A estudante neozelandesa Brittany Trilford de 17 anos fez um apelo aos chefes de estado e governo que se reúnem na Rio+20 a partir desta quarta-feira (20) para que a próxima geração tenha um futuro melhor. Visite o UOL Notícias
Neste blog são divulgados tópicos relacionados às questões de clima e ambiente, de interesse científico, tecnológico, educacional ou social. (In this blog we deal with some topics concerning climate and environment, with focus on scientific, technological, educational or social issues).
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Rio+20: Nova geração pede mudanças
A estudante neozelandesa Brittany Trilford de 17 anos fez um apelo aos chefes de estado e governo que se reúnem na Rio+20 a partir desta quarta-feira (20) para que a próxima geração tenha um futuro melhor. Visite o UOL Notícias
terça-feira, 19 de junho de 2012
Sistemas ajudam a monitorar as condições do meio ambiente e seu impacto na saúde
Por: Graça Portela
A Fiocruz oferece à população vários projetos onde podem ser encontrados dados que ajudam a monitorar as condições de meio ambiente local e verificar as implicações dos riscos e/ou problemas em sua saúde. Alguns deles:
Atlas ÁguaBrasil – O Sistema de Avaliação da Qualidade da Água, Saúde e Saneamento (Atlas ÁguaBrasil) faz um monitoramento da qualidade da água usada para consumo humano nos municípios brasileiros. Nele, é possível encontrar um conjunto de indicadores e dados sobre sistemas de saneamento básico e as doenças de veiculação hídrica nos municípios do país. O projeto é uma parceria do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) com a Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM) da Secretária de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde.
Observatório Nacional Clima e Saúde – Projeto do Laboratório de Informação e Saúde, do Icict, em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que reúne dados ambientais, climáticos, epidemiológicos, sócioeconômicos e de saúde pública com o objetivo de facilitar a análise da relação entre clima e saúde. Tem sítios sentinelas em Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Santa Maria (RS), o que permite avaliar nos contextos locais as relações entre as mudanças climáticas e os problemas de saúde. Um exemplo disso é o monitoramento que vem sendo feito desde 2011 das cheias que estão ocorrendo em Manaus e que podem aumentar o número de casos de hepatites, doenças diarréicas, dentre outras.
Sítio Conflito Ambiental – O Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil foi desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz em parceria com a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), com o apoio do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, e mostra um mapeamento dos municípios em conflito ambiental, as populações atingidas, os riscos e impactos ambientais, bem como problemas de saúde relacionados. No sítio,direcionado para a sociedade civil, é possível encontrar 300 casos distribuídos por todo o país, que foram selecionados a partir da relevância socioambiental e sanitária, seriedade e consistência das informações apresentadas em diferentes territórios e populações das cidades, campos, florestas e zonas costeiras.
Veja também Fiocruz discute danos causados pela emissão de gases poluentes
A Fiocruz oferece à população vários projetos onde podem ser encontrados dados que ajudam a monitorar as condições de meio ambiente local e verificar as implicações dos riscos e/ou problemas em sua saúde. Alguns deles:
Atlas ÁguaBrasil – O Sistema de Avaliação da Qualidade da Água, Saúde e Saneamento (Atlas ÁguaBrasil) faz um monitoramento da qualidade da água usada para consumo humano nos municípios brasileiros. Nele, é possível encontrar um conjunto de indicadores e dados sobre sistemas de saneamento básico e as doenças de veiculação hídrica nos municípios do país. O projeto é uma parceria do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) com a Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM) da Secretária de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde.
Observatório Nacional Clima e Saúde – Projeto do Laboratório de Informação e Saúde, do Icict, em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que reúne dados ambientais, climáticos, epidemiológicos, sócioeconômicos e de saúde pública com o objetivo de facilitar a análise da relação entre clima e saúde. Tem sítios sentinelas em Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Santa Maria (RS), o que permite avaliar nos contextos locais as relações entre as mudanças climáticas e os problemas de saúde. Um exemplo disso é o monitoramento que vem sendo feito desde 2011 das cheias que estão ocorrendo em Manaus e que podem aumentar o número de casos de hepatites, doenças diarréicas, dentre outras.
