Por Karina Toledo
Agência FAPESP – Quando o assunto é a prevenção do câncer de
pele, mais importante do que defender o uso de filtro solar é
“fotoeducar” pacientes, médicos, indústria farmacêutica, políticos e
autoridades de saúde, defende o dermatologista Fernando Stengel,
presidente da Fundação Argentina de Câncer de Pele e membro do Conselho
Internacional da Skin Cancer Foundation.
Durante participação no 14º Congresso Mundial de Câncer de Pele,
realizado em São Paulo no início de agosto, Stengel questionou a
eficácia da fotoproteção como praticada hoje. “Filtros solares são um
produto e são vendáveis. Por isso foram superpromovidos. Agora estamos
voltando atrás”, disse em entrevista à Agência FAPESP.
Stengel afirma que o sol não é mais perigoso hoje do que no passado.
“Mas a preocupação com o câncer de pele, no entanto, é maior, pois as
pessoas estão mais expostas à radiação solar e a expectativa de vida
aumentou”, disse.
Segundo dados da Skin Cancer Foundation, nos Estados Unidos mais
pessoas tiveram câncer de pele nos últimos 31 anos do que todos os
outros casos de câncer somados. Um em cada cinco americanos desenvolverá
a doença ao longo da vida e uma pessoa morre de melanoma a cada hora.
Também no Brasil o câncer de pele é o tumor mais frequente, de acordo
com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A estimativa para
2012 é de 134,1 mil novos casos de câncer de pele não melanoma e 1,3 mil
casos de melanoma.
Um único episódio de queimadura solar na infância ou na adolescência
dobra o risco de melanoma, segundo especialistas da Skin Cancer
Foundation. O risco também dobra caso existam cinco ou mais episódios de
queimadura solar em qualquer idade.
Ainda assim, a cultura do bronzeado está em toda parte, disse
Stengel. “É preciso rever a forma como a mensagem sobre fotoprevenção
tem sido difundida”, disse.
Agência FAPESP – A fotoproteção é a principal forma de prevenção do câncer de pele?
Fernando Stengel – O melhor seria a “fotoeducação”. As empresas
farmacêuticas tentam vender a ideia de que existe bronzeado seguro ou de
que os filtros são capazes de bloquear totalmente o sol, mas isso não é
verdade. Se os médicos apenas reforçam a ideia de que as pessoas devem
usar protetor solar, mas elas não sabem por que nem como fazer isso, não
adianta. É preciso “fotoeducar” o público geral, os médicos, a
indústria, os políticos e as autoridades de saúde. E há muitos aspectos a
serem considerados, não apenas o câncer de pele. Há, por exemplo, a
questão da vitamina D. Se você se proteger demais do sol, pode não
produzir suficientemente vitamina D.
Agência FAPESP – O uso frequente de filtros solares pode causar falta de vitamina D?
Stengel – Se você usar da forma adequada, não terá problema. Mas,
por exemplo, idosos em tratamento para câncer de pele severo, que
precisam prevenir o aparecimento de novas lesões, talvez precisem de
suplementação. Eles não podem expor suas peles ao sol e já não saem
tanto na rua. A suplementação com vitamina D é barata e pode ser feita.
Não estou dizendo que todos que usam protetor solar precisam tomar
vitamina D. Me refiro a grupos de risco, que praticam fotoproteção
intensiva. Por outro lado, sabemos que há hoje muitos jovens enfurnados
dentro de casa com seus jogos eletrônicos e computadores. São jovens que
quase não fazem exercício e não se expõem ao sol. Essa população,
principalmente se tiver uma dieta pobre em vitaminas, pode ter problema.
É preciso equilíbrio. Afinal, a espécie humana evoluiu ao longo de
milhares de anos com sua pele interagindo com o sol e ele tem efeitos
positivos sobre nós também.
Agência FAPESP – O sol é hoje mais perigoso do que no passado?
Stengel – Não. Se o sol realmente tivesse mudado de forma
significativa, seja na qualidade ou na quantidade dos raios, haveria
impacto nas plantações, flores e frutos. E não vemos isso. Temos
problemas localizados com a camada de ozônio. O buraco existe sobre a
Antártica e aparece no fim de setembro, fica maior em outubro e, no fim
de dezembro, desaparece. Na região da Terra do Fogo, entre o Chile e a
Argentina, temos alguns dias com picos altos de radiação ultravioleta.
Mas você sabe quando e onde vai ocorrer. No caso do Brasil, o sol é o
mesmo de sempre. O aparecimento do buraco na camada de ozônio foi um
alerta para as civilizações. Se as coisas continuassem no ritmo que
estavam, haveria uma redução difusa por toda a atmosfera. Isso seria
dramático. Mas o processo foi interrompido e está sendo revertido. Só
que a natureza é lenta, leva dezenas de anos para se recuperar.
Agência FAPESP – Então por que há hoje uma preocupação maior com o câncer de pele?
Stengel – Por exemplo, pessoas negras têm pouco problema com
câncer de pele, mesmo tendo vivido sempre em zonas equatoriais. Em áreas
altas, como o Himalaia, a pele dos nativos também é escura. Isso é
resultado da evolução, é como o homem se adaptou. O problema é que o
cenário mudou. Há populações de pele muito clara vivendo no Rio de
Janeiro ou na Austrália. Há muito mais migração. Além disso, as pessoas
estão se expondo mais ao sol desde muito cedo e também estão vivendo
mais. Meu avô se aposentou aos 60 anos, em que foi considerado velho.
