sexta-feira, 10 de julho de 2015

Chinese air pollution may have exacerbated flooding

Science: In July 2013 Sichuan Province in China experienced the worst flooding in 50 years. Some 200 people were killed; another 300 000 were displaced; and many homes, factories, and bridges were destroyed. Because the Sichuan basin is known for its high level of air pollution, researchers decided to investigate what effect, if any, that may have had on the severity of the event. Jiwen Fan of Pacific Northwest National Laboratory in Richland, Washington, and her colleagues developed two weather system models: one that included the heavy pollution of the present day and one with no pollution. They found that in the dirty-air model, the thick blanket of smoke absorbed much of the sunlight, which kept the ground cooler and suppressed rainfall. As night approached, the moist air mass shifted toward the mountains lining the basin, which triggered the rain to fall—much more heavily and over a shorter period of time than it would have done over the basin. It was the combination of geography and pollution that made the floods so much more severe, Fan says, and those effects need to be taken into account in weather forecasting. The researchers' findings have been published in Geophysical Research Letters.

Senado aprova política de combate à desertificação

Objetivo do projeto (PLS 70/2007) é promover ações preventivas na região semiárida, suscetível à desertificação, para evitar práticas que resultem na degradação da terra


Em votação simbólica nesta quarta-feira (8), o Plenário do Senado aprovou a proposta que cria a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. A matéria segue para sanção presidencial.
Conforme o relator na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), senador Otto Alencar (PSD-BA), o objetivo do projeto (PLS 70/2007) é promover ações preventivas na região semiárida, suscetível à desertificação, para evitar práticas que resultem na degradação da terra.
O parlamentar explica que já existe resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelecendo uma política de controle da desertificação, mas as soluções para o problema demandam a criação de lei específica sobre o tema, em sua avaliação.
O texto aprovado é um substitutivo da Câmara dos Deputados ao PLS 70/2007, do ex-senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que estabelece princípios e objetivos da política e autoriza o Executivo a criar a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD). Essa instância será responsável por implementar ações e articular as iniciativas de órgãos federais, estaduais e municipais.
Conforme Otto Alencar, as áreas passíveis de desertificação no Brasil somam cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados, em oito estados do Nordeste e em municípios do norte de Minas Gerais. Nessa região semiárida, diz ele, vivem cerca de 23 milhões de habitantes, em mais de mil municípios.
– É a maior população do mundo concentrada em uma região semiárida. É também uma região com extrema pobreza, em que mais de 50% da população dependem de programas sociais governamentais e da sociedade civil – completou o senador.
Para evitar a desertificação, afirma Otto Alencar, são necessárias ações que permitam, por exemplo, coibir práticas agrícolas inadequadas, que contribuam para a ocorrência e o agravamento do fenômeno.
– No caso brasileiro, as secas são fenômenos recorrentes, específicos da região semiárida, fazendo-se necessário um conjunto de ações permanentes para seu enfrentamento. Ao mesmo tempo, alguns cenários de mudança do clima incluem o agravamento da escassez hídrica nessa região – observou o parlamentar
Agência Senado - via Jornal de Ciência Online

TeachingClimate? Following Raindrops - the Water Cycle

? This video looks at the effects of on the water cycle:

Following Raindrops

 "This video examines how scientists learn about the effects of climate change on the water cycle and what those effects might mean for our planet.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Evolutionary History of Atmospheric CO2

Evolutionary History of Atmospheric CO2 during the Late Cenozoic from Fossilized Metasequoia Needles

An interesting paper by Yuqing Wang, Arata Momohara, Li Wang, Julie Lebreton-Anberrée, and Zhekun Zhou on how CO2 concentration may be coupled to mean temperature.
Published: July 8, 2015
DOI: 10.1371/journal.pone.0130941
The paper Abstract:

"The change in ancient atmospheric CO2 concentrations provides important clues for understanding the relationship between the atmospheric CO2 concentration and global temperature. However, the lack of CO2 evolution curves estimated from a single terrestrial proxy prevents the understanding of climatic and environmental impacts due to variations in data. Thus, based on the stomatal index of fossilized Metasequoia needles, we reconstructed a history of atmospheric CO2 concentrations from middle Miocene to late Early Pleistocene when the climate changed dramatically. According to this research, atmospheric CO2 concentration was stabile around 330–350 ppmv in the middle and late Miocene, then it decreased to 278–284 ppmv during the Late Pliocene and to 277–279 ppmv during the Early Pleistocene, which was almost the same range as in preindustrial time. According to former research, this is a time when global temperature decreased sharply. Our results also indicated that from middle Miocene to Pleistocene, global CO2 level decreased by more than 50 ppmv, which may suggest that CO2 decrease and temperature decrease are coupled."

From PLOS ONE.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Aquecimento é comparado a ameaça nuclear

Em encontro anual na Alemanha, ganhadores de prêmios Nobel em ciência pedem acordo decisivo na conferência de Paris e esforço conjunto para evitar ‘tragédia humana por atacado’

por CÍNTYA FEITOSA (Observatório do Clima)

Quase 40 vencedores de prêmios Nobel recomendam que os governos ajam imediatamente para reduzir emissões de gases de efeito estufa e minimizar os riscos das mudanças climáticas. Os cientistas, participantes da reunião anual de laureados com o Nobel  em Mainau, na Alemanha, compararam os riscos das mudanças no clima à ameaça das armas nucleares. “Há quase 60 anos, aqui em Mainau, uma reunião semelhante de laureados com o Nobel de ciência lançou uma declaração sobre os perigos inerentes à então recém-desenvolvida tecnologia das armas nucleares. Até agora, temos evitado a guerra nuclear, embora a ameaça seja permanente. Acreditamos que nosso mundo hoje enfrenta outra ameaça de magnitude comparável”, diz a declaração, assinada por 36 dos 65 participantes do encontro.
O documento ressalta a importância de os governos agirem imediatamente e firmar um acordo decisivo em Paris, em dezembro deste ano, com o esforço conjunto de todas as nações, desenvolvidas ou em desenvolvimento. “A omissão sujeitará as futuras gerações da humanidade ao risco inconcebível e inaceitável”, diz o texto. A declaração cita a responsabilidade dos cientistas quanto à questão, uma vez que o progresso da ciência também gerou aumento do consumo de recursos naturais. “Se não for controlada, a demanda crescente por alimentos, água e energia acabará por superar a capacidade da Terra para satisfazer as necessidades da humanidade, e vai levar a tragédia humana por atacado.”
Os cientistas também alertaram para a necessidade de ação urgente em relação às populações mais vulneráveis a eventos extremos, em especial países e comunidades pobres do planeta. David Gross, Nobel de Física em 2004, um dos porta-vozes da declaração, relatou sua recente experiência em Ladakh, na Ásia. “São comunidades frágeis, muito dependentes dos rios que brotam das geleiras do Himalaia, e eles são os que sofrem em primeiro lugar.” O físico também aponta o risco de conflitos motivados pelos eventos extremos e escassez de recursos.
A declaração reafirma a importância das conclusões do IPCC, embora ainda aja incerteza entre alguns cientistas sobre as consequências das mudanças no clima. “Apesar de não ser perfeito, acreditamos que os esforços que levaram ao relatório representam a melhor fonte de informações sobre o estado atual do conhecimento sobre as mudanças climáticas”, diz a declaração. “Nós não falamos como especialistas na área, mas como um grupo diverso de cientistas que têm um profundo respeito e compreensão da integridade do processo científico.”
Sobre as dúvidas acerca da ciência do clima, o Nobel de medicina Peter Doherty separa ceticismo de negação. “Se você é cético, conversa com outros pesquisadores, olha para os dados. Se está em negação, simplesmente rejeita tudo o que é publicado.” Em uma crítica aos céticos do clima nos Estados Unidos, em especial aos políticos que advogam contra a causa no país, Steven Chu, Nobel de Física e ex-secretário de Energia dos EUA, argumenta que os satélites mostram claramente a diminuição das geleiras em todo o mundo. “Mas há pessoas no Congresso que não querem olhar para imagens de satélite. Isso é o que eu chamo de negação.”

