribuí-los", explicou Helenice Vital. O sedimento ao qual a pesquisadora faz referência, é areia, que em regiões com rios caudalosos, corre para o mar numa quantidade suficiente para evitar a erosão da zona costeira. Helenice Vital disse, ainda, que existem duas soluções para o problema da erosão nas praias potiguares: a construção de braços de pedra, como os erguidos em Areia Preta, por exemplo, ou ainda a colocação de areia no próprio banco de areia da praia. Esta segunda possibilidade, de acordo com a professora, foi adotada no Rio de Janeiro para manter a praia de Copacabana com as características que ela tem hoje.

"Para isto, porém, é preciso que um estudo seja bem elaborado. É preciso medir a velocidade dos ventos, a altura das ondas, a direção das correntes marítimas", ressaltou. Ela citou, como exemplo positivo, o braço de pedra construído na praia de Areia Preta, realizado com base em um estudo acadêmico. O único problema identificado nas obras feitas naquela praia, foi a ausência de um banco de areia submerso que constava no projeto original e não foi executado por falta de recursos. Os braços de pedra que não funcionaram, pois não seguiram padrões especificados em estudos preliminares, foram erguidos e posteriormente destruídos pela própria movimentação das marés em Caiçara do Norte, litoral Norte do estado.

Baseada em fotografias e estudos geológicos, Helenice Vital apontou que as construções ao longo das avenidas Erivan França, em Ponta Negra, e Getúlio Vargas, em Petrópolis, não deveriam existir. "Aquelas são áreas mais altas que a gente vê hoje preenchida com prédios, são na realidade falésias. Um dos sinais de que o mar ocupava aquela área no passado", enfatizou a pesquisadora. De acordo com pesquisas do Laboratório de Geologia Marinha da UFRN, o nível do mar que banha a costa potiguar baixou três metros ao longo de sete mil anos. "Isto comprova que nós ocupamos uma área que era do mar. Além disso, o mar não está avançando. Falta sedimentação. Os trabalhos de reparos nos calçadões não irão suportar a energia desprendida pela quebra das ondas e irão romper novamente", advertiu Helenice Vital.

Alteração atmosférica gerou mudanças climáticas

A seca que assola a maioria dos estados nordestinos tem uma explicação científica prática. De acordo com o professor do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), Tércio Ambrizzi, a atmosfera passou por um processo de aquecimento ao longo dos últimos anos que refletiu na ocorrência de extremos climáticos. Além disso, nem mesmos nas regiões com as quatro estações definidas, está ocorrendo uma variação média de temperatura incomum. [1]

O professor explicou que a ausência de chuvas no Nordeste e concentração das precipitações na região Norte do país resultam da movimentação das zonas de convergência. "A temperatura das águas do Atlântico Norte estão mais quentes e a zona de convergência intertropical está mais concentrada ao Norte do país". Ou seja, as chuvas mais intensas em uma única região inibem a formação de nuvens em outras localidades, aumentando, inclusive, a sensação de radiação (calor).

Sobre a previsão de um inverno regular no Rio Grande do Norte, o que acabou não ocorrendo e o cenário de seca se formou em quase todos os municípios potiguares, o pesquisador disse que a tendência de acerto dos estudos meteorológicos é considerada satisfatória. Entretanto, fez uma ressalva. "Só não é possível prevermos uma super seca. Isto envolve uma série de fatores, como a quantificação de quanto vai chover. Ainda não somos capazes de prever isto", argumentou.

Para que esta previsão fosse possível, ele disse que seriam necessários investimentos na compra de novos instrumentos de medição de clima e modelos de revisão das previsões. [2]

Desertificação

O processo de desertificação do semiárido nordestino foi discutido no Simposium Climate Change, Impacts and Vulnerabilities in Brazil (Simpósio Mudanças Climáticas - Impactos e Vulnerabilidades no Brasil, em tradução livre) promovidos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte durante esta semana no Hotel Parque da Costeira, na Via Costeira.

Além do Rio Grande do Norte, a Paraíba, o Ceará, Pernambuco e Bahia, apresentam áreas em processo de degradação ambiental (desertificação). De acordo com o professor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas, Humberto Barbosa, a seca e a desertificação são processos silenciosos que estão em conexão.