Sítio Conflito Ambiental – O Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil foi desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz em parceria com a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), com o apoio do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, e mostra um mapeamento dos municípios em conflito ambiental, as populações atingidas, os riscos e impactos ambientais, bem como problemas de saúde relacionados. No sítio,direcionado para a sociedade civil, é possível encontrar 300 casos distribuídos por todo o país, que foram selecionados a partir da relevância socioambiental e sanitária, seriedade e consistência das informações apresentadas em diferentes territórios e populações das cidades, campos, florestas e zonas costeiras.
Veja também Fiocruz discute danos causados pela emissão de gases poluentes
Agricultura sustentável
Sustentabilidade agrícola requer abordagem sistêmica
Por Fábio de Castro, do Rio de Janeiro
Agência FAPESP – A agricultura sustentável é um conceito mais complexo do que parece à primeira vista. Se o princípio não for bem compreendido, implementado com uma abordagem sistêmica e gerenciado na escala correta, pode até agravar os impactos ambientais das atividades agrícolas, em vez de reduzi-los.
O alerta foi feito pelo cientista britânico Tim Benton, coordenador do Programa de Segurança Alimentar Global da Universidade de Leeds (Reino Unido), durante o “Forum on Science, Technology and Innovation for Sustainable Development”, realizado no Rio de Janeiro.
De acordo com Benton, o conceito de agricultura sustentável é frequentemente mal construído e, portanto, mal compreendido e mal aplicado.
“É preciso atingir um equilíbrio entre o uso da terra para produção e o uso para a conservação da biodiversidade. Paisagens diferentes têm vocações para diferentes esquemas agroambientais. A agricultura sustentável precisa ser gerenciada de forma sistêmica, na escala da paisagem, não apenas com foco isolado nas fazendas, nem só em escala nacional”, disse à Agência FAPESP.
Segundo Benton, agricultura sustentável é um conceito que todos pensam entender, mas é muito raro que as pessoas – incluindo os gestores – percebam sua verdadeira complexidade. Em primeiro lugar, de acordo com ele, é preciso levar em conta que uma fazenda causa inúmeros impactos cruzados no meio ambiente, por exemplo, na qualidade da água nos corpos d’água, no uso da terra e na biodiversidade.
“Há muitos impactos e, para diminuí-los, é preciso abrir mão de algum ganho. A atividade agrícola de baixo carbono, para produzir o mesmo rendimento da agricultura tradicional, tipicamente vai demandar mais terra, para compensar as perdas”, disse.
“Ao usar mais terra, a atividade agrícola terá mais efeito na biodiversidade. A agricultura de baixo carbono pode, no fim da cadeia, causar um grande impacto na biodiversidade. A partir de uma perspectiva mais ampla, não é trivial calcular qual tipo de agricultura é mais sustentável”, afirmou Benton.
Outra questão que dá complexidade à ideia de agricultura sustentável é a escala em que ela é gerenciada. As consequências do gerenciamento de uma gleba de terra não se limitam apenas àquele local, de acordo com o cientista britânico.
“Quando se gerencia uma fazenda, os impactos dessa atividade extrapolam o território em questão. É o que ocorre com os gases de efeito estufa sendo liberados na atmosfera, que têm impacto global. Os impactos na qualidade da água dos córregos e rios podem chegar a uma distância muito longa, causando nitrificação de costas marítimas de pesca a partir da poluição dos cursos d’água no continente”, afirmou.
O quadro fica ainda mais complexo quando se consideram os impactos nos mercados. “Pode-se reduzir o rendimento agrícola em um país por achar que isso é mais sustentável. Mas a demanda continuará a mesma, ou até aumentará ainda mais. Assim, se você reduz o rendimento, alguém, em algum lugar, vai precisar aumentar o rendimento. E isso vem com impactos ambientais negativos”, disse Benton.
Leia mais no link acima da agência de notícias da FAPESP
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Rio+20: USP lança Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade
Agência FAPESP – A Universidade de São Paulo (USP) lançará na
semana que vem, durante a RIO+20, o Programa de Pós-Graduação em
Sustentabilidade.
É o primeiro programa stricto sensu do gênero no Brasil e o primeiro doutorado da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), campus Leste da USP. O curso foi aprovado este ano pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e terá processo seletivo no segundo semestre.
“O programa se propõe a formar profissionais capazes de inserir as ações necessárias à implementação de princípios e práticas de sustentabilidade nas atividades que se referem ao uso e à preservação de recursos naturais pelas sociedades atuais”, disse o professor Marcelo Nolasco, coordenador do programa.
