This story was produced in collaboration with the Food & Environment Reporting Network, an investigative journalism non-profit focusing on food, agriculture and environmental health.
By now there has been a steady stream of news about climate change’s
impacts on food production. Heat waves, drought, and wildfire are
damaging harvests in California, Australia and Brazil. Warming and
acidifying oceans threaten seafood stocks. Rising temperatures are
causing declines in crops as different as wheat and cherries, while
extreme precipitation and floods have destroyed crops across the US and
Europe. Increasing temperatures and CO2 levels are reducing the nutritional value of grasses and increasing heat stress, in the process impairing animals’ ability to produce eggs, meat, and milk.
At the same time, climate change is also beginning to disrupt another
key aspect of food security: how food gets to market. The same effects
that are hurting food production – storm surges, floods, and other
extreme weather events all around the world – are also highlighting the
vulnerability of food distribution systems that rely on
long-distance transportation, centralized wholesale markets, and the
often concentrated food production sources.
Farmers everywhere are getting used to the idea of a very different
future as they deal with changing patterns of precipitation,
temperature, and soil conditions. “Like a lot of growers, I was a little
bit in denial, hoping the climate was not changing,” says Elizabeth
Ryan, who owns and operates Breezy Hill Orchard, which grows apples in New York’s Hudson Valley. Now, she says, “we’re seeing acute weather swings” and “hail that used to be episodic and occasional is now frequent.”
That the US produces such a massive volume of food does not mean that
food security here is invulnerable to climate change, says Diana
Donlon, director of the non-profit Center for Food Safety’s Cool Foods Campaign.
By way of proof, she points to huge losses that resulted when Hurricane
Irene hit Vermont in 2011 and the epic 2013 floods in Colorado. Donlon
also notes that in economically developing countries an estimated 40
percent of all food waste already occurs because of problems associated
with getting food to market. Recent studies suggest that solving these
distribution issues will be key to maintaining adequate food supplies as
climate changes. According to Nevin Cohen, a professor of food policy
at The New School in New York City: “The food system as a whole is being
disrupted by climate change.”
Read story in full here.
Neste blog são divulgados tópicos relacionados às questões de clima e ambiente, de interesse científico, tecnológico, educacional ou social. (In this blog we deal with some topics concerning climate and environment, with focus on scientific, technological, educational or social issues).
quinta-feira, 5 de março de 2015
Milhares de europeus sofrerão morte prematura por poluição
Apesar de reconhecer o efeito de muitas medidas positivas, o
documento, revelado hoje, prevê que milhares de pessoas irão sofrer
morte prematura no bloco por falta de ação mais rápida para diminuir a poluição.
Isto aconteceria nas próximas duas décadas, adverte o relatório. Em 2011, último ano em que dados foram coletados e analisados, a estimativa era que mais de 400 mil pessoas morreriam mais cedo ao respirar fumaça tóxica, apesar de melhoras recentes em alguns países.
O trabalho foi baseado em informações publicadas em diversas fontes e examina o contexto global, além do europeu. “Com relação aos malefícios à saúde, houve avanços marcantes na qualidade da água de beber e de banho nas últimas décadas, e alguns poluentes perigosos foram reduzidos”, afirma o relatório.
“No entanto, apesar de algumas melhoras na qualidade do ar, ela e a poluição sonora continuam a causar sérios danos para a saúde, particularmente em áreas urbanas. Em 2011, cerca de 430 mil mortes prematuras na Europa foram atribuídas a matéria fina particulada”.
A Inglaterra tem mostrado um dos piores quadros. Cidades como Londres, Birmingham e Leeds não alcançarão os padrões europeus antes de 2030.
Há outros problemas na Europa, como a perda da biodiversidade pela agricultura intensiva e a urbanização, e o estado precário de muitos sistemas de água doce. No lado positivo, a poluição da água costeira foi limpa em muitas regiões nas últimas duas décadas, com a proibição de o esgoto não tratado chegar às praias. As emissões de gases de efeito estufa foram diminuídas no geral. Mas, diz a agência, a previsão para os próximos vinte anos parece pior em quase todas as frentes ambientais, informa o Business Green.
Por José Eduardo Mendonça para PLANETA sustentável
Isto aconteceria nas próximas duas décadas, adverte o relatório. Em 2011, último ano em que dados foram coletados e analisados, a estimativa era que mais de 400 mil pessoas morreriam mais cedo ao respirar fumaça tóxica, apesar de melhoras recentes em alguns países.
O trabalho foi baseado em informações publicadas em diversas fontes e examina o contexto global, além do europeu. “Com relação aos malefícios à saúde, houve avanços marcantes na qualidade da água de beber e de banho nas últimas décadas, e alguns poluentes perigosos foram reduzidos”, afirma o relatório.
“No entanto, apesar de algumas melhoras na qualidade do ar, ela e a poluição sonora continuam a causar sérios danos para a saúde, particularmente em áreas urbanas. Em 2011, cerca de 430 mil mortes prematuras na Europa foram atribuídas a matéria fina particulada”.
A Inglaterra tem mostrado um dos piores quadros. Cidades como Londres, Birmingham e Leeds não alcançarão os padrões europeus antes de 2030.
Há outros problemas na Europa, como a perda da biodiversidade pela agricultura intensiva e a urbanização, e o estado precário de muitos sistemas de água doce. No lado positivo, a poluição da água costeira foi limpa em muitas regiões nas últimas duas décadas, com a proibição de o esgoto não tratado chegar às praias. As emissões de gases de efeito estufa foram diminuídas no geral. Mas, diz a agência, a previsão para os próximos vinte anos parece pior em quase todas as frentes ambientais, informa o Business Green.
Por José Eduardo Mendonça para PLANETA sustentável
terça-feira, 3 de março de 2015
Soybeans in the Brazilian Cerrado
Brazil is a leading exporter of soybeans,
a primary source of animal protein feed around the world and the second
largest source of vegetable oil. Demand for soybeans has been growing
for several decades, leading to the expansion of production in and
around the Amazon rainforest. In an effort to “reconcile environmental preservation with the region's economic development,”
growers and traders signed a moratorium in July 2006 to avoid
production of soybeans on newly deforested Amazon rainforest. (Purchases
of soy grown on land cleared before 2006 remain permissible.)