Hoje, você vê pessoas de 80 anos jogando golfe, indo à praia, saindo
para caminhar. Há uma série de esportes novos, que antes não existiam.
Mesmo o golfe ou surfe não eram tão populares. Então, além do estilo de
vida, tem a quantidade de anos que você fica exposto.
Agência FAPESP – A exposição na infância e na adolescência é mais perigosa?
Stengel – O efeito da radiação é cumulativo, então, se alguém
começar muito cedo, tende a ter uma dose maior quando chegar aos 50
anos. Além disso, queimaduras solares na infância e na adolescência ou
episódios repetidos de queimadura em qualquer época da vida aumentam
muito o risco de desenvolver melanoma. Isso é o que se deve evitar ao
máximo, mas quando converso com pessoas de meia-idade a maioria relata
diversos episódios de queimadura solar. Ainda há muita gente que sai ao
sol sem preocupação ou que procura câmaras de bronzeamento artificial.
Será que a comunidade está assimilando nossa mensagem sobre
fotoproteção?
Agência FAPESP – Como podemos melhorar e difundir a fotoeducação?
Stengel – Vou fazer uma analogia com a segurança no trânsito. A
primeira medida para se proteger não é colocar o cinto de segurança e
sim respeitar as leis, como parar no sinal vermelho. A segunda medida
mais importante é adaptar seu modo de dirigir às condições do trânsito.
Mesmo que a velocidade permitida seja de 60 quilômetros por hora, você
tem de diminuir se houver congestionamento. Em terceiro lugar, vem o
cinto de segurança. No caso da fotoeducação, a primeira medida é
respeitar as horas em que o sol está forte. Olhe para sua sombra. Se ela
estiver menor que seu corpo, o sol está bem acima de sua cabeça e está
forte. Você não deve ficar exposto. Mas, se for inevitável, então é
preciso adaptar sua proteção. Eu prefiro usar roupas em vez de me
lambuzar todo com protetor solar, exceto quando entro na água. Veja os
tuaregues, no Saara. Andam todos cobertos. Por que você acha que o traje
típico do gaúcho inclui lenço no pescoço, mangas longas e chapéu? Eles
se queimam loucamente se não fizerem isso. Somente em terceiro lugar vem
o protetor solar. Filtros solares são produtos e são vendáveis. Por
isso a ideia de que fotoproteção é simplesmente usar filtro solar foi
superpromovida. Agora estamos voltando atrás e tentando educar a
comunidade.
Agência FAPESP – Filtro solar não é uma opção eficaz?
Stengel – Protetores solares são eficazes em bloquear a radiação,
mas infelizmente não os usamos corretamente. Mesmo se você usar o
melhor protetor solar do mercado, se o sol estiver forte e você começar a
transpirar ou entrar na água e usar uma toalha, o produto vai sair.
Além disso, muitos não estão dispostos a usar, porque o produto deixa a
pele oleosa, brilhante e irrita os olhos. Isso é um grande fator
limitante.
Agência FAPESP – Quais são os erros normalmente cometidos na hora de aplicar o filtro solar?
Stengel – Usar uma quantidade inferior ao ideal é um dos piores
erros. Os testes que permitem dizer se um produto tem fator de proteção
solar (FPS) 50 são feitos com 2 miligramas do produto por centímetro
quadrado (mg/cm²) de pele. Nos testes são usadas luvas especiais de
borracha, com aplicações de forma gentil e uniforme. Por isso, não
recomendo produtos com FPS menor do que 30. No Brasil, eu usaria 50.
Além disso, muitos não reaplicam o produto após duas ou três horas de
exposição, ou após entrar na água. Outro erro comum é o que eu chamo de
coquetel. As mulheres, na Argentina, usam filtro com FPS 60 no rosto, 40
no colo e mãos e 2 nas pernas, pois querem se bronzear. Qual é o local
mais comum de melanoma em mulheres? As pernas. Algumas áreas do nosso
corpo são cronicamente expostas, como a face e as mãos. Mas a pele é a
mesma em toda parte. O ideal seria que houvesse um agente sistêmico de
proteção. Você toma uma cápsula de manhã e está protegido, mas isso
ainda não existe, mesmo que alguns produtos à venda prometam isso.
Agência FAPESP – Existe bronzeado seguro?
Stengel – Não, mas não devemos olhar o sol como um demônio. É uma
questão de equilíbrio. A questão é quanto e com que frequência tomamos
sol. As pessoas que moram em São Paulo podem pensar que precisam se
proteger apenas no verão, mas isso é um grande erro. O solstício de
verão é em 21 de dezembro, mas por aqui o sol começa a ficar forte em
setembro e continua até abril. A fotoproteção deve ocorrer ao longo de
todo o ano, mas deve aumentar nos meses que tem a letra “r” no nome.
Isso deveria ser ensinado na escola, nas aulas de geografia. O esforço
tem de ser integrado, mas há algo muito errado na forma como estamos nos
comunicando. E quando as pessoas não querem ouvir fica ainda mais
difícil. O culto ao bronzeado está em toda parte.
Neste blog são divulgados tópicos relacionados às questões de clima e ambiente, de interesse científico, tecnológico, educacional ou social. (In this blog we deal with some topics concerning climate and environment, with focus on scientific, technological, educational or social issues).