Segundo Nolasco, o programa terá duas abordagens. A abordagem conceitual e teórica tratará de uma nova forma de pensar a utilização de recursos a partir da qual todos os problemas devem buscar soluções que passem por ações e resultados sustentáveis.
“E a abordagem instrumental buscará formar o egresso nas áreas de conhecimento relacionadas às práticas baseadas em sustentabilidade e capacitá-lo a conhecer, desenvolver e aplicar políticas, instrumentos e técnicas consolidados ou novos”, disse.
A proposta do Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade é apoiada em duas linhas de pesquisa: Ciência e Tecnologia Ambiental e Gestão Ambiental.
O Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade da EACH prevê a formação de pesquisadores, mestres e doutores com perfil interdisciplinar e está voltado à construção de conhecimentos teóricos, metodológicos e empíricos necessários para uma agenda da sustentabilidade no Brasil.
Entre os docentes do novo programa estão pesquisadores renomados como Adolpho José Melfi (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e reitor da USP de 2001 a 2005), Jean Paul Metzger (Instituto de Biociências) e Paulo Saldiva (Faculdade de Medicina).
Mais informações sobre o programa: http://each.uspnet.usp.br/sustentabilidade (site será lançado esta semana), sustentabilidade-each@usp.br e (11) 3091-8197
É o primeiro programa stricto sensu do gênero no Brasil e o primeiro doutorado da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), campus Leste da USP. O curso foi aprovado este ano pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e terá processo seletivo no segundo semestre.
“O programa se propõe a formar profissionais capazes de inserir as ações necessárias à implementação de princípios e práticas de sustentabilidade nas atividades que se referem ao uso e à preservação de recursos naturais pelas sociedades atuais”, disse o professor Marcelo Nolasco, coordenador do programa.
Segundo Nolasco, o programa terá duas abordagens. A abordagem conceitual e teórica tratará de uma nova forma de pensar a utilização de recursos a partir da qual todos os problemas devem buscar soluções que passem por ações e resultados sustentáveis.
“E a abordagem instrumental buscará formar o egresso nas áreas de conhecimento relacionadas às práticas baseadas em sustentabilidade e capacitá-lo a conhecer, desenvolver e aplicar políticas, instrumentos e técnicas consolidados ou novos”, disse.
A proposta do Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade é apoiada em duas linhas de pesquisa: Ciência e Tecnologia Ambiental e Gestão Ambiental.
O Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade da EACH prevê a formação de pesquisadores, mestres e doutores com perfil interdisciplinar e está voltado à construção de conhecimentos teóricos, metodológicos e empíricos necessários para uma agenda da sustentabilidade no Brasil.
Entre os docentes do novo programa estão pesquisadores renomados como Adolpho José Melfi (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e reitor da USP de 2001 a 2005), Jean Paul Metzger (Instituto de Biociências) e Paulo Saldiva (Faculdade de Medicina).
Mais informações sobre o programa: http://each.uspnet.usp.br/sustentabilidade (site será lançado esta semana), sustentabilidade-each@usp.br e (11) 3091-8197
sábado, 16 de junho de 2012
Seca no Nordeste brasileiro
O Nordeste tem 1.013 municípios em situação de emergência por causa da
estiagem, segundo levantamento do Ministério da Integração Nacional. Com
isso, são 4 milhões de pessoas afetadas diretamente pela seca na
região. E não há previsão de chuva para o sertão nordestino nos próximos
dias. No litoral, chove desde quarta-feira (13).
“Estamos monitorando a parte leste da região, que vai da Bahia ao Rio
Grande do Norte. A previsão é chuva forte. Volta e meia, a chuva pode
ser moderada. Para o interior, não há previsão”, informou a
meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Odete
Chiesa.
Segundo ela, a temporada de chuvas no interior da Região Nordeste ocorre entre fevereiro e abril, mas, este ano, praticamente não choveu. Geralmente, quando a chuva não vem nessa época, a probabilidade é que não chova mais no restante do ano, informou a meteorologista.
A Bahia é o Estado mais afetado pela seca, com 230 cidades em estado de emergência, uma situação que afeta mais de 500 mil pessoas, de acordo com a Defesa Civil do Estado. A Paraíba tem 197 cidades na mesma situação, seguida do Rio Grande do Norte, com 139.
Quando um Estado ou município está em estado de emergência, além do regime de alerta conduzido pela Defesa Civil, o Poder Público pode contratar serviços e fazer obras sem necessidade de abrir licitação.