New research by university and NASA scientists suggests that deforestation of the Amazon for soy production has declined under the moratorium. However, as the moratorium was only applicable to the Brazilian Amazon, a very different scenario has been playing out in neighboring savanna-woodland areas known as Brazil’s Cerrado.
The map above, based on data from the Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) on NASA’s Terra satellite, shows the expansion of soy production across the Cerrado. Green represents areas cleared before the Amazon moratorium (2001-2006), and purple represents areas cleared while the moratorium was in effect (2007-2013).
Soy expansion between 2001 and 2006 largely occurred as infilling around farms that already existed in 2001 (light green). After 2006, the new frontiers for soy production appeared in Mapitoba—an eastern subregion within the Cerrado and a recent hotspot for agriculture—as well as in the Araguaia River basin and portions of Mato Grosso do Sul.
“Looking at the dynamics of soy expansion in the Cerrado region provides a more complete picture of changes before and after the Amazon’s moratorium,” said Doug Morton, NASA scientist and co-author of the recent paper published in Science. “Although Cerrado regions are not covered by the moratorium, environmental laws still require set-aside areas of native vegetation. Forest cover losses in the Cerrado partially offset declining deforestation rates in the Brazilian Amazon.”
New research by university and NASA scientists suggests that deforestation of the Amazon for soy production has declined under the moratorium. However, as the moratorium was only applicable to the Brazilian Amazon, a very different scenario has been playing out in neighboring savanna-woodland areas known as Brazil’s Cerrado.
The map above, based on data from the Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) on NASA’s Terra satellite, shows the expansion of soy production across the Cerrado. Green represents areas cleared before the Amazon moratorium (2001-2006), and purple represents areas cleared while the moratorium was in effect (2007-2013).
Soy expansion between 2001 and 2006 largely occurred as infilling around farms that already existed in 2001 (light green). After 2006, the new frontiers for soy production appeared in Mapitoba—an eastern subregion within the Cerrado and a recent hotspot for agriculture—as well as in the Araguaia River basin and portions of Mato Grosso do Sul.
“Looking at the dynamics of soy expansion in the Cerrado region provides a more complete picture of changes before and after the Amazon’s moratorium,” said Doug Morton, NASA scientist and co-author of the recent paper published in Science. “Although Cerrado regions are not covered by the moratorium, environmental laws still require set-aside areas of native vegetation. Forest cover losses in the Cerrado partially offset declining deforestation rates in the Brazilian Amazon.”
acquired 2001 - 2013
The magnitude of the change is apparent in the bar chart above. At
the start of the moratorium, about 30 percent of soy expansion in the
Amazon (green bars) was achieved by cutting down Amazon forests. By
2013, that number dropped to about 1 percent as farmers transitioned to
growing soy on previously cleared land.
Without a corresponding moratorium, 11 to 23 percent of new farmland cleared each year for soy in the Cerrado (blue bars) was carved out of natively vegetated land. The expansion was even more widespread in Mapitoba (red bars), where that number hovered around 40 percent.
Without a corresponding moratorium, 11 to 23 percent of new farmland cleared each year for soy in the Cerrado (blue bars) was carved out of natively vegetated land. The expansion was even more widespread in Mapitoba (red bars), where that number hovered around 40 percent.
acquired 2001 - 2013
The map above shows a close-up of Mapitoba, an acronym for the
confluence of four states: Maranhão, Piauí, Tocantins, and Bahia. The
data reveal the field-by-field clearing of land for soy in the region.
Morton says that more research is needed to determine whether the
moratorium in the Amazon contributed to clearing of land in the
neighboring Cerrado—a so-called “leakage effect.”
acquired 2001 - 2013
Morton believes growers in the Cerrado could replicate the success of
the Amazon moratorium. The line graph above shows that the Amazon’s
soy-farming areas actually increased by 1.3 million hectares during the
moratorium period—growth that was achieved by growing the crop on
existing pasture or already cleared land.
“Intensifying agricultural production on existing cleared areas is seen as a win-win strategy,” said Morton, “increasing outputs while safeguarding habitat and minimizing greenhouse gas emissions from land cover change.”
Yet soy expansion is part of a complicated regional development puzzle. “To be effective, the soy moratorium must be replicated in other sectors, such as beef and leather, and in neighboring biomes,” Morton said. “Otherwise, soy may simply displace other land uses further into the forest.”
“Intensifying agricultural production on existing cleared areas is seen as a win-win strategy,” said Morton, “increasing outputs while safeguarding habitat and minimizing greenhouse gas emissions from land cover change.”
Yet soy expansion is part of a complicated regional development puzzle. “To be effective, the soy moratorium must be replicated in other sectors, such as beef and leather, and in neighboring biomes,” Morton said. “Otherwise, soy may simply displace other land uses further into the forest.”
References and Related Reading
- Gibbs, H.K. et al, (2015, January 23) Brazil’s Soy Moratorium. Science, 347 (6220), 377-378.
- Macedo, M. et al, (2012, January 9) Decoupling of deforestation and soy production in the southern Amazon during the late 2000s. Proceedings of the National Academy of Sciences, 109 (4), 1341-1346.
- Morton, D. et al, (2006, July 27) Cropland expansion changes deforestation dynamics in the southern Brazilian Amazon. Proceedings of the National Academy of Sciences, 103 (39), 14637-14641.
- Reuters (2014, November 25) Brazil soy moratorium extended to protect Amazon forest. Accessed February 25, 2015.
NASA Earth Observatory
images by Jesse Allen, using data provide by Douglas Morton and Praveen
Noojipady (NASA/GSFC). Caption by Kathryn Hansen
Vídeo mostra como país monitora riscos de desastres naturais
Agência FAPESP – O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia
para Mudanças Climáticas (INCT-MC) lançou um vídeo educacional –voltado a
educadores, estudantes de ensino médio e de graduação e formuladores de
políticas públicas – sobre os sistemas de monitoramento de desastres
naturais e prevenção de seus impactos.
