Banco Mundial: aquecimento global não está sendo levado a sério
O
aquecimento global não está sendo levado a sério e o tempo está se
esgotando para evitar consequências como a seca e a inundação de
cidades, disse nessa quinta-feira (10) o presidente do Banco Mundial,
Jim Yong Kim. "Estamos chegando rapidamente a um ponto em que não vamos
ser capazes de manter o aquecimento global abaixo dos 2 graus Celsius ",
acrescentou ele, no início da reunião de primavera do Banco Mundial e
do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington.
Jim Yong
Kim defendeu que "o aquecimento de 2 graus Celsius vai ter grandes
implicações”, indicando que “40% das terras aráveis da África
desaparecerão e a cidade de Bangcoc poderá ficar submersa”.
O
Banco Mundial atua em várias áreas para combater as alterações
climáticas, principalmente no preço do carbono, no financiamento da
energia renovável e na pressão exercida junto aos governos para remover
os subsídios à energia.
Jim Yong Kim receia que muitos tenham
deixado de pensar nas alterações climáticas como um problema urgente.
"Daqui a dez ou 15 anos, quando começarem batalhas devido à falta de
acesso à água e à comida, estaremos todos aqui sentados pensando: meu
Deus, por que não fizemos mais àquela altura?", desabafou,
confessando-se “extremamente preocupado” com o fato de “o mundo ainda
não levar o assunto suficientemente a sério”.
Fonte: TNonline
Neste blog são divulgados tópicos relacionados às questões de clima e ambiente, de interesse científico, tecnológico, educacional ou social. (In this blog we deal with some topics concerning climate and environment, with focus on scientific, technological, educational or social issues).
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Brasil e Suécia assinam acordo para cooperação científica
| Publicada por Coordenação de Comunicação Social da Capes |
| Quarta, 09 de Abril de 2014 15:27 |
| Entre os eventos que marcaram o "Workshop Bilateral Brasil-Suécia sobre os Desafios das Mudanças Climáticas - Adaptação e Iniciativas Estratégicas", que aconteceu nesta terça-feira, 8, aconteceu a assinatura de um memorando conjunto de entendimento para cooperação científica entre os dois países, celebrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Swedish Research Council. |
| O embaixador da Suécia no Brasil, Magnus Robach, presente na cerimônia,
classificou o seminário como histórico. "Não sei de outro momento em que
tantos cientistas dos nossos países se reuniram sob um mesmo teto",
definiu. O tema escolhido, mudanças climáticas, também foi destacado
pelo embaixador. "Temos aqui o começo de uma cooperação que poderá fazer
a diferença no mundo", enfatizou. A representante do Swedish Research Council, Kerstin Sahlin, mostrou-se positivamente surpresa com o desenvolvimento do workshop. "Os trabalhos desenvolvidos ultrapassaram nossas melhores expectativas e gostaria de compartilhar isso com meus colegas suecos e, agora, novos colegas brasileiros", afirmou. Parceria O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, lembrou que atualmente mais de 200 estudantes brasileiros se encontram em universidades suecas pelo programa Ciência sem Fronteiras. "Trata-se de um dos melhores sistemas universitários do mundo, o que nos enche de orgulho", afirmou. Há mais uma turma de estudantes brasileiros já selecionada para fazer graduação-sanduíche na Suécia. De acordo com Jorge Guimarães, um dos grandes destaques do intercâmbio acadêmico com a Suécia é a possibilidade de estágios em empresas do país que possuem filial no Brasil. "Ao fazer um estágio na Suécia, as empresas colocam o DNA no nosso estudante. No futuro, isso possibilitará uma grande transformação na empregabilidade dos nossos discentes", ressaltou. Entre as possibilidades desse novo acordo assinado, o presidente da Capes destaca o aprendizado na distribuição dos campos científicos. "A pesquisa em agricultura na Suécia corresponde a 20% da produção do país, proporcionalmente o dobro em relação ao Brasil. Temos muito o que explorar no futuro dessa nova cooperação", concluiu. |
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Áreas áridas absorvem mais carbono do que se acreditava
Regiões ajudam a reter parte do excesso de CO2
Pesquisadores liderados por um biólogo da Universidade Estadual de Washington descobriram que áreas áridas, que se encontram entre os maiores ecossistemas do planeta, absorvem uma quantidade inesperada de níveis de dióxido de carbono da atmosfera.
Com esta descoberta, eles acreditam que se possa tratar melhor da questão do orçamento de carbono da Terra – o quanto dele permanece na atmosfera como CO2, e o quanto fica armazenado na terra e no oceano em outras formas da substância.
O estudo, publicado semana passada na Nature Climate Change, é o resultado de um experimento de 10 anos, mo qual os pesquisadores expuseram glebas do deserto de Mojave, na Califórnia, a níveis elevados de CO2, semelhantes aos que se espera encontrar em 2050. Eles então recolheram o solo e plantas em até um metro de profundidade e mediram quanto de carbono foi absorvido.
O trabalho trata de uma das facetas desconhecidas do aquecimento global: o grau no qual ecossistemas de terra absorvem ou liberam CO2 quando sua presença aumenta na atmosfera.
Com menos de 25 cm de chuva por ano, as áreas áridas ocupam uma extensa faixa de 30 graus de latitude norte e sul. Junto com as áreas semi-áridas, que recebem menos de 50 cm de chuva por ano, elas respondem por quase metade da superfície do planeta.
Solos de floresta tem mais matéria orgânica, e metro quadrado por metro quadrado, retêm muito mais carbono. Mas como os solos áridos cobrem tanta área, podem ter um papel considerável no orçamento de carbono e em quanto a Terra esquenta quando gases de efeito estufa se acumulam na atmosfera, informa o Science20.