As áreas nas quais no passado eram preenchidas pela caatinga, vegetação natural do semiárido nordestino, hoje sofrem as consequências do extrativismo para produção de lenha, que ainda alimenta, no Rio Grande do Norte, a indústria ceramista e algumas padarias da capital e do interior. "A degradação da área se caracteriza pela perda vegetativa e, consequentemente, da produtividade. São estas as principais características da desertificação", analisou o professor.

Segundo Humberto Barbosa, é possível restaurar áreas degradadas. "É preciso que se faça um estudo do solo, o reconhecimento da vegetação nativa e o (re)plantio da caatinga". Além disso, ele avaliou que é preciso monitorar o processo de desertificação in loco ou via satélite, com fotografias. Atualmente, o Instituto Nacional do Semiárido atua no mapeamento e monitoração das áreas degradadas no Nordeste.

Fonte: Tribuna do Norte

Nota do blog
Textos de discussões científicas, envolvendo entrevistas, deveria sempre ser revisado por quem foi entrevistado(a). No caso da entrevista do Prof. Ambrizzi, tem dois pontos que devem ter sido modificados por um descuido do entrevistador. Por exemplo:
[1] Onde se lê "Além disso, nem mesmos (sic) nas regiões...", deveria ser "Além disso, mesmo nas regiões...";
[2] Em vez de  "e modelos de revisão das previsões.", deve ser "e revisão dos modelos de previsões."
No mais, a nosso ver é um bom artigo, que conta parte do que foi amplamente debatido por ocasião do CCIV2012.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Encerramento do Simpósio Internacional sobre Mudanças Climáticas realizado em Natal, RN.

Hoje pela manhã os especialistas em sistemas de observação e monitoramento de clima e ambiente estão reunidos para discussão de colaborações e formação de redes. Uma proposta preliminar já foi lançada, para a criação de um Laboratório de Calibração Nacional de Radiação Ultravioleta, preferencialmente em parceria com a UFRN, a ser instalado em Caicó, pelas condições meteorológicas propícias aos fins deste tipo de laboratório. Será feito um projeto detalhado e apresentado aos gestores públicos nas esferas estaduais e federal. Não somente seria o primeiro laboratório deste tipo no Brasil, como também viria a atender toda a demanda dos pesquisadores da América do Sul.
A principal preocupação com o monitoramento da Radiação UV vem de instituições como a Organização Mundial da Saúde e a Organização Meteorológica Mundial.
Na tarde de hoje haverá uma plenária livre, com debates sobre os principais pontos discutidos ao longo da semana: estudos do papel dos oceanos no clima, aprimoramento de modelos para previsão de tempo e de clima, influência das mudanças climáticas na população, especialmente na saúde pública e na propagação das chamadas doenças vetoriais, com a dengue e a malária, a vulnerabilidade do Nordeste brasileiro, tanto na questão da desertificação do semi-árido, quanto nos problemas do avanço do mar e a erosão costeira. 
A formação de recursos humanos para atuar nestes temas, de grande importância para o país e para a humanidade de um modo geral, é o principal objetivo dessa iniciativa. Neste sentido, foi realizada uma ampla discussão de colaborações em termos de programas de pós-graduação, com a participação de representantes da UFAL, UFBA, UFCG, UECE, USP (contando com 3 institutos distintos: Física, Oceanografia e Ciências Atmosféricas), Universidade de Évora, Instituto Max Planck, Fundação Alexander von Humboldt, INPE, UFRN, entre outras. Também foi discutido formas de atrair a atenção de estudantes de graduação para esses temas interdisciplinares e  de grande importância para a vida de um modo geral. 
Outros dois pontos importantes que serão apreciados por ocasião do encerramento: (1) praticamente todos os pesquisadores assinaram um moção de apoio à criação do Instituto de Ciências Climáticas na UFRN; (2) será lançado um documento chamado Carta de Natal, do CCIV2012. 