O vídeo traz informações sobre as causas do aumento no número de desastres naturais e sobre como o país se prepara para prevenir e reduzir os prejuízos nos diversos setores da sociedade.
Pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) demonstram como é feito o monitoramento de áreas de risco 24 horas por dia. O vídeo também mostra como os desastres interferem e prejudicam a vida das pessoas e como se deve evitar o surgimento de novos cenários de risco.
Até junho, outros cinco vídeos educacionais deverão ser concluídos, abordando temas relacionados às pesquisas do INCT: segurança alimentar, segurança energética, segurança hídrica, saúde e biodiversidade.
O material faz parte do projeto de difusão do conhecimento gerado pelas pesquisas realizadas em seis anos de vigência do INCT-MC (2008-2014), sediado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e que conta com apoio da FAPESP e do CNPq.
Esse conhecimento também está sendo reunido em um portal na internet, que deverá ser lançado no primeiro semestre de 2015. O INCT-MC envolve mais de 90 grupos de pesquisa de 102 instituições e universidades brasileiras e estrangeiras, com cerca de 300 participantes.
O vídeo educacional pode ser visto em https://vimeo.com/119340038 e em https://www.youtube.com/watch?v=1DNm3eGZC-w&feature=youtu.be.
Mais informações sobre o INCT-MC em http://inct.ccst.inpe.br/
O vídeo traz informações sobre as causas do aumento no número de desastres naturais e sobre como o país se prepara para prevenir e reduzir os prejuízos nos diversos setores da sociedade.
Pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) demonstram como é feito o monitoramento de áreas de risco 24 horas por dia. O vídeo também mostra como os desastres interferem e prejudicam a vida das pessoas e como se deve evitar o surgimento de novos cenários de risco.
Até junho, outros cinco vídeos educacionais deverão ser concluídos, abordando temas relacionados às pesquisas do INCT: segurança alimentar, segurança energética, segurança hídrica, saúde e biodiversidade.
O material faz parte do projeto de difusão do conhecimento gerado pelas pesquisas realizadas em seis anos de vigência do INCT-MC (2008-2014), sediado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e que conta com apoio da FAPESP e do CNPq.
Esse conhecimento também está sendo reunido em um portal na internet, que deverá ser lançado no primeiro semestre de 2015. O INCT-MC envolve mais de 90 grupos de pesquisa de 102 instituições e universidades brasileiras e estrangeiras, com cerca de 300 participantes.
O vídeo educacional pode ser visto em https://vimeo.com/119340038 e em https://www.youtube.com/watch?v=1DNm3eGZC-w&feature=youtu.be.
Mais informações sobre o INCT-MC em http://inct.ccst.inpe.br/
Desmatamento da Amazônia sobe 5,4% entre novembro e janeiro
Rio de Janeiro, 2 mar (EFE).- A Amazônia perdeu 291,5 quilômetros
quadrados de vegetação entre novembro de 2014 e janeiro de 2015, o que
representa um aumento do desmatamento de 5,4% em relação aos mesmos
meses do ano anterior, segundo números oficiais divulgados nesta
segunda-feira (2).
Esse número inclui 219 quilômetros quadrados de desmatamento por corte raso e 70 km² de áreas de degradação florestal, conforme registro do DETER, o Sistema de Detecção em Tempo Real de Alteração na Cobertura Florestal realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Nos seis primeiros meses do ano pluviométrico, que se inicia em agosto, a Amazônia brasileira perdeu 2.215,6 quilômetros quadrados de floresta, o que inclui tanto o desmatamento por corte raso como a degradação florestal, segundo os dados do INPE.
O desmatamento costuma diminuir na época chuvosa, que começa em setembro ou outubro e se prolonga até maio, pela frequente inundação das estradas, o que dificulta a ação dos madeireiros.
Nesta época também costuma ser mais difícil observar o desmatamento devido ao céu encoberto, já que os dados são recolhidos por satélite.
Em janeiro, época dos dados mais recentes, 59% da região amazônica estava coberta por nuvens, segundo informou o INPE.
O INPE começou a divulgar os dados de forma trimestral, ao invés de mês a mês, e também pela primeira vez incluiu a degradação da floresta na conta do desmatamento.
Estas mudanças se devem a um convênio assinado no ano passado entre o INPE e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), organismo vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.
Leia mais em NoticiasUOL
Esse número inclui 219 quilômetros quadrados de desmatamento por corte raso e 70 km² de áreas de degradação florestal, conforme registro do DETER, o Sistema de Detecção em Tempo Real de Alteração na Cobertura Florestal realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Nos seis primeiros meses do ano pluviométrico, que se inicia em agosto, a Amazônia brasileira perdeu 2.215,6 quilômetros quadrados de floresta, o que inclui tanto o desmatamento por corte raso como a degradação florestal, segundo os dados do INPE.
O desmatamento costuma diminuir na época chuvosa, que começa em setembro ou outubro e se prolonga até maio, pela frequente inundação das estradas, o que dificulta a ação dos madeireiros.
Nesta época também costuma ser mais difícil observar o desmatamento devido ao céu encoberto, já que os dados são recolhidos por satélite.
Em janeiro, época dos dados mais recentes, 59% da região amazônica estava coberta por nuvens, segundo informou o INPE.
O INPE começou a divulgar os dados de forma trimestral, ao invés de mês a mês, e também pela primeira vez incluiu a degradação da floresta na conta do desmatamento.
Estas mudanças se devem a um convênio assinado no ano passado entre o INPE e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), organismo vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.
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sábado, 28 de fevereiro de 2015
Poeira do Saara viaja até a Amazônia, mostra NASA
Um vídeo criado pela NASA mostra que, apesar dos mais de 2.500 quilômetros de distância, o deserto do Saara e a floresta amazônica estão mais ligados do que parece.
A agência espacial americana coletou dados entre 2007 e 2013 que mostram a relação entre o deserto, que ocupa um terço do território africano, e a maior floresta tropical do mundo.
