sábado, 16 de novembro de 2013

Seca deve permanecer pelo menos por três meses

O período de novembro, dezembro e janeiro, que compreende a chamada pré-estação chuvosa, deve ser de poucas precipitações para o Rio Grande do Norte e o Nordeste como um todo. A previsão em consenso, feita pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), aponta que nesses três meses, há pelo menos 40% de chance de ficar abaixo do normal. Já os meteorologistas potiguares, apesar de confirmarem a tendência, preferem esperar até dezembro para darem mais certeza sobre o comportamento climático nordestino.
Marcos DantasA forte chuva que caiu na semana passada no Rio Grande do Norte não serve de parâmetro para previsão dos próximos mesesA forte chuva que caiu na semana passada no Rio Grande do Norte não serve de parâmetro para previsão dos próximos meses

A prova da instabilidade é que na semana passada, o interior potiguar foi atingido por fortes precipitações, chovendo até granizo no Seridó, mas não foram  suficientes para abastecer os reservatórios, que ainda estão sob riscos de colapso. Esse comportamento instável do clima faz com que os estudiosos locais mantenham a cautela, apesar de indicar que 2014 pode ser um ano bom para o sertão.

BOLETIM 

De encontro a isso, CPTEC, Inmet e Funceme lançaram um boletim afirmando que a ocorrência de precipitações tem 40% de probabilidade de ficar abaixo da considerada normal para cada cidade. As chances são de 35% para que as chuvas permaneçam dentro da média e de 25% para que excedam a normalidade.

O meteorologista Alexandre Santos, que trabalha na Sala de Situação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), explica que os indícios realmente apontam para uma baixa intensidade de chuvas pelos próximos meses, como aponta o boletim dos três órgãos climatológicos. Segundo ele, quem diz se vai chover ou não no semiárido nordestino é, basicamente, a temperatura dos oceanos.

Fonte: Tribuna do Norte online

No momento, o Pacífico está com as suas águas mais frias do que o esperado, o que os estudiosos chamam de “anomalia negativa”. Isso porque está acontecendo o conhecido fenômeno “La Niña”, que provoca precipitações no Nordeste e seca no Sul e Sudeste brasileiros. Baseado nesse dado, daria para dizer que não só a pré-estação chuvosa quanto o ano de 2014 seria de chuvas no sertão.

Porém, também há a dependência do Oceano Atlântico para definir se chove ou não no país. E o panorama, no momento, não é nada bom para os sertanejos nordestinos. O lado norte do oceano está com a temperatura acima do normal, enquanto o lado sul se mantém na média, como observam os meteorologistas. Esse quadro mantém as chuvas longe do semiárido.

Já é praticamente garantido que novembro não chove. Por isso o meteorologista usa como base os próximos quatro meses. “Com esse padrão ainda não é possível fazer uma previsão confiável para a quadra chuvosa (dezembro a março) do semiárido nordestino. Vamos ter cautela e esperar até dezembro para dar uma certeza maior”, afirma .

Fotos mostram sofrimento de nativos de ilha que desaparece com aumento do nivel do mar