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Alpha Crucis: Novo navio oceanográfico do IO-USP

Agência FAPESP – O navio oceanográfico Alpha Crucis foi inaugurado nesta quarta-feira (30/05), em cerimônia realizada no porto de Santos (SP). A embarcação, adquirida pela FAPESP para o Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP), substituirá o Professor W. Besnard.
O antigo navio foi utilizado entre 1967 e 2008, quando sofreu um incêndio e ficou sem condições operacionais de pesquisa, limitando drasticamente os estudos oceanográficos no Estado de São Paulo. A aquisição do Alpha Crucis faz parte de um projeto de incremento da capacidade de pesquisa submetido à FAPESP pelo IO-USP, no âmbito do Programa Equipamentos Multiusuários (EMU).
O descerramento da placa inaugural foi realizado pelo governador Geraldo Alckmin – que participou do Encontro Estadual Acelera SP, no qual anunciou ações estratégicas para o desenvolvimento da baixada santista – e pelo reitor da USP, João Grandino Rodas.
Participaram também da cerimônia o presidente da FAPESP, Celso Lafer, o vice-presidente Moacyr Krieger, o diretor científico, Carlos Henrique de Brito Cruz, o diretor administrativo da Fundação, Joaquim José de Camargo Engler, e o diretor do IO-USP, Michel Michaelovitch de Mahiques.
Lafer destacou que o navio, cuja manutenção e gestão serão de responsabilidade do IO-USP, poderá ser utilizado por cientistas de outras instituições, dentro das diretrizes do programa EMU. A expectativa é que o navio proporcione um grande salto qualitativo na pesquisa oceanográfica do país.
“Este é um grande dia para a oceanografia brasileira. O navio permitirá que o IO-USP dê continuidade à sua missão, enquanto toda a comunidade científica e toda a sociedade paulista serão beneficiadas por esse importante desdobramento do Programa Equipamentos Multiusuários da FAPESP”, disse Lafer.

A matéria completa de Fábio de Castro para a agência completa pode ser lida neste link.

Fotos da inauguração do navio: http://blog.melovillasboas.com/




terça-feira, 29 de maio de 2012

Com vaga em Natal, Inpe abre concurso; até R$ 11 mil

Publicação: 29/05/2012 12:30  - Fonte: dnoline
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) abriu novo concurso público com oferta de 17 vagas para o cargo de pesquisador, de nível superior. Serão contempladas as áreas de ciências atmosféricas; clima especial; eletricidade atmosférica; telecomunicações; sensoriamento remoto; propulsão especial; aeronomia; sol; hidrologia; engenharia de software; tecnologia de plasmas; cerâmicos; eletromagnetismo aplicado; e processamento digital de imagens.

A jornada de trabalho é de 40 horas semanais; já os salários, variam de R$ 6.936,07 a R$ 11.205,36. Interessados podem se inscrever dos dias 2 a 31 de julho, nos locais indicados no edital de abertura. A taxa de participação é de R$ 150. Os aprovados serão lotados nas cidades de Cachoeira Paulista/SP, São José dos Campos/SP, Natal/RN e Belém/PA,

Todos os candidatos passarão por prova escrita, prova oral de defesa pública de memorial e análise de títulos e currículo. A primeira fase está prevista para acontecer nos dias 27 e 28 de agosto. As informações estão no Diário Oficial da União desta terça-feira (29/5), na página 14 da terceira seção.

Link para DOU.