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Brasil se une a programa internacional de pesquisa marinha
Para possibilitar que os bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras desfrutem das facilidades científicas do IODP, o Brasil se junta ao programa como membro pleno e terá efetiva participação para treinar pessoas. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) sediará o escritório brasileiro do programa. Em seis semanas deverá acontecer a primeira expedição com pesquisadores brasileiros no mar da Costa Rica.
Rodey Batiza, membro do National Science Foundation, agência do governo norte-americano. Para o desenvolvimento da ciência ressaltou a importância da entrada no Brasil no programa. "Damos boas vindas à comunidade científica brasileira ao mesmo tempo em que precisamos dos conhecimentos dos pesquisadores e engenheiros brasileiros, que pretendem levar o país ao topo da pesquisa em perfuração", afirmou. Segundo Batiza, há muitas oportunidades para o Brasil e para a comunidade global com essa participação.
O IODP é o programa internacional científico mais antigo dedicado a explorar a história e a estrutura da Terra, tendo início em 1958. O Brasil se junta a outros 28 países que já fazem parte do consórcio internacional. "É uma experiência fantástica trabalhar internacionalmente", afirma Bradford Clement, representante do programa e professor de geologia da Florida International University.
As pesquisas do IODP documentam mudanças climáticas, fronteiras da bioesfera e movimentos da Terra, que podem ajudar a entender fenômenos como terremotos e tsunamis. "Nossos barcos de expedição são laboratórios flutuantes, mas também universidades flutuantes", explica Clement, que participou de uma missão do IODP quando era estudante de graduação. "Foi o momento mais importante da minha formação. Você está ao lado dos maiores especialistas do mundo e com todos pensando sobre o mesmo problema ao mesmo tempo", contou.
O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, destacou a relevância da iniciativa. "A parceria com o IODP surge como continuação do nosso trabalho de indução de formação de pesquisadores para áreas estratégicas do país. Essa é oportunidade única de treinamento dos estudantes brasileiros com a 'mão na massa', principal característica da pós-graduação, uma educação formativa", concluiu.
Leia mais no portal da CAPES.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Aleitamento Materno
UFRN desenvolve diversas ações na Semana Mundial do Aleitamento Materno
08/08/2012 18:10As ações durante a Semana estão voltadas para as mulheres gestantes e lactantes e também para a comunidade em geral. De acordo com a professora e coordenadora do evento, professora Renata Cavalcanti, do Departamento de Fonoaudiologia, a Semana também será para a arrecadação de frascos para o Banco de Leite Materno da Maternidade-Escola Januário Cicco (MEJC), uma das instituições de Saúde da UFRN.
De acordo com os organizadores, é importante destacar que só serão arrecadados frascos de vidro com tampas de plástico.
As ações durante a Semana estarão acontecendo em diferentes frentes, envolvendo shoppings até as unidades básicas de saúde espalhadas pela cidade. Trata-se de uma oportunidade para realizar esclarecimentos e orientar a população em geral.
Os postos de arrecadação estão localizados no Shopping Via Direta e no próprio Banco de Leite da Maternidade-Escola Januário Cicco. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone do Banco de leite: 0800 722 2400.
Importância
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a amamentação exclusiva seja realizada nos seis primeiros meses de vida e complementada por dois anos ou mais.
A relevância do leite materno é devido aos benefícios nutricionais, imunológicos, sociais e econômicos para o bebê e sua família, obtendo também aspectos positivos na relação da mãe com a criança.
Trata-se, portanto, de acordo com os médicos e especialistas, de uma ação indispensável para o adequado crescimento e desenvolvimento de toda criança. Veja a seguir a programação.
Programação:
• Maternidade Escola Januário Cicco MEJC (posto de arrecadação)
De 6 a 10 de agosto das 8h às 11h e 14 às 17h.
• Shopping Via Direta (posto de arrecadação)
De 6 a 10 de agosto das 9h às 17h.
• Unidade Básica de Saúde da África:
6 de agosto das 8h às 11h
8 de agosto das 8h às 11h e 14h às 17h
• Unidade Básica de Saúde Aparecida:
7 de agosto das 8h às 11h
• Unidade Básica de Saúde Planície das Mangueiras
6 e 9 de agosto das 14h às 17h.
Nota do blog
Pode parecer um tanto fora do usual, mas existem conexões importantes entre ambiente (no nosso caso, preocupação com questões climáticas) e saúde pública. A título de exemplo, recomendamos aos leitores uma visita ao blog Climate and Health, onde está postada uma matéria interessante sobre essas relações. Em particular, gostaríamos de chamar a atenção que nesta campanha estão sendo coletados vidros com tampas, que podem ser reaproveitados, após processo de esterilização, para armanezamento de leite materno. Este tipo de recipiente está em falta em maternidades de Natal, a exemplo da Januário Cicco da UFRN. Um excelente oportunidade para prática de reciclagem, cuidando também da saúde ambiental.segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Riscos de extremos climáticos e desastres naturais
Agência FAPESP – Um encontro para divulgar informações
científicas sobre possíveis impactos de riscos de extremos climáticos –
como ondas de calor, recordes de temperaturas altas e forte precipitação
de chuvas – e dos desastres a eles relacionados, bem como as opções
disponíveis para o gerenciamento desses impactos será realizado nos dias
16 e 17 de agosto, em São Paulo.