Débora Spitzcovsky para PLANETA Sustentável

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Se é mesmo verdade que uma imagem vale mais do que mil palavras, o ensaio fotográfico On the Shore of a Vanishing Island, do fotógrafo coreano Daesung Lee, promete ser mais eficaz do que qualquer discurso ambientalista para convencer os países a tomar atitudes concretas e agressivas contra o aquecimento global – ainda mais às vésperas da COP19 de Mudanças Climáticas.
Engajado desde 2008 em usar sua arte para retratar problemas causados pela globalização, Lee foi à ilha de Ghoramara, na Índia, clicar o sofrimento de quem vive no lugar, que está ameaçado pelo aumento do nível do mar.
Segundo Lee, desde 1980, o aumento da temperatura do planeta está, literalmente, despedaçando Ghoramara. Isso porque o crescimento do nível do mar causa erosãona costa da ilha, que já perdeu 50% do seu território.
Quem mais sofre com o fenômeno, claro, são as pessoas que vivem por lá. Além de perder o chão que pisam, eles estão ficando sem meios de subsistência. A agriculturae a pesca são as principais fontes de renda de Ghoramara e, ambas as atividades, também estão sendo impactadas pelo aquecimento global.
O governo da Índia até estuda evacuar o local nos próximos 25 anos e levar todos os moradores para uma região vizinha, a ilha de Sagar. No entanto, a medida não prevê nenhuma ajuda de custo aos nativos, o que – cá entre nós – não resolve o problema deles.
Com o ensaio fotográfico, Lee pretende conscientizar os tomadores de decisão de que é preciso passar por cima das questões políticas e econômicas que travam as decisões ambientais e agir urgentemente contra as mudanças climáticas, que estão causando situações como a de Ghoramara.
“Eu espero desesperadamente que as pessoas percebam que o estilo de vida que estão levando já destrói a vida de muitas pessoas em outras partes do mundo”, disse o fotógrafo à equipe do prêmio Sony World Photography. Em 2013, Lee levou o terceiro lugar na categoria Problemas Contemporâneos da iniciativa, graças ao ensaio feito em Ghoramara. Confira, abaixo, algumas fotos do trabalho e tente não se emocionar!
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Fotos: ©Daesung Lee/Cortesia da Sipa Press e Sony World Photography Awards 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Global Warming Since 1997 Underestimated by Half

A new study by British and Canadian researchers shows that the global temperature rise of the past 15 years has been greatly underestimated. The reason is the data gaps in the weather station network, especially in the Arctic. If you fill these data gaps using satellite measurements, the warming trend is more than doubled in the widely used HadCRUT4 data, and the much-discussed “warming pause” has virtually disappeared.

Obtaining the globally averaged temperature from weather station data has a well-known problem: there are some gaps in the data, especially in the polar regions and in parts of Africa. As long as the regions not covered warm up like the rest of the world, that does not change the global temperature curve.
But errors in global temperature trends arise if these areas evolve differently from the global mean. That’s been the case over the last 15 years in the Arctic, which has warmed exceptionally fast, as shown by satellite and reanalysis data and by the massive sea ice loss there. This problem was analysed for the first time by Rasmus in 2008 at RealClimate, and it was later confirmed by other authors in the scientific literature.
The “Arctic hole” is the main reason for the difference between the NASA GISS data and the other two data sets of near-surface temperature, HadCRUT and NOAA. I have always preferred the GISS data because NASA fills the data gaps by interpolation from the edges, which is certainly better than not filling them at all.

(...)
The surprising result
Cowtan and Way apply their method to the HadCRUT4 data, which are state-of-the-art except for their treatment of data gaps. For 1997-2012 these data show a relatively small warming trend of only 0.05 °C per decade – which has often been misleadingly called a “warming pause”. The new IPCC report writes:
Due to natural variability, trends based on short records are very sensitive to the beginning and end dates and do not in general reflect long-term climate trends. As one example, the rate of warming over the past 15 years (1998–2012; 0.05 [–0.05 to +0.15] °C per decade), which begins with a strong El Niño, is smaller than the rate calculated since 1951 (1951–2012; 0.12 [0.08 to 0.14] °C per decade).
But after filling the data gaps this trend is 0.12 °C per decade and thus exactly equal to the long-term trend mentioned by the IPCC.


Cowtan


Conclusion
The authors write in their introduction:
While short term trends are generally treated with a suitable level of caution by specialists in the field, they feature significantly in the public discourse on climate change.

Read more/Leia mais on/em realclimate 
 

Desmatamento na Amazônia é o segundo menor da série histórica

Prodes identifica problemas pontuais no Pará, Mato Grosso e Maranhão.

LUCAS TOLENTINO
PAULENIR CONSTÂNCIO

O Brasil registrou a segunda menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal desde o início do monitoramento, em 1988. Entre agosto de 2012 e julho deste ano, foram desmatados 5.843 km2 do bioma, conforme as medições das imagens do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Por conta de casos isolados em Estados como Pará, Mato Grosso e Maranhão, os números representam um aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 4.571 km2 de desflorestamento, recorde de menor índice.