Via Planeta Sustentável
Pesquisadores liderados por um biólogo da Universidade Estadual de Washington descobriram que áreas áridas, que se encontram entre os maiores ecossistemas do planeta, absorvem uma quantidade inesperada de níveis de dióxido de carbono da atmosfera.
Com esta descoberta, eles acreditam que se possa tratar melhor da questão do orçamento de carbono da Terra – o quanto dele permanece na atmosfera como CO2, e o quanto fica armazenado na terra e no oceano em outras formas da substância.
O estudo, publicado semana passada na Nature Climate Change, é o resultado de um experimento de 10 anos, mo qual os pesquisadores expuseram glebas do deserto de Mojave, na Califórnia, a níveis elevados de CO2, semelhantes aos que se espera encontrar em 2050. Eles então recolheram o solo e plantas em até um metro de profundidade e mediram quanto de carbono foi absorvido.
O trabalho trata de uma das facetas desconhecidas do aquecimento global: o grau no qual ecossistemas de terra absorvem ou liberam CO2 quando sua presença aumenta na atmosfera.
Com menos de 25 cm de chuva por ano, as áreas áridas ocupam uma extensa faixa de 30 graus de latitude norte e sul. Junto com as áreas semi-áridas, que recebem menos de 50 cm de chuva por ano, elas respondem por quase metade da superfície do planeta.
Solos de floresta tem mais matéria orgânica, e metro quadrado por metro quadrado, retêm muito mais carbono. Mas como os solos áridos cobrem tanta área, podem ter um papel considerável no orçamento de carbono e em quanto a Terra esquenta quando gases de efeito estufa se acumulam na atmosfera, informa o Science20.
Via Planeta Sustentável
Custos da mudança do clima estão subestimados
Modelos usados para tomada de decisões teriam de ser melhorados
Gerações futuras terão de pagar mais pelas emissões de carbono do que supõem governos em todo o mundo, de acordo com um grupo de cientistas influentes.
E os modelos do clima usados por tomadores de decisão para estimar os custos econômicos e sociais das emissões de CO2 têm de ser melhorados, de acordo com Thomas Sterner, professor de economia ambiental da Faculdade de Administração, Economia e Direito da Universidade de Gotemburgo e outros seis cientistas, autores de um estudo publicado ontem na Nature.
Os cientistas concluem que os relatórios do painel do clima da ONU têm a importante função de estabelecer uma agenda para a pesquisa sobre a questão. Mas seu papel mais importante é informar a discussão política global sobre como lidar com os danos causados pela mudança do clima.
Sterner, um especialista em políticas de redução de emissões de gases de efeito estufa, é o autor coordenador chefe de um capítulo central sobre instrumentos políticos do Grupo de Trabalho III do Quinto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental da Mudança do Clima, que será apresentado no domingo em Berlim.
O custo social do carbono corresponde ao dinheiro economizado quando danos causados pela mudança do clima são evitados como resultados de políticas que levem à redução de emissões.
Os autores apontam para diversas falhas dos modelos do clima mais usados. No entanto, salientam que eles são úteis, apesar de incertezas significativas – uma vez que fornecem um nível mínimo e portanto permitem que políticas reduzam as emissões em alguma extensão. Segundo eles, modeladores, economistas e cientistas da natureza devem deixar suas torres de marfim e cooperar uns com os outros e identificar brechas e fraquezas, para a melhora contínua de seus modelos, informa o EurekAlert.
Por
Gerações futuras terão de pagar mais pelas emissões de carbono do que supõem governos em todo o mundo, de acordo com um grupo de cientistas influentes.
E os modelos do clima usados por tomadores de decisão para estimar os custos econômicos e sociais das emissões de CO2 têm de ser melhorados, de acordo com Thomas Sterner, professor de economia ambiental da Faculdade de Administração, Economia e Direito da Universidade de Gotemburgo e outros seis cientistas, autores de um estudo publicado ontem na Nature.
Os cientistas concluem que os relatórios do painel do clima da ONU têm a importante função de estabelecer uma agenda para a pesquisa sobre a questão. Mas seu papel mais importante é informar a discussão política global sobre como lidar com os danos causados pela mudança do clima.
Sterner, um especialista em políticas de redução de emissões de gases de efeito estufa, é o autor coordenador chefe de um capítulo central sobre instrumentos políticos do Grupo de Trabalho III do Quinto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental da Mudança do Clima, que será apresentado no domingo em Berlim.
O custo social do carbono corresponde ao dinheiro economizado quando danos causados pela mudança do clima são evitados como resultados de políticas que levem à redução de emissões.
Os autores apontam para diversas falhas dos modelos do clima mais usados. No entanto, salientam que eles são úteis, apesar de incertezas significativas – uma vez que fornecem um nível mínimo e portanto permitem que políticas reduzam as emissões em alguma extensão. Segundo eles, modeladores, economistas e cientistas da natureza devem deixar suas torres de marfim e cooperar uns com os outros e identificar brechas e fraquezas, para a melhora contínua de seus modelos, informa o EurekAlert.
Por
Mudanças climáticas põem em risco segurança hídrica na América do Sul
Por Elton Alisson
Agência FAPESP – As mudanças climáticas já observadas e as projetadas para as Américas do Sul e Central colocarão em risco a segurança hídrica das regiões e terão impactos diretos no abastecimento doméstico e industrial e em setores fortemente dependentes de água, como o de geração de energia hidrelétrica e a agricultura.