O estudo mostra que cerca de 182 milhões de toneladas de poeira atravessam o oceano Atlântico todos os anos, saindo do Saara para o continente americano. É a primeira vez que a NASA consegue quantificar quanta poeira faz essa viagem.
Do total, 27,7 milhões de toneladas caem na floresta, trazendo diversos nutrientes, como o fósforo.
A região amazônica recebe em média 22 mil toneladas de fósforo, que funciona como um fertilizante e é fundamental para o crescimento das plantas, compensando as perdas desse nutriente durante as chuvas e inundações.
O estudo também mostra que a quantidade de poeira transportada depende das chuvas que ocorrem no Sahel, região ao sul do Saara. Quando as chuvas aumentam, a quantidade de poeira transportada no ano seguinte para a floresta é menor.
A descoberta faz parte de uma pesquisa que visa compreender o papel da poeira e outros agentes no meio ambiente e no clima local e global.
Veja a viagem que a poeira do Saara faz em direção ao continente americano, até depositar seus nutrientes na floresta amazônica, recriada pela NASA em 3D:
Por Jonas Carvalho, para Exame.com via Planeta Sustentável.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Climat : à Manille, François Hollande appelle à un "accord ambitieux"
Les présidents français et philippin François Hollande et Benigno
Aquino ont appelé solennellement jeudi dans un "Appel de Manille" à un
accord "ambitieux, équitable et universel" lors de la conférence
mondiale sur le climat que la France réunira à Paris fin 2015. "Nous
appelons la communauté internationale à conclure un accord ambitieux,
équitable et universel sur le climat", ont-ils déclaré dans cet appel lu
en leur présence par l'actrice Marion Cotillard, soulignant que les
résultats de cette conférence "concerneront la vie de milliards de
personnes".
"Nous espérons que nous écrirons ensemble l'Histoire à Paris en décembre et que nous ne nous contenterons pas de la regarder se dérouler en simple spectateurs", poursuit l'appel. "Les pays en développement qui ont le moins contribué au changement climatique sont ceux qui souffrent le plus de ses effets", soulignent encore les deux présidents, qui en appellent "à la solidarité et à la justice face au changement climatique" mais aussi à la "solidarité financière et technologique".
Le chef de l'État français avait proclamé fin novembre sa volonté de "laisser une trace" dans l'Histoire en arrachant un "accord historique sur le climat" - universel et contraignant - à Paris. Se disant "effrayé" par les conséquences du réchauffement climatique, François Hollande parcourt le monde depuis plusieurs mois pour appeler à la mobilisation, des Nations unies au Forum de Davos et du Canada aux îles du Pacifique.
La délégation française est à la hauteur de ces enjeux avec le patriarche orthodoxe de Constantinople Bartholomée Ier, surnommé le "Patriarche vert" en raison de ses convictions écologiques, des responsables de l'ONU et d'ONG ainsi que l'"envoyé spécial pour la protection de la planète" du président Hollande, Nicolas Hulot. Outre Marion Cotillard, le monde des arts est représenté par une autre actrice française, Mélanie Laurent, engagée comme elle dans la lutte contre le réchauffement climatique. Trois membres du gouvernement, Laurent Fabius (Affaires étrangères), Ségolène Royal (Écologie) et Annick Girardin (Francophonie et Développement), accompagnent aussi le président aux côtés de dirigeants d'entreprises porteurs de projets "verts" (RATP, Suez environnement ou PME engagées dans des projets de centrales solaires), mais aussi de lycéens des Mureaux (région parisienne) qui participent à une simulation de négociations climatiques.
Devant les milieux d'affaires, François Hollande a par ailleurs souligné sa volonté et celle de son homologue philippin de "renforcer le partenariat économique" franco-philippin. "Considérables", les besoins des Philippines dans le domaine du développement durable, des infrastructures ou des énergies renouvelables s'élèvent "à plus de 100 milliards de dollars", a-t-il souligné. Le chef de l'État français a évoqué les "projets" d'extension du métro de Manille, l'énergie solaire, la transformation des déchets urbains ou la production d'électricité à partir de la biomasse.
Lire plus @ lactualite24
"Nous espérons que nous écrirons ensemble l'Histoire à Paris en décembre et que nous ne nous contenterons pas de la regarder se dérouler en simple spectateurs", poursuit l'appel. "Les pays en développement qui ont le moins contribué au changement climatique sont ceux qui souffrent le plus de ses effets", soulignent encore les deux présidents, qui en appellent "à la solidarité et à la justice face au changement climatique" mais aussi à la "solidarité financière et technologique".
"Le devoir d'agir ensemble"
Dès son arrivée aux Philippines pour une visite officielle de deux jours, la première d'un chef d'État français dans cet archipel depuis son indépendance en 1947; François Hollande avait déclaré : "Nous avons le devoir d'agir ensemble et c'est la raison pour laquelle je suis venu ici aux Philippines, pour lancer un appel, pour sceller une alliance". "Il faut changer le monde pour sauver la planète", avait-il renchéri devant un forum de la société civile philippine. Les pays développés "ont suffisamment prélevé de ressources" et "abîmé la planète" pour que leur "premier devoir" soit "de faire justice à l'égard des pays" en développement, selon lui.Le chef de l'État français avait proclamé fin novembre sa volonté de "laisser une trace" dans l'Histoire en arrachant un "accord historique sur le climat" - universel et contraignant - à Paris. Se disant "effrayé" par les conséquences du réchauffement climatique, François Hollande parcourt le monde depuis plusieurs mois pour appeler à la mobilisation, des Nations unies au Forum de Davos et du Canada aux îles du Pacifique.