O workshop “Gestão dos Riscos dos Extremos Climáticos e Desastres na América Central e na América do Sul – O que podemos aprender com o Relatório Especial do IPCC sobre Extremos?” debaterá o resultado das avaliações feitas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) no Relatório Especial sobre Gestão dos Riscos de Extremos Climáticos e Desastres (SREX, na sigla em inglês) nas Américas do Sul e Central.
O evento será realizado pela FAPESP e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com o IPCC, o Overseas Development Institute (ODI) e a Climate and Development Knowledge Network (CDKN), ambos do Reino Unido, e apoio da Agência de Clima e Poluição e do Ministério de Relações Exteriores da Noruega.
O workshop tem por objetivo reunir líderes empresariais, acadêmicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil cujas políticas ou programas possam ser afetados por eventos climáticos extremos.
Durante o encontro serão abordadas questões como exposição e vulnerabilidade no contexto do SREX, com observações sobre extremos climáticos, impactos e perdas, opções de gerenciamento de riscos para a melhoria de práticas atuais e futuras.
Composto por nove capítulos e quatro anexos, o SREX foi preparado durante dois anos por 220 autores de 62 países, envolvendo os grupos de trabalho I e II do próprio painel do IPCC. Foram recebidos 18.784 comentários de governos, de especialistas e agências internacionais durante as três rodadas de revisão.
De acordo com o IPCC, as alterações no clima do planeta têm sido responsáveis por padrões de eventos extremos, em diversas partes do mundo. As consequências desses eventos poderiam ser reduzidas, pois vulnerabilidades sociais e exposição a riscos também contribuem para seu impacto, embora nem sempre eventos climáticos levem a desastres.
O SREX é resultado de um esforço multidisciplinar entre os cientistas que estudam os aspectos físicos das mudanças climáticas e de suas experiências em impactos, adaptação e vulnerabilidade, bem como de peritos em gestão de risco de desastres.
Os dados e informações contidos no relatório permitem que os formuladores de políticas possam aprofundar as discussões, com base nos resultados e no exame do material em que o IPCC baseia suas avaliações. O relatório identifica as lições aprendidas com a vasta experiência no gerenciamento de riscos de desastres, com foco crescente na adaptação para mudanças climáticas.
O relatório destaca períodos prolongados de altas temperaturas e ondas de calor em diversas regiões do mundo. Indica o provável aumento na frequência de eventos de precipitação intensa ou aumento na proporção do total de chuvas intensas em muitas áreas, em especial nas latitudes elevadas e em regiões tropicais, e no aumento do rigor do inverno nas latitudes médias do norte do planeta.
O documento também aponta um aumento na duração e intensidade das secas em algumas regiões do mundo, incluindo o sul da Europa e do Mediterrâneo, Europa Central, América Central e México, além da África Austral e em diferentes áreas da América do Sul.
Pesquisadores prepararam um documento de 592 páginas, com base nas mais recentes informações técnicas e científicas, e o submeteram a duas rodadas de revisões, feitas por especialistas e governos.
“Há muitas opções atualmente disponíveis que poderiam melhorar a preparação para uma resposta eficaz aos eventos climáticos extremos e catástrofes e aumentar a recuperação a partir deles”, diz Vicente Barros, do Centro de Investigación del Mar y la Atmósfera da Argentina e vice-presidente do Grupo de Trabalho 2 do IPCC.
Um dos organizadores do workshop, Jose Marengo, pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Inpe e um dos autores do SREX, destaca a importância do relatório para as Américas Central e do Sul nas ações dos governos para enfrentar os desastres naturais associados principalmente a chuvas intensas e períodos secos.
“O aumento já observado dos extremos de chuva no sudeste da América do Sul mostra um forte impacto em sistemas naturais e humanos, em áreas urbanas e rurais, incluindo áreas vulneráveis da cidade de São Paulo, que são afetadas pelas intensas chuvas e enchentes todos os anos”, disse.
“Essa tendência poderá piorar no futuro, caso não sejam tomadas medidas para a adaptação, pois as projeções mostram uma tendência de aumento nos extremos de chuva em regiões densamente povoadas, como o Estado de São Paulo, entre outros”, disse Marengo.
O workshop em São Paulo faz parte de uma série de eventos, com caráter de discussão regional, realizados em 2012 em diferentes partes do mundo. Os encontros visam fornecer informação sobre possíveis impactos dos extremos climáticos e desastres por região, além de opções de gerenciamento dos potenciais riscos deles decorrentes, conforme as avaliações do IPCC.
O evento incluirá uma coletiva de imprensa, apresentação do Relatório Especial por seus autores, sessões especiais para discussão sobre a política nacional e regional e um conjunto de miniworkshops, destinados a promover o diálogo e a partilha sobre as implicações do Relatório Especial para as partes interessadas e formuladores de políticas em níveis local, regional e nacional.
O workshop “Gestão dos Riscos dos Extremos Climáticos e Desastres na América Central e na América do Sul” será realizado no Centro de Convenções Albert Einstein – Auditório Moise Safra, Av. Albert Einstein, 627, São Paulo. A participação no workshop é gratuita.
Mais informações e inscrição: www.fapesp.br/ipccsrex
O workshop “Gestão dos Riscos dos Extremos Climáticos e Desastres na América Central e na América do Sul – O que podemos aprender com o Relatório Especial do IPCC sobre Extremos?” debaterá o resultado das avaliações feitas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) no Relatório Especial sobre Gestão dos Riscos de Extremos Climáticos e Desastres (SREX, na sigla em inglês) nas Américas do Sul e Central.