O alerta é do Relatório sobre Impactos, Adaptação e Vulnerabilidades às Mudanças Climáticas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), apresentado no dia 31 de março em Yokohama, no Japão, e em seguida no dia 1º de abril, na Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Rio de Janeiro.
O capítulo 27 do documento, que aborda as projeções das mudanças climáticas paras as Américas do Sul e Central, destaca que a vulnerabilidade atual de abastecimento de água nas zonas semiáridas das duas regiões e nos Andes tropicais deverá aumentar ainda mais por causa das mudanças climáticas. E o problema poderá ser agravado pela redução das geleiras andinas, pela diminuição de chuvas e pelo aumento da evapotranspiração nas regiões semiáridas das Américas do Sul e Central, previstos pelo IPCC.
Se essas previsões forem confirmadas, elas afetarão o abastecimento de água das grandes cidades e de pequenas comunidades nas duas regiões. Além disso, comprometerão a geração de energia hidrelétrica e a produção de alimentos, aponta o relatório.
“No fim das contas, os principais impactos das mudanças climáticas previstos para as Américas do Sul e Central estão relacionados com a água”, disse Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do capítulo 27 do relatório, durante a apresentação da publicação, no Rio de Janeiro.
“Todos os setores que dependem, de alguma forma, de água poderão ser afetados”, estimou Buckeridge. De acordo com o relatório, as Américas do Sul e Central contam com boa disponibilidade de água, mas o recurso hídrico é distribuído de forma desigual nas duas regiões.
O principal usuário de água nas Américas do Sul e Central é a agricultura, seguido pelo abastecimento dos 580 milhões de habitantes das duas regiões, excluídos os 14% que hoje nem sequer têm acesso ao recurso, aponta o documento.
Ainda de acordo com a publicação, a energia hidrelétrica é a principal fonte de energia renovável nas duas regiões, correspondendo a 60% de suas matrizes energéticas, enquanto em outras regiões essa contribuição é, em média, de 20%.
Como a projeção é de aumento de chuvas em algumas regiões do Brasil, os sistemas de energia hidrelétrica baseados principalmente no Rio Paraná poderão ter um ligeiro aumento na produção de energia.
No entanto, o restante do sistema hidrelétrico do país – especialmente os localizados no Nordeste – poderá enfrentar diminuição na geração de energia, comprometendo a confiabilidade de todo o sistema, aponta o relatório.
“Imagine se eventos climáticos extremos, como os períodos de seca combinados com altas temperaturas que ocorreram no início deste ano na região Sudeste do Brasil, também acontecerem eventualmente na região Sul do país. Eles poderiam afetar fortemente o funcionamento de usinas hidrelétricas como as de Itaipu”, disse Buckeridge à Agência FAPESP.
Impactos nos alimentos
Na agricultura, as mudanças climáticas previstas para as duas regiões poderão causar diferentes impactos na produção de alguns tipos de alimentos e na segurança alimentar das populações, indica o relatório.
Mesmo com a diminuição prevista da disponibilidade de água, a cana-de-açúcar e a soja são mais propensas a responder positivamente ao aumento das emissões de gás carbônico e às mudanças de temperatura e aumentar a produtividade e a produção.
No Nordeste do Brasil, contudo, deverá cair o rendimento de culturas de subsistência para a população da região, como feijão, milho e mandioca, e haverá redução de áreas atualmente favoráveis para o cultivo de feijão caupi.
E um aquecimento de 5,8 °C em 2100 (o pior dos cenários previstos) poderia tornar a colheita de café inviável em Minas Gerais e São Paulo – os dois maiores produtores do grão no Brasil.
“O que tem se observado em termos de impacto das mudanças climáticas na agricultura em regiões de latitudes médias e tropicais é que, à exceção da soja, haverá redução na produção principalmente de trigo, arroz e milho cultivados nessas regiões”, disse José Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e um dos autores do capítulo 27, durante o evento de lançamento no Rio de Janeiro.
“E essas culturas agrícolas compõem, basicamente, a cesta básica da maioria dos países em desenvolvimento”, afirmou.
O relatório pondera que, como resultado de taxas de crescimento mais elevadas e melhor eficiência do uso da água, algumas culturas nas Américas do Sul e Central, incluindo soja, feijão, milho e cana-de-açúcar, poderão até responder com uma produtividade cada vez maior.
A qualidade nutricional desses alimentos, no entanto, deve diminuir em razão do teor de açúcar mais elevado em grãos e frutas e a redução do teor de proteína em cereais e leguminosas, apontam pesquisadores da área.
“Estudos mais recentes demonstram que, com aumento de gás carbônico na atmosfera, as plantas crescem mais e ficam mais robustas. O teor de proteínas delas diminui, em média, 7% e isso gera uma queda na qualidade dos alimentos”, avaliou Buckeridge.
Algumas práticas de adaptação sugeridas pelo relatório do IPCC são avanços no melhoramento genético para o desenvolvimento de culturas agrícolas mais bem adaptadas a eventos climáticos extremos e para atender a demanda mundial por alimentos nas próximas décadas.
Segundo projeções do relatório, até 2040 será preciso aumentar, no mínimo, 70% a produção mundial de alimentos, e a América do Sul e a África são as únicas regiões no mundo que dispõem de terra agriculturável disponível para atender parte dessa demanda.
“Não terá como aumentar a produção da maioria das espécies de vegetais por meio da genética clássica”, disse Buckeridge. “Será preciso utilizar a biotecnologia para transformar as plantas de modo que produzam mais alimentos e sejam mais bem adaptadas às mudanças climáticas”, avaliou.
Agência FAPESP – As mudanças climáticas já observadas e as projetadas para as Américas do Sul e Central colocarão em risco a segurança hídrica das regiões e terão impactos diretos no abastecimento doméstico e industrial e em setores fortemente dependentes de água, como o de geração de energia hidrelétrica e a agricultura.