Séquelles du super-typhon Haiyan
La France entend ainsi éviter à tout prix la réédition de l'échec cuisant de la Conférence de Copenhague en 2009. L'archipel des Philippines est un des pays les plus touchés au monde par l'élévation des températures. D'une violence inouïe, sans précédent dans les annales, le super-typhon Haiyan et ses vents soufflant à 230 km/h avaient fait plus de 7 350 morts le 8 novembre 2013, rasant villes et villages. Chaque année, les Philippines, un pays en développement de 100 millions d'habitants, sont balayées de juin à octobre par une vingtaine de violentes tempêtes et de typhons. Et leur fréquence augmente.La délégation française est à la hauteur de ces enjeux avec le patriarche orthodoxe de Constantinople Bartholomée Ier, surnommé le "Patriarche vert" en raison de ses convictions écologiques, des responsables de l'ONU et d'ONG ainsi que l'"envoyé spécial pour la protection de la planète" du président Hollande, Nicolas Hulot. Outre Marion Cotillard, le monde des arts est représenté par une autre actrice française, Mélanie Laurent, engagée comme elle dans la lutte contre le réchauffement climatique. Trois membres du gouvernement, Laurent Fabius (Affaires étrangères), Ségolène Royal (Écologie) et Annick Girardin (Francophonie et Développement), accompagnent aussi le président aux côtés de dirigeants d'entreprises porteurs de projets "verts" (RATP, Suez environnement ou PME engagées dans des projets de centrales solaires), mais aussi de lycéens des Mureaux (région parisienne) qui participent à une simulation de négociations climatiques.
Les Philippines, un "interlocuteur privilégié"
Sur l'île de Guiuan où il fera escale brièvement vendredi matin avant de regagner Paris, François Hollande constatera de visu les lourdes séquelles du typhon Haiyan. Aux yeux de Paris, les Philippines sont un "interlocuteur privilégié" dans la perspective de la conférence de Paris, incarnant une "voix progressiste parmi des pays en développement" alors que certains cultivent "une opposition nord-sud" avec les pays émetteurs de gaz à effet de serre. "Le président Hollande doit prendre l'engagement - en France et à l'étranger - d'en finir avec les énergies fossiles et nucléaires au profit de la transition vers les énergies renouvelables en mettant un terme à l'injustice sociale et climatique qui frappe des pays comme les Philippines", a exhorté Greenpeace jeudi.Devant les milieux d'affaires, François Hollande a par ailleurs souligné sa volonté et celle de son homologue philippin de "renforcer le partenariat économique" franco-philippin. "Considérables", les besoins des Philippines dans le domaine du développement durable, des infrastructures ou des énergies renouvelables s'élèvent "à plus de 100 milliards de dollars", a-t-il souligné. Le chef de l'État français a évoqué les "projets" d'extension du métro de Manille, l'énergie solaire, la transformation des déchets urbains ou la production d'électricité à partir de la biomasse.
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Seminário PPGCC na UFRN: PULSE-Brasil
PULSE-Brasil – Uma plataforma de visualização das implicações das mudanças climáticas sobre ecossistemas e saúde no Brasil
Dr. Duarte CostaUniversity of Exeter, UK
Local: Sala 77 do CCET
(seminários da estatística)
Data: 27 de fevereiro, às
09h30
Resumo: As mudanças
climáticas são um dos principais desafios ambientais globais do século XXI onde
processos de mudança globais se expressam em impactos locais e regionais. As
previsões dos modelos climáticos globais e regionais são a principal fonte de
informação científica para subsidiar planos e políticas de adaptação às
mudanças do clima e de gestão de risco. Contudo, a complexidade e incerteza
inerente aos resultados da modelagem climática implicam um processo de mediação
e facilitação entre cientistas e tomadores de decisão que permitam a aplicação
do estado-da-arte da modelagem climática em processos de planeamento e decisão
política.
A plataforma PULSE,
co-desenhada em parceria com tomadores de decisão no Brasil, pretende ser uma
ferramenta de acesso facilitado e visualização interativa de dados climáticos,
projeções da modelagem e implicações para a saúde humana e ecossistemas, para o
subsídio a Planos de Adaptação e Gestão de Risco Climático. Para além de dados
oficiais, foram também realizadas análises integradas de clima e saúde para
identificar níveis de Exposição, Vulnerabilidade e Risco climático nos
municípios brasileiros perante o aumento de temperaturas médias e frequência de
dias de ondas de calor (WSDI). A apresentação contará com a apresentação e
debate sobre a ferramenta PULSE e visualização dos primeiros resultados de
análise integrada de Clima e Saúde.
Dr. Duarte CostaUniversity of Exeter, UK
Extremos climáticos devem ocorrer com mais frequência e intensidade em São Paulo
Por Elton Alisson
Agência FAPESP – A variação climática observada na Região Metropolitana de São Paulo nos últimos anos – caracterizada por chuvas intensas concentradas em poucos dias, espaçadas entre longos períodos secos e quentes – deve se tornar tendência ou até mesmo agravar nas próximas décadas.
As conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em colaboração com colegas das Universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp), Estadual Paulista (Unesp), de Taubaté (Unitau) e dos Institutos Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e de Aeronáutica e Espaço (IAE), entre outras instituições e universidades do Brasil e do exterior, no âmbito do Projeto Temático “Assessment of impacts and vulnerability to climate change in Brazil and strategies for adaptation option”, apoiado pela FAPESP.
Resultados do estudo foram descritos em artigos publicados na revista Climate Research e contribuíram para a elaboração do Atlas de Projeções de Temperatura e Precipitação para o Estado de São Paulo, uma publicação interna do Inpe lançada em 2014, também resultado de projeto.
“Estamos observando na Região Metropolitana de São Paulo um aumento na frequência de chuvas intensas, deflagradoras de enchentes e deslizamentos de terra, distribuídas entre períodos secos que podem se estender por meses", disse José Antônio Marengo Orsini, pesquisador do Inpe e atualmente no Cemaden.
“Os modelos climáticos projetam que esses eventos climáticos extremos passarão a ser cada vez mais comuns em São Paulo e em outras cidades do mundo e podem até mesmo se intensificar, se forem mantidos o atual ritmo de urbanização e de emissão de gases de efeito estufa”, disse o pesquisador, que coordenou o estudo.