As estimativas preveem que o desmatamento continue a diminuir no País. O Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), também do Inpe, aponta tendência de queda de 24% no comparativo dos dados de agosto a outubro de 2013 com os registrados no mesmo período do ano passado. Os dois índices diferem no que diz respeito à precisão. O Deter acusa alterações de paisagem de até 25 hectares por meio de imagens capturadas diariamente. Já o Prodes contabiliza corte raso de até 6,25 hectares e é contabilizado no acumulado de 12 meses.

RESIDUAL

O Mato Grosso está no topo do ranking dos nove Estados que compõem a Amazônia brasileira. Foram 1.149 km2 desmatados entre agosto de 2012 e julho deste ano, contra os 757 km2 verificados no período anterior, equivalente ao crescimento de 52%. O Pará apresentou a maior área desflorestada: 2.379 km2. O número representa aumento de 37% em relação ao período anterior, quando houve 1.741 km2 de floresta devastada no Estado.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou que os números refletem casos específicos e afirmou que se reunirá, na próxima semana, com representantes dos governos estaduais para discutir a situação. “O desmatamento voltou de maneira residual em Estados como Mato Grosso e Pará”, observou. De acordo com ela, mais de mil operações de fiscalização foram realizadas na região.

O rigor na fiscalização e na definição das áreas que necessitam de ações mais urgentes está entre as prioridades no combate ao desmatamento. Segundo a ministra, haverá uma revisão nos requisitos que são observados para a entrada e saída na relação de municípios de prioritários. “O Ministério do Meio Ambiente vai rever os critérios da lista”, declarou. “O governo federal não aceita aumento de desmatamento em cima do Cadastro Ambiental Rural (CAR).””

EQUÍVOCOS

A série histórica dos sistemas do Inpe representa os dados oficiais do País. Diante disso, Izabella refutou medições equivocadas feitas por organizações não-governamentais. “As pessoas devem ter o sistema próprio de monitoramento para controle social: quanto mais informação houver, melhor”, ponderou a ministra Izabella. “Mas não podem produzir nem usar equivocadamente determinadas informações, afirmando situações que não são verdadeiras do ponto de vista técnico e científico.””

Os levantamentos extraoficiais apresentam baixo grau de acertos. Neste ano, por exemplo, o instituto de pesquisa Imazon errou em 228% a previsão de desmatamento para a Amazônia Legal. A organização não-governamental previa aumento de 92% no corte raso do bioma. O Prodes, no entanto, apontou crescimento bem menor, equivalente a 28%. “São metodologias distintas e objetivos distintos”, ressaltou a ministra Izabella. “A realidade e o dado oficial do Brasil é aquela que o Inpe atesta.””

CONTINUIDADE

Durante a entrevista, a ministra comentou os boatos de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria manifestado a suposta intenção de revogar o Plano de Proteção e Combate ao Desmatamento na Amazônia (PPCDAm) quando estava no cargo. “As ações e os investimentos de 2008 a 2013 revelam exatamente o contrário”, disse. Para ela, há uma tentativa equivocada de politizar a questão do desmatamento. “Não sou política, sou analista ambiental do Ibama e meu compromisso é combater o desmatamento ilegal nos biomas brasileiros”, salientou.

Na avaliação de Izabella, as pessoas que querem desqualificar o ex-presidente estão desinformadas. “Fui ministra no governo Lula e recebi orientação no sentido de coordenar e dar continuidade a ao PPCDAm, um programa aprovado pelas Nações Unidas e agora expandido para os países da bacia amazônica e para o Congo, na África”, disse.

INVESTIMENTOS

Ela esclareceu, com base na execução orçamentária do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que os gastos e a estrutura que combate o desmatamento ilegal na Amazônia crescem continuamente. Só esse ano foi investido R$50 milhões somente pelo Ibama, sem contar os gastos dos ministérios da Justiça e o Comando do Exército, responsáveis pela logística de apoio às ações. No total, 14 ministérios investem em ações que direta e indiretamente fazem parte do plano.