O alerta é do Relatório sobre Impactos, Adaptação e Vulnerabilidades às Mudanças Climáticas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), apresentado no dia 31 de março em Yokohama, no Japão, e em seguida no dia 1º de abril, na Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Rio de Janeiro.
O capítulo 27 do documento, que aborda as projeções das mudanças climáticas paras as Américas do Sul e Central, destaca que a vulnerabilidade atual de abastecimento de água nas zonas semiáridas das duas regiões e nos Andes tropicais deverá aumentar ainda mais por causa das mudanças climáticas. E o problema poderá ser agravado pela redução das geleiras andinas, pela diminuição de chuvas e pelo aumento da evapotranspiração nas regiões semiáridas das Américas do Sul e Central, previstos pelo IPCC.
Se essas previsões forem confirmadas, elas afetarão o abastecimento de água das grandes cidades e de pequenas comunidades nas duas regiões. Além disso, comprometerão a geração de energia hidrelétrica e a produção de alimentos, aponta o relatório.
“No fim das contas, os principais impactos das mudanças climáticas previstos para as Américas do Sul e Central estão relacionados com a água”, disse Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do capítulo 27 do relatório, durante a apresentação da publicação, no Rio de Janeiro.
“Todos os setores que dependem, de alguma forma, de água poderão ser afetados”, estimou Buckeridge. De acordo com o relatório, as Américas do Sul e Central contam com boa disponibilidade de água, mas o recurso hídrico é distribuído de forma desigual nas duas regiões.
O principal usuário de água nas Américas do Sul e Central é a agricultura, seguido pelo abastecimento dos 580 milhões de habitantes das duas regiões, excluídos os 14% que hoje nem sequer têm acesso ao recurso, aponta o documento.
Ainda de acordo com a publicação, a energia hidrelétrica é a principal fonte de energia renovável nas duas regiões, correspondendo a 60% de suas matrizes energéticas, enquanto em outras regiões essa contribuição é, em média, de 20%.
Como a projeção é de aumento de chuvas em algumas regiões do Brasil, os sistemas de energia hidrelétrica baseados principalmente no Rio Paraná poderão ter um ligeiro aumento na produção de energia.
No entanto, o restante do sistema hidrelétrico do país – especialmente os localizados no Nordeste – poderá enfrentar diminuição na geração de energia, comprometendo a confiabilidade de todo o sistema, aponta o relatório.
“Imagine se eventos climáticos extremos, como os períodos de seca combinados com altas temperaturas que ocorreram no início deste ano na região Sudeste do Brasil, também acontecerem eventualmente na região Sul do país. Eles poderiam afetar fortemente o funcionamento de usinas hidrelétricas como as de Itaipu”, disse Buckeridge à Agência FAPESP.
Impactos nos alimentos
Na agricultura, as mudanças climáticas previstas para as duas regiões poderão causar diferentes impactos na produção de alguns tipos de alimentos e na segurança alimentar das populações, indica o relatório.
Mesmo com a diminuição prevista da disponibilidade de água, a cana-de-açúcar e a soja são mais propensas a responder positivamente ao aumento das emissões de gás carbônico e às mudanças de temperatura e aumentar a produtividade e a produção.
No Nordeste do Brasil, contudo, deverá cair o rendimento de culturas de subsistência para a população da região, como feijão, milho e mandioca, e haverá redução de áreas atualmente favoráveis para o cultivo de feijão caupi.
E um aquecimento de 5,8 °C em 2100 (o pior dos cenários previstos) poderia tornar a colheita de café inviável em Minas Gerais e São Paulo – os dois maiores produtores do grão no Brasil.
“O que tem se observado em termos de impacto das mudanças climáticas na agricultura em regiões de latitudes médias e tropicais é que, à exceção da soja, haverá redução na produção principalmente de trigo, arroz e milho cultivados nessas regiões”, disse José Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e um dos autores do capítulo 27, durante o evento de lançamento no Rio de Janeiro.
“E essas culturas agrícolas compõem, basicamente, a cesta básica da maioria dos países em desenvolvimento”, afirmou.
O relatório pondera que, como resultado de taxas de crescimento mais elevadas e melhor eficiência do uso da água, algumas culturas nas Américas do Sul e Central, incluindo soja, feijão, milho e cana-de-açúcar, poderão até responder com uma produtividade cada vez maior.
A qualidade nutricional desses alimentos, no entanto, deve diminuir em razão do teor de açúcar mais elevado em grãos e frutas e a redução do teor de proteína em cereais e leguminosas, apontam pesquisadores da área.
“Estudos mais recentes demonstram que, com aumento de gás carbônico na atmosfera, as plantas crescem mais e ficam mais robustas. O teor de proteínas delas diminui, em média, 7% e isso gera uma queda na qualidade dos alimentos”, avaliou Buckeridge.
Algumas práticas de adaptação sugeridas pelo relatório do IPCC são avanços no melhoramento genético para o desenvolvimento de culturas agrícolas mais bem adaptadas a eventos climáticos extremos e para atender a demanda mundial por alimentos nas próximas décadas.
Segundo projeções do relatório, até 2040 será preciso aumentar, no mínimo, 70% a produção mundial de alimentos, e a América do Sul e a África são as únicas regiões no mundo que dispõem de terra agriculturável disponível para atender parte dessa demanda.