Minas Gerais poderá perder até R$ 450 bilhões com mudanças climáticas em 40 anos

Por Fábio de Castro, em 28/05/2012
Agência FAPESP – Os prejuízos causados pelas mudanças climáticas globais à economia do Estado de Minas Gerais poderão chegar a R$ 450 bilhões até o ano de 2050. Os efeitos serão mais acentuados nas áreas mais pobres do estado, ampliando as desigualdades regionais.
As conclusões são de um estudo feito na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em São Paulo, e na Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), de Minas Gerais. Para realizar a análise integrada dos impactos econômicos dos fenômenos climáticos, os pesquisadores criaram uma nova metodologia que articula as projeções de alterações climáticas a modelos socioeconômicos.
A pesquisa foi parte do Estudo Econômico das Mudanças Climáticas do Brasil (EMCB), um consórcio que envolve algumas das principais instituições de pesquisa do país. A pesquisa foi apresentada no dia 23 de maio na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP).
Em 2009, o EMCB estimou que os prejuízos causados ao Brasil pelas mudanças climáticas podem chegar a R$ 3,6 trilhões nos próximos quarenta anos.
Graças à nova metodologia, o estudo realizado tem um grau de detalhamento muito maior, traçando um quadro geral do futuro da economia mineira para setores, regiões e microrregiões consistente com as premissas utilizadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).
A nova metodologia foi fruto da tese de livre-docência de Eduardo Haddad, coordenador-geral do estudo e diretor de Pesquisas da Fipe. Haddad é professor da FEA-USP, onde defendeu a tese em 2004.
Segundo Haddad, a metodologia – denominada “modelo espacial de equilíbrio geral computável”– está sendo aplicada em trabalhos sobre impacto econômico de mudanças climáticas no Brasil e em outras regiões do mundo, como Áustria, Colômbia, Equador e no arquipélago português dos Açores.
“Chegamos a um modelo econômico capaz de lidar de maneira consistente com a integração de modelos de demanda e oferta de energia, de uso da terra e de produtividade agrícola, que por sua vez são integrados a modelos climáticos. Desenvolvemos esses modelos no contexto espacial, incorporando avanços teóricos recentes”, disse Haddad à Agência FAPESP.
Para avaliar os impactos climáticos na economia de Minas Gerais, foram considerados dois cenários de referência, elaborados com e sem a ocorrência de mudanças climáticas nos setores de agricultura, pecuária e energia.
Os pesquisadores geraram dois cenários climáticos alinhados com os cenários A2 e B2 do IPCC. O cenário A2 considera uma situação com aumentos de temperatura variando entre 3 e 5 graus Celsius. O cenário B2 projeta um aumento entre 2 e 4 graus.
“Em ambos os cenários, concluímos que as mudanças climáticas terão impactos negativos muito importantes sobre a economia mineira. Os impactos climáticos poderão diminuir o PIB estadual entre 1% no cenário A2 e 2,7% no cenário A1. Com isso, a redução acumulada do PIB do estado nesse período poderá variar de R$ 155 bilhões a R$ 450 bilhões, a preços de 2008”, disse Haddad.
Os resultados das simulações sugerem ainda que as mudanças climáticas podem levar a uma redução significativa das áreas florestais nos estabelecimentos agrícolas, aumentando a pressão por desmatamento em Minas Gerais.
O estudo também apontou que as mudanças climáticas deverão provocar aumento da concentração espacial da atividade econômica, ampliação das desigualdades regionais, redução do bem-estar nas áreas rurais e aumento das pressões sobre as aglomerações urbanas.
“O estudo apontou que as mudanças climáticas são uma ameaça maior para as regiões mais pobres do estado. Os prejuízos ao PIB regional deverão ser mais altos nessas regiões, intensificando-se ainda mais ao longo do tempo. As microrregiões do norte de Minas Gerais e do Vale do Jequitinhonha deverão ser as mais afetadas”, apontou Haddad.
As microrregiões localizadas no noroeste de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro, na Zona da Mata e no sul do estado também deverão apresentar participação nos custos superiores a suas participações no PIB do estado, de acordo com o estudo.
Segundo Haddad, as estimativas sobre os impactos das mudanças climáticas na economia mineira são conservadoras, uma vez que o trabalho se concentrou nas transformações causadas pelo aumento de temperatura na variação do regime de chuvas, mas não considerou outras consequências esperadas, como o aumento de frequência de eventos extremos como inundações, secas e catástrofes.
No estudo, os pesquisadores sugerem um conjunto de políticas que podem ser adotadas para impedir os prejuízos previstos. “O estudo fornece subsídios para políticas públicas de mitigação dos efeitos econômicos das mudanças climáticas e de promoção de adaptações aos seus efeitos, que tendem a se intensificar na segunda metade do século. Se nada for feito, entraremos em uma trajetória desastrosa que levará à perda de até dois anos de PIB em quatro décadas”, disse Haddad.
Entre outras recomendações, o estudo sugere a canalização de recursos para a promoção do desenvolvimento das regiões norte e nordeste do estado, mas com maior foco em projetos que promovam a sustentabilidade ambiental regional.
Outra recomendação é a criação de políticas de ordenamento de uso de solo, de modo a garantir o cumprimento das metas de redução de desmatamento, e o desenvolvimento de tecnologia com vistas à adaptação dos cultivares a condições climáticas mais adversas, fundamental para reduzir a vulnerabilidade dos produtores agrícolas.
O estudo está disponível em:

sábado, 26 de maio de 2012

Seca castiga Rio Grande do Norte

A falta de chuvas em parte da Região Nordeste já obrigou 139 cidades do Rio Grande do Norte a decretar situação de emergência, afetando, somente nas zonas rurais, a mais de 500 mil pessoas. Em alguns municípios do sertão potiguar, como Luís Gomes e Antônio Martins, apontados pelo governo estadual como dois exemplos de situação crítica, a estiagem já obriga muitas pessoas a percorrer longas distâncias em busca de água. O percurso, na maioria dos casos, é feito a pé, sob sol forte.
Moradores de várias localidades do Semiárido dependem decarros-pipa contratados pelo Exército para ter água potável, usada para beber e cozinhar. É o caso da zona rural de Lajes, cidade da região central, a cerca de 120 quilômetros da capital, Natal. Segundo o secretário de Comunicaçãoe coordenador da Defesa Civil Municipal, Pedro Joventino Alves, a situação no município é caótica e já há quem preveja que até 50% do rebanho local poderão morrer por falta de água e comida.
“A situação é muito preocupante. Há um ano não chove na região e os reservatórios que abastecem a zona rural, onde vivem cerca de 2,5 mil pessoas, estão secos. Lá, o abastecimento é feito por meio de carros-pipa”, disse o secretário à Agência Brasil.
Até o fim de abril, a Secretaria Estadual de Agricultura estimava que só os efeitos da estiagem sobre a produção agrícola provocariam uma queda de R$ 2,5 bilhões a R$ 3,5 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. De acordo com a Emater-RN, empresa de extensão rural local, até abril, em todo o estado, 878 mil bovinos, 396 mil caprinos, 546 mil ovinos e 161 mil suínos haviam sido afetados pela seca, com a perda de produção e a consequente falta de alimentos.
Segundo a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), o problema, contudo, não é propriamente a seca, algo com que, segundo ela, o sertanejo potiguar já está acostumado, mas sim “a falta de infraestrutura hídrica” adequada, ou seja, de distribuição. “A seca não é novidade. É o nosso clima”, disse a governadora, segundo nota publicada no site dogoverno estadual.
“Temos que pensar uma forma de desenvolver infraestrutura hídrica que leve água às cidades, fortalecendo o campo. Estamos vivenciando a maior seca e ela não vai acabar agora. Sabemos que a cada dia teremos mais situações realmente de calamidade", conclui a governadora.
Para minimizar os impactos da falta d´água e socorrer os pequenos agricultores, o governo estadual prometeu começar, imediatamente, a construir 2.800 cisternas; restaurar parte dos quase 800 poços artesianos que não estão sendo utilizados, embora tenham sido perfurados e fornecer dessalinizadores para as cidades em que os poços que estão com a água salgada.
O governo estadual também garantiu a retomada das obras para a conclusão e operacionalização do sistema adutor do Alto Oeste, que beneficiará as cidades da região oeste do estado, entre elas Luiz Gomes e Antônio Martins, e a retomar, no próximo sábado (26), as obras de construção e conclusão de pequenos sistemas adutores na região do Seridó.
Também foi anunciada a antecipação do pagamento do Seguro Safra, que, de acordo com o governo estadual, deverá beneficiar mais de 37 mil famílias de 117 municípios. Cada família beneficiada receberá, a partir de junho, cinco parcelas de R$ 136. As famílias necessitadas que não tiverem direito ao seguro poderão recorrer a outro programa, chamado Bolsa Estiagem, pelo qual poderão receber R$ 400 divididos em cinco parcelas.
 Fonte: Portal JB