Em 2009 foram gastos R$244 milhões em ações de monitoramento e fiscalização, o mesmo valor de 2010. Já Em 2011 a execução orçamentária chegou a R$255 milhões, subindo para R$262 milhões em 2012 e atingindo R$270 milhões este ano. “Quem está criticando desconhece os dados, disponíveis para qualquer pessoa na internet”, avaliou. Ela repudiou a manipulação dos dados com fins políticos e eleitoreiros o que classificou de irresponsabilidade. “Não houve nenhum corte, e estou falando apenas do investimento brasileiro, sem contar os recursos internacionais”, acrescentou.

Os dados do plano foram apresentados à imprensa em coletiva no Ministério. “Temos combatido o desmatamento todos os dias. Nunca tivemos menos de 1.000 pessoas envolvidas com as ações de combate ao desmatamento. Temos fiscais em campo que chegaram a trabalhar 60 dias consecutivos”, afirmou.

Izabella defendeu o novo Código Florestal e rebateu críticas de que o governo estaria promovendo o desmatamento. “Não há a menor possibilidade de regularizar desmatamentos ilegais”, assegurou. Ela classificou os desmatadores ilegais como “crime organizado” e garantiu que com o Cadastro Ambiental Rural será possível saber quem desmatou ilegalmente.

Clique aqui e confira os dados do Prodes.

Fonte: Portal do MMA

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Programa do Inpe lança produto para monitoramento da atmosfera

O Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), desenvolveu um produto que facilita o monitoramento da atmosfera.
O sistema, integrado ao Google Maps, permite que as imagens de fenômenos ocorridos na mesosfera - entre 80 e 100 quilômetros (km) de altidude - e da ionosfera - de 200 a 500 km de altitude - sejam projetadas sobre a região do Brasil onde eles são observados.
Todos os usuários podem acessar o sistema que está disponível no site.

 
 

Simple physics and climate

No doubt, our climate system is complex and messy. Still, we can sometimes make some inferences about it based on well-known physical principles. Indeed, the beauty of physics is that a complex systems can be reduced into simple terms that can be quantified, and the essential aspects understood.
A recent paper by Sloan and Wolfendale (2013) provides an example where they derive a simple conceptual model of how the greenhouse effect works from first principles. They show the story behind the expression saying that a doubling in CO2 should increase the forcing by a factor of log|2|. I have a fondness for such simple conceptual models (e.g. I’ve made my own attempt posted at arXiv) because they provide a general picture of the essence – of course their precision is limited by their simplicity.

However, the main issue discussed in the paper by Sloan and Wolfendale was not the greenhouse effect, but rather the question about galactic cosmic rays and climate. The discussion of the greenhouse effect was provided as a reference to the cosmic rays.
Even though we have discussed this question several times here at RC, Sloan and Wolfendale introduce some new information in connection with radiation, ionisation, and cloud formation. Even after having dug into all these other aspects, they do not find much evidence for the cosmic rays plying an important role. Their conclusions fit nicely with my own findings that also recently were published in the journal Environmental Research Letters.
The cosmic ray hypothesis is weakened further by observational evidence from satellites, as shown in another recent paper by Krissansen-Totton and Davies (2013) in Geophysical Research Letters, which also concludes that the there is no statistically significant correlations between cosmic rays and global albedo or globally averaged cloud height. Neither did they find any evidence for any regional or lagged correlations. It’s nice to see that the Guardian has picked up these findings.
Earlier in October, Almeida et al., 2013 had a paper published in Nature on results from the CLOUD experiment at CERN. They found that galactic cosmic rays exert only a small influence on the formation of sulphuric acid–dimethylamine clusters (the embryonic stage before aerosols may act as cloud condensation nuclei). The authors also reported that the experimental results were reproduced by a dynamical model, based on quantum chemical calculations.
Some may ask why we keep revisiting the question about cosmic rays and climate, after presenting all the evidence to the contrary.
One reason is that science is never settled, and there are still some lingering academic communities nourishing the idea that changes in the sun or cosmic rays play a role. For this reason, a European project was estaqblished in 2011, COST-action TOSCA (Towards a more complete assessment of the impact of solar variability on the Earth’s climate), whose objective is to provide a better understanding of the “hotly debated role of the Sun in climate change” (not really in the scientific fora, but more in the general public discourse).
ps
Oldenborgh et al. (2013) also questioned the hypothesised link between extremely cold winter conditions in Europe and weak solar activity, but their analysis did not reproduce such claims.