“Não terá como aumentar a produção da maioria das espécies de vegetais por meio da genética clássica”, disse Buckeridge. “Será preciso utilizar a biotecnologia para transformar as plantas de modo que produzam mais alimentos e sejam mais bem adaptadas às mudanças climáticas”, avaliou.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Brasil e Suécia realizam workshop na Capes para debater desafios das mudanças climáticas
| Publicada por Coordenação de Comunicação Social |
| Segunda, 07 de Abril de 2014 20:03 |
| Teve início nesta segunda-feira, 7, o Workshop Bilateral Brasil-Suécia sobre os Desafios das Mudanças Climáticas - Adaptação e Iniciativas Estratégicas. O objetivo do encontro é facilitar a criação de laços entre pesquisadores do Brasil e da Suécia e criar novas ligações transversais entre as diferentes disciplinas científicas no que diz respeito às alterações e adaptações climáticas. O evento acontece em Brasília, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). |
O workshop bilateral surgiu de diálogos entre o Ministério da Educação brasileiro e sueco para estimular a cooperação entre pesquisadores dos dois países. A Capes foi designada como o parceiro brasileiro para a realização desta cooperação. No lado sueco, o Swedish Research Council assumiu a liderança no desenvolvimento da oficina junto com o Swedish Research Council for Environment, Agricultural Sciences and Spatial Planning (Formas). O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, destacou a importância de receber um evento sobre o tema. "É um prazer grande para Capes ser a casa onde discutiremos esse assunto de extrema relevância, que afeta a todos os habitantes desse planeta", ressaltou. Responsável por apresentar uma visão geral das atividades da coordenação, assim como o panorama atual da produção científica brasileira, Guimarães enfatizou o desejo de que o workshop gere programas de cooperação internacional entre pesquisadores brasileiros e suecos. "Certamente sairemos com um plano de trabalho para cooperação mútua entre os pesquisadores". O presidente citou então como exemplo o programa Bragecrim, cooperação com a Alemanha na área de tecnologia de manufatura. "Algo semelhante pode surgir ao final desse workshop", concluiu. Nesse sentido, a ministra conselheira da Embaixada da Suécia, Pernilla Josefsson Lazo, também acredita que o workshop deve gerar parcerias futuras. "Trata-se de um dos mais importantes tópicos da nossa época: mudanças climáticas. Estamos agradecidos pelos esforços de ambos os lados para tornar esse evento realidade. Tenho certeza que o workshop mostrará novas possibilidades de cooperação e teremos um modelo que poderá ser utilizado em outras áreas", destacou a representante da Embaixada, que disse conhecer bem a Capes por meio do trabalho com o programa Ciência sem Fronteiras. |
Emparn afasta risco de temporal
Aura Mazda e Júlio Pinheiro
Repórter e Editor do TN Online
Não há previsão de temporal para o Rio Grande do Norte. A afirmação é do setor de meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado (Emparn). Em Natal e no interior há a previsão de chuvas durante toda a semana, mas em intensidade normal, afastando os boatos sobre suposto alerta de temporal que circulou pelas redes sociais, durante o final de semana.
De acordo com o chefe do setor de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, há um exagero ao se falar em temporal ou alerta. Ocorrerão, segundo ele, chuvas normais durante a semana, concentrando-se no período da madrugada e início da manhã no litoral potiguar, enquanto o interior terá a maior parte das precipitações entre o fim da tarde e a noite. “É algo exagerado isso que é dito [alerta de temporal]. Havia uma formação mais densa para a região da Paraíba, mas que já perdeu força. O que há é previsão de chuvas, só isso”, afirmou Bristot.
O professor Cláudio Moisés, coordenador do curso de Meteorologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explicou que as chuvas que vem caindo no Estado nos últimos dias são consideradas normais para o período. Segundo ele, o fenômeno é natural devido a Zona de Convergência Intertropical. Sobre a possibilidade de tornados e ventos com mais de 200 km/h na capital, o professor explicou que tais eventos seriam “improváveis” para a região, por causa da posição geográfica.
Previsão
Apesar de afastar a possibilidade de temporal, a previsão é que as chuvas ocorram durante toda a semana em Natal. De acordo com o site Climatempo, a previsão é de pancadas de chuvas concentradas entre a tarde e a noite desta segunda-feira (7), enquanto entre terça e sexta-feira (11) a tendência é de céu com muitas nuvens e chuva a qualquer hora. A temperatura vai variar entre 31ºC e 23ºC.
Em Mossoró, a tendência é que ocorram pancadas de chuva no início da noite e durante toda a terça-feira (8). Na quarta, inclusive, há a previsão de chuvas no fim da tarde e noite com incidência de trovoadas. Em Caicó, a previsão é semelhante a Mossoró, com as temperaturas nas duas cidades variando entre 35ºC e 24ºC.
Entre às 7h de sexta-feira (4/04) e às 7h de ontem (7/04), a Emparn registrou chuvas em 91 postos de monitoramento, em 87 municípios do RN. As maiores precipitações foram em Marcelino Vieira (110 mm); Coronel João Pessoa (83 mm); Martins (82,3 mm); Ouro Branco (81 mm); Cruzeta (79,9 mm); Timbaúba dos Batistas (79 mm) e São Francisco do Oeste (77 mm). Em Natal, choveu 28,5 mm.
Nos três primeiros meses de 2014, o RN registrou boas chuvas, com índices dentro da média mensal. O maior índice acumulado foi em Frutuoso Gomes, no Oeste, com 534 mm, seguido por Portalegre, com 562,4 mm, Viçosa, com 480 mm, e o mm Baia Formosa com 479 mm.
Repórter e Editor do TN Online
Não há previsão de temporal para o Rio Grande do Norte. A afirmação é do setor de meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado (Emparn). Em Natal e no interior há a previsão de chuvas durante toda a semana, mas em intensidade normal, afastando os boatos sobre suposto alerta de temporal que circulou pelas redes sociais, durante o final de semana.