Nuvens: " O que é, o que é? Às vezes cabeleira, à vezes andorinha!"

por Josélia Pegorim via ClimaTempo
 
As nuvens que passavam sobre a Grande São Paulo no fim da tarde da segunda-feira, 6 de julho, despertou a atenção e fez muita gente olhar para o céu, com encantamento e curiosidade.
Não teve chuva e nem trovão. Elas se esticavam pelo céu por todos os lados, como que espreguiçando o corpo esguio e muito branco.

          Céu de São Paulo (SP) no fim da tarde de 06-07-2015 por Antonio Prando Filho

Que nuvens eram aquelas?
Eram as nuvens cirrus. Em Meteorologia dividimos as nuvens em três tipos básicos, conforme a altitude de formação de sua base, a parte inferior da nuvem. Assim, elas podem ser nuvens altas, médias e baixas.

           São Paulo (SP) cirrus na tarde de 06-07-2015 por Marcelo Pinheiro

As nuvens cirrus são nuvens altas. Elas se formam acima de 6000 metros da superfície. A base das nuvens médias fica entre 2000 e 6000 metros e as nuvens baixas têm base até 2000 metros.
As nuvens cirrus sempre são finas, brancas, em forma de fibras, de filamentos.

          São Paulo (SP) cirrus no fim da tarde de 06-07-2015 por Thais

Às vezes parecem um fino véu: é a cirrustratos. Quando ela está presente no céu, mesmo entre outras nuvens, pode acontecer um fenômeno especial.
As nuvens altas, como o cirrus, se formam em uma região da atmosfera onde a quantidade de vapor de água é muito pequena. Assim, não há vapor suficiente para formar gotas de água.

                              Halo solar em Itiruçu (BA), 01-11-2013, por Ed Santo

A temperatura é abaixo de zero na altitude onde estão as nuvens altas. Dentro delas há pequeninos cristais de gelo. Algumas vezes, estes cristaiszinhos que estão na nuvem cirrustratos estão numa posição especial. Então, quando a luz do sol bate nele, surge o halo solar. Se for noite de lua cheia e tiver cirrustratos no céu, pode aparecer o halo lunar.
O halo solar (ou lunar) parece um arco-íris ao redor do sol.

Outras vezes os cirrus assume o formato de ganchos de anzol, às vezes penas de algum pássaro. Podem parecer até um bando de andorinhas!


                  A "nuvem andorinha" no céu de São Paulo (SP), 30-01-2014, por Jo Pegorim

 Os cirrus de São Paulo no fim da tarde de 6 de julho de 2015 pareciam cabeleiras brancas desgrenhadas e também filamentos ou algodão esgarçado.

             São Paulo (SP) cirrus no fim da tarde de 06-07-2015 por José Antonio

São os fortes ventos que sopram nas altitudes elevadas onde se formam os cirrus que dão estas nuvens o formado "esticado", "esgarçado", de "algodão esgarçado".
Os cirrus estão também na parte mais elevada, no topo da temida nuvem cumulonimbus, a Cb, que provoca tempestades com raios e trovões.

                     Bigorna de Cb em Uberlândia (MG) no fim da tarde de 07-12- 2013, por Zuleika

Veja como os satélites meteorológicos fotografaram as nuvens cirrus passando sobre São Paulo na tarde de 6 de julho de 2015.

As setas indicam nuvens cirrus que aparecem em vários formatos e em diferentes espessuras.

Certas nuvens são raras! Conheça algumas.

Os 10 tipos básicos de nuvens

terça-feira, 7 de julho de 2015

Dois mil cientistas em Paris discutem soluções para mudança climática

Encontro vai atualizar situação da pesquisa climática.
Cúpula ocorre antes da COP 21, que criará acordo contra aquecimento global