References

  1. T. Sloan, and A.W. Wolfendale, "Cosmic rays, solar activity and the climate", Environmental Research Letters, vol. 8, pp. 045022, 2013. http://dx.doi.org/10.1088/1748-9326/8/4/045022
  2. J. Krissansen-Totton, and R. Davies, "Investigation of cosmic ray-cloud connections using MISR", Geophysical Research Letters, vol. 40, pp. 5240-5245, 2013. http://dx.doi.org/10.1002/grl.50996
  3. J. Almeida, S. Schobesberger, A. Kürten, I.K. Ortega, O. Kupiainen-Määttä, A.P. Praplan, A. Adamov, A. Amorim, F. Bianchi, M. Breitenlechner, A. David, J. Dommen, N.M. Donahue, A. Downard, E. Dunne, J. Duplissy, S. Ehrhart, R.C. Flagan, A. Franchin, R. Guida, J. Hakala, A. Hansel, M. Heinritzi, H. Henschel, T. Jokinen, H. Junninen, M. Kajos, J. Kangasluoma, H. Keskinen, A. Kupc, T. Kurtén, A.N. Kvashin, A. Laaksonen, K. Lehtipalo, M. Leiminger, J. Leppä, V. Loukonen, V. Makhmutov, S. Mathot, M.J. McGrath, T. Nieminen, T. Olenius, A. Onnela, T. Petäjä, F. Riccobono, I. Riipinen, M. Rissanen, L. Rondo, T. Ruuskanen, F.D. Santos, N. Sarnela, S. Schallhart, R. Schnitzhofer, J.H. Seinfeld, M. Simon, M. Sipilä, Y. Stozhkov, F. Stratmann, A. Tomé, J. Tröstl, G. Tsagkogeorgas, P. Vaattovaara, Y. Viisanen, A. Virtanen, A. Vrtala, P.E. Wagner, E. Weingartner, H. Wex, C. Williamson, D. Wimmer, P. Ye, T. Yli-Juuti, K.S. Carslaw, M. Kulmala, J. Curtius, U. Baltensperger, D.R. Worsnop, H. Vehkamäki, and J. Kirkby, "Molecular understanding of sulphuric acid–amine particle nucleation in the atmosphere", Nature, vol. 502, pp. 359-363, 2013. http://dx.doi.org/10.1038/nature12663
  4. G.J. van Oldenborgh, A.T.J. de Laat, J. Luterbacher, W.J. Ingram, and T.J. Osborn, "Claim of solar influence is on thin ice: are 11-year cycle solar minima associated with severe winters in Europe?", Environmental Research Letters, vol. 8, pp. 024014, 2013. http://dx.doi.org/10.1088/1748-9326/8/2/024014 
Source/fonte: RealClimate

domingo, 3 de novembro de 2013

From global climate change to local consequences

Some will be luckier than others when it comes to climate change. The effects of a climate change on me will depend on where I live. In some regions, changes may not be as noticeable as in others. So what are the impacts in my region?
In other understand the local impacts of a climate change, I need to address the question of how I can calculate the regional response from a global change perspective. This is called ‘downscaling‘.
Regional and local climate aspects are computed, based on different climate models, statistical analyses, empirical data, and assumptions. The choice of calculation method varies from case to case, and depends on what I want to know and how I think a local climate change will affect me.
These days, questions about local and regional climate change, as well as methods and climate models, are discussed at the International Conference on Regional Climate – CORDEX2013(Brussels, 4-7 November, 2013). The major theme of this conference is the Coordinated Regional Downscaling Experiment (CORDEX).
For those who want to follow the news about regional climate modelling efforts, there is a live streaming at the conference website, and through twitter with hash tag ‘#CORDEX2013‘, you can take part in the discussions (please indicate to whom you address your questions).
The conference is organised by the European Commission, the World Climate Research Programme (WCRP), and the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). However, most of the high-level talks will take place at the first day, and the subsequent three days will be devoted to the real climate scientists.