De acordo com o chefe do setor de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, há um exagero ao se falar em temporal ou alerta. Ocorrerão, segundo ele, chuvas normais durante a semana, concentrando-se no período da madrugada e início da manhã no litoral potiguar, enquanto o interior terá a maior parte das precipitações entre o fim da tarde e a noite. “É algo exagerado isso que é dito [alerta de temporal]. Havia uma formação mais densa para a região da Paraíba, mas que já perdeu força. O que há é previsão de chuvas, só isso”, afirmou Bristot.
O professor Cláudio Moisés, coordenador do curso de Meteorologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explicou que as chuvas que vem caindo no Estado nos últimos dias são consideradas normais para o período. Segundo ele, o fenômeno é natural devido a Zona de Convergência Intertropical. Sobre a possibilidade de tornados e ventos com mais de 200 km/h na capital, o professor explicou que tais eventos seriam “improváveis” para a região, por causa da posição geográfica.
Previsão
Apesar de afastar a possibilidade de temporal, a previsão é que as chuvas ocorram durante toda a semana em Natal. De acordo com o site Climatempo, a previsão é de pancadas de chuvas concentradas entre a tarde e a noite desta segunda-feira (7), enquanto entre terça e sexta-feira (11) a tendência é de céu com muitas nuvens e chuva a qualquer hora. A temperatura vai variar entre 31ºC e 23ºC.
Em Mossoró, a tendência é que ocorram pancadas de chuva no início da noite e durante toda a terça-feira (8). Na quarta, inclusive, há a previsão de chuvas no fim da tarde e noite com incidência de trovoadas. Em Caicó, a previsão é semelhante a Mossoró, com as temperaturas nas duas cidades variando entre 35ºC e 24ºC.
Entre às 7h de sexta-feira (4/04) e às 7h de ontem (7/04), a Emparn registrou chuvas em 91 postos de monitoramento, em 87 municípios do RN. As maiores precipitações foram em Marcelino Vieira (110 mm); Coronel João Pessoa (83 mm); Martins (82,3 mm); Ouro Branco (81 mm); Cruzeta (79,9 mm); Timbaúba dos Batistas (79 mm) e São Francisco do Oeste (77 mm). Em Natal, choveu 28,5 mm.
Nos três primeiros meses de 2014, o RN registrou boas chuvas, com índices dentro da média mensal. O maior índice acumulado foi em Frutuoso Gomes, no Oeste, com 534 mm, seguido por Portalegre, com 562,4 mm, Viçosa, com 480 mm, e o mm Baia Formosa com 479 mm.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
American Geophysical Union Reacts to Latest IPCC Report
Immediate Action Is Needed to Address Growing Impacts of Climate Change, Says International Organization of Earth and Space Scientists
4 April 2014
Washington, D.C.—The following statement is attributable to
American Geophysical Union (AGU) executive director/CEO Christine
McEntee:
“The recent release of the Intergovernmental Panel on Climate Change’s (IPCC) Assessment 5, Working Group II report has been viewed by many as a wakeup call. Not only is our climate changing, but the impacts of that change are already occurring and increasing faster than previously thought. This poses a real, direct and immediate threat to human health, the performance and sustainability of our agriculture systems, the availability and reliability of natural resources—including water supplies—the health of ecosystems on land and in the oceans, and the economic stability of nations around the world.
That doesn’t mean that it’s too late to address the impacts of climate change, but it does mean that the window for meaningful action is closing. Lessening the negative outcomes will require rapid societal responses that are informed by science and that reflect the perspectives and commitment of all stakeholders, including international, national, regional, and local governments, the business community, industry, scientific researchers, and many others.
The bottom line is this: Climate change is real – the science is clear and the scientific community is in agreement. Its impacts are being felt today in communities and countries around the world . . . and those effects touch Fortune 500 companies and families alike. There is much that can be done to mitigate and adapt to the effects of climate change, but without immediate action, they will only continue to worsen. And, while some solutions will require us to make difficult decisions, many of them have the potential to open up innovative new avenues for economic growth and development.
The IPCC report clearly demonstrates that we cannot continue to hit the snooze button when it comes to addressing climate change. From taking steps to reduce the magnitude of climate change, such as substantially cutting emissions, to providing vulnerable communities with the resources they need to adapt and ensuring that policy decisions are informed by credible and up-to-date science, the time for action is now.”
AGU’s Climate Change Position Statement
The American Geophysical Union is dedicated to advancing the Earth and space sciences for the benefit of humanity through its scholarly publications, conferences, and outreach programs. AGU is a not-for-profit, professional, scientific organization representing more than 62,000 members in 144 countries. Join our conversation on Facebook, Twitter, YouTube, and other social media channels.
“The recent release of the Intergovernmental Panel on Climate Change’s (IPCC) Assessment 5, Working Group II report has been viewed by many as a wakeup call. Not only is our climate changing, but the impacts of that change are already occurring and increasing faster than previously thought. This poses a real, direct and immediate threat to human health, the performance and sustainability of our agriculture systems, the availability and reliability of natural resources—including water supplies—the health of ecosystems on land and in the oceans, and the economic stability of nations around the world.
That doesn’t mean that it’s too late to address the impacts of climate change, but it does mean that the window for meaningful action is closing. Lessening the negative outcomes will require rapid societal responses that are informed by science and that reflect the perspectives and commitment of all stakeholders, including international, national, regional, and local governments, the business community, industry, scientific researchers, and many others.