O evento será realizado pela FAPESP e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com o IPCC, o Overseas Development Institute (ODI) e a Climate and Development Knowledge Network (CDKN), ambos do Reino Unido, e apoio da Agência de Clima e Poluição e do Ministério de Relações Exteriores da Noruega.
O workshop tem por objetivo reunir líderes empresariais, acadêmicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil cujas políticas ou programas possam ser afetados por eventos climáticos extremos.
Durante o encontro serão abordadas questões como exposição e vulnerabilidade no contexto do SREX, com observações sobre extremos climáticos, impactos e perdas, opções de gerenciamento de riscos para a melhoria de práticas atuais e futuras.
Composto por nove capítulos e quatro anexos, o SREX foi preparado durante dois anos por 220 autores de 62 países, envolvendo os grupos de trabalho I e II do próprio painel do IPCC. Foram recebidos 18.784 comentários de governos, de especialistas e agências internacionais durante as três rodadas de revisão.
De acordo com o IPCC, as alterações no clima do planeta têm sido responsáveis por padrões de eventos extremos, em diversas partes do mundo. As consequências desses eventos poderiam ser reduzidas, pois vulnerabilidades sociais e exposição a riscos também contribuem para seu impacto, embora nem sempre eventos climáticos levem a desastres.
O SREX é resultado de um esforço multidisciplinar entre os cientistas que estudam os aspectos físicos das mudanças climáticas e de suas experiências em impactos, adaptação e vulnerabilidade, bem como de peritos em gestão de risco de desastres.
Os dados e informações contidos no relatório permitem que os formuladores de políticas possam aprofundar as discussões, com base nos resultados e no exame do material em que o IPCC baseia suas avaliações. O relatório identifica as lições aprendidas com a vasta experiência no gerenciamento de riscos de desastres, com foco crescente na adaptação para mudanças climáticas.
O relatório destaca períodos prolongados de altas temperaturas e ondas de calor em diversas regiões do mundo. Indica o provável aumento na frequência de eventos de precipitação intensa ou aumento na proporção do total de chuvas intensas em muitas áreas, em especial nas latitudes elevadas e em regiões tropicais, e no aumento do rigor do inverno nas latitudes médias do norte do planeta.
O documento também aponta um aumento na duração e intensidade das secas em algumas regiões do mundo, incluindo o sul da Europa e do Mediterrâneo, Europa Central, América Central e México, além da África Austral e em diferentes áreas da América do Sul.
Pesquisadores prepararam um documento de 592 páginas, com base nas mais recentes informações técnicas e científicas, e o submeteram a duas rodadas de revisões, feitas por especialistas e governos.
“Há muitas opções atualmente disponíveis que poderiam melhorar a preparação para uma resposta eficaz aos eventos climáticos extremos e catástrofes e aumentar a recuperação a partir deles”, diz Vicente Barros, do Centro de Investigación del Mar y la Atmósfera da Argentina e vice-presidente do Grupo de Trabalho 2 do IPCC.
Um dos organizadores do workshop, Jose Marengo, pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Inpe e um dos autores do SREX, destaca a importância do relatório para as Américas Central e do Sul nas ações dos governos para enfrentar os desastres naturais associados principalmente a chuvas intensas e períodos secos.
“O aumento já observado dos extremos de chuva no sudeste da América do Sul mostra um forte impacto em sistemas naturais e humanos, em áreas urbanas e rurais, incluindo áreas vulneráveis da cidade de São Paulo, que são afetadas pelas intensas chuvas e enchentes todos os anos”, disse.
“Essa tendência poderá piorar no futuro, caso não sejam tomadas medidas para a adaptação, pois as projeções mostram uma tendência de aumento nos extremos de chuva em regiões densamente povoadas, como o Estado de São Paulo, entre outros”, disse Marengo.
O workshop em São Paulo faz parte de uma série de eventos, com caráter de discussão regional, realizados em 2012 em diferentes partes do mundo. Os encontros visam fornecer informação sobre possíveis impactos dos extremos climáticos e desastres por região, além de opções de gerenciamento dos potenciais riscos deles decorrentes, conforme as avaliações do IPCC.
O evento incluirá uma coletiva de imprensa, apresentação do Relatório Especial por seus autores, sessões especiais para discussão sobre a política nacional e regional e um conjunto de miniworkshops, destinados a promover o diálogo e a partilha sobre as implicações do Relatório Especial para as partes interessadas e formuladores de políticas em níveis local, regional e nacional.
O workshop “Gestão dos Riscos dos Extremos Climáticos e Desastres na América Central e na América do Sul” será realizado no Centro de Convenções Albert Einstein – Auditório Moise Safra, Av. Albert Einstein, 627, São Paulo. A participação no workshop é gratuita.
Mais informações e inscrição: www.fapesp.br/ipccsrex
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Alimentos mais caros por causa da seca
Esta é uma preocupação do governo, e do povo, dos EUA. Segundo projeções, a pior seca nos últimos 50 anos vai elevar o preço de alimentos básicos.

Na imagem acima, são comparados os preços entre 2011 e a previsão para 2013, para pão (bread), leite (milk), ovos (eggs) e frango (chicken).
O artigo sobre o assunto pode ser acessado neste link, em inglês.