Source/Fonte: RealClimate blog

sábado, 2 de novembro de 2013

Macaíba: Problema ambiental

As “Pedreiras” do Pé do galo”: Uma reflexão para os últimos 10 anos de extração

Figura 1. Comparação da imagem de 2003 e 2013 da atual cratera, encontrada em uma pedreira local, Macaíba-RN.

Comparando-se fotos históricas de satélites, na atual área de operação de uma grande pedreira na “cidade do Coité”, percebe-se a gigantesca cratera que vem surgindo em Macaíba. Do alto, a cratera se parece mais uma grande “cárie”, que vem ganhando largura e profundidade incansavelmente ao passar dos anos.

A atual cratera se encontra com uma largura de aproximadamente 330 m e a uma distância de 900 metros do famoso “Açude da BR”. Se em apenas 10 anos de operação ocorreu esta grande evolução, o que acontecerá com a cratera daqui a mais 10 anos? Será que essas operações são legais? Será que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente vem tomando ciência dos fatos?
Figura 2. A grande cratera próxima ao “Açude da BR”. Em destaque o comprimento da largura do buraco e a sua distância ao açude.

De acordo com a literatura, em cada uma das etapas de exploração de uma pedreira, ocorre um impacto ambiental na região próxima. A intensidade desses impactos depende muito do compromisso da empresa responsável pela pedreira em adotar medidas que otimizam a extração e minimizam os efeitos no meio ambiente e na população. Além disso, outros setores relacionados à pedreira, como o administrativo e a oficina, também são responsáveis por impactos ambientais. Diversos autores da área ambiental, descrevem os principais impactos negativos relacionados à pedreira como:

(a) Poluição do ar: a utilização de explosivos e movimentação constantes de veículos e máquinas gera enorme quantidade de poeira;

(b) Impactos sobre o solo: a atividade minerária gera diversos impactos ao solo. Os mais comuns são erosão (causada principalmente pela retirada da vegetação), contaminação por óleos, graxas e combustíveis, instabilidade do terreno devido a frequentes explosões (escorregamento de blocos).

(c) Impactos sobre a água: os impactos sobre a água podem ocorrer de diversas maneiras, sendo que os impactos mais comuns são o assoreamento de corpos d’água, turvamento da água e contaminação de águas superficiais e subterrâneas por óleos, graxas e combustíveis.

(d) Impactos sobre a fauna e a flora: os impactos sobre a fauna e a flora começam logo na etapa de decapeamento com as máquinas retirando a vegetação nativa. Além disso, o ruído das máquinas e a destruição do habitat afugentam os animais que vivem na região.

(e) Impactos sobre o homem: quando uma pedreira está em área urbana, os principais impactos sobre o homem são relativos ao desconforto provocado pelo nível de ruído causado pelas explosões e pelo trabalho das máquinas. Além disso, as explosões causam vibrações que podem causar rachaduras nas residências próximas à área de exploração. Outro problema é o ultralançamento de fragmentos de rochas que podem causar ferimentos graves e até a morte.

Outro impacto a ser considerado é o estético causado pela ação sobre a formação rochosa e devido ao posterior abandono da área de exploração da pedreira.
Fica então os questionamentos e as reflexões sobre a “Cárie” na “Cidade do Coité” para os atuais governantes. O futuro dela só depende de vocês.

