The Fund Managers of the Winton Programme invite applications for up to two Advanced Research Fellowships.
The Winton Advanced Research Fellowship scheme supports outstanding,
ambitious scientists with the potential to become independent research
leaders in their field. It provides substantial support to allow
Fellows to develop new research programmes that expand the range of
research activities within the Department of Physics. Projects that
cross traditional boundaries between physics and other sciences and
engineering disciplines are particularly favoured. A list of current
Fellows and their research interests can be found at http://www.winton.phy.cam.ac.uk/directory/fellows.
Much of the research of the Programme is based in the Maxwell Centre (http://www.maxwell.cam.ac.uk)
that is home to interdisciplinary research on the West Cambridge
Science and Technology Campus. The Centre has state-of-the-art
laboratory space including research facilities as part of the Henry
Royce Institute for Advanced Materials and office space to foster
collaborative research including engaging with industrial partners.
Candidates sought are of the calibre to win permanent posts in
universities at the end of their fellowships. Candidates will normally
have completed at least one post-doctoral appointment at an institution
different to that at which their PhD was obtained. Fellowships will be
of 5 years' duration and will provide salary comparable to junior
university faculty positions (on the scale currently £39,324-£49,772 per
annum) and appropriate support for start-up equipment, graduate
students, travel and laboratory operating expenses. Proposed projects
should be in new areas or take new approaches in established areas
related to research in the broad field of the application of physics to
sustainability.
Applicants should submit curriculum vitae including a list of
publications and the names and addresses of 3 referees; a personal
statement of accomplishments to date (up to 1000 words); an outline
research proposal (up to 1500 words) with a brief account of research
support required (up to 750 words). The research outline should
emphasise the novelty of the research approach, but also set out a clear
plan of activity. Closing date for applications is 20th September
2017.
Those successful at the outline stage will be invited for an interview for which guidance will be provided.
Details of the Winton Programme can be found at http://www.winton.phy.cam.ac.uk/
Fixed-term: The funds for this post are available for 5 years in the first instance.
To apply online for this vacancy, please click on the 'Apply' button
below. This will route you to the University's Web Recruitment System,
where you will need to register an account (if you have not already) and
log in before completing the online application form.
Further information can be obtained by contacting the Winton Programme manager Dr Nalin Patel (nlp28@cam.ac.uk).
Please quote reference KA12724 on your application and in any correspondence about this vacancy.
The University values diversity and is committed to equality of opportunity.
The University has a responsibility to ensure that all employees are eligible to live and work in the UK.
Source/Fonte: http://www.jobs.cam.ac.uk/job/14323/
do Observatório do Clima
09/01/2017
Impacto causado por gases
como o metano e HFCs pode durar 800 anos, mesmo que esses poluentes
permaneçam por poucas décadas na atmosfera, dizem cientistas
norte-americanos.
Estudo publicado nesta segunda-feira (09) no periódico PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, aumenta preocupação com gases de efeito estufa de meia-vida curta e seus efeitos de aquecimento no oceano. A publicação afirma que a permanência no oceano de gases como metano e ozônio, cujos tempos de permanência na atmosfera são de dias a anos, e não de séculos a milênios, como o CO2, contribui para o aumento do nível do mar por um tempo muito maior do que o observado em efeitos atmosféricos.
O aquecimento da atmosfera causado pela emissão de gases-estufa transmite calor para as águas e eleva a temperatura dos oceanos, o que faz a água se expandir, contribuindo para o aumento do nível do mar. O efeito é semelhante ao verificado numa chaleira, onde a água sobe de nível à medida que se aquece.
Por causa da inércia térmica, grandes massas de água demoram a esquentar, especialmente em níveis mais profundos. Isso significa que a água continuará a se expandir e seu nível continuará a aumentar por centenas ou milhares de anos, efeito conhecido por cientistas que estudam emissões de CO2. As possíveis consequências catastróficas já estão no imaginário coletivo da humanidade: inundações, abandono de cidades litorâneas, perdas na agricultura e maior vulnerabilidade a tempestades são alguns dos acompanhantes de um aquecimento desenfreado.
O novo estudo, liderado por Kirsten Zickfeld, da Universidade Burnaby, no Canadá, mostra que os gases que possuem um tempo de permanência mais curto na atmosfera também representam aumento de longo prazo no nível do mar. Um cálculo feito por Burnaby e seus colegas Susan Solomon e Daniel Gilford, ambos do MIT, avaliou um cenário no qual as emissões de metano, ozônio e hidrofluorocarbonos (HFCs) seguem no ritmo atual até 2050 e imediatamente param.
Isso bastaria para causar um aumento do nível do mar de 90 centímetros em 800 anos, apesar da meia vida curta dos gases analisados. Em outro exemplo, o estudo afirma que pelo menos metade do aumento do nível do mar devido à temperatura causado pelas emissões de metano (CH4), o segundo maior causador do aquecimento global depois do CO2, deve permanecer por mais de 200 anos, mesmo que as emissões antropogênicas parem, apesar da meia-vida atmosférica de dez anos desse gás.
“Isso ocorre por causa da enorme inércia do oceano na absorção de calor. Não era uma notícia esperada, pois achava-se que a resposta seria muito mais rápida e que gases de meia vida curta não influenciariam em escalas de tempo tão longas, como a de 800 anos apresentada no estudo”, explica o físico Paulo Artaxo, da USP.
“Ações adotadas para reduzir emissões de gases de vida curta podem mitigar séculos de aumento do nível do mar adicional”, escreveram os autores.
O controle da emissão de gases de baixa meia-vida é uma estratégia recente de mitigação da mudança climática. Alguns países, como o México, têm adotado programas para atacar essas fontes de poluição, justamente por elas serem setoriais, mais fáceis de controlar do que o CO2 a baixo custo, e fazerem diferença na temperatura da atmosfera a curto prazo.
Pelo menos uma família desses poluentes, os CFCs (clorofluorcarbonos) já foram objeto de um banimento bem-sucedido. O Protocolo de Montréal, em 1987, determinou a eliminação desses gases, que causavam a destruição da camada de ozônio. Coincidentemente, a americana Susan Solomon, coautora do novo estudo, teve um papel fundamental nisso: foi ela quem descobriu, nos anos 1980, que as reações dos CFCs que destruíam o ozônio ocorriam em nuvens estratosféricas na Antártida.
O revés dessa medida foi sua substituição pelos HFCs, muito presentes em aparelhos de ar condicionado e geladeiras, que não afetam a camada de ozônio, mas possuem impacto maior sobre o efeito estufa, aprisionando milhares de vezes mais calor do que o dióxido de carbono. No ano passado, em Kigali, Ruanda, foi aprovada uma emenda para o Protocolo que prevê a redução dos HFCs a partir de 2019.
“Ações adotadas para reduzir emissões de gases de vida curta podem mitigar séculos de aumento do nível do mar adicional”, escreveram os autores.