É uma preocupação que deveria servir de referência para a população e, principalmente, os gestores públicos do Brasil.

Na imagem acima, são comparados os preços entre 2011 e a previsão para 2013, para pão (bread), leite (milk), ovos (eggs) e frango (chicken).
O artigo sobre o assunto pode ser acessado neste link, em inglês.
É uma preocupação que deveria servir de referência para a população e, principalmente, os gestores públicos do Brasil.
Inpe aponta redução de 23% no desmatamento da Amazônia Legal
O Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), coordenado
pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), apontou
redução de 23% no desmatamento da Amazônia Legal entre agosto de 2011 e
julho de 2012, em comparação com os 12 meses anteriores. Os dados,
apresentados nesta quinta-feira (2) no Ministério do Meio Ambiente,
indicam devastação de uma área de 2.049 metros quadrados (m²), 630 m²
inferior à registrada no último levantamento.
Conforme o estudo do Deter, todos os estados da Amazônia Legal mantiveram ou reduziram a taxa de desmatamento, com exceção de Roraima. O Maranhão registrou a maior redução (67%), seguido de Amazonas (45%), Acre (42%) e Pará (42%).
“Ainda que os dados do Deter não sejam uma boa métrica do desmatamento anual como um todo, eles indicam uma tendência e, aparentemente, temos no último ano um movimento de queda”, avaliou o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o estado do Amazonas reduziu 45% de seu ritmo de desmatamento graças a estratégias de inteligência, mediante um trabalho conjunto entre o Ibama, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Força Nacional de Segurança, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os alertas gerados pelo Deter, enviados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), orientam a fiscalização e o controle da derrubada da floresta pelo governo federal.
Cbers-3
A expectativa é de que as limitações do Deter – dificuldade de monitorar territórios cobertos por nuvens e incapacidade de detectar áreas de desmate inferiores a 25 hectares – devem diminuir após o lançamento do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-3), previsto para o final do ano. “Com isso, poderemos contar com uma informação em muito mais alta resolução espacial, que vai se aproximar da análise do Prodes”, explicou o secretário do MCTI. “E vamos ter monitoramento constante, semanal e, um pouco mais para frente, a cada dois, três dias”, acrescentou o secretário do MCTI.
Além do Cbers-3, o Inpe investe em outras frentes para aumentar a precisão do monitoramento na Amazônia. “Existe, ainda, margem para grandes melhorias nos sistemas”, disse o diretor do Inpe, Leonel Perondi. “Temos projetos que buscam aprimorar tanto o Prodes, que é de 1988, quanto o Deter, de 2004”.
Segundo Nobre, monitoramento e fiscalização da Amazônia não resolvem, sozinhos, o problema do desmatamento – condição para que o Brasil atinja suas metas de redução da emissão de carbono até 2020. “Essa redução continuada, duradoura e permanente exige um novo modelo de desenvolvimento”, afirmou. “E políticas públicas têm buscado incessantemente esse modelo, a exemplo de dois programas a serem anunciados pelo MCTI, com o MMA e a Embrapa”, concluiu.
Texto: Ascom do MCTI
Conforme o estudo do Deter, todos os estados da Amazônia Legal mantiveram ou reduziram a taxa de desmatamento, com exceção de Roraima. O Maranhão registrou a maior redução (67%), seguido de Amazonas (45%), Acre (42%) e Pará (42%).
“Ainda que os dados do Deter não sejam uma boa métrica do desmatamento anual como um todo, eles indicam uma tendência e, aparentemente, temos no último ano um movimento de queda”, avaliou o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o estado do Amazonas reduziu 45% de seu ritmo de desmatamento graças a estratégias de inteligência, mediante um trabalho conjunto entre o Ibama, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Força Nacional de Segurança, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os alertas gerados pelo Deter, enviados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), orientam a fiscalização e o controle da derrubada da floresta pelo governo federal.
Cbers-3
A expectativa é de que as limitações do Deter – dificuldade de monitorar territórios cobertos por nuvens e incapacidade de detectar áreas de desmate inferiores a 25 hectares – devem diminuir após o lançamento do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-3), previsto para o final do ano. “Com isso, poderemos contar com uma informação em muito mais alta resolução espacial, que vai se aproximar da análise do Prodes”, explicou o secretário do MCTI. “E vamos ter monitoramento constante, semanal e, um pouco mais para frente, a cada dois, três dias”, acrescentou o secretário do MCTI.
Além do Cbers-3, o Inpe investe em outras frentes para aumentar a precisão do monitoramento na Amazônia. “Existe, ainda, margem para grandes melhorias nos sistemas”, disse o diretor do Inpe, Leonel Perondi. “Temos projetos que buscam aprimorar tanto o Prodes, que é de 1988, quanto o Deter, de 2004”.
Segundo Nobre, monitoramento e fiscalização da Amazônia não resolvem, sozinhos, o problema do desmatamento – condição para que o Brasil atinja suas metas de redução da emissão de carbono até 2020. “Essa redução continuada, duradoura e permanente exige um novo modelo de desenvolvimento”, afirmou. “E políticas públicas têm buscado incessantemente esse modelo, a exemplo de dois programas a serem anunciados pelo MCTI, com o MMA e a Embrapa”, concluiu.