The bottom line is this: Climate change is real – the science is clear and the scientific community is in agreement. Its impacts are being felt today in communities and countries around the world . . . and those effects touch Fortune 500 companies and families alike. There is much that can be done to mitigate and adapt to the effects of climate change, but without immediate action, they will only continue to worsen. And, while some solutions will require us to make difficult decisions, many of them have the potential to open up innovative new avenues for economic growth and development.
The IPCC report clearly demonstrates that we cannot continue to hit the snooze button when it comes to addressing climate change. From taking steps to reduce the magnitude of climate change, such as substantially cutting emissions, to providing vulnerable communities with the resources they need to adapt and ensuring that policy decisions are informed by credible and up-to-date science, the time for action is now.”
AGU’s Climate Change Position Statement
The American Geophysical Union is dedicated to advancing the Earth and space sciences for the benefit of humanity through its scholarly publications, conferences, and outreach programs. AGU is a not-for-profit, professional, scientific organization representing more than 62,000 members in 144 countries. Join our conversation on Facebook, Twitter, YouTube, and other social media channels.
Boato de temporal se espalha em blogs e redes sociais em Natal-RN
Circula
em redes sociais, blogs e sites da mídia local, boatos sobre um possível
temporal em Natal, de enormes proporções. Ao ler uma nota dessas pela primeira
vez no sábado passado, fizemos busca em vários canais de informações
confiáveis, a exemplo da Divisão de Satélites do INPE -
http://sigma.cptec.inpe.br/prec_sat/, e não percebemos nenhum sinal de
tal evento. Uma busca simplificada no Twitter, feita há pouco, apontou que
ainda existem rumores circulando nas redes sociais. Abaixo podem ser lido
mensagens do twitter. Pesquisadores da área de Ciências Climáticas da UFRN
devem emitir nota em breve sobre o assunto.
Seguem as
notas extraídas do twitter:
# e o temporal em Natal, já chegou? Vcs
estão pensando que é conversa... pois seria bom acreditar.
# Risco de forte temporal em Natal? Isso
procede?
# Emparn descarta possibilidade de
Temporal em Natal. — lendo Jornal tribuna do norte
# Pronto, agora surge o boato de um
~temporal~ em Natal que está prestes a chegar.
# Dia ‘escurece’ em Natal: Defesa civil
alerta: risco de temporal
http://www.suerdamedeiros.com/blog/dia-escurece-em-natal-defesa-civil-alerta-risco-de-temporal/
…
# uns blogs aí dizendo que Natal está sob
alerta de temporal, 48 horas de alerta.
# To esperando o temporal que vinha pra
Natal e até agora nem água (literalmente)
# Emparn afasta possibilidades de
temporal em Natal e interior http://efranciscogomes.com/noticias/emparn-afasta-possibilidades-de-temporal-em-natal-e-interior/30308/
…
# Repórter 95 - Tempo: Previsão para as
próximas horas na capital - Temporal. Umidade do ar neste momento: 89 por...
http://fb.me/16fg49ait
# Cuidado. Há previsões de temporal em Natal.
# Alguém tem noticias sobre alerta de
temporal p Natal, emitido pela defesa civil?
# Prefeitura de Natal acendeu sinal de
alerta para temporal no domingo http://www.thaisagalvao.com.br
# Atenção: Defesa Civil de Natal alerta
para temporal na capital do RN nesta segunda
# Temporal em Natal? Cuidado, é o que
alerta a Defesa Civil.
Natal está mais quente e sufocante
Sol forte e pouco vento. Essa combinação resultou num março de calor
“anormal” na Região Metropolitana de Natal. As temperaturas máximas do
período, que geralmente vão de 29 a 30 graus, alcançaram a marca dos
31. Nas ruas, a sensação térmica experimentada pelo natalense chegou à
casa dos 39 graus, durante os dias mais quentes. A mudança abrupta
ocorreu devido a fatores repentinos, mas os especialistas confirmam que a
temperatura média da Grande Natal está mais quente e a tendência é
piorar. Em meio século, entre 1960 e 2010, os termômetros registraram um
aumento de 1,5 grau nas médias anuais da região metropolitana.
A diferença pode parecer pequena, mas o meteorologista Gilmar Bristot, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), garante que não. O terceiro mês de 2014 foi mais quente porque a região teve menos ventos que o esperado. Uma variação na pressão sofrida pelo oceano Atlântico foi o fator que levou para outras regiões, os ventos que se deslocariam para o Nordeste. “Sem o vento, a umidade fica parada. E umidade parada retém o calor”, explica o especialista. É esta a sensação “abafada”, sentida pela população.
Já o avanço das temperaturas médias é o mais preocupante e está relacionado à urbanização e industrialização de Natal. “Isso acontece devido à construção de mais prédios, impermeabilização do solo, retirada do material verde, concentração de veículos... A tendência é formar uma ilha de calor. E não tem como reverter isso. Podemos apenas amenizar com a utilização de transporte coletivo, das tecnologias de combustíveis renováveis e redução dos combustíveis fosseis”, coloca.
O aumento da temperatura em Natal foi bem maior que o registrado em todo o Planeta. Para se ter uma ideia, entre 1880 e 2012, a temperatura do globo aumentou 0,82º, de acordo com relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Segundo Bristot, são os grandes centros urbanos que se tornam “ilhas” e acabam transferindo calor para Terra.
Cobrir a cabeça com os documentos que carregava, foi a melhor forma encontrada pelo funcionário público José Reinaldo da Silva, de 57 anos, para enfrentar o sol e o calor no Centro da capital, durante o início da tarde na última sexta-feira (4). Morando na cidade desde 1987, ele revelou que percebeu a mudança da temperatura durante as décadas e, ainda mais, no último ano. O mestre de obras Damião Almeida, 49, comprou uma garrafa de água para repor o que fora perdido no suor de poucos minutos de caminhada. “Está muito quente e abafado. O vento diminuiu e tem pouca chuva”, declarou.