O Ministério da Integração Nacional anunciou esta semana que há R$ 2,7 bilhões disponíveis para ações emergenciais de combate à seca, como a contratação de carros-pipa, a instalação de mais de 30 mil cisternas e a recuperação de 2,4 mil poços no âmbito do programa Água para Todos.
A partir de segunda-feira (18), Bahia, Piauí, Pernambuco, Sergipe e Minas Gerais terão acesso ao Bolsa Estiagem, um programa de transferência de renda destinado a minimizar os efeitos da seca sobre a população.
Fonte: Portal UOL
Mais de mil cidades nordestinas estão em estado de emergência por causa da seca
Onde
antes era capim, agora só resta cactos. A criação de animais na Bacia
Leiteira de Alagoas está comprometida por conta da estiagem. A seca
começou a se espalhar novamente pelo Nordeste. Segundo dados das defesas
civis e estaduais, mais de 750 municípios já decretaram situação de
emergência e mais de 4 milhões de pessoas foram afetadas.
Segundo ela, a temporada de chuvas no interior da Região Nordeste ocorre entre fevereiro e abril, mas, este ano, praticamente não choveu. Geralmente, quando a chuva não vem nessa época, a probabilidade é que não chova mais no restante do ano, informou a meteorologista.
A Bahia é o Estado mais afetado pela seca, com 230 cidades em estado de emergência, uma situação que afeta mais de 500 mil pessoas, de acordo com a Defesa Civil do Estado. A Paraíba tem 197 cidades na mesma situação, seguida do Rio Grande do Norte, com 139.
Quando um Estado ou município está em estado de emergência, além do regime de alerta conduzido pela Defesa Civil, o Poder Público pode contratar serviços e fazer obras sem necessidade de abrir licitação.
O Ministério da Integração Nacional anunciou esta semana que há R$ 2,7 bilhões disponíveis para ações emergenciais de combate à seca, como a contratação de carros-pipa, a instalação de mais de 30 mil cisternas e a recuperação de 2,4 mil poços no âmbito do programa Água para Todos.
A partir de segunda-feira (18), Bahia, Piauí, Pernambuco, Sergipe e Minas Gerais terão acesso ao Bolsa Estiagem, um programa de transferência de renda destinado a minimizar os efeitos da seca sobre a população.
Fonte: Portal UOL
sexta-feira, 15 de junho de 2012
'O Aquecimento Global' explica alterações climáticas
Parte da "Série Mais Ciência", "O Aquecimento Global"
examina as mudanças climáticas e apresenta a soluções para diminuir os
efeitos dessas transformações. Escrito por Fred Pearce, jornalista e
autor de "Terra: Ontem e Hoje", o livro traz previsões de pesquisadores, ilustrações, fotos e gráficos coloridos.
Mudança do clima
O clima na maioria dos lugares se tornará mais quente; em alguns, no entanto, a temperatura será mais fria. No Canadá, na Rússia e na Escandinávia, por exemplo, devem ocorrer processos mais rápidos de aquecimento. Isso se deve, em parte, ao feedback positivo causado pelo degelo, que será mais intenso. A boa notícia é que plantações e árvores crescerão melhor. A má é que grande parte das áreas da superfície, da mais quente à mais fria, devem se aquecer mais do que a média. O aquecimento será mais intenso no interior dos continentes, porque a circulação dos oceanos terá influência moderadora sobre as áreas costeiras.
Costa fria
Os oceanos vão retirar o calor da superfície nas áreas costeiras ou, pelo menos, daquelas que restarem depois que o nível dos mares subir
O quente fica mais quente
Algumas das regiões mais quentes devem sofrer algumas das maiores elevações de temperatura. Grande parte da Ásia do oeste da China até a Arábia Saudita, que regularmente enfrenta temperaturas acima de 40ºC, deve sofrer elevações de 7ºC até o ano 2100. O norte da África e o sul da Europa também devem passar por grande aquecimento. Países com forte influência do mar e clima equilibrado hoje como Irlanda, Nova Zelândia e Chile sofrerão menores mudanças. Outras tendências no planeta, muitas já evidentes, apontam aquecimento maior à noite durante o inverno. Isso sugere menos neve e mais chuva, além de estações de cultivo sem geadas prolongadas nas latitudes medianas.