Texto: Ascom do MCTI
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Parceria entre Inpa, Harvard e UEA pretende estudar os efeitos da poluição nas interações biosfera-atmosfera
Por Josiane Santos - portal INPA
O
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) apresentou o projeto GoAmazon2014,
uma parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Universidade de
Harvard dos Estados Unidos, que pretende medir o efeito da poluição urbana sobre
o funcionamento da atmosfera natural e do ecossistema analisando os ciclos do
carbono e de vida dos aerossóis e das nuvens. O projeto foi apresentado nesta
segunda-feira (30) no Auditório
Professor Paulo Burheim, na sede da Fundação Amazônica de Defesa da Biosfera
(FDB).
O
projeto surgiu após o convite do pesquisador Scot Martin, da Universidade de
Harvard, convidando o Inpa e outras instituições brasileiras para participar de
uma proposta de estudo para o Departamento de Energia dos Estados Unidos. “O Departamento
de Energia disponibiliza um grande conjunto de equipamentos de medidas
atmosféricas à comunidade científica, e tem equipe própria para instalar esses
equipamentos e fazer as medidas, cujos dados são disponibilizados livremente na
internet. Outros pesquisadores de outros lugares do mundo também poderão
analisar os dados”, explica o pesquisador do Inpa, Antonio Manzi.
O projeto
Green Ocean Amazon 2014 (GoAmazon2014) - Experimento do Oceano Verde Amazônia
2014 - tem por finalidade entender os ciclos de vida dos aerossóis, do carbono
e das nuvens influenciadas pela poluição proveniente de uma grande cidade
tropical e seus efeitos na biosfera e na atmosfera. O projeto pretende
responder o principal questionamento: Qual é o efeito da poluição sobre o
funcionamento da atmosfera natural e do ecossistema e as relações entre
eles?
“O GoAmazon
irá coletar dados que sejam capazes de produzir previsões como o funcionamento
atual dos fluxos de energia, carbono, funcionamentos dos ecossistemas, fluxos
químicos da região amazônica. Vamos
ter a oportunidade de estudar as nuvens com e sem poluição dentro de uma região
tropical, algo inédito, porque a maioria das pesquisas sobre as nuvens foram
desenvolvidas nos Estados Unidos ou na Europa”, explica o pesquisador de Harvard.
Martin
ressaltou ainda que as pesquisas pretendem compreender e quantificar, em
ambiente tropical, as diferenças entre massas de ar puro e massa de ar que
sofreram com ações humanas. “É
ainda objetivo do projeto que o desenvolvimento desta base de conhecimentos
sobre as influências das atividades antrópicas em um ambiente tropical natural
possa ser combinado com o passado e com simulações de mudanças demográficas
para determinar, por meio de modelagem, como invasão das florestas por áreas
urbanas no passado e no futuro afetam o forçamento radiativo, os aspectos do
ciclo hidrológico e a evolução do clima regional e global”, destacou o
pesquisador.
As
instalações dos equipamentos começaram em dezembro de 2011, na Fazenda Agropecuária Exata S/A, localizada no
município de Manacapuru, interior do Amazonas.
Ao todo 11 containers com equipamentos compõem o conjunto de sensores do
projeto que têm previsão de funcionamento completo durante um ano a partir de
primeiro de janeiro de 2014.
O
GoAmazon2014 vai se beneficiar de equipamentos que estão instalados ou em fase
de implementação em outros locais de experimentos do Inpa, como no Observatório
Amazônico com Torre Alta (ATTO), localizado na Reserva de Desenvolvimento
Sustentável do Uatumã – no município de São Sebastião do Uatumã no Amazonas; na
reserva experimental do Inpa e Programa
de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) - ZF2, que disponibilizará
dados de mais de 10 anos de medidas contínuas e que referenciarão o que for
obtido por este projeto no que diz respeito ao clima regional; e outro ponto no
Bosque da Ciência, na sede do Inpa em Manaus (AM), monitorando continuamente a
qualidade do ar.
O
professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Rodrigo Souza, um dos
coordenadores do projeto, ressaltou que o mais importante é que o projeto irá
trazer é formar mão de obra local com pessoas que já estão na região. “O
projeto pretende, principalmente, formar recursos humanos. O projeto Ciências
sem Fronteiras disponibilizou cinco bolsas (duas pelo programa de “Bolsa Sanduíche”
e três de pós-doutorado). Estamos fazendo um esforço para que as pessoas
envolvidas nesse projeto sejam da região para fortalecer outros grupos de
pesquisas locais”, destacou. A UEA participará da formação de recursos humanos
principalmente por meio do programa de pós-graduação de Clima e Ambiente, uma cooperação
entre o Inpa e a Universidade.
Parceiros
Entre as
Instituições parceiras na execução do projeto GoAmazon estão: Inpa/LBA, Fundação
Amazônica de Defesa da Biosfera (FDB), Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam),
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Departamento de Ciência e Tecnologia
Aeroespacial (CTA) e a Universidade de São Paulo (USP).
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Meio ambiente: curso em resíduos sólidos
MMA abre inscrições para orientar prefeituras e governos estaduais na elaboração dos planos de gestão do lixo. Treinamento será feito a distância.
Rafaela Ribeiro, portal do MMA
Estão abertas as inscrições para a terceira turma do curso de ensino a distância para orientar a elaboração de planos estaduais e municipais de gestão de resíduos sólidos. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o ICLEI-Brasil – entidade que reúne 1.200 governos e associações compromissados com o desenvolvimento sustentável - com apoio da Embaixada Britânica ministram o curso para 400 participantes da segunda turma, que teve início no último dia 16. A primeira turma foi considerada piloto e contou com 250 alunos.