Os pesquisadores analisaram a variabilidade do clima da região metropolitana nos últimos 80 anos por meio de dados diários de chuva referentes ao período de 1933 a 2011 fornecidos pela estação meteorológica Água Funda, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). Do período de 1973-1997, foram utilizados também dados de outras 94 estações meteorológicas espalhadas pela região.
As observações indicaram um aumento significativo, desde 1961, no volume total de chuva durante a estação chuvosa, que pode estar associado à elevação na frequência de dias com chuva pesada e à diminuição de dias com precipitações leves na cidade.
Enquanto os dias com chuva pesada – acima de 50 milímetros (mm) – foram quase nulos nos anos 1950, eles ocorreram entre duas e cinco vezes por ano entre 2000 e 2010 na cidade de São Paulo.
Ilha de calor
De acordo com Marengo, as alterações no regime de chuvas em São Paulo podem ser decorrentes da variabilidade climática natural, mas podem também estar relacionadas ao crescimento da urbanização, em especial nos últimos 40 anos, que contribuiu para agravar os efeitos da “ilha de calor” na cidade.
Com o aumento da urbanização, o solo da região – antes exposto e com vegetação remanescente da Mata Atlântica – foi sendo cada vez mais coberto por materiais como asfalto e concreto, que absorvem muito calor e não retêm umidade.
Com isso, durante o dia o clima fica muito quente e, à noite, o calor acumulado é liberado para a atmosfera. A umidade relativa do ar da cidade é reduzida e a evaporação de água do solo para a formação de nuvens é acelerada, segundo explicou Marengo.
“O aumento da taxa de evaporação faz com que mais água do solo seja extraída, deixando-o totalmente seco, como tem acontecido nas regiões dos reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo”, disse o pesquisador. “Isso pode contribuir para aumentar o deficit hídrico da cidade”, avaliou.
Projeções climáticas
A fim de avaliar possíveis tendências e alterações no padrão de chuvas extremas até 2100, os pesquisadores fizeram projeções de mudanças climáticas de diferentes regiões do Estado de São Paulo, incluindo a região metropolitana, usando uma técnica chamada downscaling.
A técnica combina o modelo climático regional Eta-CPTEC, desenvolvido pelo Inpe, com os modelos globais HadCM3 e HadGEM2, criados no Reino Unido e usados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), para fazer projeções de curto, médio e longo prazo, com uma resolução espacial de 40 quilômetros.
“Ela permite fazer previsões climáticas mais detalhadas de regiões do Estado de São Paulo, como o Vale do Paraíba ou a Serra do Mar, que não aparecem em um modelo climático global”, explicou Marengo.
O modelo foi rodado pelos pesquisadores com base no cenário 21 SRES A1B de emissões de gases de efeito estufa até 2100, usado pelo IPCC.
Nesse cenário climático, considerado intermediário, as emissões de gases-estufa poderão atingir 450 partes por milhão (ppm) e causar um aumento na temperatura global da ordem de 3 ºC até 2100.
Os pesquisadores realizaram simulações para os períodos de 2010 a 2040, 2041 a 2070 e 2071 a 2100, tendo como base o período climatológico de 1961 a 1990, adotado como padrão para projeções climáticas pela Organização Mundial de Meteorologia.
Os resultados das projeções indicaram que aumentará a frequência e a intensidade de chuvas extremas na região metropolitana de São Paulo e nas regiões norte, central e leste do estado nas próximas décadas.
Por outro lado, as projeções também sugeriram um aumento significativo na frequência de veranicos nessas mesmas regiões, sugerindo que as chuvas extremas serão concentradas em alguns dias e ocorrerão entre períodos de seca mais longos, explicou Marengo.
“As projeções mostram que haverá um aumento dos riscos de enchentes, inundações e de delizamentos de terra na região metropolitana de São Paulo e nas regiões norte, central e leste do estado”, disse o pesquisador.
“As pessoas que moram nessas regiões deverão experimentar um aumento maior de temperatura, assim como mudanças no regime de chuva e secas mais prolongandas”, afirmou.
Vulnerabilidade climática
Segundo Marengo, uma das razões pelas quais essas regiões do estado poderão ser mais atingidas pelas variações climáticas é o fato de terem maior densidade populacional.
Além delas, as regiões do Vale do Paraíba, da Serra do Mar, da Baixada Santista e de Campinas também deverão sentir mais os efeitos das variações climáticas, indicou Marengo.
“Os impactos sociais e econômicos do aumento da temperatura, secas mais prolongadas e mudanças no regime de chuva nesses locais deverão ser maiores”, estimou.
“No caso da região oeste de São Paulo, por exemplo, onde a densidade populacional é menor, os impactos serão relativamente menores, mas também ocorrerão.”
A projeção de aumento da mancha na região metropolitana de São Paulo até 2030, justamente nas áreas mais vulneráveis às consequências das mudanças climáticas, deverão agravar ainda mais o risco de desastres naturais, avaliou o pesquisador.
“Os deslocamentos populacionais causados pelas mudanças climáticas não serão só rurais, porque há mais pessoas vivendo nas cidades do que no campo hoje”, estimou Marengo.
“Se fenômenos recentes, como a seca em São Paulo, mostram que não estamos preparados para enfrentar os problemas relacionados às mudanças climáticas, os resultados do estudo reforçam que esses problemas só tendem a piorar e que é preciso considerar possíveis estratégias de adaptação”, disse Marengo.
O artigo contendo resultados dos estudos Observed and projected changes in rainfall extremes in the Metropolitan Area of São Paulo (doi: 10.3354/cr01160), de Marengo e outros, pode ser lido na revista Climate Research em http://www.int-res.com/abstracts/cr/v61/n2/p93-107/
E o artigo “Rainfall and climate variability: long-term trends in the Metropolitan Area of São Paulo in the 20th century” (doi: 10.3354/cr01241), de Obregón e outros, pode ser lido na mesma revista em http://www.int-res.com/abstracts/cr/v61/n2/p93-107/
Agência FAPESP – A variação climática observada na Região Metropolitana de São Paulo nos últimos anos – caracterizada por chuvas intensas concentradas em poucos dias, espaçadas entre longos períodos secos e quentes – deve se tornar tendência ou até mesmo agravar nas próximas décadas.
As conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em colaboração com colegas das Universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp), Estadual Paulista (Unesp), de Taubaté (Unitau) e dos Institutos Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e de Aeronáutica e Espaço (IAE), entre outras instituições e universidades do Brasil e do exterior, no âmbito do Projeto Temático “Assessment of impacts and vulnerability to climate change in Brazil and strategies for adaptation option”, apoiado pela FAPESP.
Resultados do estudo foram descritos em artigos publicados na revista Climate Research e contribuíram para a elaboração do Atlas de Projeções de Temperatura e Precipitação para o Estado de São Paulo, uma publicação interna do Inpe lançada em 2014, também resultado de projeto.
“Estamos observando na Região Metropolitana de São Paulo um aumento na frequência de chuvas intensas, deflagradoras de enchentes e deslizamentos de terra, distribuídas entre períodos secos que podem se estender por meses", disse José Antônio Marengo Orsini, pesquisador do Inpe e atualmente no Cemaden.
“Os modelos climáticos projetam que esses eventos climáticos extremos passarão a ser cada vez mais comuns em São Paulo e em outras cidades do mundo e podem até mesmo se intensificar, se forem mantidos o atual ritmo de urbanização e de emissão de gases de efeito estufa”, disse o pesquisador, que coordenou o estudo.
Os pesquisadores analisaram a variabilidade do clima da região metropolitana nos últimos 80 anos por meio de dados diários de chuva referentes ao período de 1933 a 2011 fornecidos pela estação meteorológica Água Funda, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). Do período de 1973-1997, foram utilizados também dados de outras 94 estações meteorológicas espalhadas pela região.
As observações indicaram um aumento significativo, desde 1961, no volume total de chuva durante a estação chuvosa, que pode estar associado à elevação na frequência de dias com chuva pesada e à diminuição de dias com precipitações leves na cidade.
Enquanto os dias com chuva pesada – acima de 50 milímetros (mm) – foram quase nulos nos anos 1950, eles ocorreram entre duas e cinco vezes por ano entre 2000 e 2010 na cidade de São Paulo.
Ilha de calor
De acordo com Marengo, as alterações no regime de chuvas em São Paulo podem ser decorrentes da variabilidade climática natural, mas podem também estar relacionadas ao crescimento da urbanização, em especial nos últimos 40 anos, que contribuiu para agravar os efeitos da “ilha de calor” na cidade.
Com o aumento da urbanização, o solo da região – antes exposto e com vegetação remanescente da Mata Atlântica – foi sendo cada vez mais coberto por materiais como asfalto e concreto, que absorvem muito calor e não retêm umidade.
Com isso, durante o dia o clima fica muito quente e, à noite, o calor acumulado é liberado para a atmosfera. A umidade relativa do ar da cidade é reduzida e a evaporação de água do solo para a formação de nuvens é acelerada, segundo explicou Marengo.
“O aumento da taxa de evaporação faz com que mais água do solo seja extraída, deixando-o totalmente seco, como tem acontecido nas regiões dos reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo”, disse o pesquisador. “Isso pode contribuir para aumentar o deficit hídrico da cidade”, avaliou.
Projeções climáticas
A fim de avaliar possíveis tendências e alterações no padrão de chuvas extremas até 2100, os pesquisadores fizeram projeções de mudanças climáticas de diferentes regiões do Estado de São Paulo, incluindo a região metropolitana, usando uma técnica chamada downscaling.
A técnica combina o modelo climático regional Eta-CPTEC, desenvolvido pelo Inpe, com os modelos globais HadCM3 e HadGEM2, criados no Reino Unido e usados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), para fazer projeções de curto, médio e longo prazo, com uma resolução espacial de 40 quilômetros.
“Ela permite fazer previsões climáticas mais detalhadas de regiões do Estado de São Paulo, como o Vale do Paraíba ou a Serra do Mar, que não aparecem em um modelo climático global”, explicou Marengo.
O modelo foi rodado pelos pesquisadores com base no cenário 21 SRES A1B de emissões de gases de efeito estufa até 2100, usado pelo IPCC.
Nesse cenário climático, considerado intermediário, as emissões de gases-estufa poderão atingir 450 partes por milhão (ppm) e causar um aumento na temperatura global da ordem de 3 ºC até 2100.
Os pesquisadores realizaram simulações para os períodos de 2010 a 2040, 2041 a 2070 e 2071 a 2100, tendo como base o período climatológico de 1961 a 1990, adotado como padrão para projeções climáticas pela Organização Mundial de Meteorologia.
Os resultados das projeções indicaram que aumentará a frequência e a intensidade de chuvas extremas na região metropolitana de São Paulo e nas regiões norte, central e leste do estado nas próximas décadas.
Por outro lado, as projeções também sugeriram um aumento significativo na frequência de veranicos nessas mesmas regiões, sugerindo que as chuvas extremas serão concentradas em alguns dias e ocorrerão entre períodos de seca mais longos, explicou Marengo.
“As projeções mostram que haverá um aumento dos riscos de enchentes, inundações e de delizamentos de terra na região metropolitana de São Paulo e nas regiões norte, central e leste do estado”, disse o pesquisador.
“As pessoas que moram nessas regiões deverão experimentar um aumento maior de temperatura, assim como mudanças no regime de chuva e secas mais prolongandas”, afirmou.
Vulnerabilidade climática
Segundo Marengo, uma das razões pelas quais essas regiões do estado poderão ser mais atingidas pelas variações climáticas é o fato de terem maior densidade populacional.
Além delas, as regiões do Vale do Paraíba, da Serra do Mar, da Baixada Santista e de Campinas também deverão sentir mais os efeitos das variações climáticas, indicou Marengo.
“Os impactos sociais e econômicos do aumento da temperatura, secas mais prolongadas e mudanças no regime de chuva nesses locais deverão ser maiores”, estimou.