Cientistas de uma centena de países estão reunidos em Paris para participar a partir desta terça-feira (7) de um encontro que discute como combater as mudanças climáticas, no âmbito de uma conferência intitulada "Nosso futuro comum sob as alterações climáticas".
A cinco meses da conferência de Paris, onde se reunirão representantes dos 195 Estados envolvidos na busca de um acordo global da ONU para limitar o aquecimento global, mais de 2.000 especialistas divulgarão uma atualização sobre a situação da pesquisa climática.
Ao todo, cerca de 160 sessões e painéis serão organizados na Unesco e no campus da universidade de Jussieu.
As discussões serão encerradas na sexta-feira à tarde pelo diretor interino do IPCC, o sudanês Ismail El Gizuli, os dois presidentes das negociações climáticas da ONU, o americano Daniel Reifsnyder e o argelino Ahmed Djoghlaf, e também com a participação do ministro francês das Relações Exteriores, Luarent Fabius, que será o presidente da COP em Paris.
A comunidade internacional estabeleceu como objetivo limitar em 2°C o aumento do termômetro do aquecimento global, cujo fracasso implicaria impactos graves e irreversíveis segundo os pesquisadores.

Matéria completa com ilustrações no G1 Natureza.

No plan B if Paris climate summit ends in failure, says EU climate chief

Exclusive: Miguel Cañete urges world leaders to force their ministers to agree a deal

There is “no plan B” if the Paris climate conference ends in failure, Europe’s climate chief has warned, urging world leaders to intervene to force their ministers to agree a landmark deal this December.
In an exclusive interview with the Guardian, Miguel Cañete, commissioner for climate action, said he was very concerned about the lack of negotiating time remaining before the conference.
Cañete, who will lead the EU’s 28 member states in the talks, said that if governments did not reach agreement, there was “no plan B – nothing to follow. This is not just ongoing UN discussions. Paris is final.”

Read more @ The Guardian

sábado, 4 de julho de 2015

Ban Ki-moon: #ClimateChange agreement in Paris will not be an end point; it must be a turning point

Secretary-General's remarks at Opening of the General Assembly High-Level Event on Climate Change