No período de inscrições desta segunda turma, a procura foi muito grande. "Tivemos cerca de 800 inscrições e só pudemos oferecer 400 vagas. Por isso priorizamos gestores e técnicos que estão trabalhando diretamente com os planos regionais", explicou o gerente de Projetos do MMA, Saburo Takahashi. Quem não foi contemplado na turma que está em andamento, pode fazer sua inscrição novamente para essa terceira turma que tem previsão de início no dia 20 de agosto. "Além desta, já temos outras duas turmas previstas: uma para setembro e outra para outubro", destacou.
O curso foi traçado com base na estrutura e no conteúdo do Manual de Orientação disponível no portal do MMA no link:
http://www.mma.gov.br/estruturas/253/_publicacao/253_publicacao09042012101719.pdf
MÓDULOS
O diretor de Ambiente Urbano do MMA, Silvano da Costa, explicou que um dos instrumentos mais importantes da Política Nacional de Resíduos Sólidos são os planos. "Esse curso tem a finalidade de apoiar e preparar os gestores para produzirem seus planos e aperfeiçoarem a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos", afirmou.
O curso é dividido em módulos, onde são sugeridos textos e vídeos complementares, bem como atividades e fóruns de discussão para que o aluno conheça e se aprofunde nos principais conceitos para elaboração de qualificado um plano de gestão. "O fórum planos e práticas é um dos mais ricos, pois é o espaço onde os participantes estão trocando experiências e dúvidas sobre a elaboração planos", afirmou Gabriela Alem, coordenadora de Projetos do ICLEI-Brasil.
Os participantes devem se dedicar, em média, dez horas semanais durante um mês. O curso é oferecido por meio de plataforma com acesso restrito aos alunos onde os módulos ficam disponíveis. Cada participante acessa a plataforma e cursa as aulas nos horários que lhe for mais conveniente. Após o início, são 30 dias para finalizar o curso todo.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site: www.eadresiduos.org.br
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia debate mudanças climáticas
25/07/2012 - 20:22
Períodos de seca e enchente, perda de biodiversidade, repiquetes e
capacidade de adaptação das populações tradicionais a variações nas
condições climáticas. Essas e outras questões foram abordadas durante a
mesa-redonda sobre o tema “Ecossistemas de áreas úmidas brasileiras:
vulnerabilidade e perspectivas de uso sustentável”, promovida, nesta
terça-feira (24), pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
(Inpa/MCTI), integra a programação oficial da 64ª Reunião Anual da
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A mesa-redonda contou com as apresentações das pesquisadoras Carolina Joana da Silva, da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat) e Maria Tereza Piedade (Inpa/MCTI), esta que proferiu palestra sobre “as áreas inundáveis amazônicas: características, vulnerabilidade e perspectiva do uso sustentável”.
No início de sua preleção, Maria Tereza falou sobre os ambientes amazônicos e o comportamento do nível das águas ao longo do ano. “Na América do Sul, é estimada uma cobertura de áreas úmidas em torno de 20%, o que ocorre em todos os biomas brasileiros, cada um com suas próprias características”, disse.
Outro aspecto abordado pela pesquisadora do Inpa foi o ritmo de crescimento das árvores nos ambientes alagados, observado por meio da dendocronologia, um estudo que permite aos pesquisadores prever o tempo de desenvolvimento das espécies arbóreas em épocas de seca ou enchente.
Ao revelar que, nos últimos 20 anos, os estudos apontam picos de cheias e secas mais intensas, Maria Tereza destacou um modelo de estudo, que permite antecipar, com dois meses de antecedência, o pico de cheia nos rios na região amazônica, que este ano atingiu mais de 11 mil famílias no Amazonas.
Fonte: Portal do MCTI
terça-feira, 24 de julho de 2012
CPTEC/INPE promove quarta turma do Curso de Calibração de Sensores Meteorológicos
De 6 a 10 de agosto, o
Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do
Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais (INPE), promove a quarta edição do Curso
Prático de
Calibração de Sensores Meteorológicos, em Cachoeira Paulista
(SP).
O objetivo do
curso é introduzir os conceitos da
Metrologia Ambiental, de acordo
com as recomendações e requisitos técnico-científicos das
áreas de Meteorologia
(World Meteorological
Organization - WMO)
e Metrologia (International Organization for
Standardization - ISO),
de forma a capacitar os profissionais dessas áreas a
avaliar o grau de confiabilidade das medições obtidas através
da instrumentação
meteorológica. Conceitos como rastreabilidade, calibração,
verificação e
estimativa da incerteza de medição são indispensáveis para
evidenciar a
qualidade dos dados da pesquisa ambiental.
Ministrado
por
especialistas do CPTEC/INPE, o curso proporciona a disseminação
do conhecimento
de normas, métodos e procedimentos de calibração através de
aulas práticas,
junto aos sistemas de calibração de sensores e medidores de
variáveis
meteorológicas do Laboratório de Instrumentação Meteorológica do
CPTEC.
O curso conta
com apoio da Associação
dos Pesquisadores do
Experimento de Grande Escala da Biosfera - Atmosfera na Amazônia
(APLBA).
A programação
e o link para
as inscrições estão disponíveis no site http://cursos.cptec.inpe.br/calibracao-sensores-meteorologicos-iv/
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