Europa resfriada
A Corrente do Golfo, parte de um sistema de circulação do oceano no Atlântico Norte, é movida pela formação de gelo no Ártico. Banha o oeste da Europa com águas quentes, especialmente no inverno, e mantém as temperaturas mais altas do que em outros pontos da mesma latitude. Cientistas do Instituto para Pesquisa do Impacto Climático em Potsdam, na Alemanha, prevêem o possível colapso da Corrente do Golfo por causa do aquecimento global. Como resultado, boa parte da Europa irá esfriar.
Fluxo de água quente
A imagem do oceano mostra que a água congelada deixa para trás água salina densa, que desce até o fundo e abre espaço para um fluxo de água quente dos trópicos
Mudanças de rota
Estudos científicos revelam que menos gelo irá se formar por causa do aquecimento do mundo. Essa previsão, associada ao maior fluxo de água doce no Ártico, poderia encerrar o mecanismo de formação de água profunda, que cria a Corrente do Golfo. No início de 2001, pesquisas norueguesas forneceram evidências de que as correntes da região na direção norte diminuíram em 20% desde 1950.
Diferenças na hidrologia
A temperatura não será a única mudança no próximo século. Em muitos lugares, haverá alterações no ciclo hidrológico a circulação de água entre o mar, a atmosfera e a superfície da Terra e, portanto, nos padrões de chuva, enchentes e seca, no fluxo dos rios e na vegetação.
A água irá desaparecer de lugares onde é esperada e necessária e reaparecerá onde é inesperada, ou simplesmente se tornar imprevisível. Como o aquecimento torna a atmosfera mais energética, as taxas de evaporação e formação de nuvens e tempestades deverão aumentar, embora os efeitos dessas mudanças possam variar conforme a localização.
Nem uma gota
A falta de chuva está esvaziando as torneiras e os canais de irrigação do norte da África e Ásia Central até o sul da Europa
Mais seca
A maior evaporação poderá secar o interior dos continentes durante o próximo século. Desertos irão aumentar; oásis, morrer; e fluxo de rios, diminuir, algumas vezes com resultados catastróficos. Ninguém pode prever com precisão o futuro dos rios, mas um estudo sugere declínio de 40% no fluxo do rio Indo, a única fonte de água do Paquistão e um dos maiores sistemas de irrigação do mundo. A mesma pesquisa estima perda de 30% no fluxo do rio Niger, que banha cinco países áridos no oeste da África, e queda de 10% no Nilo, a água vital do Egito e do Sudão.
A Ásia Central pode esperar declínio ainda mais drástico nos rios que escoam no mar de Aral, que já está virtualmente secando por causa da irrigação. Outros mares em risco incluem o Cáspio, o Grande Lago Salgado, nos Estados Unidos, e os lagos Chade, Tanganica e Malauí, na África. Modelos climáticos indicam também a probabilidade de ocorrer mais secas na Europa, na América do Norte, no centro e no oeste da Austrália. Alguns rios australianos poderiam perder metade de seu fluxo, enquanto o outback (sertão australiano) se tornaria mais seco.
Atualmente, 1,7 bilhão de pessoas vive em países que os hidrologistas descrevem como sob estresse hídrico, porque usam mais de 1/5 de toda a água teoricamente disponível. Estima-se que esse número irá subir para 5 bilhões em 2025. Esse cenário aumenta o espectro da guerra pela obtenção de água. Os países lutariam para controlar o mais precioso de todos os recursos.
Fonte: Portal Folha
| No livro, Fred Pearce alerta sobre os perigos das mudanças climáticas |
O clima na maioria dos lugares se tornará mais quente; em alguns, no entanto, a temperatura será mais fria. No Canadá, na Rússia e na Escandinávia, por exemplo, devem ocorrer processos mais rápidos de aquecimento. Isso se deve, em parte, ao feedback positivo causado pelo degelo, que será mais intenso. A boa notícia é que plantações e árvores crescerão melhor. A má é que grande parte das áreas da superfície, da mais quente à mais fria, devem se aquecer mais do que a média. O aquecimento será mais intenso no interior dos continentes, porque a circulação dos oceanos terá influência moderadora sobre as áreas costeiras.