Por Túlio Santos

Reproduzido do blog senadinhomacaiba


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Instituto de pesquisa oceânica e hidroviária faz primeira reunião

O processo de constituição do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh) teve um passo importante, nesta quarta-feira (30), com a primeira reunião do conselho de administração. No encontro, foram empossados seis dos sete membros natos e eleitos quatro novos representantes do grupo.
“Estamos com capacidade plena, pois essa etapa de criação está finalizada. Podemos passar para a implementação”, comemorou o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, que presidiu a reunião e representa a pasta no conselho do Inpoh.
Órgão máximo do instituto, o conselho é composto por 12 membros, sendo sete deles natos. Quatro são representantes de órgãos da administração pública federal: MCTI, Ministério da Defesa/Marinha, Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e Secretaria Especial de Portos da Presidência da República. Também formam o grupo três representantes de entidades da sociedade civil: Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura (Conepe), Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), cujo representante não pôde comparecer, e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Hoje, os integrantes elegeram os outros três representantes não natos e suplentes, que, de acordo com o estatuto, devem possuir “notória capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral”. Entre os nomes indicados está o do professor de oceanografia física da Universidade Federal do Rio Grande (UFRG), Carlos Alberto Eiras Garcia.
Também foram escolhidos para compor o grupo o engenheiro mecânico Sergio Luiz Gargioni – presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) – e o engenheiro naval Floriano Carlos Martins Pires Júnior, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Como representante provisório do Conselho Científico foi indicado o nome do pesquisador Luiz Drude de Lacerda, biólogo e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC). Na avaliação do secretário Carlos Nobre, a escolha teve como critério a contribuição dessas personalidades na área de ciência e tecnologia, além de se considerar “a representatividade geográfica” na seleção dos especialistas.
Sobre o Inpoh
O instituto é resultado de articulação entre o MCTI, a Marinha do Brasil, o MPA e a Secretaria de Portos e vai agregar as atividades de hidroceanografia desenvolvidas no país, além de criar novas oportunidades para os cientistas e a pesquisa nacional.
A ideia é que a instituição funcione como organização social (OS) e atue na coordenação das atividades pelo desenvolvimento científico e tecnológico do país e na expansão da base de conhecimentos sobre os oceanos e o seu uso sustentável, com ênfase para o Oceano Atlântico Sul e Tropical.
“Para isso o instituto vai trabalhar de forma muito articulada com as universidades, com os centros de pesquisa e com as instituições privadas e empresas que tratam de assuntos relativos ao mar, como as várias especialidades da oceanografia, portos, hidrovias, energias dos oceanos, pesca e aquicultura”, ressaltou o diretor interino do Inpoh, Segen Estefen.
Centros
O Inpoh deve contar com pelo menos quatro centros de pesquisa, sendo dois deles focados em pesquisa oceanográfica – um no Nordeste e um no Sul do país –, um terceiro de pesca e aquicultura e outro na área de portos e hidrovias. “Esses quatro centros, que vão estar no litoral brasileiro, vão ter as suas especialidades e interagir com a administração central do instituto, com sede em Brasília”, explicou o diretor.
A principal ferramenta de estudo será um navio oceanográfico que está em construção na China e deve ficar pronto em novembro do ano que vem. “Um dos objetivos do Inpoh é prover infraestrutura de pesquisa para as diversas atividades que nós temos no mar em pesquisa, desenvolvimento e inovação”, acrescentou Estefen.
Segundo o diretor, o processo de constituição do instituto passa ainda pelo trâmite para a sua qualificação como organização social, o que depende da aprovação dos ministérios envolvidos e do posterior decreto da Presidência da República.

Texto: Denise Coelho – Ascom do MCTI

Insa divulga programação do Semiário em Foco em novembro

O Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI) divulgou nesta quinta-feira (31) a programação para o mês de novembro do Semiárido em Foco. Amanhã (1º), o instituto dá início a uma série especial voltada para questões socioambientais e econômico-culturais da América Latina.
A primeira atividade contará com a presença do pesquisador da Embrapa Algodão José de Souza Silva, para debater o tema “Como pensar uma forma de sair da crise se está em crise a forma de pensar? A crise ambiental planetária, a revolução agroecológica na América Latina e suas implicações para o Semiárido brasileiro”.
O tecnologista do Insa, Aldrin Martin Perez, e o agrônomo João Moreira Macedo, que recentemente participaram de uma viagem técnica ao semiárido cubano, também debaterão o assunto.
No dia 8, o professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Hermes Alves de Almeida fará palestra sobre o tema “O regime pluvial das microrregiões mais secas da Paraíba e o potencial de captação de água da chuva”.
Clique aqui e confira toda a programação.