“No caso da região oeste de São Paulo, por exemplo, onde a densidade populacional é menor, os impactos serão relativamente menores, mas também ocorrerão.”
A projeção de aumento da mancha na região metropolitana de São Paulo até 2030, justamente nas áreas mais vulneráveis às consequências das mudanças climáticas, deverão agravar ainda mais o risco de desastres naturais, avaliou o pesquisador.
“Os deslocamentos populacionais causados pelas mudanças climáticas não serão só rurais, porque há mais pessoas vivendo nas cidades do que no campo hoje”, estimou Marengo.
“Se fenômenos recentes, como a seca em São Paulo, mostram que não estamos preparados para enfrentar os problemas relacionados às mudanças climáticas, os resultados do estudo reforçam que esses problemas só tendem a piorar e que é preciso considerar possíveis estratégias de adaptação”, disse Marengo.
O artigo contendo resultados dos estudos Observed and projected changes in rainfall extremes in the Metropolitan Area of São Paulo (doi: 10.3354/cr01160), de Marengo e outros, pode ser lido na revista Climate Research em http://www.int-res.com/abstracts/cr/v61/n2/p93-107/
E o artigo “Rainfall and climate variability: long-term trends in the Metropolitan Area of São Paulo in the 20th century” (doi: 10.3354/cr01241), de Obregón e outros, pode ser lido na mesma revista em http://www.int-res.com/abstracts/cr/v61/n2/p93-107/
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Clima no RN: Meteorologistas têm previsão mais otimista para período chuvoso no semi-árido
Os meteorologistas do Nordeste, reunidos na sede da Empresa de Pesquisa
Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), no Jiqui, após análise dos
parâmetros climáticos, concluíram hoje que na região ao norte do
Nordeste brasileiro “predomine a condição de chuva de normal e abaixo do
normal da média histórica, com grande variabilidade temporal e espacial
para o período de março a meio no semiárido nordestino”. Com relação a
atual condição da reserva hídrica dos reservatórios do Nordeste e, “com
um provável cenário de chuvas de normal a abaixo da média histórica para
os próximos três meses, sem expectativas de recargas expressivas é
necessário a adoção de medias para prolongar o horizonte de
disponibilidade hídrica para a região”.
A II Reunião de Análise e Previsão Climática para o Norte do Nordeste do Brasil”, foi iniciada ontem com os meteorologistas de cada Estado fazendo uma exposição sobre o comportamento das chuvas entre meados de janeiro a meados de fevereiro. Para a previsão anunciada hoje, os especialistas lembram ainda “que como poderão haver mudanças significativas referentes aos parâmetros oceanos/atmosféricos durante as próximas semanas, principalmente n os oceanos, é de extrema importância um monitoramento contínuo nessas regiões que possam inserir algumas mudanças no atual prognóstico”.
Na análise dos resultados dos modelos oceânicos, que simulam o comportamento da temperatura da superfície dos oceanos para os próximos meses, segundo os meteorologistas, mostra uma tendência de aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, o que poderia significar a formação do Fenômeno El Niño, situação essa que poderia prejudicar a ocorrência de chuvas no semiárido Nordestino, no entanto, devido ao comportamento apresentado nos últimos meses pelo oceano Pacífico que ora tem aquecido e ora resfriado, os meteorologistas presentes na reunião de forma unânime, não levaram em consideração essa tendência de aquecimento, entendendo que o oceano Pacífico irá, pelo menos nós próximo dois meses, mostrar uma tendência de normalidade.
Afirmam ainda que, no caso do oceano Atlântico, a tendência para os próximos meses é de uma situação do Atlântico Sul Levemente mais aquecido que o Atlântico Norte. Essas duas condições expostas indicam uma condição melhor na ocorrência de chuvas para aos meses de março, abril de maio de 2015, quando comparada com condição apresentada no mês anterior. Com relação aos resultados dos modelos numéricos de previsão de chuva para a região, uma vez que esses modelos utilizarão uma condição prevendo o aquecimento do Oceano Pacífico, o que não vem se confirmando nos últimos meses, não foram levados em consideração nessa análise, prevalecendo a opinião de que as condições sinóticas serão dominantes.
Fonte: TNonline
A II Reunião de Análise e Previsão Climática para o Norte do Nordeste do Brasil”, foi iniciada ontem com os meteorologistas de cada Estado fazendo uma exposição sobre o comportamento das chuvas entre meados de janeiro a meados de fevereiro. Para a previsão anunciada hoje, os especialistas lembram ainda “que como poderão haver mudanças significativas referentes aos parâmetros oceanos/atmosféricos durante as próximas semanas, principalmente n os oceanos, é de extrema importância um monitoramento contínuo nessas regiões que possam inserir algumas mudanças no atual prognóstico”.
Na análise dos resultados dos modelos oceânicos, que simulam o comportamento da temperatura da superfície dos oceanos para os próximos meses, segundo os meteorologistas, mostra uma tendência de aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, o que poderia significar a formação do Fenômeno El Niño, situação essa que poderia prejudicar a ocorrência de chuvas no semiárido Nordestino, no entanto, devido ao comportamento apresentado nos últimos meses pelo oceano Pacífico que ora tem aquecido e ora resfriado, os meteorologistas presentes na reunião de forma unânime, não levaram em consideração essa tendência de aquecimento, entendendo que o oceano Pacífico irá, pelo menos nós próximo dois meses, mostrar uma tendência de normalidade.
Afirmam ainda que, no caso do oceano Atlântico, a tendência para os próximos meses é de uma situação do Atlântico Sul Levemente mais aquecido que o Atlântico Norte. Essas duas condições expostas indicam uma condição melhor na ocorrência de chuvas para aos meses de março, abril de maio de 2015, quando comparada com condição apresentada no mês anterior. Com relação aos resultados dos modelos numéricos de previsão de chuva para a região, uma vez que esses modelos utilizarão uma condição prevendo o aquecimento do Oceano Pacífico, o que não vem se confirmando nos últimos meses, não foram levados em consideração nessa análise, prevalecendo a opinião de que as condições sinóticas serão dominantes.
Fonte: TNonline
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