Costa fria
Os oceanos vão retirar o calor da superfície nas áreas costeiras ou, pelo menos, daquelas que restarem depois que o nível dos mares subir
O quente fica mais quente
Algumas das regiões mais quentes devem sofrer algumas das maiores elevações de temperatura. Grande parte da Ásia do oeste da China até a Arábia Saudita, que regularmente enfrenta temperaturas acima de 40ºC, deve sofrer elevações de 7ºC até o ano 2100. O norte da África e o sul da Europa também devem passar por grande aquecimento. Países com forte influência do mar e clima equilibrado hoje como Irlanda, Nova Zelândia e Chile sofrerão menores mudanças. Outras tendências no planeta, muitas já evidentes, apontam aquecimento maior à noite durante o inverno. Isso sugere menos neve e mais chuva, além de estações de cultivo sem geadas prolongadas nas latitudes medianas.
Europa resfriada
A Corrente do Golfo, parte de um sistema de circulação do oceano no Atlântico Norte, é movida pela formação de gelo no Ártico. Banha o oeste da Europa com águas quentes, especialmente no inverno, e mantém as temperaturas mais altas do que em outros pontos da mesma latitude. Cientistas do Instituto para Pesquisa do Impacto Climático em Potsdam, na Alemanha, prevêem o possível colapso da Corrente do Golfo por causa do aquecimento global. Como resultado, boa parte da Europa irá esfriar.
Fluxo de água quente
A imagem do oceano mostra que a água congelada deixa para trás água salina densa, que desce até o fundo e abre espaço para um fluxo de água quente dos trópicos
Mudanças de rota
Estudos científicos revelam que menos gelo irá se formar por causa do aquecimento do mundo. Essa previsão, associada ao maior fluxo de água doce no Ártico, poderia encerrar o mecanismo de formação de água profunda, que cria a Corrente do Golfo. No início de 2001, pesquisas norueguesas forneceram evidências de que as correntes da região na direção norte diminuíram em 20% desde 1950.
Diferenças na hidrologia
A temperatura não será a única mudança no próximo século. Em muitos lugares, haverá alterações no ciclo hidrológico a circulação de água entre o mar, a atmosfera e a superfície da Terra e, portanto, nos padrões de chuva, enchentes e seca, no fluxo dos rios e na vegetação.
A água irá desaparecer de lugares onde é esperada e necessária e reaparecerá onde é inesperada, ou simplesmente se tornar imprevisível. Como o aquecimento torna a atmosfera mais energética, as taxas de evaporação e formação de nuvens e tempestades deverão aumentar, embora os efeitos dessas mudanças possam variar conforme a localização.
Nem uma gota
A falta de chuva está esvaziando as torneiras e os canais de irrigação do norte da África e Ásia Central até o sul da Europa
Mais seca
A maior evaporação poderá secar o interior dos continentes durante o próximo século. Desertos irão aumentar; oásis, morrer; e fluxo de rios, diminuir, algumas vezes com resultados catastróficos. Ninguém pode prever com precisão o futuro dos rios, mas um estudo sugere declínio de 40% no fluxo do rio Indo, a única fonte de água do Paquistão e um dos maiores sistemas de irrigação do mundo. A mesma pesquisa estima perda de 30% no fluxo do rio Niger, que banha cinco países áridos no oeste da África, e queda de 10% no Nilo, a água vital do Egito e do Sudão.
A Ásia Central pode esperar declínio ainda mais drástico nos rios que escoam no mar de Aral, que já está virtualmente secando por causa da irrigação. Outros mares em risco incluem o Cáspio, o Grande Lago Salgado, nos Estados Unidos, e os lagos Chade, Tanganica e Malauí, na África. Modelos climáticos indicam também a probabilidade de ocorrer mais secas na Europa, na América do Norte, no centro e no oeste da Austrália. Alguns rios australianos poderiam perder metade de seu fluxo, enquanto o outback (sertão australiano) se tornaria mais seco.
Atualmente, 1,7 bilhão de pessoas vive em países que os hidrologistas descrevem como sob estresse hídrico, porque usam mais de 1/5 de toda a água teoricamente disponível. Estima-se que esse número irá subir para 5 bilhões em 2025. Esse cenário aumenta o espectro da guerra pela obtenção de água. Os países lutariam para controlar o mais precioso de todos os recursos.
Fonte: Portal Folha
Aprovada verba para reconstruir base na Antártica
15 Jun 2012 15:54:00 +0000
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (13) a medida provisória
(MP) que concede crédito extraordinário de R$ 40 milhões ao Ministério
da Defesa para remoção dos escombros da Estação Antártica Comandante
Ferraz, destruída por um incêndio em 25 de fevereiro último. A matéria
será analisada ainda pelo Senado.