New York, 29 June 2015 

I thank the President of the General Assembly for his leadership, and for organizing this timely and important high-level event.
Our journey towards bold climate action is at a critical moment.
Five months from tomorrow, COP21 will open in Paris.
Today, we have come together to take stock of what we have pledged, what we have delivered, and what else we must do to ensure that world leaders and their governments adopt an ambitious, universal agreement in December, in Paris.
Today I would like to share my thoughts on what I hope to see in that agreement, and on how I plan to support this process.
In many ways, the stars are aligned as never before.
The world’s two biggest emitters of greenhouse gases have announced ambitious climate actions and are showing leadership based on mutual respect and collaboration. Other major economies in the G7 and G20 have announced their intention to act.
Since 2009, the number of national climate laws and policies has nearly doubled, with three-quarters of the world’s annual emissions now covered by national targets.
The world’s three biggest economies – China, the European Union and the United States -- have placed their bets on low-carbon, climate-resilient growth.
The price of renewable energy sources is falling dramatically, and in some places has reached price parity with fossil fuels. The world is now using more renewable electric power each year.
Investors and insurers are starting to integrate climate risk into their decision-making. A growing number of CEOs, including a select few from the oil and gas sector, are revamping their energy systems, strengthening resilience and calling for a price on carbon.
Citizens, civil society and faith leaders, most recently His Holiness Pope Francis, are demanding action and reminding us of the moral imperative to protect the vulnerable and care for our common home.
I take this opportunity particularly to thank His Holiness Pope Francis for his adding his spiritual and moral strength.  And I also thank Cardinal Turkson who has been working very hard, and I thank him very much.
These efforts demonstrate that the world is hungry for – and capable of – serious steps that can meet the climate challenge.
However, the pace of the UNFCCC negotiations is far too slow. It’s like snails, moving [at] snail’s pace. The key political issues are still on the table. With only ten days left, negotiating days, I really count on leaders, Presidents, Prime Ministers and Ministers to exercise their political direction so that this negotiation will move much faster.
Now is when true leadership is needed from the highest levels. Heads of State and Government must give clear guidance to their ministers and negotiators so that they take personal responsibility for the outcome in Paris. The success or failure of the world’s first truly global climate agreement will happen on their watch.
As science is telling us loud and clear, we have only a few short years in which to do what is needed to have a reasonable chance of staying within the internationally agreed temperature rise threshold of 2 degrees.
If we fail, we will condemn our children and grandchildren to a future of climate chaos.
If we succeed, we can set the world on course for greater stability, better health and stronger economies that benefit all.
Alongside the current COP Presidency of Peru and the incoming COP Presidency of France, I will be engaging with leaders on a regular basis.
All countries can and must be part of the solution.
With that in mind, allow me to highlight what I believe a meaningful agreement could include.
First, it must provide a strong signal to governments and markets that the world is committed to building a low-carbon future, and that there is no going back.
Second, an agreement must be durable so that it provides the private sector with the predictability and policy frameworks it needs to invest in clean energy and climate-resilient approaches.
Third, it must be flexible so that it can incentivize and incorporate more ambitious, science- based nationally determined targets over time.
I applaud those countries that have submitted their INDCs, and I urge others to follow suit as soon as possible.
Those INDCs currently on offer provide a floor, not a ceiling for ambition, and are critical for building momentum and trust. However, it is already clear that these INDCs will not be sufficient to place us on a less-than-2-degree pathway.  An agreement must therefore enable countries to regularly review progress towards this goal, and encourage more ambitious, nationally determined targets to meet it.
Fourth, an agreement must uphold the principle of equity, support the adaptation needs of developing countries, and demonstrate solidarity with the poorest and most vulnerable countries through a focused package of assistance.
Fifth, a new agreement must have clear mechanisms for measuring, monitoring and reporting progress in a transparent manner on a full range of actions.
Sixth, credible climate financing is essential.
I strongly urge developed countries to provide a politically credible trajectory for mobilizing $100 billion per year by 2020 to support developing countries in curbing emissions and strengthening their resilience.
It is imperative that developed countries provide greater clarity on the public finance component of the $100 billion before Paris, as well as on how they will engage private finance.  I will proactively engage with leaders from both the global north and south to make sure this goal is met and is considered credible by all.
An agreement must also acknowledge the need for long-term, very significant financing beyond 2020. I welcome the recent announcement by Germany to double its climate finance support by 2020, and encourage other developed countries to follow this example.
The Green Climate Fund must also be up and running, with funds that can be disbursed before Paris.
Taken in sum, this finance package should build trust and help unlock the additional trillions in financing needed to build low carbon, climate resilient economies.
Alongside an agreement, I will continue to work with the COP Presidents and the UNFCCC Executive Secretary to advance the Lima Paris Action Agenda.
This Action Agenda builds on the many successful partnerships that were showcased at last year’s Climate Summit.  Public, private and civil society partners are achieving real results on the ground – and in the atmosphere.
The Action Agenda is not a substitute for an ambitious agreement, but a complement to it. It is also fully consistent with the Sustainable Development Goals by providing solutions at all levels, from the local to the global, on transport, cities, and energy, among others.
Let us always remember that climate change and sustainable development are two sides of the same coin. The two agendas are mutually reinforcing: progress on one benefits the other, from food security to health, from energy security to water and the full scope of human need and endeavour. Development cannot be sustainable if it does not address the challenge of climate change.
As we move from Addis to New York to Paris this year, I will meet with and convene all actors, public and private, needed to support a comprehensive sustainable development agenda.  I pledge to you that I will spare no effort to ensure that the world leaders who are responsible for an ambitious agreement in Paris -- and the financing needed to implement it -- are directly engaged.
I encourage you to quicken the pace and raise your ambition as the December conference draws near.
A climate change agreement in Paris will not be the end point, but it must be a turning point in how the world collectively responds to the defining challenge of our time.
Thank you for your leadership and commitment.  Let’s work together to make this world better.

Municípios do RN precisam se adaptar as mudanças climáticas

Por Silvio Andrade  -  Novo Jornal

A redução dos impactos causados pelas mudanças climáticas no planeta será possível com a implantação de projetos estratégicos utilizando ecossistemas autossustentáveis em substituição às obras de infraestrutura adotadas na maioria das cidades brasileiras, incluindo Natal.

O coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, André Rocha Ferretti, que participou do Fórum das Capitais Brasileiras (CB27) - Disseminação de Boas Práticas Sustentáveis, entre quarta-feira (1) até ontem no Parque da Cidade, em Natal, falou ao NOVO Jornal sobre novas práticas na gestão ambiental.

No evento, André Rocha Ferretti apresentou os temas “Adaptação das mudanças climáticas baseada em ecossistemas”, uma novidade no manejo ambiental e restauração de áreas degradadas, e “Pagamento de serviços ambientais”.

Sobre adaptação baseada em ecossistemas, ele ressaltou que as mudanças climáticas afetam a vida das pessoas com eventos extremos cada vez mais intensos e frequentes, como secas, enchentes e tempestades.

“Tudo isso tem afetado a todos. Tem que se trabalhar com a mitigação das mudanças climáticas, que é a redução de emissões para que esses eventos não se tornem mais intensos. É essencial que se trabalhe com adaptação às mudanças climáticas”, ressaltou.

As novas práticas consistem em manejar os ecossistemas naturais e também antrópicos (alterados pelo homem). Com a restauração ou obra de prevenção dos ecossistemas, espera-se manter o meio ambiente equilibrado, explicou André Rocha Ferretti, geógrafo de formação.

 Com o equilíbrio desses ecossistemas, assinala o coordenador da Fundação Grupo Boticário, os impactos das mudanças climáticas serão menores. “É essencial que esses ecossistemas funcionem bem de forma a sofrer menos as conseqüências que virão”, afirmou.

Segundo o especialista em meio ambiente, o governo federal está construindo o Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas, uma forma de dar respostas mais eficientes aos efeitos danosos dos eventos naturais causados por fatores como o crescimento das cidades e seus impactos em áreas de preservação, a verticalização e impermeabilização do solo.

A Fundação Grupo Boticário fez um estudo procurando no mundo inteiro experiências de adaptação baseadas em ecossistemas que já tivessem sido implantadas e pudessem nortear o Brasil a se inspirar para adotar tais iniciativas.

O estudo está disponível no site da Fundação www.fundacaogrupoboticario.org.br com 100 bons exemplos no mundo de projetos com ecossistemas. Pelo menos 12% deles foram desenvolvidos no Brasil. “Muitos desses exemplos as pessoas não atentaram que eram ações baseadas em ecossistemas. Foram realizadas sem serem identificadas pelo nome ecossistema”, frisou André Rocha Ferretti. 

Um dos objetivos do estudo da Fundação Grupo Boticário é mostrar para as pessoas que implantar projetos baseados em ecossistemas não é nada de outro mundo. Já estão sendo adotadas em várias partes e podem servir de exemplos para experiências locais, inclusive em Natal, que passa por problemas como alagamentos  causados pelas chuvas, deslizamento de terras como aconteceu em Mãe Luiza em junho de 2014.

No site da Fundação há um link para os 100 projetos resumidos e na íntegra para consultas. “A gente buscou nesses estudos itens que mostram o custo e a efetividade dessas ações  em comparação a medidas convencionais, geralmente, obras de infraestrutura tipo os piscinões para controle de cheias, canalização de rios, construção de barreiras.

Os estudos mostram projetos eficientes e compara  custos de obras tradicionais com  os de projetos baseados em ecossistemas que utilizam estratégias como revegetação, restauração de áreas visando aumentar a infiltração da água no solo ao invés de se construir de piscinão ou canalizar rios.

Em muitos dos 100 exemplos estudados são projetos mais baratos que os convencionais e mais eficientes. Outra vantagem de um projeto de ecossistema é que em uma obra convencional de engenharia se prevê algo que vai acontecer. “Se a previsão não se concretizar, a obra será perdida”, questiona o geógrafo.

Com adaptação baseada em ecossistema, a vantagem é que se não ocorrer o que estava previsto, há uma série de outros ganhos como a conservação da biodiversidade, conservação do solo, muitas vezes, com a produção de alimentos. Ao se recolocar a vegetação, enfatizou Ferretti, é feita a restauração do microclima da região, paisagismo. Tem vários ganhos inerentes ao projeto.