Ao contrário dele achar que não, as chuvas permanecem dentro da normalidade, de acordo com a Emparn. “Se aumentar um, dois ou três graus, isso não vai influenciar a quantidade de chuva, mas o comportamento dela. A água, por exemplo, fica menos tempo à disposição e logo evapora”, avalia Bristot. “Os jovens não percebem essas mudança, porque ela ocorre gradativamente ao longo do tempo. Mas quem conheceu Natal antigamente sabe disso”, acrescenta.
Para o professor Ricardo Ojima, do Departamento de Demografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o aumento da população tem grande influência sobre as mudanças no clima. Porém, deve-se observar mais ainda os padrões de consumo da humanidade. “Na verdade, a intensidade do crescimento populacional de hoje já é muito baixo e as taxas de crescimento da população nas idades jovens já é negativa há algum tempo. Natal e Parnamirim, por exemplo, apresentam uma taxa de fecundidade de 1,6 filhos por mulher. E a taxa de reposição da população seria de 2,1 filhos por mulher. Apesar disso, poucas são as chances de que as emissões de GEE (gases do efeito estufa) no país diminuam. Ao contrário, com uma população menor e mais envelhecida, a tendência é que o padrão de consumo aumente mais ainda”, argumenta.
Também existem correntes científicas que acreditam que não é a interferência humana a causadora do aquecimento global. Para o professor Luiz Carlos Molion, meteorologista e professor da Universidade Federal de Alagoas, a Terra passa, atualmente, por um ciclo natural. A reportagem entrou em contato com o professor, que aceitou ser entrevistado por e-mail. Até o fechamento da reportagem, porém, as perguntas não foram respondidas.
Nota do blog: Não existem dados suficientes para relacionar o aumento médio da temperatura em Natal com um eventual processo de 'aquecimento global'.
A diferença pode parecer pequena, mas o meteorologista Gilmar Bristot, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), garante que não. O terceiro mês de 2014 foi mais quente porque a região teve menos ventos que o esperado. Uma variação na pressão sofrida pelo oceano Atlântico foi o fator que levou para outras regiões, os ventos que se deslocariam para o Nordeste. “Sem o vento, a umidade fica parada. E umidade parada retém o calor”, explica o especialista. É esta a sensação “abafada”, sentida pela população.
Já o avanço das temperaturas médias é o mais preocupante e está relacionado à urbanização e industrialização de Natal. “Isso acontece devido à construção de mais prédios, impermeabilização do solo, retirada do material verde, concentração de veículos... A tendência é formar uma ilha de calor. E não tem como reverter isso. Podemos apenas amenizar com a utilização de transporte coletivo, das tecnologias de combustíveis renováveis e redução dos combustíveis fosseis”, coloca.
O aumento da temperatura em Natal foi bem maior que o registrado em todo o Planeta. Para se ter uma ideia, entre 1880 e 2012, a temperatura do globo aumentou 0,82º, de acordo com relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Segundo Bristot, são os grandes centros urbanos que se tornam “ilhas” e acabam transferindo calor para Terra.
Cobrir a cabeça com os documentos que carregava, foi a melhor forma encontrada pelo funcionário público José Reinaldo da Silva, de 57 anos, para enfrentar o sol e o calor no Centro da capital, durante o início da tarde na última sexta-feira (4). Morando na cidade desde 1987, ele revelou que percebeu a mudança da temperatura durante as décadas e, ainda mais, no último ano. O mestre de obras Damião Almeida, 49, comprou uma garrafa de água para repor o que fora perdido no suor de poucos minutos de caminhada. “Está muito quente e abafado. O vento diminuiu e tem pouca chuva”, declarou.
Ao contrário dele achar que não, as chuvas permanecem dentro da normalidade, de acordo com a Emparn. “Se aumentar um, dois ou três graus, isso não vai influenciar a quantidade de chuva, mas o comportamento dela. A água, por exemplo, fica menos tempo à disposição e logo evapora”, avalia Bristot. “Os jovens não percebem essas mudança, porque ela ocorre gradativamente ao longo do tempo. Mas quem conheceu Natal antigamente sabe disso”, acrescenta.
Para o professor Ricardo Ojima, do Departamento de Demografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o aumento da população tem grande influência sobre as mudanças no clima. Porém, deve-se observar mais ainda os padrões de consumo da humanidade. “Na verdade, a intensidade do crescimento populacional de hoje já é muito baixo e as taxas de crescimento da população nas idades jovens já é negativa há algum tempo. Natal e Parnamirim, por exemplo, apresentam uma taxa de fecundidade de 1,6 filhos por mulher. E a taxa de reposição da população seria de 2,1 filhos por mulher. Apesar disso, poucas são as chances de que as emissões de GEE (gases do efeito estufa) no país diminuam. Ao contrário, com uma população menor e mais envelhecida, a tendência é que o padrão de consumo aumente mais ainda”, argumenta.
Também existem correntes científicas que acreditam que não é a interferência humana a causadora do aquecimento global. Para o professor Luiz Carlos Molion, meteorologista e professor da Universidade Federal de Alagoas, a Terra passa, atualmente, por um ciclo natural. A reportagem entrou em contato com o professor, que aceitou ser entrevistado por e-mail. Até o fechamento da reportagem, porém, as perguntas não foram respondidas.
Nota do blog: Não existem dados suficientes para relacionar o aumento médio da temperatura em Natal com um eventual processo de 'aquecimento global'.
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