O fogo começou na praça de
máquinas, local em que ficavam os geradores de energia. No incidente,
morreram o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o sargento
Roberto Lopes dos Santos, ambos da Marinha. Eles participavam do grupo
de apoio que tentava apagar o incêndio.
A Estação abrigava, além
de militares, pesquisadores que estudam os efeitos das mudanças
climáticas no continente e as consequências para o planeta, além de
pesquisas sobre a vida marinha e a atmosfera. Os trabalhos são
financiados por bolsas concedidas pelo Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI).
ONG fundada por Gorbachev lança declaração sobre mudanças climáticas na Rio+20
A organização não governamental Climate Change Task Force
– CCTC - (Força-Tarefa contra Mudanças Climáticas) promove um painel
nesta segunda-feira, 18/6, das 14h às 17h, no Armazém 3 do Píer Mauá, no
espaço montado pela FINEP
para a Rio+20. Na ocasião, será lançado um documento com relatório de
estudos e ações recomendadas contra as mudanças climáticas. Esta será a primeira declaração lançada pelo CCTC sobre a luta para enfrentar a urgência deste tema. O evento é aberto ao público.
O CCTC foi idealizado por Mikhail Gorbachev, ex-presidente da antiga URSS e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, e é composto por cientistas, economistas, atuais e ex-chefes de Estado, ganhadores do Prêmio Nobel, bem como especialistas em clima e desenvolvimento sustentável. Gorbachev fará um depoimento exclusivo em vídeo durante o painel, que conta com a participação de convidados de diversos países.
Fonte: Portal FINEP
O CCTC foi idealizado por Mikhail Gorbachev, ex-presidente da antiga URSS e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, e é composto por cientistas, economistas, atuais e ex-chefes de Estado, ganhadores do Prêmio Nobel, bem como especialistas em clima e desenvolvimento sustentável. Gorbachev fará um depoimento exclusivo em vídeo durante o painel, que conta com a participação de convidados de diversos países.
Fonte: Portal FINEP
Finep anuncia R$ 2 bilhões para produtos e processos inovadores
15/06/2012 - 11:01
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) vai aplicar R$ 2
bilhões no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores
ligados ao conceito de sustentabilidade e que integrem aspectos sociais,
ambientais e econômicos. O lançamento será feito nesta sexta-feira (15)
pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e
pelo presidente da Finep, Glauco Arbix, no Armazém 3 do Píer Mauá,
centro da cidade do Rio de Janeiro. Do valor disponibilizado, R$ 1,5 bilhão se destinam a propostas recebidas em fluxo contínuo para crédito a empresas. Outros R$ 500 milhões vão apoiar institutos de ciência e tecnologia (ICTs) e para empresas com projetos selecionados em editais. As instituições que contraírem os créditos vão arcar com uma taxas fixa anual de 4% ao ano, prazos de carência de até 36 meses e prazos de amortização de até 120 meses. A participação da Finep no valor total do projeto deverá ser de até 90%.
A intenção é combinar diferentes competências, fontes de recursos e instrumentos financeiros, com prioridade para os setores de biomassa e energias renováveis; smart grid e veículos elétricos/híbridos; mudanças climáticas; materiais, construções e mobilidade urbana; resíduos sólidos, biodiversidade e preservação de ecossistemas; e tecnologias sociais.
Fonte: Portal do MCTI - leia mais, aqui.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Mudanças Climáticas é tema de mesa redonda
Rio+20
por asin
Na próxima sexta-feira (15), acontece no Rio de Janeiro a
mesa redonda “Rio+20: o Brasil no cenário mundial de mitigação das
Mudanças Climáticas”. O evento é promovido pelo Fórum Brasileiro de
Mudanças Climáticas e contará com a presença da ministra de Meio
Ambiente, Izabella Teixeira.
A mesa redonda será realizada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e
começa às 15 horas. Os debates serão divididos em dois painéis seguidos
(1) “O Mundo Age e Reage” e (2) “O Brasil Distinto Diferente”.
Local: Solar da Imperatriz – Jardim Botânico do Rio de Janeiro (acesso pela Rua Pacheco Leão nº 2040, Horto)
Mais informações para imprensa:
Alethea Muniz (61)9972-3703
Camilla Valadares (61)9228-8704
Alethea Muniz (61)9972-3703
Camilla Valadares (61)9228-8704
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